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[Cap.6] — Tales of a Dragon

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[Cap.6] — Tales of a Dragon

Mensagem por Sammy em Qui Fev 22, 2018 11:13 am

Tales of a Dragon
Após uma grande e assustadora aventura no mar, consegui ser resgatada pelos marinheiros e seu capitão. Era obrigada a me sentar longe das beiradas do veiculo, assim evitando outra loucura. O barco seguia velejando em direção a Drache Town, uma cidade rica em informação e história.

Lickitung se manteve abraçado e acordado pelo resto da viagem, olhava para mim de forma despreocupada e relaxada. Com tudo em ordem, podíamos prosseguir nossa aventura sem água salgada ou peixes, no entanto, os passageiros me observavam com deboche, alguns riam de minha situação enquanto outros debochavam de minhas atitudes, todos nós sabemos que pular para fora de um barco não é uma das melhores maneiras de curtir o mar, é com certeza havia aprendido minha lição.

Aproximávamos cada vez mais de Drache Town, o repouso do dragão ou melhor a cidade dos antigos mestres. Era certeza que aprenderia muito com aquele povo, aprenderia sobre sua história e lendas, além de claro aprender muito sobre Pokémons. De longe a cidade parecia ser bem pacata como qualquer outra cidade rural, porém algo nesta me chamava bastante atenção. Pokémons e humanos andavam lado a lado, com muita paz e também harmonia. Eles pareciam trabalhar em equipe, pareciam ser amigos de longa data, não só pareciam como também eram.

Faltava bem pouco para chegarmos em Drache, eu estava tão ansiosa com aquilo que apertava Lickitung com força e emoção. O pequeno barco velejava com lentidão e cada minuto parecia ser uma hora.


Última edição por Sammy em Qui Maio 31, 2018 10:46 am, editado 1 vez(es)
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Re: [Cap.6] — Tales of a Dragon

Mensagem por Sammy em Qua Maio 30, 2018 11:33 pm

Forgiveness of a Dragon

Drache Town era com muita certeza uma cidade que eu queria manter distancia, ela se resumia em terra e pequenas casas, pense em algo rural e então imaginara Drache. Aquela pacata cidadezinha era a própria personificação do tédio. Havia tão poucos pokémons nas ruas e os civis, bem... Eram todos velhos ou aposentados de aventura. Apesar de estar completamente negativa sobre a tal cidade, não pude julgar seu conhecimento e lendas locais, na verdade elas até me fascinavam. De qualquer forma, eu queria sair de lá com pressa. Lickitung, meu fiel companheiro e de treinador misterioso me seguia fielmente para baixo ou para cima, talvez ele tivesse se acostumado com a minha presença e eu com a dele, mas não o culpo, sou uma pessoa ótima, mas é claro modéstia a parte.

Voltando, a Drache. Seguíamos nosso caminho não falando com ninguém ao nosso redor, não estava sendo esnobe nem nada do tipo, não pense assim, na verdade estava preservando minha paciência mesmo que seja muita. Drache Town, apesar de ser uma cidadezinha rural, ela tinha suas belezas, as pequenas casas de pedra e ruas também de pedra, deixaram o lugar com um toque mais sofisticado. O que mais me intrigava era o fato da maioria dos habitantes serem homens maduros e musculosos, não pense besteiras, mas é a verdade. Eram tão poucas mulheres em Drache que aquilo me deixava um pouco oprimida, mas de resto estava tudo mais do que certo.

Em meio de todo clichê de fazenda, um homem me chamava a atenção, ele não era bonito, sério. Mas o que realmente me chamava a atenção não era o homem em si, mas o que ele estava fazendo, ele talhava com perfeição uma peça de madeira, uma pequena estatueta de carvalho em forma de algum Pokémon, uma criatura em forma de concha ou algo do tipo, aquele cara com certeza tinha um baita talento naquelas mãos e eu precisava de uma decoração daquelas. Segurei nas mãos de Lickitung e então o puxei em minha direção, assim fomos até o homem entalhador e sem vergonha perguntei - "Ei chapa, o que está fazendo ai? Parece bacana, e quanto custa?" - Talvez tivesse sido um pouco rude e máscula, mas não ligava, estava mais interessada no pequena decoração de madeira. Enfim, o homem olhava para o meu rosto por dois ou mais segundos, passava o seu pulso no nariz ao mesmo tempo que segurava uma faca afiada em sua mão, ele fungou e então respondeu - "Sniff... Essa não está a venda. Na realidade, não vendo nada para forasteiros." - Respondeu de forma seca, a propósito que voz delici... Digo, que absurdo. Meu rosto ficava vermelho por alguns instantes e então respondi - "Seu trouxa! Eu estou querendo comprar uma dessas tralhas dessa espelunca, me de logo! Eu tenho dinheiro." - Disse com o rosto corado e voz irritada. O homem se levantou do tronco de madeira no qual estava sentado, tornou a me ignorar e entrou em sua loja ou melhor carpintaria. Ele era um homem muito seco e talvez um pouco entristecido.


Arrependida de meus modos, era claro que imploraria pelo perdão daquele homem. Entrarei de forma rude em seu estabelecimento e voltava a falar - "Ei, desculpe se lhe ofendi!" - Gritei, mas para minha surpresa e a de Lickitung não havia ninguém lá. Olhava ao redor de todo o cenário, admirava cada peça de madeira e eram todas muito belas, mas infelizmente ele não me venderia nenhuma. Com outra olhada rápida, encontrava logo uma entrada iluminada, fui até a luz e logo me encontrei com uma escadaria, como esperado desci a mesma e assim acabei esbarrando de uma vez com o homem estranho. Era um momento realmente estranho para ambos, porém o homem continuava a manter sua fisionomia seria e não estava para brincadeiras - "O que você está fazendo aqui? Como entrou aqui?!" - Ele estava berrando e com razão, admito - "Eh... Me desculpe, mas eu realmente me senti mal por antes." - Tentei ser educada e esperava ser respondida a altura - "Já passei por tanta coisa irritante nessa vida, mas de longe você é a pior delas. Saia logo!" - Ele era muito arrogante, mas na realidade precisava era de um abraço. Suspirei fundo e então propus um acordo - "Não! Você tem que me perdoar! Veja quantas esculturas incompletas! Eu posso te ajudar! Aceite me ajuda como perdão!" - Eu não sairia dali sem o meu perdão, é claro ele também não o daria em uma bandeja - "Saia." - Respondeu seco, que chato, então respondi - "Não" - O deboche estava se formando - "Saia." - Voltou a responder de forma seca - "Não vou arredar um pé" - Eu estava tentando com todas as minhas forças, mas aquele cara não ajudava - "Saia." - Suspirei e então gritei - "Eu não vou sair desse lugar!" - O estranho fungava, suspirava e respondia - "Ok... Então eu saio." - Coloquei meu corpo em frente a ele e abri meus braços, interrompendo sua passagem antes mesmo que ele percebesse, ele olhava para mim ainda mais sério, mas pelo menos consegui faze-lo com que entendesse a situação - "Olha cara... Você é a pessoa mais sem graça, depressiva e desanimada da que eu já conheci sem conhecer... Agora por favor, aceite minha ajuda e vamos acabar logo com isso! " - Me tornei mais séria, enquanto ele se assustava e abaixava sua cabeça - "Certo, se é o que tanto quer... Do lado de fora ao norte da minha loja, próxima a floresta existe uma pequena, digo, média não tão grande toca de Rattatas." - Gargalhei seco e de forma irônica - "Haha! Rattatas vai ser mel com açúcar, considere-me perdoada." - O homem colocou as mãos sobre o seu rosto e se dirigiu ate a bancada, enquanto eu e Lickitung íamos em busca dos Rattatas baderneiros.

Pode parecer algo bobo, mas eu realmente não queria ter magoado aquele homem e estava desesperada pelo perdão do mesmo. Pensava em todo trama que havia passado anteriormente e claro era vergonhoso. Refletia sobre tudo isso, enquanto Lickitung e eu seguimos nosso novo objetivo, espantar alguns Pokémons Ratos próximos a carpintaria. Contornamos o estabelecimento, nós deparando com uma repentina mudança de cenário, provavelmente havíamos entrado em uma rota ou algo do tipo. Lickitung ia para a direita, enquanto eu ia para o lado oposto, observando cada arvore, arbusto, planta ou buraco. Não se passou muito tempo até que o grande pokémon rechonchudo e rosado chamasse a minha atenção, com sorte ele havia encontrado a toca das criaturas, fui até onde Lickitung estava e logo olhei para o chão. Aquilo não era um buraco, nem uma toca, era uma cratera, era óbvio que aqueles roedores era enormes, conseguíamos ouvir os grunhidos daqueles animais mesmo fora de sua grande toca. Meu parceiro linguarudo ia para ponta da cratera, se enrola em seu próprio rabo ficando em forma de bola e saltava para dentro do imenso buraco sem medo - "Awn! Aw..n....." - Gemeu o pokémon que se distanciava cada vez mais, após alguns minutinhos um som forte podia ser ouvido e depois um gemido podia ser ouvido - "Awn!" - Uma situação muito engraçada. Olhei preocupada e confusa, fechei meus olhos e por fim também pulei na cratera - "Aaah..." - Gritei enquanto caia e ao mesmo tempo desejava o nosso melhor.

A queda não foi muito longa, na verdade não havia durado nem meio segundo. Lickitung já estava muito em minha frente, era incrível como ele não tinha medo daquele estreito túnel, ou ele é um pokémon corajoso ou era simplesmente burro, recomendo ir na segunda opção. Me deitava no barro e me arrastava pela entrada estreita do túnel, que logo nós recebia com raízes e pedrinhas que arranhavam nossos joelhos, quero dizer o meu joelho, Lickitung não tinha joelhos, na verdade era um amontoado de gordura. Como aquele imenso esquilo linguarudo já estava em minha frente, pude seguir em frente sem nenhuma preocupação, já que ele não havia sido atacado nem pego em uma armadilha. Aquele túnel era realmente estreito e diminuía a cada passo ou melhor arrasto. Em nossa frente encontrávamos três caminhos, um iluminado, outro escuro e um que cheirava bem, Lickitung já ia se arrastando em direção ao do lado direito, ou melhor no que cheirava bem. Segurei sua grande cauda o obrigando a seguir pelo caminho iluminado que parecia o mais seguro. Seguimos a luz e como o inesperado, voltávamos para o sótão da carpintaria, era até que um pouco frustrante, mas pelo menos havíamos encontrado o camundongos. Eles roíam algumas estantes e madeiras que lá estavam. Não eram muitos e Lickitung poderia cuidar deles com facilidade, ambos saiamos do buraco e iríamos acabar com aquilo rápido - "Licki! Tá na hora de meter o cacete!" - Vulgar, mas era uma boa hora pra usar.

[...]

- "Licki! Eles estão bem distraídos, recolha um com sua língua usando Lick e depois o arremesse em outro!" - Ordenei e Lickitung fez com rapidez. O esquilo linguarudo enrola um de seus três adversários com seu grande órgão molhado. Aquela língua enorme contornava uma das estantes de livros e se enrolava no pequeno corpo do animal dentuço, logo depois ela o arremessava contra um parceiro que logo se irritava. Ambos caiam sobre uma pilha de troncos de madeira, balançavam suas cabeças e grunhiam com ira, eles estavam um pouco confusos e babados, mas não deixariam barato. Um rato subia em cima de seu companheiro e o outro fazia o mesmo, o do topo saltava contra Lickitung e o acertava com uma rabada que empurra o linguarudo para trás, o do meio acertava uma investida a aérea contra a língua do seu inimigo, e o ultimo acertava outra investida, mas, contra o corpo de Lickitung. Suspirei e pisquei, enquanto Lickitung se recuperava dos golpes, ele se levantava lentamente e eu logo o liderava - "Lickitung, pisoteie cada um deles! Stomp, Stomp e Stomp!" - O pokémon cor de rosa, pisoteava o chão com força e poder, dois de seus adversários voavam no ar e ele logo aproveitava para pisar sobre o pequeno corpo deles com força. Dois dos ratos acabavam por não aguentar, enquanto um deles corriam por medo.

LOG:

______________________
• Turn 1: Lickitung's Lick
• Turn 2: Lickitung's Lick
• Turn 3: Rattata's Tail Whip
• Turn 4: Rattata's Tackle
• Turn 5: Rattata's Tackle
• Turn 6: Lickitung's Stomp
• Turn 7: Lickitung's Stomp
• Turn 8: Lickitung's Stomp
______________________

[...]

Lickitung tinha se saído bem e quase sem ferimentos, mas ainda estava bem ofegante. De qualquer forma o trabalho estava feito e estava pronta para receber os trocados... Digo, perdão. Os ratos ainda estavam no chão desmaiados, mas vivos, deixe isto bem claro. Olhei rápido para a cena em minha volta, toda matéria prima estava destruída, cada decoração espatifada, era um caos e eu não queria limpar aquilo. Dei uma pequena volta ao redor de toda bagunça, encontrando uma grande lona azul, juntava com as mãos os troncos e decorações os escondendo debaixo da imensa lona. Segurava nas mãos do Lickitung exausto e corria juntamente com ele para o andar de cima, o esquilo rosado recolhia os pequenos pokémons com rapidez os segurando com sua língua dando tempo de chegarmos com as provas em mãos. O homem ainda estava talhando com perfeição e atenção, me aproximava dele com cuidado e o surpreendia ou melhor assustava propositalmente - "Ei chapa! Tá tudo pronto! Olha nessa língua ai, todos os três ratos!" - O homem lançava a estrutura e sua ferramenta aos ares, se virava com fúria e então perguntava - "Qual... O... Seu... Maldito... Problema?!" - Ele respirava rápido e sua fisionomia era de um total pirado, ele dava uma pausa para um suspiro fundo, voltava para seu estado normal e respondia - "Se isso vai tira-la da minha vida... Está perdoada... Mas, espere... Que droga é essa na boca desse Lickitung?" - Disse ele, Lickitung rapidamente cuspiu as criaturas de sua boca e as jogou em cima da bancada de atendimento - "Eu precisava provar! E eles merecem isto, eles comeram toda sua madeira e a esconderam em uma lona!" - Respondi de forma sincera. Por fim. Era inacreditável, havia conseguido o perdão da pessoa mais entediante do mundo. - "Apenas vá embora, você é pirada!" - Ele havia dito novamente, fechei meus punhos e os levantei com força, saltei com alegria, meu parceiro rosado fazia a mesma coisa, porém dançava de forma desengonçada mas feliz - "Hahaha! Você não é tão chato quanto parece, podíamos nós tornar bons amigos!" - Falei com um belo sorriso no rosto, o homem gargalhou seco e fechou seus olhos - "Ha... Não. Vá embora e quando estiver o mais longe que puder, abra esse caixote, este é seu último trabalho e terá meu afeto." - Olhei para o pequeno caixote e desconfiei, Lickitung o lambeu nas mãos do carpinteiro e como de costume ele sorria, eu poderia confiar no tato labial de Lickitung, sério, ele nunca se enganava. Aceitei o presente estranho do homem e então me despedi - "Ei, muito obrigada... Eu acho... Sério, se isso for uma bomba, eu juro que voltarei das fossas abissais do inferno para te dar uma facada no pâncreas. Mentira, eu sou um docinho! Enfim, tchauzinho! " - Voltei a segurar em uma das mãos de Lickitung e deixava aquela confusão para trás, saia daquela carpintaria com um dia louco preso em minha memória.

Já longe o suficiente daquele lugar entediante, próxima a uma praça movimentada de Drache pude abrir a caixa de madeira sem preocupações, até porque se fosse morrer eu levaria Lickitung e outras pessoas comigo, é aquele carpinteiro responderia criminalmente por vários anos. Abri o caixote lentamente com um dos meus olhos fechados e o rosto afastado, Lickitung se escondia atrás de sua cauda, e para nossa surpresa o que havia dentro do caixote velho era uma pequena escultura de madeira em forma de meu querido Lickitung, foi um presente realmente simpático feito por alguém que me odiava tanto. Talvez aquele carpinteiro fosse gentil debaixo de toda amargura e depressão, bem todos tem seu motivo para serem rabugentos. Mas o que importa é que recebi o perdão, o perdão de um coração de Dragão, poético né?

Desculpas:
Como vocês da Administração sabem, estou sem internet e sem ela meu corretor não funciona, não corretamente. Algumas palavras vão sair erradas e são completamente culpa minha, só peço que tirem um pouco de senso crítico e se coloquem em minha situação... Eu sei que isso tem nome e é: Vitimismo. Mas por uma boa avaliação sou capaz de tudo.
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Re: [Cap.6] — Tales of a Dragon

Mensagem por Celestia em Qui Maio 31, 2018 2:08 pm

Narração
A postagem foi bem longa. Você conseguiu passar a situação para o leitor de forma que soubesse o que acontecia ali, e eu acabei por me colocar na pele do rapaz e na de sua personagem principal diante da trama. Houveram alguns erros, como a escolha da cor das falas da sua personagem (um rosa bem claro num fundo branco) e o fato do Lick ter afetado um Pokémon normal. Irei relevar por acreditar que foi falta de atenção, mas de forma narrativa, deu muito certo.

Escrita: 4
Enredo: 4

Muito Bom

Lickitung ganha dois níveis e fica a nível 23.
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Re: [Cap.6] — Tales of a Dragon

Mensagem por Sammy em Sex Jun 01, 2018 12:45 am

Teeth of a Dragon

Com uma tarde inteira pela frente, consegui arranjar um tempo extra para explorar e conhecer um pouco mais aquela pequena e chata vila chamada Drache. Pode parecer brincadeira, mas meu real objetivo era conseguir aprender alguma lição. Mas nem para isso Drache conseguia servir, pelo menos para mim. Ainda me mantinha sentada no banco de madeira juntamente com Lickitung, nós dois ficávamos vendo aquela pequena escultura formada pelo antipático carpinteiro, que agora era meu amigo, pelo menos eu achava. Depois de alguns segundos, nós levantávamos e seguíamos para a direita sem nenhum objetivo predefinido.

Em minha mente, pensava em um bom bolo de chocolate ou outro doce coberto de calorias, algo feito a mão e que poderia me saciar e me enjoar com apenas algumas mordidas. Pensei sobre qualquer coisa gordurosa doce ou salgada para encher minha pança. Era raro me ver naquela situação, mas lembrava que fazia dias que não havia comido ou bebido, a anemia era real. Preocupada com minha saúde e a de Lickitung, começava a apressar meus passos por Drache a procura de algo para comermos mesmo depois de vários e vários dias. Eu vou admitir, havia sido muito irresponsável, quem fica dois malditos dias sem comer? Sério, eu posso estar louca ou beirando a loucura. Com uma caminhada rápida e alguns rodopios pela cidade, pude logo encontrar uma pequena e requintada padaria na pacata cidadezinha, para falar a verdade, era requintada até demais. Ela tinha vitrines de vidro limpíssimas e suas paredes eram pintadas de forma muito bonita, bem quem tem fome não vê homem, se aquele lugar tivesse alguma tramoia eu não me importaria, comeria lá mesmo assim. Lickitung já entrava no lugar seguindo o cheiro doce de pães de mel e eu logicamente fazia o mesmo.


Aquela padaria estava completamente vazia e uma grande gritaria vinha da cozinha, meu senso de confusão nunca se enganava e quando algo estava errado, ele sabia que estava errado. Muitos grunhidos e rosnados viam, era uma baita bagunça e com certeza um pokémon estava sofrendo ou estava passando mal, ou a barriga não estava nada bem. Segurei Lickitung com força e segui em direção a grande confusão. Serio, era um completo caos. Um rato gigantesco e bochechudo se mantinha sentado em cima da pia, ele gritava de dor ao mesmo tempo que acariciava suas próprias bochechas. Uma garota vestida com um vestido de empregada cor de rosa e pele branca, tentava acalma-lo usando tudo que podia, ela falava manso e o enchia de mimos - "Se acalme, Raticate! Logo vai passar!" - O grande rato emitia sons que nem mesmo eu saberia descreve-los - "Shiiiishi! Nhaaa!" - Lickitung e eu, aproximávamos com calma e perguntamos qual a da situação - "O que está acontecendo? Que baderna é essa mulher?" - Perguntei um pouco agressiva, enquanto Lickitung tampava seus ouvidos aliviando a confusão para si mesmo. A guria olhava em minha direção e sorria timidamente, então se desculpava - "Awn! Logo nós vamos atende-los... hahaha... Estamos tendo um pequeno problema técnico... Insisto que volte para suas mesas..." - Era claro que a situação não se resolveria de um minuto para o outro, me aproximei do rato gordo, afastei a garota do mesmo por alguns segundo e olhei bem para o mesmo, suspirei fundo e gritei - "Aha! Olhe esses dentes... São belos dentes... Mas! Estão tão moles e sujos... Como algo mole e sujo, que eu não tenho coragem de dizer! Ha!" - A jovem empregada coçou sua cabeça, olhou bem para os olhos do rato e perguntou furiosa - "Raticate! Você andou comendo nossas mercadorias?! Seu... Seu obeso!" - A empregada saltitava com bastante raiva, rangia seus dentes e falava - "Menina de cabelos rosa, gostaria de uma refeição grátis?" - Ela logo ofereceu um acordo, e é claro que eu aceitaria, estávamos falando de comida gratuita - "Que delicioso prêmio... Mas quem devemos matar? Eu passo a faca e Lickitung pega o celular." - Disse rindo, enquanto deixava o mais óbvio que era uma ironia. A empregada sorriu e voltou a falar - "A Maiden's Bakery é muito requisitada na parte da tarde, por conta disso, preciso que leve esse comilão aqui para uma consulta imediata no PokéCentro... Por favor! Eu sei que vai demorar bastante, mas você parece ter tempo livre!" - Ela havia pedido com muito jeito, mas por outro lado, havia me chamado de preguiçosa? Bem, não importava. Acenei com minha cabeça e aceitei o desafio - "Pode ter certeza! Eu cuido de um gordo rosado o tempo todo, mais um não vai fazer diferença." - Recolhi as mãos de Lickitung e com cuidado descia o ratão de cima da mesa, a garota voltava a sorrir e agradecia novamente com felicidade e tranquilidade - "Certo, muito obrigada! Vejo vocês daqui a algumas horas... Até logo!" - Ela voltava para seus serviços, enquanto eu levava dois Pokémons já adultos para o médico ou dentista, seja lá o que for. Fui em direção a saída daquele estabelecimento enquanto o roedor gigantesco continuava a gritar de dor, a propósito, ele era bem birrento para ser um pokémon evoluído e tão vivido, dava pra ver na cara feia dele que era bem mimadinho.

Já fora da padaria, pude ver de longe o grande e tecnológico Centro Pokémon. Ele parecia vazio e nada iria atrapalhar nosso caminho, andávamos devagar e calmos em direção ao hospital. Com alguns minutos já nos aproximávamos da entrada do local, a porta do Centro Pokémon se abria automaticamente como de costume, na parte externa do local o caos corria solto. Haviam tantos treinadores quanto moradores de Drache, como todo aquele povo conseguia caber dentro de um espaço tão pequeno. Com rapidez éramos recebidos com empurrões, nós sentávamos e nós apertávamos em uma das poltronas azuis, olhei rápido ao meu redor e logo vi uma pequena passagem aberta que dava de frente para a atendente de cabelo rosa, deixava os pokémons sentados e corri em direção a mulher, em poucos segundo alcançava a bancada de atendimento e falava "ofegante" - "Ofegante... Eu estou ofegante... Ei dona, poderia me atender? Aquele ratão ali atrás está morrendo de dor em um dos dentes... Uf..." - A mulher era simpática e muito prestativa, logo me dava bastante atenção - Ok... Ok... Minhas Chansey tomaram conta do caso, pode ficar tranquila, seu Raticate vai sair daqui melhor do que nunca! - Agradeci. Retornei a minha cadeira e me coloquei entre os dois pokémons, suspirei fundo e voltava meu olhar para o nada. Depois de alguns longos minutos, algumas criaturas ovais e cor de rosa recolhiam Raticate com calma e o colocava em cima de uma maca, era realmente interessante e ao mesmo tempo engraçado, Lickitung e eu não conseguimos conter a risada e também o deboche. Algumas horas depois, o centro havia se esvaziado e com as pessoas o dia também havia ido embora. Em minha frente estava Raticate deitado sobre os meus pés. Em seus imensos dentes, ele usava um aparelho de metal e além de furos de broca, com muita certeza aquilo doía mas não tanto quanto horas atrás. Acordava tanto Lickitung que estava deitado em meus ombros, quanto o Raticate, assim partia de volta para a padaria e assim finalmente conseguir comer.

Voltávamos a Padaria e com sorte conseguíamos encontrar a pequena empregada, que se mantinha deitada com os braços sobre uma mesa a espera de seu pokémon. Me aproximava com calma da guria e tocava sua cabeça, Raticate logo saltava contra a mesa ficando na frente de sua mestra. Ela se levantava com lerdeza, olhava para Raticate, ficava feliz por alguns segundo, mas logo seu sorriso se esvaziava e se tornava em uma careta de fúria - "Raticate! Você se debateu de novo? Olha essa lata velha em sua boca! Você é mesmo um mimado!" - Eu não entendia nada, mas a garota tornava a reclamar - "É isto que você é! Um mimado! Você precisa aprender a ter modos!" - Gargalhei um pouco e voltava para minha fisionomia sonolenta, já era bem tarde e eu não havia comido nada - "Garota de cabelos rosa! Eu tenho outro pedido a você, crie vergonha na cara deste Raticate! Ele é um saco de gordura mimadinho, ele sempre me acompanhou mas hoje estou farta, ele realmente precisa de alguém para coloca-lo limites!" - Olhei confusa e respondi - "Ah... Nã..." - A garota me interrompia e negociava - "Você poderá comer sempre que quiser aqui... Mas por favor, me visite sempre, eu preciso deste Raticate... Apesar de ser atrapalhado ele é quase um irmãozinho para mim" - O grande rato chiava, se alegrava e se entristecia, corria para atrás de mim e eu novamente aceitava - "Certo, vou tentar cuidar do seu ratão... Mas me de algo para comer, por favor!" - Implorei e Lickitung fazia o mesmo, a garota gargalhava e acariciava seu imenso rato - "Ei Raticate, você vai viver grandes aventuras, eu peço que não se esqueça de mim nunca! Venha me visitar mesmo sem o consentimento desta garota!" - Ela se despedia e ia para sua grande cozinha. Eu, Licktung e Raticate, nós sentávamos na mesa, os pokémons conversavam entre si, pude sentir a emoção que cada um transmitia para o outro, era uma conversa de pokémon para pokémon, Licktung parecia estar tentando acalmar Raticate, fazendo-o entender a situação. Bem, enquanto eu... Esperei pelo meu jantar.

LOG:
Pode finalizar a Rota, solicito Despojos, terminarei o Trama na próxima rota ou cidade.

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Re: [Cap.6] — Tales of a Dragon

Mensagem por Apollo em Sex Jun 01, 2018 2:20 am

Avaliação Final
A pedido do membro a rota está oficialmente fechada, boa sorte no desenvolvimento de sua trama e com o treinamento do Raticate! Espero que um dia ele tome vergonha e tenha a capacidade de voltar para a jovem padeira. Enfim, rota finalizada!

Devido a sua última nota, Muito Boa, você recebeu um TM28 - Leech Life nos Despojos.
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Re: [Cap.6] — Tales of a Dragon

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