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#01 - Prazeres Obscuros Empty #01 - Prazeres Obscuros

Mensagem por Aegir em Qua Jul 31, 2019 11:34 am


Prazeres Obscuros
Cadence City - Fim de Tarde - Nublado

O soar do pequeno sino na porta de entrada denunciava a chegada de um novo visitante naquele estabelecimento, os olhares atentos à figura máscula e imponente avançando pela via de passagem do salão, vestido peças pretas, metais e couro, o homem puxava uma cadeira frente ao balcão e sentava-se ali mesmo no canto isolado. Aos poucos perdia os holofotes, todos retomavam suas atividades. Nos jornais em papel ou da Tv, manchetes emblemáticas sobre o súbito ataque da facção Eclipse, a cidade sofisticada ainda se recuperava dos longos dias de tensão, a polícia fazia rondas mais prolongadas e instruía constantemente aos cidadãos que não ficassem até tarde nas ruas e coisas do tipo, tudo para evitar o pior. Com tanta pressão assim, não me admira que os clientes tenham no mínimo estranhado a imagem do homem de preto, o que salienta o quão preconceituosos eles podem ser.

Ele não se importava com os julgamentos, mantinha-se tranquilo sentado ao banco, admirando aquele lugar tão chique até mesmo em suas prateleiras com inúmeras fileiras de copos e bebidas diversas. Apesar de conhecido, não estava tão movimentado - dá-se ao fato já mencionado acima. O homem sacou um jornal e quando deu início a leitura de uma pequena matéria: "Performer vence a líder especializada em tipos psíquicos, Sabrina, num espetáculo cheio de elegân--", eis que finalmente foi atendido por um dos Baristas que trabalha ali.

— Boa tarde! Bem vindo ao Café Beau Motte! — Entregou um menu e prosseguiu — Deseja fazer seu pedido agora? — Encerrou com um sorriso convidativo.

Era jovem, usava um avental como padrão da profissão e assim como em quase toda a decoração do espaço, tinha também um broche de mariposa azul preso ao seu traje. Isso explica o nome estrangeiro do lugar... Enfim, Ronald sequer consultou o menu, voltou-se ao atendente encarando-o através dos óculos escuros na face e foi bem direto em seu pedido.

— Um café forte. — Disse com sua voz grossa. O rapaz assentiu e foi imediatamente prepará-lo. Alguns segundos depois retornava com o pedido. Novamente, Ronald sequer olhou para o café, no momento em que o Barista perguntou se ele queria mais alguma coisa, o homem fitou-lhe sobre os óculos e disparou: — Tem um inseto rubro no meu café. — O atendente o encarou de volta.
— Siga-me, por favor.

Um código secreto, afinal.

Levantou-se e seguiu o jovem para um cômodo além do balcão. Lá foram para uma sala resguardada com muita segurança, em seguida, prontamente o barista entregou uma caixa para Ronald e disse que aquela era a encomenda de Hilbert para ele. Dentro da caixa estava uma Pokéball, algumas bolsas de sangue e outras utilidades, o rapaz descrevia todas para ele e advertia-o com muita atenção: — É preciso treina-lo. Diferente do falecido pokémon anterior, este Rotom vai ser muito útil para você e melhor... ele é obediente. Portanto, tente não dar um tiro nele como fez com o seu parceiro de antes, ok? — Ronald assentiu, pegou os itens e retirou-se da sala sem dar palpite algum, ele reconhecia os esforços do seu fiel amigo Hilbert, um sagaz agente da organização Graal. A propósito, não só o barista como toda e qualquer franquia Beau Motte espalhada por Aurille é filiada a essa organização, é por meio delas que o mercenário recebe os recursos solicitados por Hilbert. Sem mais afazeres, voltou a agir como se aquilo tivesse sido uma consulta pessoal ao gerente, tomou o café e saiu do estabelecimento sofisticado. Como um amante de combates casuais, Ronald certamente sabia os lugares exatos para treinar o seu novo companheiro Rotom.


Objetivos Guias:

  • Dinheiro, Shards e Fama


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#01 - Prazeres Obscuros Empty Re: #01 - Prazeres Obscuros

Mensagem por Orion em Qua Jul 31, 2019 3:27 pm

Desafios
Escolha dois dos quatro desafios




O crime compensa? PT. I


Ainda na calçada, um homem de aparência andrógena o abordou, com vestes muito sofisticadas. Simulou um empurrão, sussurrou algumas coisas e entrou no café, deixando na mão de Azrael um pequeno papel com um endereço. Missão: entrar numa pequena estalagem do subúrbio e se passar do anfitrião (dono da pousada) sem deixar rastros, de forma bem criativa.


Recompensa:
+1 Nivel
300 PokéCoin

O custo da liberdade PT. I


Hilbert passa a Azrael seu novo companheiro, porém esse Homunculus não é um homem tão anônimo assim: umx justiceirx o seguiu até Aurille e está prestando atenção em todos os seus passos, inclusive sabe por meio de fontes que ele possui um Rotom. Lute contra ele, que usará um Pokémon com vantagem à Rotom.


Recompensa:
+1 Nivel
1x Potion

O crime compensa PT. II
★★


Infiltração bem feita, hora de agir. Assassine o detetive hospedado num dos quartos, forje um culpado e fuja sem batalhar.


Recompensa:
+1 Niveis
600 PokéCoin
-1 Fama

O custo da liberdade pt. II
★★


O tal justiceirx não é uma pessoa de desistir facilmente, levando o homem a tomar uma atitude drástica. Se livre dele de alguma maneira criativa e sem matá-lo, porém ainda terá um alarde e você deverá lutar com algum cadete policial nos arredores.


Recompensa:
+1 Nível
2x Rainbow Shards
-1 de Fama
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#01 - Prazeres Obscuros Empty Re: #01 - Prazeres Obscuros

Mensagem por Aegir em Qui Ago 01, 2019 4:12 pm


Prazeres Obscuros
Cadence City - Noite - Nublado

O céu já tinha escurecido o bastante desde que saiu do Café Beau Motte. Ronald caminhava tranquilamente pelas ruas bem iluminadas da sofisticada Cadence City e sentia que aos poucos a tensão do público frente ao recente ataque dos Eclipse ia se aliviando, é perceptível no modo como os estabelecimentos do centro urbano voltavam a funcionar no horário normal e com muitos clientes. A noite também afastava o homem de olhares receosos devido a sua figura tão obscura, afinal de contas, quem não se torna obscuro em meio a tantas deliciosas oportunidades dessa metrópole quando escurece, hm?

No caminho para a hospedaria parou numa das máquinas de bebidas disponíveis ao longo da cidade, decidiu ali mesmo testar o seu novo parceiro, o Rotom. Liberou a criatura do interior de sua pokéball e foi recepcionado por uma feição crua de seu dono, o pequeno fantasma sequer pode manifestar toda a sua hiperatividade comum à espécie, apenas manteve-se quieto esperando pela ação do mercenário.

— Hm. Me disseram que você é muito prestativo... — Balbuciou retirando os óculos escuros — Vamos ver. Eu quero aquele ali! — Concluiu, apontando para uma bebida específica na vitrine da máquina. Colocou ambas as mãos no bolso e encarou o fantasma aguardando por sua prestatividade. Rotom, por sua vez, infiltrou-se no eletrônico rapidamente; o lado bom é que ele havia conseguido a Soda Pop que seu mestre exigiu, por outro lado, acidentalmente causou curto no maquinário deixando-o inoperante, só que antes disso o robusto objeto começou a ejetar as diversas bebidas do seu interior, a dupla de criminosos apenas saiu do local para que não fossem vistos. No primeiro teste, Rotom tinha passado. Prosseguiram o resto do trajeto lado a lado, decerto que os testes ainda não tinham terminado.

Ao longo da caminhada Ronald impôs diversos desafios para ele, a maioria envolvia controlar essa habilidade de infiltração às fiações elétricas, algo muitíssimo útil pra ele. Aos poucos Rotom se desenvolvia, ao passo em que causava pequenos transtornos alheios aqui e ali, até que finalmente o seu dono lhe pedisse algo diferente, um combate. Mais a frente flutuava vagarosamente um Solosis, criatura em forma de célula que vaga pela noite na cidade, geralmente andam em bandos e comunicam-se por sinapses telepáticas, o que é estranho pois aquele em específico perambulava sozinho e estabilizava-se abaixo da média, um errante talvez.

— Certo, derrote-o. Vamos ver do que você é capaz... — Ordenou friamente, manteve-se assim desde que liberou o pequeno. Rotom com sua personalidade compassiva apenas acatava a cada pedido, afinal, ele foi treinado pra isso antes de ser passado para Ronald. Foi ai que levitou furtivamente até a bolha psíquica e surpreendeu o mesmo com um fatídico Astonish. O Solosis que vagava despreocupado viu-se esbranquiçado com a façanha ardilosa, recuou por um instante pelo susto e depois esboçou descontentamento denunciando uma posição ofensiva de retorno. — Ótimo, manda ver.

#01 - Prazeres Obscuros Solosis
Vs. Solosis

Não satisfeito com a emboscada, Solosis preparou o seu Reflect para que não fosse mais pego de surpresa, em seguida lançou um feixe de raios psíquicos em ondulações crescentes, um clássico Psywave. A princípio Rotom ficou esperando que Ronald fizesse algum comando, porém, o homem nada fez, apenas ficou de braços cruzados aguardando a ação autônoma de seu pokémon. Esse momento de distração lhe custou alguns danos por parte do Psywave, mas nada grave. Rotom havia entendido que, assim como a série de atividades feitas anteriormente, ele deveria ser autossuficiente quando o seu dono estivesse isento, nesse sentido assumiu as rédeas da situação: primeiro devolveu uma ofensiva ondular à altura prendendo o Solosis num Thunder Wave, depois eletrocutou o mesmo com um certeiro Thunder Shock. Os lampejos chamavam atenção naquela viela, transeuntes davam com os olhos para a direção do beco parcialmente escuro, mas sem dar maiores importâncias.  

O psíquico dava seguimento com a mesma tática de antes, um Psywave, não obstante, Rotom valia-se de sua velocidade e dos meios elétricos disponíveis ao redor para evadir a cada investida do seu adversário e também deixá-lo confuso quanto ao foco de ataque. O fantasma estava se desenvolvendo depressa em tão pouco tempo, ainda que não fosse um desafio grandioso para atestar esse valor, Ronald assente estar ficando satisfeito com os resultados. Quando o pequeno encontrava uma brecha, ele desferia sobre a bolha esverdeada porções seguidas de seu Thunder Shock, enfraquecendo cada vez mais o inimigo. — Termine isso, Rotom. — Quando por fim, tanto Greyson, quanto o pokémon plasma notavam que Solosis insistiria na mesma estratégia limitada de combate e que não havia mais efeito do Reflect para protegê-lo, eis que o último susto foi lhe dado através do implacável Astonish, o movimento super eficaz deixava o psíquico sem condições de continuar, caindo por terra.

Orgulhoso de mais uma etapa concluída, Rotom foi de encontro ao criminoso na esperança de que recebesse algum elogio ou gratificação, mas ele apenas deu com os ombros e prosseguiu. — Vamos encontrar algo mais forte. — Disse, concluindo a travessia da viela e deixando a súbita experiência de combate para trás.


Adendos:
Clique nos icons abaixo para consulta dos seguintes dados: Solosis, Dowsing Machine (Soda Pop - Sorteio)



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#01 - Prazeres Obscuros Empty Re: #01 - Prazeres Obscuros

Mensagem por Sammy em Qui Ago 01, 2019 11:23 pm

Atualização
Azrael
Você realmente resetou, muita gente ficou triste com isso, você sabe disso. Eu realmente não sei nem o que dizer, eu realmente gostava do seu outro Personagem. Pena que agora ele é só um punhado de adubo. Mas, vamos lá.

Você tem uma das melhores narrativas, descrições e enredos de Aurille, isso é um fato. Não importe com qualquer personagem você esteja ou com qual personalidade você trabalhe, o resultado sempre vai ser o melhor. O seu texto dessa vez foi curto, mas bem trabalhado. O enredo foi fraco, não da pra mentir. Você podia trabalhar bem mais nisso, já trouxe para a gente umas histórias épicas que deixavam todo mundo de cabelo em pé. Mas eu consigo ver o defeito nisso, é a sua primeira aventura com este character. Não tem como criar uma trama muito desenvolvida logo no primeiro post, né? Por isso, vou puxar seu saco e te dar logo 2 Nvls pra te dar uma turbinada. Novamente, você tem uma narrativa muito boa crie textos ao mesmo nível.

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#01 - Prazeres Obscuros Empty Re: #01 - Prazeres Obscuros

Mensagem por Aegir em Qua Ago 07, 2019 7:04 pm


Prazeres Obscuros
Cadence City - Noite - Nublado

"... Soa como um sutil barulho de guizos o tilintar do elo de esferas azuladas que compõem suas correntes. Elas podem se separar do composto e a partir disso congelar aqueles que entram em contato com sua superfície, ou se gaseificar para tornar uma bruma. Falando em gases... é dito que sua presença é denunciada pela baixa temperatura e o súbito levantar das cortinas nebulosas, uma vez dentro delas pode-se não retornar mais com vida. Vagantes, buscam por qualquer coisa que se mova, é difícil prever vossas intenções aleatórias, por vezes reagem por puro temor, por outras apenas por diversão ou ainda fome; são frios, não se engane pelas lágrimas escorridas, elas causam a falsa sensação de que se importam quando na verdade não costumam simpatizar com quem não seja um dos seus. Assim são essas tais criaturas gélidas, filhas das nuvens tempestuosas e anfitriões da alva neve. Assim são os Cryogonal, trazendo consigo o silencioso anúncio de que...

O inverno chegou."


*  *  *

Nos jornais, as manchetes principais expõem as consequências da chegada do inverno e da espécie gélida que tem causado confusões ao longo da metrópole. Nas mídias, matérias acerca dos Cryogonal ditadas por pesquisadores especializados, informações de como preveni-los ou reagir a um súbito ataque deles, bem como salientam os cuidados a serem tomados pelas vítimas. A epidemia da espécie tem afetado parte de Aurille e ao contrário do que se pensa, os grandes centros urbanos são os que mais sofrem com isso, pois, por não ser um habitat natural dessas criaturas elas acabam por se tornar hostis ou com uma relevante alteração comportamental. Especialistas apontam que esse tipo de pokémon gosta de ambientes gélidos e com uma vasta gama de material nutritivo para facilitar a absorção. O caos da cidade tem modificado essa percepção, a ótica tida pelos Cryogonal é de que tudo que se move é uma ameaça em potencial e que espaços neutros devem ser resfriados. Só hoje já foram registrados mais de vinte ocorrências em Cadence envolvendo esse pokémon, desde a mais comum como a proliferação da gripe, a acidentes domésticos ou de trânsito; dentre as vinte, sete deles as vítimas vieram a falecer posteriormente ou imediatamente devido as baixas temperaturas. "As lágrimas de um Cryogonal podem congelar instantaneamente a -148º graus Fahrenheit", alertam os Pesquisadores. A polícia junto ao controle de zoonoses local tem se mobilizado para a apreensão desses pokémon e possível soltura em seu devido habitat. Números e outras informações importantes salientam-se entre um destaque e outro de notícias, vídeos, imagens e afins.

A neblina surgia de repente naquele beco semi escurecido, a saída dele dava para uma das ruas mais movimentadas do subúrbio de Cadence onde a prostituição tornou-se um dos atrativos para os que buscam saciar seus desejos lascivos, e oportunidade lucrativa para as pessoas que se encorajam a atuar no ramo em plena madrugada. Sendo inverno e com o advento da epidemia de Cryogonal, essa mesma avenida não tem estado tão movimentada assim, seja por clientes sedentos ou tampouco os famigerados profissionais do sexo. No entanto, há uma moça que não arreda o pé do chão de concreto e mesmo no frio da estação arriscaria-se ao seu ganha pão, sozinha, isolada na esquina defronte ao beco anteriormente mencionado. Mal sabe ela que a vagarosa neblina premeditava a chegada do capcioso pokémon floco de neve, nem mesmo o Machop que lhe fazia segurança foi capaz de resistir a imediata queda de temperatura. No instante seguinte ouve-se os gritos decrescidos pelo abafamento da bruma austral.

— Rotom, Thunder Shock! — Vociferou a voz ativa no horizonte obscuro. Ronald surgia em meio as trevas e brisas frias da madrugada para aparentemente salvar a moça em apuros. O fantasma depositava contra o oponente gélido um disparo elétrico que no mínimo impedia que sua ação fosse procedente, o pokémon já estava com suas correntes de elos circulares prontas para avançar no pescoço da donzela.

#01 - Prazeres Obscuros Cryogonal
Vs. Cryogonal

A preocupação inicial do mercenário foi tirar a pobre moça dali, logo, rompeu a neblina e puxou-lhe pelo braço deixando-a num local seguro, em seguida retornou a massa gasosa para concluir o combate. Normalmente ele não faria isso, decerto que havia algum interesse envolvido nisso. Abusando de sua incrível habilidade de enxergar sobre a penumbra, Ronald conseguia localizar o alvo e prosseguir com as investidas sempre observando o desempenho do seu pokémon; dessa vez estavam a frente de um adversário à altura. — Combine o seu Thunder Wave seguido de Confuse Ray! Vamos deixá-lo minimamente capaz.

Dono de uma impressionante agilidade, Rotom cruza o campo e prende Cryogonal em sua tática de Thunder Wave e Confuse Ray, deixando-o com os sentidos comprometidos, mas não o suficiente para refinar as extremidades do seu próprio corpo fazendo uso de Sharpen, seu poder de ataque era aumentado com isso, o que não é um bom sinal. Em seguida denunciava o uso de Night Slash girando em seu próprio eixo sob uma energia enegrecida, ali mesmo naquela neblina perseguia o Rotom na esperança de alcançá-lo com o seu movimento super eficaz, contudo, seu desempenho foi comprometido pela estática da paralisia, fora que ele não conseguia acompanhar a velocidade do fantasma. Valendo-se disso, Rotom preparou um Charge para que seu próximo golpe fosse mortal.

— Muito bem, Thunder Shock! — Ordenou com sabedoria.

No mesmo instante o elétrico cessava a carga e depositava toda a energia do movimento num único lance do seu ataque. Cryogonal foi surpreendido pela poderosa investida, foi possível notar véus de fumaça emanarem do seu corpo cristalino, porém, nem mesmo isso tinha derrotado ele ainda. Lançou uma porção de suas esferas para cima e moldou-as num formato pontiagudo que ligeiramente avançavam contra o Rotom surpreendendo-o em sua própria agilidade; uma demonstração perigosa do Ice Shard com danos acrescidos pelo Sharpen anterior. A batalha na neblina estava ficando intensa, Cryogonal se mostrou um adversário sério, frio e calculista, talvez por isso Ronald tenha insistido em lutar. A julgar pelo seu sorriso de canto e feição de contentamento, era de fato essa a resposta.

— Ora Rotom, não se abale com uma coisinha dessas, vá?! Volte a usar Charge e Thunder Shock! — Determinou-se Hm, eu preciso desse Cryogonal...

E assim ele fez, novamente ergueu uma carga abrindo brecha para mais um Ice Shard do adversário, não obstante, após o armazenamento era a hora de liberar, focou-se no pokémon floco de neve e desferiu um poderoso choque elétrico sobre ele, dessa vez o alvo já demonstrava sinais de muita fraqueza e isso ficava claro quando a bruma começou a se dissipar. Assim, Ronald localizou o Cryogonal tentando se manter estabilizado numa altura média, em seguida sacou uma Pokéball sobre ele. Sabe-se quando o pokémon é rígido a partir do momento em que a esfera de captura se mantêm instável durante o seu processo, foram incontáveis sinalizações de que a apreensão não daria certo, mas que por fim deu. O objeto cambaleou tanto que quase ia córrego abaixo para os esgotos de Cadence, felizmente a mulher anteriormente salva foi quem retribuiu o favor impedindo que a esfera caísse na vala, em seguida entregou gentilmente para Ronald esboçando toda a sua gratidão.

— Isso foi impressionante. — Elogiou, primeiramente. — Devo dizer que dificilmente qualquer homem faria o que você fez por mim. Obrigada.
Greyson recolheu o seu parceiro Rotom enquanto a moça o agradecia. Em seguida voltou a simular seu perfil agradável e compassivo de modo que até sorrisos e contextualizações bem humoradas saíssem de sua boca.
— A-ah! Isso? Não foi nada. Sabe, eu estava mesmo atrás de um Cryogonal desses... — O tom da sua voz para ocasiões sociais como essa era bem receptiva, passava certa segurança e bom astral, diferente de sua figura real que é obscura e crua. — Apesar dos jornais implicarem que eles estão por toda a parte, acredita que nenhum deles tem surgido pra mim? Hahaha — Ok, talvez nesse último momento ele tenha sido um tanto sem graça a ponto de deixar a moça levemente desinteressada.
— Entendo...
— Pois é... acho que sou um cara muito quente pra eles, pelo visto... — Comentou sugestivamente na esperança de que o papo voltasse a balancear. A mulher captou as entrelinhas, lançou um olhar recíproco na tentativa de comprá-lo com uma sedução sutil, em seguida foi direta ao ponto.
— Está bem frio aqui, sabe? Talvez você possa me esquentar um pouco... o que acha? — Mordiscou os lábios e ousou uma aproximação de modo que seus seios não tão fartos assim ficassem vistosos.

Ronald Greyson pode ser um criminoso, insensível, o que for; mas ainda é um homem e acima de tudo, um ser humano. Não podia negar seus desejos, quanto mais uma oportunidade dessas. Mas bem, como de costume, há algo a mais nessa empreitada que certamente está mantida no subliminar... resta saber o que ele anseia com isso, por hora, concordou com ela um programa meramente casual e graciosamente de baixo custo. Encerrou a noite acompanhando-a até o seu apartamento no subúrbio soturno da grande Cadence City.


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Mensagem por Orion em Qui Ago 08, 2019 12:51 pm

Atualização
Azrael
Acho interessante como você traz uma história diferente por Aurille, saindo bastante do cenário Pokémon fofinho e amorzinho que a gente conhece.

A batalha com o Cryogonal foi feita de forma inteligente e usando os movimentos dele para até prejudicar a personagem e isso a tornou bem interessante. O final, com o homem contratando a prostituta, também foi algo surpreendente positivamente para a sua personagem, dando um tom mais adulto. Gostaria que você levasse esse universo mais a frente.

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Mensagem por Aegir em Dom Ago 11, 2019 12:45 pm


Prazeres Obscuros
Cadence City - Noite - Nublado

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Durante toda a manhã Ronald viu-se ocupado recolhendo todo o tipo de informação possível do seu próximo alvo, um traficante de drogas terceirizado pelo Doomfist. A ideia a princípio seria apreendê-lo para exprimir tudo o que ele soubesse a respeito do seu receptor, no entanto, poderia não ser algo tão certeiro assim uma vez que Doomfist não compartilha sua localização com "peixes pequenos", quem dirá referências sobre si mesmo; mas o mercenário teria que arriscar, afinal era um trabalho de seu interesse, acima de tudo. É ele quem quer pegar o grande criminoso a todo custo, então qualquer chance não pode ser desperdiçada.

Sabe-se que Hilbert é quem tem passado todos os dados essenciais sobre o alvo para Ronald através do celular. Assim, o homem não só sabia o nome como um endereço em potencial para encontrá-lo, dizem ser um dos maiores traficantes de drogas e promotores de festas ilícitas por Cadence, alguns arriscam em dizer que a própria polícia dá cobertura à alguns atos dele mediante a troca de favores, se é que me entendem. Apesar de não ser um dos grandes, certamente que não seria tão simples chegar até ele, mas Azrael já estava mais do que pronto para ocasiões assim, não é a primeira vez e com certeza não será a última. Por fim, com todos os dados necessários para a apreciação do alvo e com a chegada da noite obscura de inverno, era a hora da caça! Absteve-se de sua real identidade e trouxe a tona o mascarado mercenário das sombras, em seguida montou em sua moto escura e cortou as ruas do iluminado centro rumo a soturna zona suburbana ao sul da cidade.


Ambientação

"Bem vindo ao Sabbath", assim são chamadas as festas patrocinadas por alguns dos maiores nomes do crime. O Sabbath é uma festa polêmica por diversas questões, a primeira delas é que não há regras lá dentro, com exceção de matar alguém você pode fazer de tudo, por isso é mais do que comum ver cenas de sexo explícito, consumo dos mais variados tipos de drogas, combates clandestinos e por ai vai. O outro fator é que nesse evento não há limites de idade, então por vezes é visto menores de idade frequentando lugares como esse. Por mais que a polícia tente impedir a repercussão disso, um Sabbath simplesmente acontece, ele não tem hora e nem lugar exatos, é justamente essa imprevisibilidade que os mantêm fora do radar deles, por outro lado, há também os desviados que se aproveitam da liberdade do evento e trancam a experiência no maior sigilo possível. Só tem gente podre aqui, ninguém é santo e os que por ventura são, sucumbem ao mal. A música consideravelmente alta para não chamar tanta atenção, a escolha de um lugar mais afastado do centro urbano, a frenética multidão esfregando seus corpos um no outro sem nenhum pudor são aspectos destacáveis, logicamente, de um irresistível Sabbath.

O alvo da vez é conhecido como Ryo, codinome simplório mas de muita influência pelos subúrbios da cidade. O responsável pelo evento atual, é também o que está distribuindo a droga do Doomfist entre o público. Esqueça a droga por hora, o objetivo aqui é capturá-lo e obter algum proveito disso. Azrael deixou sua moto num lugar estratégico próximo ao quarteirão onde rolava a festa, o Sabbath acontecia numa casa grande e velha, provavelmente abandonada, isolada numa das ruas soturnas do extremo sul de Cadence. Espertos... há pouca vizinhança por aqui, o único perigo é uma rua que leva a rodovia principal que consequentemente atravessa o centro da cidade, contudo, nada de rondas policiais por agora. O alvo estava numa sala praticamente exclusiva dele, ainda que a festa em si não pregasse isso, deliciava-se da companhia de homens e mulheres, alucinados pelas drogas e regados a muita bebida alcoólica; fácil demais para o mercenário que sequer era notado trajando aquela fantasia obscura em meio a multidão. Azrael precisava que o ambiente ficasse ainda mais escuro se quisesse tirar o Ryo dali, foi dai que Rotom entrou em ação. Após os dias anteriores de treinamento, o fantasma já conseguia se infiltrar no circuito elétrico de pequenos espaços e causar algum curto, com isso a sala onde o alvo se encontrava ficou às cegas e o fato dele já estar entorpecido só facilitou mais ainda o trabalho de raptá-lo para fora da casa sem que a ação se passasse percebida. Ok, é possível que poucos tenham notado, mas Ronald já sabia que nesse lugar cada um está ocupado com a sua própria diversão.

— Onde está o Doomfist?! — Intimou, imprensando o jovem contra a parede. — Fale ou eu mato você! — Ameaçou com a voz grossa e abafada pela máscara. No entanto, o drogado apenas esboçou uma feição de riso desenfreado e não falou coisa com coisa, ele realmente não fazia noção do perigo. Para a surpresa de Azrael, havia uma figura até então ausente que surgia num súbito ataque ao mercenário na esperança de afugentá-lo. Era um Houndour, o canino mordia o antebraço do criminoso com a força que podia, provavelmente era o "cão de guarda" do Ryo, ao menos o traficante o reconheceu. Aquele ataque deu uma brecha para que ele se soltasse e voltasse a si, avaliando a situação e coordenando mais investidas do seu pokémon.

— Isso garoto, morde mais! — Disse, ainda cambaleando. Todavia, o canino recebia um impulso elétrico que cessava imediatamente a sua ação. Rotom se revelava e denunciava que Azrael não só estava munido com suas lâminas interligadas por uma corrente, como também detinha um pokémon consigo. — Fogo neles, Houndour! — Assim, largou o alvo da mordida e disparou labaredas contra a dupla de criminosos que rapidamente se protegiam com a capa negra do uniforme - um poderoso repelente.
— Então vai ser assim, hm? Rotom, já sabe o que fazer...

Dalí iniciou-se um combate preciso, Rotom usava do Thunder Wave para ganhar vantagem, enquanto o Houndour mantinha-se através do Ember. Ambos bem sucedidos, porém, a desenvoltura do canino agora estava comprometida. Não obstante, Ryo ordenou o uso de Smog para tentar nivelar a situação, só que o fantasma foi mais ligeiro e aprisionou-o num segundo truque, o Confuse Ray, algo que deixava o adversário ainda mais incapaz de corresponder às vontades do seu dono. Feito isso, Azrael já podia avançar contra Ryo, lançou sua corrente atando diretamente o pescoço do rapaz e puxando-o para perto de si, em seguida ameaçava apertar cada vez mais caso ele não respondesse o seu interrogatório corretamente.

— Não vou repetir. Onde está o Doomfist?! — Pressionou.
— E-eu... n-não... aahg... eu não sei, porra!... gah! — Respondeu com dificuldade — É da V-Vanish!
— Como é? — Aliviou a corrente. — O que é Vanish? Não brinca comigo, moleque!

Nesse meio tempo Houndour se livrava da confusão e vendo que seu protegido estava em perigo, tentou ajudá-lo, só não contava com a intervenção de Rotom que desferiu outro impulso elétrico sobre si por meio do Thunder Shock, o cão mesmo após receber o ataque tinha como prioridade a proteção de seu dono, e isso fez com que ele ignorasse qualquer investida do fantasma, facilitando a obra do mesmo. Com poucos Thunder Shocks seguintes, o Houndour já estava impossibilitado de continuar.

— Vanish... A Madame Vanish! É... é ela quem me passa as drogas, cara! É ela que tem contato com o Doomfist! — Voltou a explicar receoso pelo fim. — Pronto, tá feliz?!
Com a aparente resposta em mãos, Azrael afrouxou ainda mais as correntes permitindo que o rapaz respirasse com calma, mas ainda o mantinha apreendido. Ele precisava ter a certeza dessa informação;
— Onde encontro essa tal Madame Vanish? — Pressionou.
— Garh! ... Ne-Newmo-- — Quando pensou em terminar a sentença, algo perfurou o seu crânio atravessando de lado a lado. Uma morte súbita. Pode-se dizer que a princípio o mercenário não conseguiu processar essa ocorrência tão rápida assim, mas que logo em seguida também foi surpreendido por um tiro na região das costelas vindo de sabe-se lá onde. Imediatamente procurou se ocultar nas sombras de um canto mal iluminado e pediu que Rotom ficasse atento a possível "ameaça fantasma". Não se preocupou quanto ao tiro, não foi numa região grave e logo ia se regenerar, contudo, seu uniforme é projetado para resistir boa parte dos disparos com arma de fogo, aquele certamente não tinha sido algo comum...

Em algum lugar lugar no alto de uma construção dos arredores, uma figura feminina esbelta deita-se sobre o chão e apoia-se frente a mira de sua Sniper. Passa a língua suavemente sobre os lábios carmim, atravessa os fios de cabelo esbranquiçados para trás da orelha e foca-se sem nenhuma dificuldade no alvo à alguns quilômetros de distância. Não parecia ser uma mira tão superior assim, não que ela precisasse de um afinal. As orbes rubras dos teus olhos brilhavam em consoante ao uso de sua peculiar habilidade de enxergar à longas distâncias; e lá estava... o mercenário das sombras, Azrael, sua presa maior, mas antes considerou descartar o infame obstáculo que, aparentemente, era importante pra ele. Assim efetuou dois simples disparos, ele logo perceberia que aqueles tiros tão regulares eram característicos de uma única pessoa.

— Pegue ele, Bob. — Proferiu tranquilamente ao ver seu alvo se ocultar no escuro.

Assim uma criatura robusta emergia por detrás da construção e alçava um voo diretamente para a região onde o alvo se localizava. Um Golurk de coloração diferente cruzava o céu propulsionando seu corpo através do efeito a jato e anunciava a sua súbita chegada no ambiente designado. Ao notar que aquele grande pokémon se aproximava com precisão, Azrael já não tinha mais dúvidas de que sua injúria tinha nome e soava bem familiar.

... tch! Banshee.

Continua...




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Mensagem por Sammy em Ter Ago 13, 2019 9:31 am

Atualização
Azrael
Narração destruidora, clássico Aegir na ativa. Sua história é sensacional, saiu do Mundo Pokémon com facilidade e nos trouxe um novo sabor para aventuras. Soube equilibrar momentos tensos com uma narração elegante. A música, os cenários, os detalhes, tudo digno de um verdadeiro escritor. A aventura em si foi fantástica, o clímax foi essencial para trazer a sensação de "quero mais". Simplesmente fabulosa do começo ao fim, teve momentos muito chocantes isso é inegável. A narração se tornou exagerada em certos pontos, como por exemplo a descrição do Sabbath. Tirando esse fato, você simplesmente criou um novo universo para Aurille. Eu queria poder te recompensar com mais algum brinde, apenas dois níveis são uma recompensa bem fraca para uma história tão bem desenvolvida. Perfeito, simplesmente perfeito.

Só recomendo que não envolva Miskin nessa trama, ou então, vou ter que me meter nisso dai. Sim, é uma ameaça : )
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Mensagem por Aegir em Qua Ago 14, 2019 6:05 pm


Prazeres Obscuros
Cadence City - Noite - Nublado

[Desafio ★: "O custo da liberdade, Pt. 1]
Relacionados:
PS - Banshee
Recomendado ler o Post anterior.


Não se sabe como, nem quando a caçadora Banshee chegou a Aurille, sabe-se apenas que o motivo se mantêm o mesmo: Capturar Azrael. Até o próprio mercenário não compreende como essa mulher tem ido tão longe com essa ideia, seus investidores (se é que existe algum) devem estar verdadeiramente obstinados há algo para manter esse fascínio. É estranho, pois, ela sabe da real identidade do criminoso, seu nome, idade e afins, na maioria das vezes - como tem se mostrado - sabe também a sua localização... então se o caso é levá-lo a justiça, por que não o denunciou as autoridades locais ainda? Orgulho? Tudo isso só para ter o prazer em dizer que foi a responsável por apreendê-lo pela segunda vez? Seria Banshee uma caçadora tão egocêntrica assim? E novamente só dúvidas permeiam a figura dela, continua sendo uma incógnita e quem sabe, a adversária mais imprevisível para Azrael.

O shiny Golurk aproximava-se cada vez mais, o tempo para que o mercenário reagisse foi curto, só conseguiu executar dali mesmo disparos contra a robusta criatura. No entanto, os tiros não pareciam surtir tanto efeito assim, logo teria que utilizar o seu pokémon que já operava em campo, o Rotom - mesmo que sua tipagem não contribua efetivamente para alguma coisa contra o oponente. Já aterrissado, Golurk efetuou uma investida maliciosa frente a dupla de criminosos focando a princípio na apreensão do homem, nesse sentido, colocou seu antebraço de barro numa espécie de vácuo sombrio e surpreendeu Azrael, agarrando-o com o esse mesmo braço surgindo do nada ao seu lado; uma demonstração bem capciosa do seu Astonish. Aquela mão forte prendia o alvo entre sua palma e mantinha-o sem possibilidade de fuga, era essa a vontade da caçadora e Golurk já tinha total autonomia para agir sem que ela estivesse por perto, assim como Ronald tem treinado o Rotom.

Argh... Não fique ai parado, faça alguma coisa! — Sinalizou ao pequeno fantasma. Ele tinha que ser rápido, pois, Golurk era no momento o único obstáculo aqui, Banshee chegaria em seguida, portanto, se houvesse uma chance de fuga, mesmo que minimamente, essa teria que ser antes dela se fazer presente.

Com o mercenário em mãos, o gigante de argila já considerava alçar voo novamente e ir de encontro a sua dona, vez que aparentemente a sua tarefa estava cumprida ali, contudo, ele ainda não contava com as façanhas do pokémon elétrico. Rotom foi ligeiro em se aproximar dele, desse modo pode executar um Confuse Ray à altura, a investida comprometia os sentidos do adversário colossal sendo constantemente percebida através do cambalear de seu andar e grunhidos de frustração. Numa dessas, sensibilizou seus membros e facilitou a fuga do mercenário, mas não para por ai! Certamente que Banshee observava tudo à longa distância e ao notar que seu pokémon tinha sido infligido, agilizou a sua ação saindo do alto de uma construção a mais de quatro quadras dali e avançando para o local da batalha. Mais do que nunca, o tempo para Azrael era curto e precioso.

— Merda! Ela já deve estar a caminho... — Comentou, observando o horizonte urbano. — Rotom, vamos indo! — O fantasma assentiu ao chamado e preparou-se junto ao seu dono para deixar o local.

Contudo...

No instante em corriam para a direção da moto estacionada na escuridão, o braço de argila surgia novamente e surpreendia Rotom num único aperto. O pequeno não conseguia se soltar daquela mão grande, por um momento o homem pensou em deixá-lo para trás e seguir em frente, mas lembrou-se do potencial que estaria perdendo para o seu ofício. Deu a volta, sacou as armas do cinturão e efetuou novos disparos contra o Golurk que mesmo sendo atingido pelas balas, avançava imponente pela rua soturna.

— Droga! Esse infeliz não morre?! — Bravejou, sem seguida guardou as armas. Reparou que Bob, com o outro braço livre, preparava um Shadow Punch para ti. Com o punho compelido em matéria escura, Golurk liberou o soco sombrio contra o mercenário, até tentou se esquivar, mas sem sucesso... ao que parece, o ambiente em que estavam ajudava na desenvoltura do movimento fazendo-o ser tão preciso em locais com pouca luminosidade. Azrael que já possui uma relação tão íntima com a obscuridade, certamente não apreciou o efeito do "feitiço contra o feiticeiro". A partir dali a estratégia do Ground-Type era manter os socos ativos até enfraquecê-lo. — Sai dessa, Rotom! Preciso de você aqui! — Vociferou, antes de receber mais um soco das trevas.

Dava para perceber o desnivelamento daquele combate nitidamente a partir do momento em que Golurk consegue efetuar ataques independentes em cada braço: Num ele segura o adversário elétrico através do vácuo, noutro ele dispara projéteis de seu punho contra o mercenário. Banshee o havia treinado muito bem, afinal, ela não teria depositado tanta confiança nele caso desconhecesse seu potencial, hm. Infelizmente para Azrael todo aquele poder não era nenhuma novidade, não é o primeiro encontro deles dois, já se tem alguma história... E devo dizer que não são lembranças tão felizes, algo que ficará para uma outra hora. Agora, Golurk voltava a sofrer com os efeitos da confusão que mais uma vez insistem em sensibilizar seus sentidos permitindo que Rotom escapasse de seu cárcere. Descontente com a situação ao qual foi exposto, a criatura elétrica devolveu o golpe com a mesma moeda! Desferiu um Astonish sobre o grandalhão e valeu-se do seu estado de tormento para travar suas investidas contra o criminoso. Finalmente a dupla contabilizava um ponto nesse combate... Mas a alegria não durou tanto, Rotom se esqueceu que estava perto demais e foi pego outra vez pela mão do adversário, só que dessa vez sem a necessidade de algum poder ou assim, seu propósito era de simplesmente agarrá-lo e imprensar contra o chão para que assim utilizasse um High Horsepower. O movimento super eficaz naturalmente não surtiria efeito graças ao Levitate do elétrico, porém, Golurk foi astuto ao prendê-lo no chão para que sua habilidade fosse repreendida. Azrael só conseguiu ouvir os berros desesperados do seu parceiro, foi dai que resolveu recolhê-lo em sua pokéball antes que sua energia se esvaísse por completo.

— ... Essa luta não é pra você. — Balbuciou guardando a esfera bicolor em seus pertences no uniforme. Bob viu seu caminho livre de impedimentos para capturar o alvo, assim colocou ambos os braços em vácuo para um novo Astonish, dessa vez teria que se preocupar em dobro. — Muito bem, detesto ter que ser o covarde do jogo... — Com fúria no olhar, Azrael jogou em campo o Cryogonal recém capturado dias atrás. O pokémon tem uma vantagem óbvia sobre o Golurk, mas o criminoso reconhece que nem isso poderia pará-lo. Então, qual era o seu plano?

Os dois braços ressurgiam dos vácuos abertos em torno do alvo, só que dessa vez ele esperou até o minuto exato para comandar que Crygonal os segurasse com suas correntes. E assim ele fez. A criatura de gelo produziu mais elos cristalizados de modo a enlaçar cada braço de argila, o tronco de Golurk simplesmente não conseguia recolhê-los do vácuo e viu-se preso ao pokémon floco de neve. Distante, a observadora Banshee assistia a tática suspendendo a sobrancelha e premeditando a possível ação do homem.

— ... Que desgraçado! — Apressou-se. Saltou entre uma construção e outra, percorreu as ruas semi iluminadas do subúrbio, no silêncio do lugar podia-se ouvir até o som do seu caminhar durante a carreira. — BOB, NÃO O DEIXE ESCAPAR!!! — Gritou, e com gritar quero dizer numa forma tão literal que até beira o surreal se quiser... a homunculus tem a capacidade de alterar o nível de entonação da sua voz, portanto, pode ser ouvida a dois quarteirões de distância. Tanto seu pokémon, quanto o criminoso atentaram-se à sua súplica. Essa aparente frustração soava como música aos ouvidos de Azrael, um atestado ao fato de que ela nada pode fazer contra o que ele planejava: Fugir com eficiência.

— É, no fim das contas você foi útil. — Disparou para o Cryogonal, enquanto voltava-se para a direção da moto estacionada, até que lançou a palavra final: Haze!

Imediatamente cada esfera daquela corrente que segurava ambos os braços se gaseificavam e levantavam uma rápida e densa cortina de fumaça fria que incorporou-se ao ambiente de maneira muito eficaz. Banshee podia até enxergar ao longe, mas não tinha a habilidade ver sobre a penumbra como o seu alvo. Ficou fula da vida ao cair num truque tão simples, pelo visto ela não contava com esse Cryogonal que se mostrou um verdadeiro Ás para o criminoso. Azrael montou em sua moto e deixou o local depressa, no caminho dispensou a respectiva pokéball do Ice-Type, destruindo-a e libertando ele de seu mandato. Assim, a criatura voltava a agir instintivamente e tratava o Golurk como uma ameaça. A caçadora finalmente chegava ao local para auxiliar o seu parceiro, mas primeiro rompia a bruma na esperança de que Azrael ainda estivesse ali... sem sucesso, lógico. Enfurecida, Banshee dava o comando final, literalmente.

— Bob, faz alguma coisa! — Vociferou. O corpulento pokémon via uma energia prateada percorrer toda a sua figura e concentrar-se numa única mão, deixando ela com um aspecto rigidamente metalizado; em seguida, sem dó nem piedade, desferiu um golpe direto contra o inimigo cristalizado. O Heavy Slam não foi só tão poderoso e efetivo, como também obliterou o Cryogonal instantaneamente. Os estilhaços que se espalharam tornaram-se gases bem como o último movimento efetuado por ele. Se os estudiosos dizem que essa espécie se dissolve nas altas temperaturas para que nas baixas ele retorne, então é possível que algum dia o Cryogonal possa voltar à vida e quem sabe, ter o prazer de desfrutá-la novamente. Até lá, é tudo parte de um misterioso "talvez". O fato é que agora ele não passa de uma neblina se dissipando no ambiente. Quanto a Banshee... admitia o fracasso da missão, ao menos por ora. Abrigou-se num lugar e se preocupou em cumprir o seu contrato, abriu um litro de vodka e consumiu a garrafa por inteiro.

*  *  *

De fato, o mercenário das sombras conseguiu escapar com êxito e ainda preveniu que seu Rotom levasse a pior no combate, no entanto, essa fuga lhe custou um preço, uma abordagem radical, diria... Não se sabe por qual razão ele capturou o Cryogonal, talvez tenha visto algum potencial afim para batalhas empolgantes, ou talvez só quisesse utilizá-lo como último recurso mesmo, como mais uma de suas ferramentas para o crime. Se deu certo? Bem capaz de não ter saído como o planejado, mas bem, já estando longe da caçadora poderia sim contar como uma grande vantagem. Por fim, seguiu em alta velocidade sobre sua moto pela noite adentro da metrópole.



Adendos:
> A parte da fuga é essencialmente parte do desafio pt.2, farei menção a ela no próx. post;
> Sim, Cryogonal morreu. Vou remover da ficha.



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Mensagem por Sammy em Qui Ago 15, 2019 9:11 am

Atualização
Azrael
Outra história feita com bastante capricho, é incrível como você consegue transformar uma história curta em algo tão épico. Uma de minhas personagens favoritas em sua trama com toda certeza é a Banshee, ela aparenta até ser a heroína nesse enredo que aparentemente só tem vilões. Como você deve ter reparado em nossas conversas em OFF, achei muito chocante e pesada a escolha de matar um Pokémon. Porém, como é um Cryogonal faz sentido que ele ressurja dos cacos e do frio. Ou seja de uma forma ou outra ele ainda vai estar vivo.

Sobre a batalha, você mostrou algo muito bom e bem narrado. Posso até arriscar em dizer que foi uma das melhores que já li de vindo de você. A narrativa em terceira pessoa está te fazendo bem, faz parecer que você está até mais livre com sua história. Novamente, meus parabéns pelo enredo.
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Cryogonal retornou a Natureza.
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Mensagem por Aegir em Dom Ago 18, 2019 7:02 pm


Prazeres Obscuros
Cadence City - Madrugada - Nublado

[Desafio ★★: "O custo da liberdade, Pt. 2]

Anteriormente...

A caçadora Banshee surgia no cenário para interromper os planos do mercenário Azrael. Um infortúnio, de fato, é uma rivalidade antiga e o criminoso não esperava que ela fosse te perseguir até Aurille, ou ao menos não compreendia que fosse tão cedo assim. Apesar do surpreendente encontro e de toda a força e técnica de Bob, o shiny Golurk dela, Azrael usou de esperteza - por assim dizer - e arriscou uma manobra de fuga que lhe custou a vida de um dos seus pokémon, o Cryogonal. Levantar uma cortina densa de fumaça com o Haze foi a estratégia perfeita para ganhar tempo e escapar da mira de Banshee, em contrapartida, ele sabe que sua estadia em Cadence City estava, por ora, ameaçada. Na fuga com sua moto em alta velocidade, cruzava as ruas pela madrugada soturna da metrópole sem sequer dar atenção ao seu redor; sua mente se ocupava mantendo-o centrado numa única direção e nos passos seguintes para evacuar da cidade.


Ambientação

Agora;

O barulho do motor da moto era só o que podia ser ouvido durante a travessia, rua por rua, em alta e sem precedentes. Imprudência nunca lhe foi motivo de parar, não seria agora. Também não havia tanto perigo assim, com o inverno as pessoas no subúrbio de Cadence tendem a se acolher em suas casas e o comércio mesmo aberto não era uma ameaça, certamente que um cara louco dirigindo uma moto disparado era uma cena comum por aqui, só faltava a polícia correndo atrás. Não nesse caso, claro; Azrael já tinha se antecipado e estudado as rotas de ronda policial antes de ir para a missão, logicamente que ele está transitando pelas vias opostas as deles. Enquanto não chegava ao seu destino, podia se fascinar com um cenário que é de seu gosto particular, aquele típico ambiente urbano com pouca presença civil, vazio, solitário, escuro, calado... um breu total. O vento no embalo da moto e as múltiplas cores de postes, vitrines, placas, semáforos e outdoors eram sua única companhia ali. Elementos que juntos em sua mente formavam uma gravura em tela eternizada pela célere memória.

Mas que bela distração, hm? Uma pena.

Cores e sons inesperados invadiam o quadro, na constante em que estava não conseguiu sequer parar a tempo e pensar numa tática de evasiva, também a circunstância acabaria o levando para o inevitável. Tal fator surpresa era nada mais, nada menos que uma outra moto só que policial. Pelo o que deu para escutar em poucos minutos de rádio, aparentemente aquele cadete estava se dirigindo para a região de onde Azrael saiu, é possível que alguém tenha denunciado os disparos anteriormente. Infelizmente para o mercenário, a ocorrência fazia parte da margem de erros de sua estratégia, portanto, precisava repelir o policial antes que o mesmo chamasse por reforços, o que diga-se de passagem, ele já estava prestes a fazer quando deu de cara com o criminoso mascarado.

— Ch-chamand-- — Seu pedido foi interceptado por uma faca lançada diretamente no rádio. Sem possibilidades de reforços imediatos, o policial precisou cumprir o seu dever como agente da lei e colocou-se a frente da situação para que sozinho pudesse prender a misteriosa figura mascarada. — Ve-venha me ajudar, Klefki! — O policial franzino invocou o pokémon molho de chaves como auxílio, este que imediatamente executou um movimento preventivo contra possíveis fugas, um Fairy Lock.

Aquela abordagem fez com que cadeados ligados à correntes surgissem de repente nas rodas da moto e na região dos pés do criminoso, desestabilizando-o, mas isso não te impossibilitou de chamar por Rotom para ajudá-lo; é o certo: Uma vez que alguém lança um pokémon, se você tiver um, faça o mesmo! Desse modo, o fantasma foi convocado e sem pestanejar retribuiu à altura as investidas do adversário colocando-o sobre efeitos de um Thunder Wave.

— Recolha o seu pokémon agora! — Disparou o jovem policial segurando uma arma diretamente ao alvo. — Chame-o de volta ou terei que usar da força, senhor!
Azrael não esboçou reação alguma, já Rotom deu procedência aos ataques para deixar a dupla bem ocupada; desferiu uma porção de Thunder Shocks sequenciais na esperança de que os impulsos pudessem tanto enfraquecer Klefki (para que finalmente o Fairy Lock passe o efeito), quanto em manter o cadete centrado numa única coisa.
— Tch! Ei Klefki, vamos revidar! Prepare seu Fairy Wind!

Após receber os choques, a fada reagia impulsionando correntes de ar levemente cintilantes sobre o fantasma elétrico, este que tentava evadir com bastante ousadia em movimentos tão rápidos que deixava o adversário boquiaberto e sem ação. Pode-se dizer que foi eficaz, mas isso não impediu que sofresse alguns danos brandos. Nesse meio tempo, Azrael entrou em ação para se aproximar do policial que, ao reparar na tentativa do mascarado não hesitou em efetuar disparos com sua arma de fogo, porém, ficou ainda mais surpreso em notar que não surtia efeito algum sobre o uniforme do mercenário. — Ei Klefki! — Clamou ao seu pokémon. Imediatamente o molho de chaves destacava seus pequenos olhos numa cor rósea e apertava ainda mais as correntes nos pés do criminoso, cessando sua iniciativa e fazendo-o cair no chão. Por um momento o cadete encheu os peitos de orgulho, só que... De repente foi pego por uma súbita corrente elétrica com potencia suficiente para desmaiá-lo.

— Você demorou, Rotom... — Pontuou Azrael, aprumando-se em meio a rua, em seguida voltou a voz para o Klefki remanescente — Ei você. Desfaz isso, anda!

Acontece que tudo não passou de um ensaio para distrair o oficial. O mercenário não é bobo, avaliou que ele não conseguia se manter concentrado em mais de uma coisa ao mesmo tempo, desse modo, foi fácil confundi-lo para que Rotom pudesse agir na surdina e eletrocutasse ele — uma reação similar ao taser utilizado pelos próprios policiais. Agora só restava o Klefki ativo e desamparado, a decisão estava em suas mãos: Deixaria o criminoso fugir ou respeitaria o seu senso de justiça em honra ao seu dono? É claro que optou pela segunda escolha, a única para si. Continuou a lutar para que ao menos vingasse o prejuízo causado ao seu parceiro humano.

— Ahh... que seja. Rotom, acabe com isso. Thunder Shock!

Sem o seu treinador, o molho de chaves se viu perdido quanto a moderação de seus ataques, pois, foi treinado para que suas investidas ponderassem entre infligir o mínimo de dano possível para que haja a apreensão sem riscos. Assim, tentou mais uma vez emplacar o Fairy Wind, por sua vez, o infortúnio da paralisia lhe acometia antes do ato permitindo que sua guarda ficasse aberta para receber o golpe do Rotom. Tal como a sirene da moto policial, os flashes do ataque incorporavam-se ao ambiente levemente obscuro, cinzento, concreto e de certa forma trazia cores momentâneas que acalentavam ainda mais o bucólico retrato memorial registrado pelos olhos rubros do homunculus. As correntes sumiam dos seus pés e da moto, significando que Klefki não tinha resistido a potência do seu oponente. Finalmente livre, ele poderia até executar aquele agente da lei ali mesmo, mas preferiu acrescentar ainda mais ao seu estado entorpecente através do Confuse Ray de seu pokémon. É certo que após acordar, o policial vai se sentir como num dia de ressaca. Ademais, se terá lembranças ou não do que se passou na rua aleatória do subúrbio em plena madrugada, ai só o destino dirá.

*  *  *

Antes de seguir para o local onde está hospedado, Azrael despiu-se de seu uniforme num canto escuro, guardou numa mochila e voltou a ser Ronald Greyson. Na chegada da estalagem, providenciou levar consigo apenas o indispensável - o que já não era muita coisa. Preparado para partir, ligou para Hilbert relatando tudo o que aconteceu naquela mesma noite;

— Como é? A Banshee em Aurille?! Como... Como ela te seguiu até aqui? Como te achou em Cadence? — O Agente 76 fazia uma série de indagações com sua voz suave e centrada, algo que curiosamente transmitia tranquilidade para Greyson.
— Eu não sei. Olha, não é hora de termos essa conversa, tudo bem? — Retrucou o mercenário, impaciente.
— Sim, claro. Por ora, saia da cidade. É mais seguro pra ti.
— Óbvio...
— Siga minhas instruções: Destrua o celular e saia pelo sul, mas sem passar pela via principal. Fui claro?
O silêncio de Ronald aqui foi consentido como resposta positiva ao que lhe foi aconselhado;
— Enfim, Ron... Boa sorte. — Desligou.

Cessado o diálogo e dadas as explicações, era momento de uma nova fuga. Não era o fim de sua jornada por Cadence, isso é fato. A grandiosa cidade elitista ainda reservava muitas surpresas e desafios para ele, talvez até seja palco de futuras viradas de jogo como essa recente... quem sabe o confronto entre Azrael e Banshee por Aurille termine onde começou, hm?



>Solicito despojo e trancamento de tópico.


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#01 - Prazeres Obscuros Empty Re: #01 - Prazeres Obscuros

Mensagem por Sammy em Seg Ago 19, 2019 9:08 am

Atualização
Azrael
Mais um sucesso em Cadence City, desta vez foi uma aventura mais rapidinha e mais focada. O ambiente desta vez foi o principal neste enredo, né? Pelo menos para mim foi o que mais se destacou, os detalhes e descrições das cenas fizeram as emoções do texto. Desta vez, optou para uma batalha simples. Eu gostei da escolha do adversário e também da aparência medrosa que trouxe a ele. Este policial não queria agir na força bruta, essa personalidade bobinha só ficou ainda mais clara quando ele liberou a Klefki. Enfim, foi tudo perfeito. Uma leitura leve para uma Jornada tão pesada.

Só peço que lembre que Azreal possuí um vício, um vício bem estranho... mas vamos lá, ele logo terá que manifestar um sintoma de abstinência, não é? Hehe. Enfim. Boa sorte, Azreal.
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