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[01] - Em Chamas!

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[01] - Em Chamas!

Mensagem por Moyra em Qui Jun 21, 2018 4:03 pm

Scorched Forest
— Onde: Scorched Forest
— Quando: Junho
— Horário: Por volta de 9h
— Participantes: Moyra Monoke e Riolu
— Motivo: Evento Floresta em Chamas!
— Objetivos:

  • Capturar ao menos 1 pokemon;
  • Concluir 3 eventos na rota, liberando pokemon alfa;
  • Treinar Riolu/conseguir pontos de happiness;



Última edição por Moyra em Sex Jun 22, 2018 12:44 am, editado 1 vez(es)
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Re: [01] - Em Chamas!

Mensagem por Moyra em Sex Jun 22, 2018 12:19 am

Scorched Forest
Os cabelos longos e azulados recaíam em cascata sobre os ombros da jovem Monoke que, naquele momento, esfregava os olhos com as costas das mãos, tentando afastar, de algum jeito, o sono que parecia preenche-la. Ainda era cedo, por volta das nove horas da manhã, e ainda mal havia começado a aventura a qual se propusera... Mas, por mais que tentasse parecer durona, Moyra já tinha a postura de uma pessoa cansada, quase ao nível de um tuberculoso terminal depois de andar alguns quarteirões a mais do que devia.

— Tudo bem, tudo bem... Vamos checar mais uma vez as anotações, Rio! — Interveio com o tom ligeiramente entrecortado pela dificuldade na respiração, ainda mantendo a seriedade de quem havia optado por uma tarefa mais do que importante. "Impressão ou os pulmões estão menores? Deve ser isso." Enquanto pesquisadora sabia bem que não era... Mas, aceitar a ideia de que não era assim tão boa em campo quanto imaginava não parecia algo que Moyra estava disposta a assumir. Quer dizer... Não era exatamente ruim.

A menina apenas não tinha o costume de qualquer exercício físico e, mesmo tendo sido levada de Amuse City à Miskin Town, por intermédio do governo de Aurille, caminhar do centro da cidade até o início da rota 34, seguindo além, por mais alguns minutos nesta, já lhe era a quebra completa do sedentarismo cultivado por anos, enfurnada em casa com as próprias tentativas de pesquisa e pensamentos auto-reflexivos ao lado de Riolu. Isso não a caracterizava como uma má pesquisadora, provavelmente... Apenas a tornava... Menos propícia a ser a primeira em... Bom, qualquer coisa.

Com um suspiro pesado, retirou a mochila das costas, buscando nos bolsos externos a pequena caderneta de capa azul bebê, sem muitas dificuldades no processo. Abrindo-a, folheou tentando forçar sua melhor expressão pensativa, sentindo o olhar de seu pokemon queimando em sua face. Já há anos se conheciam e, por vezes, Moyra tinha a impressão que,entre todas as criaturas vivas, Riolu era um dos poucos que sempre captava suas mentiras. "Droga" Deixou escapar mentalmente enquanto a própria face tomava cor em tons rubros pela vergonha. Não gostava que o parceiro a visse fraquejar... Em especial quando ele ainda parecia tão bem disposto na caminhada.

Respirando fundo algumas vezes, sabendo que, em algum momento, acabaria tendo de continuar, deu-se por vencida. Virando as costas para o pokemon lutador para que este não visse as lufadas intensas de ar que puxava pela boca, distraiu-se consideravelmente entre olhar para a caderneta e retomar o fôlego o mais rápido que podia para continuarem logo a rota. Na verdade, distraiu-se o bastante para não ouvir os passos pesados que vinham em sua direção, bem como o arfar do menino que, em alguns instantes mal era visto ao longo do caminho e, pouco depois, esbarrava no corpo da menor, fazendo ambos caírem para lados opostos pelo encontrão.

— Opa! — Foi a única coisa que ouviu partir do outro, entre todas as opções de desculpa, raiva ou qualquer outro sentimento: Somente "opa". Se viu tão atônita, tão rendida pelo choque mecânico entre os corpos, que a queda pareceu quase em câmera lenta. Não pode impedir, de fato, mas levou ambas as mãos para as laterais do corpo enquanto o vento varria seus cabelos à fronte da própria face, espalhando-os como fios de lã da cor das nuvens. Tinha o olhar quase imóvel, fixo na estrada por onde a outra figura viera,e pareceu pela primeira vez se atentar ao caminho por qual passava.

Tanto as árvores quanto os arbustos pareciam vítimas de um banho sangrento, exibindo um tom avermelhado diferente de tudo o que Moyra já vira. Tampouco as folhas no chão escaparam! Vítimas inertes, debruçadas sobre a grama baixa por todo o caminho, dando a impressão de continuidade infinita para a rota. Um mar vermelho, seco e acidentado: lindo. Prendeu a respiração por um segundo, piscando várias vezes. Estivera tão focada em não passar mal no esforço da caminhada que sequer havia notado por onde iam, concentrando-se nos próprios pensamentos e devaneios sobre suas condições físicas. "Droga." Deixou escapar pela segunda vez naquela manhã.

Quase em reflexo, puxou a caneta do bolso traseiro, rapidamente rabiscando o esboço da paisagem, marcando a copa das árvores desenhadas com uma seta chamativa, seguida pela palavra "vermelho". Ainda que fosse muito ligada à anotações, a Monoke retomava lembranças de lugares mais facilmente quando tinha alguma espécie de estímulo visual. Não que fosse exatamente boa em desenhar mas... — Moyra? — Seu nome na tonalidade que não conhecia chamou atenção, arrastando-a rapidamente para fora da própria mente e concentração.

O olhar escapou da caderneta e dos rabiscos, a caneta apertada entre os dedos com mais veemência. Poucas eram as pessoas que conheciam seu nome... Mas apenas um número ainda menor conseguiam se lembrar da menina. Bom, morava em uma cidade grande: as pessoas raramente se interessavam pelos vizinhos e crianças abandonadas e reclusas nas casas de avós não eram exatamente uma enorme novidade. Claro, a jovem também não colaborava... Não era nem perto de um bom exemplo de cortesia ou bons modos. — Moyra Monoke? — O outro tentou outra vez enquanto ela o avaliava.

O rapaz parecia ser alguns anos mais novos do que si, com cabelos negros que quase alcançavam a nuca e olhos azuis intensos. A pele era tão branca quanto a sua, o ar divertido e hiperativo se opondo ao seu... E por alguns longos instantes sustentou a sensação de que realmente o conhecia. Em silêncio, tombou a cabeça, tentando forçar a memória. Onde poderia ter conhecido alguém que não só se lembrava de seu primeiro nome mas, também, de seu sobrenome?

— Hum... Sim? — Tentou, apesar de ainda não ter a mínima ideia de como o outro a conhecia. O rapaz, bastante animado, se aproximou em passos largos, estendendo-lhe a destra em sinal de ajuda... Fazendo com que a menor vacilasse inicialmente, não sendo exatamente fã da noção de depender de terceiros. Ao aceitar o gesto, pôde ouvir Riolu praguejar ligeiramente, pouco acostumado a vê-la em interações humanas. Lançou-lhe um olhar acalentador antes de terminar de se levantar com o auxílio do outro.

— Não lembra de mim? O Matthew, da padaria! — A frustração parecia bastante óbvia tanto na face de feições contorcidas quanto na voz ligeiramente expressiva demais. Moyra conteve a vontade de rir enquanto o analisava... E aos poucos parecia recobrar a figura, perante a menção. Já há muito não via o menino! Quer dizer, antes era um menino... Agora já se aproximava mais de um rapaz. Matthew, quando pequeno, ficava com o pai na padaria da família com o pretexto de "ajudar no trabalho".

Basicamente ele se repartia em ora pegar os pães, ora contar as moedas do troco. Não era exatamente o funcionário do mês... Mas se portava melhor com a fantasia de que estava trabalhando como adulto. Quando a avó de Moyra passava por lá, o menor - que hoje parecia fisicamente maior do que si -, sempre lhe acenava. Pigarreou, tentando tirar parte do foco enquanto as bochechas tomavam ligeira cor, dando às costas ao outro com o pretexto de guardar o caderninho na mochila e voltar a caneta para o bolso.

— Ahh... Já faz tempo, neh? — Comenta na tentativa de parecer informal, disfarçando ali a vergonha enquanto se recompunha antes de novamente encara-lo. — Quer dizer... Eu até poderia reconhecê-lo por Amuse... Mas está meio longe de casa! Não achei que encontraria ninguém por aqui. — Justifica, apesar de saber bem que não era verdade. Não reconheceria Matthew nem que esbarrasse com ele dentro da padaria. — Bom... Bom te ver!

Antes que pudesse retomar o caminho, porém, sente a mão do jovem segurando-lhe o pulso destro, impedindo o afastamento. — Ei, espera! Se você vai por aí, acho que podemos ir juntos! — Confortou-lhe com o tom de quem acabara de ter uma ótima ideia. Aparentemente, apesar do crescimento, o menino mantinha sua inocência. Oras, claro que poderiam ir juntos... Mas a Monoke mal aguentava os próprios familiares, quiçá um menor acompanhante.

— Ah, bem pensado! — Ironizou com falsa alegria... Apesar de o sorriso alheio deixar bem claro que não havia entendido a primeira parte. Com os olhos brilhantes e vívidos, ele começou a segui-la, acompanhando o ritmo e balançando os braços ao lado do corpo. — O que faz aqui mesmo? — Perguntou ao ver que não teria muitas soluções fáceis e menos do que mal educadas para continuar sozinha no percurso.

— Ahh, essa é uma história engraçada! Eu comecei minha jornada ontem mesmo e... — Antes mesmo de terminar o que dizia, tirou uma pokéball do bolso, liberando o monstrinho castanho e peludo. O eevvee parecia feliz em sair da esfera e, quase automaticamente, corre até Riolu, parecendo querer brincar. Não era uma má ideia... Rio precisava mesmo da companhia de outro pokemon brincalhão e, no último ano, Moyra não tinha conseguido propiciar isso. — Olha o que meu pai me deu! Esse Eevee á filho do do meu pai! Coincidência neh? É até engraçado! —Matthew parecia não se lembrar do assunto anterior, fazendo uma ligeira careta surgir na face da menor. Ele deve ter percebido, pois logo voltou a história.

— Ahh, é... Como eu dizia... — Sorriu amarelado, bastante envergonhado e com as bochechas adquirindo um tom vívido. — O Eevee chocou ontem, então estou indo para Scorched Forest. Dizem que é um bom lugar para visitar! Eu não sabia que estavam disponibilizando viagens gratuitas então eu saí bem cedinho de casa, na bicicleta... E acredita que eu cheguei quase junto com um ônibus?!? Tive que parar pra descansar, mas tinha certeza que todos pegariam os melhores pokemon se eu não me apressasse. Corri tanto que esbarrei em você!

Por alguns longos instantes a menor cogitou contar que havia chegado de ônibus na cidade... Mas decidiu poupar o mais jovem da verdade. Limitou-se a assentir com uma tentativa mal sucedida de sorriso, logo voltando o olhar para a dupla de pokemon que brincava a seu lado. Pareciam ter se dado bem... Corriam um atrás do outro durante a caminhada moderada a qual todos se empenhavam, espalhando as folhas vermelhas por aí e parecendo não se importar com o calor. — Mas e aí, o que conta de novo? Aposto que com esse carinha aí você também decidiu iniciar uma jornada, neh? Que sorte termos nos encontrado! Não precisamos mais ir sozinhos! — Moyra preferiu esconder a vontade de se manter quieta e sozinha. Interagir não era seu forte.

— Ahh... Legal... — Foi tudo o que conseguiu comentar antes de pensar na pergunta. Matthew falava como se o mundo fosse acabar em silêncio, em um fôlego único, ininterrupto e animado. — Hum... Na verdade também estou indo pra Scorched Forest... E comecei minhas pesquisas de campo. Aliás, decidi seguir o ramo de pesquisadora, então... — Não tinha muito o que falar sobre si. Na verdade até tinha... Tinha a mãe voltando do nada, a saída de casa, Riolu... Mas não gostava muito de falar sobre nada disso. Gostava que suas coisas permanecessem como suas coisas.

— Ahhh legal! Eu aprendi a fazer várias guloseimas e outras coisas pra pokemon. Sou.. Hum... Não me lembro como as pessoas chamam isso. — O rapaz esfregava uma das mãos sobre o queixo, a testa franzida fazendo surgir um ligeiro vinco entre os olhos que o fazia parecer bastante estranho e engraçado. Moyra acabou por vacilar um riso baixo. — Um criador? — Tentou em um tom pouco mais confiante, fazendo o outro vibrar consideravelmente.

— Isso, um criador! — Depois da afirmação, o jovem sorriu. A Monoke também arriscou mais um sorriso educado, longe de diversão... Mas, depois disso, caminharam em silêncio, os braços soltos pelas laterais do corpo. Bom, mais ou menos em silêncio. Matthew cantarolava uma canção sem letra e, junto ao farfalhar normal das folhas pelos passos da caminhada, os pokemon brincavam entre galhos secos e arbusto, trazendo quase que um som de fundo para o tageto.
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Re: [01] - Em Chamas!

Mensagem por Sammy em Sex Jun 22, 2018 9:36 am

AVALIAÇÃO
Oi! Bom dia Moyra, tudo bem? Eu estou muito bem, obrigada.

Eu adorei seu texto, foi bem requintado. Uma história no qual eu já esperava de você, teve uma escrita excepcional e além de claro muita decoração que deixaram o texto ainda mais bonito. No entanto mude a cor desta fonte por favorzinho, foi bem difícil de ler tanto as falas quanto o texto, coloque um negrito nas falas e um cinza mais forte no texto, foi realmente complicado minha leitura. Mas não se preocupe isso não mudará sua nota, mas recomendo que faça estas mudanças.

Sua história pode ser muito bem escrita e bonita, no entanto, não teve uma Luta Pokémon algo que é essencial para o ganho de Níveis em nosso RPG, mas você receberá 6 Pontos de Felicidade, pois interagiu com o pequeno Riolu. Por fim:

Ótimo


Rio recebeu 6 pontos em sua Felicidade, totalizando 78/200 para sua evolução.
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Re: [01] - Em Chamas!

Mensagem por Moyra em Sex Jun 22, 2018 3:53 pm

O Growlithe Guloso
Andavam ainda parcialmente quietos, com o ligeiro mormaço abafado da floresta - que aparentemente se diferia e muito de todos os outros lugares dos quais Moyra já ouvira falar -, quando Riolu subitamente emitiu um grunhido alto e alegre. Os pequenos olhos do pokemon lutador brilhavam com intensidade, a animação bastante óbvia nos pequenos saltos que dava antes de correr para a treinadora, deixando para trás um eevee confuso. Em silêncio, a pequena criatura apontou para a pequena frutinha ao pé de uma árvore próxima, em uma tentativa de pedido.

— Ahh! Aquilo? Bom... Não tem ninguém perto então acho que não deve ter dono... Pode pegar! — Durante a fala a menina calidamente se abaixa ao lado de seu companheiro, afagando-lhe o topo da cabeça, entre as orelhas. Sorria com facilidade para o pequeno, em um gesto simples e encorajador. Apesar de quase sempre bastante séria, a Monoke se apresentava basicamente incapaz de ser fria com Rio. Fora ele a compartilhar consigo cada um dos últimos dois complexos anos de sua vida, ouvindo quando necessário, reconfortando mesmo sem falar uma única palavra. Em um abraço de agradecimento, o pokemon volta a se afastar, correndo para sua recompensa.

Corria despreocupado, os olhos fechados como se estivesse a se deleitar previamente com a ideia, agora acompanhado pelo Eevee que parecia finalmente ter entendido o motivo da felicidade alheia. Oras, também queria um pedaço! Nas quatro patas, obviamente empenhada em pegar antes a berry alaranjada de formação irregular, a pequena raposinha saía em disparada, bastante adiantada em relação a Riolu.... E também bastante distraída do caminho, focada em ultrapassar o novo amigo sem se preocupar em vigiar o que quer que se aproximasse.

Talvez por isso tamanha surpresa ao ser barrada por algo muito próximo de um canídeo rajado em laranja e preto que, em questão de segundos, se colocava entre o animado pokemon e a berry, parecendo considera-la sua propriedade. Quer dizer... Não só parecendo. Se ainda restava alguma dúvida relacionada à possessividade do Growlithe em relação ao fruto, esta certamente foi sanada assim que ele rugiu (Roar) veemente, arreganhando os dentes para o pobre Eevee, que se limitou a correr para o lado oposto, bastante assustado.

— Ei! — Protestaram juntos o trio que ali estava - Riolu, Moyra e Matthew -, em simultâneo - ainda que o primeiro se limitasse à grunhidos. — Nós vimos primeiro! — Completa a menina de cabelos azuis, cruzando as mãos na frente do peito, exasperada. Gostaria muito de evitar reações tão óbvias na frente do rapaz da padaria... Mas muito pouco se continha quando as coisas se relacionavam à seu companheiro. Ainda que Eevee tivesse sido o primeiro a ser ameaçado, sabia bem que aquele monstrinho também não deixaria Rio se aproximar daquilo que era seu por direito. Sim, direito! Direito do "quem viu primeiro"!

Pouco suscetível à conversas, porém, o oponente manteve os caninos bem expostos, as patas separadas ligeiramente de modo a aumentar a base de apoio como se estivesse se preparando para um possível combate. — O-Olha... Eu acho que podíamos deixar isso pra lá... Ele parece bem feroz e tudo mais... E também, existem muitas outras berrys por aí! Não precisamos exatamente dessa, não é? — Matthew tentou amenizar, sorrindo torto antes de tomar Eevee em seus braços de modo bastante protetor. Ainda que o mais novo tivesse vindo para a rota 34 em busca de aventuras, não ficava muito confiante quando adversários tiravam a confiança de seu novo amigo castanho.

— Exatamente! — Soltou Moyra, fazendo Matthew suspirar de alívio... Até continuar a falar. — Existem muitas por aí então ele não vai ter problemas em procurar! Essa aí já é do Rio! — Insiste por fim, fazendo Matt quase cair para trás pela surpresa. A menina não tinha entendido mesmo o que ele tentou dizer, não é? Estalou a língua no céu da boca, sem jeito. Ele não queria parecer arregar... Mas também não concordava muito com as chances naquele combate. Eram ambos os treinadores bastante novos no ramo enquanto o Growlithe.... Bom, o Growlithe devia brigar por comida desde que nascera! Estavam em óbvia desvantagem... E teve ainda mais certeza disso quando o pokemon selvagem sequer hesitou antes de avançar contra Riolu.

Ele vinha em uma velocidade considerável, apesar da distância, e rosnava em ameaça enquanto se preparava para abocanhar (Bite) o braço do pokemon lutador... E logo Moyra se viu forçada a tomar posição real na luta. Com um ligeiro sorriso de canto, o olhar ligeiramente alterado, faiscando para a criatura, descruza os braços, parecendo quase tão afetada pela adrenalina do combate quanto os próprios participantes. — Tudo bem, vamos lá, Rio! Ele está confiante demais! —Encoraja o companheiro, dando um ou dois passos para frente para ter uma melhor visão dos acontecimentos. — Desvie para a direita e use Mach Punch! — Instrui rapidamente.

O ataque, por ser bastante rápido, deveria ser bastante funcional para acertar o lado direito do corpo do adversário que, naquela velocidade, dificilmente conseguiria desviar automaticamente para a lateral esquerda ou mesmo parar antes de ser acertado. Por outro lado, apesar da tentativa de esquiva, como a intenção do Riolu era acertar Growlithe, não se afastou o suficiente para evitar a investida alheia. As das coisas pareceram ocorrer quase simultaneamente: Os dentes alheios raspando no braço esquerdo de Rio, arranhando-o o suficiente para deixar algumas várias marcas, e a destra de Riolu acertando a face do selvagem, fazendo-o ser ligeiramente arrastado para trás pelo impacto.

— Aguente firme, Rio! — Gritou para o aliado ao notar que este encolhia ligeiramente o braço atingido. Tinha que admitir: apesar de ladrão de berry, auqluele pokemon guloso era até que bastante bom! Talvez Matthew não estivesse assim tão errado. — Vamos, aproveite que ele está despreparado e use Quick Attack! — Bradou mais uma estratégia, cerrando as mãos em punho pelo ligeiro nervosismo. Aquela era sua primeira batalha... Sua primeira chance de testar o que seu parceiro podia fazer junto consigo. Era tão.... Empolgante! Arrepiava-se com a ideia, em silêncio, assistindo ambos em combate.

Dessa vez, enquanto balançava a cabeça de um lado ao outro, parecendo ligeiramente abalado pelo golpe anterior, Growlithe não apresentou muitas barreiras, sendo rapidamente atingido pelo ataque de Rio. Dessa vez, o pokemon lutador visava a lateral da cabeça do oponente, tentando desnorteá-lo ao atingir uma área mais sensível e mais próxima de terminais sensitivos (orelha - audição), tarefa que cumpriu com bastante sucesso. Ainda que aparentemente perturbado e pouco perto de se render, o Greolithe é afastado à força do novo lugar a que reivindicava, vacilando um ou dois passos para trás. O sorriso veio fácil à jovem, Eevee saltitou no colo de seu treinador. Pareciam todos torcer para a vitória de Rio! Mesmo Matthew, outrora indeciso, agora vibrava em toda sua energia hiperativa.

— Vamos acabar logo com isso! Quick Attack outra vez! — Pediu, parecendo finalmente ganhar confiança... Mas, dessa vez, assim que Riolu se aproximou, o Growlithe reagiu com violência. Não que fosse excepcionalmente mal ou assassino... Apenas parecia agir pelo impulso da própria sobrevivência. A vida selvagem não era exatamente fácil às vezes... Então cravou os dentes na barriga do oponente, apesar do novo soco entre as orelhas. Rio grunhiu em agonia, parecendo realmente se ferir.... Mas não havia muito a ser feito. Não havia como abrir a boca do adversário de um jeito fácil então... — Rio! Vamos, aguente! Use Mach Punch outra vez! — Dessa vez o comando foi ligeiramente torneado por uma pontada de desespero.

Teve sorte do companheiro confiar em si, agindo exatamente como o pedido... E, ao acertar logo acima do focinho alheio, Growlithe pareceu realmente não conseguir mais se aguentar. A mandíbula cedia e seria, talvez, necessário apenas mais um golpe para desmaiá-lo de vez! A Monoke, entretanto, não parecia exatamente disposta a esperar para testar. Partindo em direção ao companheiro, limitou-se a tirar uma das pokéball vazias do bolso, lançando-a contra o já enfraquecido pokemon selvagem. Assim que a criatura foi sugada para dentro, enquanto a esfera ainda balançava de um lado ao outro, tomou o Riolu nos braços, sentando-se com ele no colo. Tinha um sorriso fraco e bastante preocupado. Matthew, com os olhos arregalados, apressou-se a se colocar ao lado da mais velha.

— Muito bem, Rio... Você foi incrível, sabia? — Tentou anima-lo, apesar da voz mal passar de um sussurro baixo. Ainda que tentasse disfarçar, a face denunciava a preocupação! Abaixando ligeiramente a cabeça, colocou-a junto à de Riolu, fechando os olhos como se tentasse passar todas as energias para ele... E, gradativamente, o pokemon realmente parecia, aos poucos, receber o que lhe era direcionado. Com Matthew pela primeira vez em silêncio total, cedendo ao tempo e sentando-se ali perto com eevee, o companheiro da Monoke tinha a ferida ignorada, restaurando-se lentamente.... Até, por fim, levar uma das patas à cabeça da maior, tirando-lhe a concentração. Já estava bem melhor!

Se encararam por longos instantes, quietos e curiosos... Até por fim abraçarem-se em ato mútuo, fazendo Moyra soltar uma de suas raras risadas. Não sabiam exatamente quanto tempo ficaram assim... Mas logo Eevee, parecendo bastante tímido, se pôs entre eles, estendendo a Tamato Berry para o amigo. Riolu finalmente soltou a treinadora, aceitando de bom grato a fruta pela qual lutara, dando uma enorme mordida antes de oferecer um pedaço para o pequeno pokemon castanho... Que aceitou quase imediatamente. Sorrindo à ambos, a jovem finalmente voltou a se colocar de pé, buscando a pokéball onde o Growlithe estava agora preso e colocando-a no bolso antes de voltar-se com a costumeira seriedade para Matt.

— Vamos então? — Foi a única coisa que disse para o rapaz boquiaberto... Que limitou-se a engolir em seco e também se levantar, seguindo a outra enquanto tentava processar os acontecimentos e reformular mentalmente algumas das várias perguntas que tinha. Moyra, na verdade, já sabia de seu aparente "dom". Não tinha certeza como funcionava, mas uma vez Riolu se machucou alguns anos atrás, caindo de um enorme barranco... E tinham conseguido a mesma proeza. No fundo, ao sentar com ele ali, não tinha certeza que funcionaria, apenas torcia fortemente para que sim.
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Re: [01] - Em Chamas!

Mensagem por Sammy em Sex Jun 22, 2018 11:45 pm

AVALIAÇÃO
Olá, sou eu de novo! Você tem um pique muito bom para os post além de claro escrever muito bem... Enfim, vamos ao que interessa.

Sua nova aventura foi muito bem descrita do começo ao fim, mesmo sendo um clichê. Poderia ter feito algo mais desenvolvido que me prendesse um pouco mais na história.

Matthew, o rapaz da padaria é um fofo! Eu simplesmente não sei quem me atraiu mais Eevee ou seu treinador, sério. O garoto é certamente um coadjuvante medroso, ou pelo menos é o que parece ser. De qualquer forma gostei muito dele, combina com Monoke.

Ah! Antes que eu me esqueça, você teve alguns erros de digitação, como: auqluele e Greolithe. Por fim sua nota é:

Muito Bom


Rio recebeu 2 Níveis chegando ao Nível 7 aprendendo Counter. O mesmo está feliz com 82/200 Pontos de Felicidade para sua Evolução.


Growlithe foi capturado com muito sucesso, este está no Nível 9.


Tamato Berry
Tamato Berry foi encontrada com sucesso.

Riolu's HP: 73%
Status: Está com muito calor e com os músculos doloridos. Os hematomas estão literalmente queimando o seu pelo e está com sérios riscos de Burn caso não cuide na próxima aventura. O Burn causará dano extra em cada nova avaliação.

Sua rota entrará em Sunny Day por conta do verão, moves do tipo estão enfraquecidos e fortalecidos. Tome bastante cuidado pois o verão é mortal.


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Re: [01] - Em Chamas!

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