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Capítulo I — home

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Mensagem por Akemi em Seg Jul 22, 2019 7:00 pm



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Lickitung repousava ao meu lado, sentado no chão como se não fosse nada, olhando para mim com a cara de bobo de sempre. Seu corpo macio e estufado pouco se incomodava com o chão de terra, denotado pelo modo como sorria e balançava os braços ao tentar chamar minha atenção. Estava apoiada em uma das paredes da casa velha de madeira de meus avós, vendo-os fazer suas tarefas diárias ao fundo como em todos o dias. Depois de muito tempo eu poderia finalmente apenas assistir em vez de também estar lá ao lado deles. Os dois bons velhinhos conversavam entre si enquanto cuidavam da pequena horta no jardim ao lado da casa, regando todas as plantas e se certificando que estavam crescendo fortes e saudáveis. Por mais que eu desejasse tanto iniciar minha jornada ao lado de meu companheiro Pokémon, a vida calma e simples que apenas Twinfist me privilegiava era algo que não queria perder jamais.

Vamos indo, Daichi... — Cruzando os braços para reter o calor no corpo enquanto andava naquela manhã fria de outono, olhei para o céu que se mantinha levemente escuro ainda, como se estivesse se recusando a iluminar por completo pela luz do sol fraco no horizonte. — Mamãe quer se despedir de nós antes de irmos. — Disse calmamente ao ajudar o Pokémon a se levantar ao segurar seus braços enquanto ele flexionava as pernas e ficava em pé. Ele não perdeu tempo e começou a andar, me puxando enquanto caminhava. — Você realmente gosta de ser amigável, não é? — Enquanto falava um pequeno sorriso bobo escapou, demonstrando que, apesar de tudo, ainda gostava da situação.

Abrindo a porta lateral da cozinha com cuidado, entramos na casa e retirei os sapatos, em respeito a tradição local. Lickitung passou suas patas em um pequeno tapete preparado para ele e então perambulou pelo cômodo, pegando um pouco da comida exposta sob a mesa e a engoliu por completo com sua gigantesca língua que possuia tanto controle quanto seu próprio braço. — Daichi, não vá comendo o que vê pela frente! — Retruquei na esperança de que minha mãe não reclamasse dele pegar a comida alheia. A mulher plenamente em sua meia idade se aproximou e passou a mão pelo meu cabelo, parando na bochecha antes de se voltar para as panelas novamente.

Não tem problema! É a última refeição dos dois antes de irem, então comam bastante! — Sua voz estava doce e gentil, porém sentia que a forçava a mantê-la calma para não parecer triste com nossa ida. A abracei com força sem nenhum aviso, apenas aproveitando o momento. O silêncio tomou conta da casa por severos segundos, mas sem nenhum tipo de clima pesado, tudo o que sentia era apreço e uma saudade nascente.

Deixe um pouco para mim também! — Peguei uma torrada na mesa antes que ele a agarrasse com a língua, o que emburrou o Pokémon de início. Como já sabia, aquilo não era o suficiente para deixá-lo bravo e logo tratou de pegar outra coisa para encher sua barriga.


Passados todas as despedidas chorosas e as preparações finais para sair, aos poucos me animava, imaginando o que poderia fazer dali em diante. O leque de possibilidades enquanto uma treinadora Pokémon se estendia mais e mais em todas as aventuras que já havia sonhado nos meses anteriores.

Você está muito lento, Daichi! — Peguei a criatura por uma de suas mãos e dei mais alguns passos apertados, fazendo-o me acompanhar no mesmo ritmo. Demorou um pouco até que conseguisse correr sem quase perder o equilíbrio, o que tornava a cena cômica. Lickitung podia ser um Pokémon grande e pesado, entretanto, conseguia ter um desempenho que não se julgava conseguir apenas por olhares, um ótimo exemplo de não julgar o livro pela capa. — Que tipo de Pokémon será que vamos encontrar? Eu queria um bem fofo! — Tagarelava sonhando enquanto ainda andava pela pequena rua de asfalto da vila, passando pelas outras casas simples e que aos poucos ganhavam vida com os moradores surgindo ao redor.
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Mensagem por Aegir em Seg Jul 22, 2019 9:01 pm

Desafios
Escolha dois dos quatro desafios




Lambida de amor


Daichi é certamente um pokémon muito fofo. Treine-o até alcançar o Lv 9.



Recompensa:

+1 Nivel
1x Potion

Tome muito líquido!


Tudo bem que você esteja se preparando para sair da cidade, mas antes, o que acha de dar uma volta por ai e observar as espécies ao longo de Twinfist Village, hm? Capture ao menos um pokémon dos dois biomas disponíveis!


Recompensa:
+1 nivel
2x Poké Ball

Paciência é uma virtude


Há um famoso templo em Twinfist Village que promove sessões gratuitas de Yoga e outras artes orientais para relaxar. Você pode participar também! É dito que alguns jovens treinadores, antes de partir, acessam o templo para tirar a sorte com um ancião. O velho homem possui um Meditite e aceita qualquer pedido de batalha desses esperançosos aventureiros. Caso tenha interesse... procure pelo ancião e o desafie para uma batalha. Neste caso, não precisa lançar os dados.


Recompensa:
+1 Nivel
300 Ienes

Ladrões dos céus
★★


Como fica próxima ao mar, a vila Twinfist é por vezes repleta de Wingulls, principalmente na época de maré alta como agora. Essas aves inconvenientes perdem a noção de direção e perigo, invadem praças, cais, templos e casas, algumas se atrevem até perturbar os comerciantes e seus pescados. Tendo essas informações como base, seja criativa e desenvolva uma situação inusitada onde um ou dois Wingull causam problemas. Detenha-o (os)! Não precisa rodar os dados nessa ocasião.


Recompensa:
+1 Nível
600 Ienes
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Mensagem por Akemi em Ter Jul 23, 2019 5:53 pm



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informações: dados, desafio "tome muito líquido!"

Com a hora passando e o dia já mais claro, caminhar pelas pacatas ruas de Twinfist já não era algo mais tão solitário. Mesmo ainda em silêncio, aos poucos os moradores abriam suas lojas ou saiam de suas casas para continuar as tarefas diárias nas plantações e outras instalações na vila. Junto deles surgiam uma gama de Pokémon que percorriam as calçadas e davam mais vida e ar de natureza para o ambiente urbano da vila. Mesmo depois de anos morando ali, a riqueza demonstrada nos detalhes das construções e todo o modo de viver da população ainda me encantava, o que doía o coração ao pensar de que iria deixar tudo para trás, mas para meu sonho, aquilo valeria a pena!

Lickitung já não estava mais correndo, afinal eu parava frequentemente para admirar alguma coisa ou cumprimentar uma pessoa que me reconhecia. Era um dos fardos de se morar em cidades pequenas, todos conheciam todos e eram obrigados a serem gentis com as saudações repetitivas.

Agora estava na frente de uma venda de frutas e legumes, com os caixotes amarrotados de produtos frescos e colhidos ainda naquela manhã sendo dispostos nas bancas ao lado da porta central do prédio. Conhecia bem o lugar por fazer compras ali regularmente, mas agora via um detalhe diferente de antes. Em cima de um dos caixotes inclinado estava um inseto avermelhado, mordendo uma das frutas sem nenhuma preocupação.

Tentei me aproximar dele com cuidado para não o assustar e ver melhor do que se tratava, agachando ao lado da banca e o olhando para a criatura com um leve medo. Insetos não eram os meus favoritos, ainda mais os de visual estranho como aquele. Depois de algum tempo me lembrei de seu nome, Venipede, meus avós já haviam falado sobre ele e de como apareciam nas plantações procurando alimento.

Você só está com fome? — Disse para mim mesma, mas em voz alta. Daichi se aproximou de mim e viu a lagarta se deliciar com a fruta, querendo também pegar uma para ele, ignorando que há pouco havíamos tomado o café da manhã. Com a sua habilidosa língua se mexendo igualmente a um braço, agarrou um e lentamente o recolheu para sua boca. — Daichi, não! Não pode sair comendo assim, aqui é uma loja! — Tirei a fruta de sua língua e a limpei na manga de meu vestido antes de colocá-la de volta no caixote. Venipede pouco ligou para nós e continuou a se alimentar.

Com a comoção, e talvez o grito que dei a pouco, o casal de velhinhos responsável pela loja vieram até a porta conferir o que estava acontecendo. A mulher, vestindo um quimono rosa pálido comum na cidade para a época do ano me cumprimentou, afinal já havia ido ali diversas vezes no passado. O homem, por outro lado, se irritou e começou a brigar com o nada, até eu perceber que na verdade ele reclamava de Venipede. O idoso o pegou com suas mãos e o jogou na rua, mas sem colocar muita força para não o machucar. — Pare de vir aqui, sua praga! Você está acabando com meus produtos! — Ele batia o pé no chão enquanto falava, reclamando mais e mais, agora para sua esposa que ria de sua cara e voltava para dentro.

Venipede ignorou completamente o senhor e voltou a andar, mexendo suas patas calmamente até chegar na banca e escalar, alcançando as frutas. O dono tremeu de raiva, sem responder ou ameaçar novamente, se segurando para não colapsar ali. Certamente aquilo não faria bem para sua saúde e ele sabia disso.

Deixe que eu cuido dele para o senhor! — Disse pegando em uma de suas mãos e o cumprimentando. Ele não se importou por já me conhecer, mas ficou acanhado em dar uma resposta direta para mim. Não era de seu feitio deixar os outros resolverem seus problemas. — Daichi, venha cá! — Balançando a mão no ar para chamar a atenção do Pokémon, Lickitung veio até meu lado e mais uma vez tentou pegar uma fruta. — Espera, não foi para isso que te chamei! — Decepcionado, segurou a língua com suas mãos, como estivesse a abraçando por um momento. Fiz um carinho em sua cabeça, com pena dele. Talvez estivesse sendo muito dura logo de cara. — Senhor, eu posso derrotar esse Venipede e leva-lo para longe, não se preocupe! — Com aquelas palavras, peguei a lagarta com minhas próprias mãos, sentindo todo o frio na espinha por ter o inseto em contato com minha pele e o coloquei no chão, quase dando um grito de medo.

Daichi, vamos ter uma batalha, se prepare! — Apesar do jeito desengonçado e dos movimentos limitados por conta de seu corpo grande, o Lickitung andou até a rua e lá se posicionou na frente do Venipede que ainda estava aonde eu havia o colocado. Seus olhos estavam meio fechados, dando o mínimo de atenção possível para mim e meu Pokémon. — Supersonic! — Desde que Daichi e eu nos tornamos amigos aquela era a primeira vez que teríamos uma batalha minimamente séria e estava completamente animada com seu desenrolar. Sem perder tempo, ele abriu a boca, berrando em um tom de voz tão alto que mesmo fora do raio das ondas sônicas, ainda incomodava um pouco a audição.

Sem prestar atenção ao redor, o inseto foi pego pelo movimento e ficou confuso, balançando o corpo loucamente até ele virar de lado por conta própria e não conseguir mais se movimentar, mexendo sem parar suas patas numa tentativa desesperada de continuar andando. — Isso! Agora use Lick! — Dando uma utilidade maior para a maestria em que usava sua língua além de pegar a comida alheia, Daichi se aproximou do alvo e o chicoteou a língua rosada e musculosa. Antes de ser acertado, Venipede fechou seu corpo em um círculo perfeito e brilhou levemente, lembrando um tipo de esfera. Por conta dessa tática, o Lick não conseguiu ter o efeito esperado, deixando o adversário ainda no mesmo lugar.

Isso foi um Defense Curl, ele usa isso sempre... — Por mais que o idoso não havia aceitado diretamente minha ajuda, ele ainda estava ali nos assistindo e até mesmo me ajudando a compreender mais sobre a batalha na falta de experiência.

Daichi, use o Lick de novo e o jogue na parede! — Disse em empolgação, ignorando que poderia ferir o Pokémon ou até mesmo danificar a propriedade alheia. Assim como ordenado, Lickitung o enrolou em sua língua e, com um giro curto de seu corpo, o jogou na parede do outro lado da rua, oposta à loja. Venipede se soltou, saindo da forma esférica e grunhiu com o impacto, agora já não mais confuso. Agora já percebendo a situação em que estava, ele correu para dentro do jardim de uma casa e se escondeu em um arbusto. Daichi tentou ir atrás dele, mas o segurei, dando passos largos até o Pokémon. Não queria me colocar em algum problema grande por invadir a casa dos outros e atrasar mais minha jornada e outros sonhos. — Você foi ótimo, Daichi! — O abracei calorosamente, deixando o corpo rechonchudo amortecer a minha queda ao quase me jogar em cima dele e o acariciar um monte. O Pokémon gostou dos afagos e também retribuiu o gesto.

Acho que ele não vai voltar por algum tempo! — Disse o senhor, rindo com a saída cômica de seu inimigo.
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Mensagem por Aegir em Ter Jul 23, 2019 6:19 pm

Atualização
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Agora sim, tudo certo! O novo texto continuou com o mesmo brilho do anterior, você é técnica e sabe dar fluidez através da escrita. Contudo, devo pontuar que ausência de citação com o nome da espécie me fez ficar confuso vez ou outra, atente-se a isso. Bem, espero que você consiga capturar um Minccino mais pra frente! Boa sorte!

PRÊMIO
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+1 Nível (Desafio)
Subiu ao Lv 6
90% - Muito Bem

Akemi recebeu:
pokeball 2x Pokéball
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Mensagem por Akemi em Qui Jul 25, 2019 5:05 pm



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informações: dados, captura de Furret

Daichi, vamos descansar um pouco — Dizia para o Pokémon, sentando com cuidado ao lado de uma árvore, apoiando a coluna no tronco gelado enquanto arrumava a barra do vestido para que não mostrasse algo indevido. Lickitung adorou a ideia de parar de perambular pela cidade e se sentou ao meu lado, colocando sua cabeça em meu braço, fechando os olhos por um longe momento.

A manhã já estava se aproximando de seu fim, com a temperatura aumentando em pouquíssimos graus conforme a luz do sol se intensificava para a tarde. As pessoas ao redor da cidade continuavam com seus afazeres de sempre, cuidando das lojas, plantações ou apenas de suas famílias como em todos os dias, prosseguindo com a vida pacata e simples que Twinfist oferecia a todos que viviam por ali desde sempre.

O local em que estava agora era um tipo de pequena praça, tendo um espaço aberto na calçada com várias árvores e algumas outras plantas mais rasteiras e de diferentes cores dando vida ao ambiente, mesclando quase perfeitamente o modo rústico de construções de madeira e as lanternas que se usa para iluminar o caminho durante a noite. Havia passado por aqui poucas vezes durante o dia e nunca havia reparado em como a beleza pode se transformar em questões de detalhes, estando maravilhada com tudo.

Ao longe conseguia ver alguns Pokémon correndo de um lado a outro. Eram dois Sentret que aparentavam estar brincando enquanto davam pequenos saltos e se engalfinhavam em rápidos abraços que os faziam rolar no chão. — Eles são tão fofos! — Daichi, que já estava quase conseguindo dormir, soltou um ruído baixo concordando, mesmo que ele sequer havia aberto seus olhos. Deixei um sorriso bobo passar, encarando os monstrinhos como se fossem os mais bonitos e magníficos para mim. — Hmmm... será que terá algum problema se tentar capturar um? — Indagava sozinha, imaginando que tipo de situação poderia acontecer. Não tinha nenhuma garantia ainda que eram selvagens. É verdade que não é incomum ter algumas espécies selvagens andando pelas ruas de Twinfist, mas nunca se sabe, ainda mais ao ver os dois tão à vontade em estar ali.

Daichi, vamos lá! — Com um pouco de esforço me levantei sem deixar o Pokémon cair, segurando seus braços ao final, para que ele acordasse e fizesse o mesmo, agora com minha ajuda. Como de costume, ele ouviu meu pedido e ficou em pé, bocejando por ter o sono interrompido, mas sem reclamar de nada. Olhei atentamente ao redor, em busca dos roedores que já não estavam mais no mesmo canto, notando que agora eles haviam ido para o lado oposto, agora acompanhado de um outro maior e mais esguio. — Furret, não é? — Tentava forçar a mente a trabalhar para lembrar do nome corretamente, também recordando que ele é a evolução de Sentret.

Como uma criança que acaba de ganhar um brinquedo novo, a animação toma conta de mim e vou em direção aos Pokémon, sem nem ao menos considerar que eles poderiam fugir com a aproximação. Os dois Sentret logicamente se assustaram e correram, pulando para trás de um arbusto e sabe-se lá o que depois de terem saído de meu campo de visão. Furret, por outro lado, ficou parado, me encarando em mistura de cautela e curiosidade. Lickitung se aproximou também, estendendo sua língua para perto dele e o cumprimentando com seu jeito típico de ser. O furão deu alguns passos para trás e se apoiou nas quatro patas, preparado para atacar caso acontecesse algo.

Tome cuidado! — Também dei alguns passos para trás, deixando que os dois Pokémon ficassem livres caso uma batalha iniciasse ali. Sem fazer qualquer movimento brusco, Furret se moveu para o lado e flexionando as patas deu um salto em direção de meu Pokémon, liberando suas garras brilhantes. — Scratch? Daichi, use o Lick e o pare! — Ordenei na esperança de ser rápido o suficiente. Lickitung abriu sua boca, manejando a língua com destreza ao colocá-la em frente ao seu corpo para segurar o ataque. Furret não recuou, continuando firme com o Scratch, enquanto o Lickitung apenas o segurou e fez o movimento ser completamente inútil.

O roedor não gostou e com seu corpo esguio se mexeu de um lado a outro, serpenteando brevemente como se fosse uma cobra até que estivesse livre da língua de meu parceiro e já não tivesse mais nada o impedindo de continuar. Ao final um tipo de aura circulou seu corpo, indicando algo que eu não compreendia. Alguns segundos se passaram sem nenhum dos lados fazer nada, somente se encarando como criaturas selvagens que se estranhavam.

Daichi, use o Supersonic! — Como de costume, ele abriu a boca pronto para berrar em alto e bom som na direção escolhida. Furret entendeu do que se tratava e antes de tudo contra-atacou com Quick Attack, movendo o corpo em alta velocidade em um salto ágil. O golpe acertou a barriga de Daichi, ao qual deu um passo para trás, segurando parte do dano do impacto. Ainda não tendo desistido do comando recebido, ele abriu a boca mais uma vez e agora sim gritou com toda sua força, produzindo as ondas sonoras em cima do outro Pokémon.

Furret ficou levemente confuso de início, mas ainda consciente do que estava acontecendo ao seu redor, tentando atacar com mais um Scratch. Ele cambaleou para sua esquerda e tentou recobrar a direção enquanto andava até o Lickitung e com a confusão o afetando na pior hora, errou o ataque e acabou tropeçando na própria pata, caindo no chão e ficando ali parado por um tempo.

Quick Attack — Disse sem muita empolgação, vendo que não teria muito o que se fazer com o Furret caído ali. Ele seria acertado de qualquer maneira. Daichi se apoiou nos joelhos, pegando impulso e, com todo o peso de seu grande corpo, se jogou em cima do furão, pressionando-o contra o chão e o fazendo soltar alguns gemidos pela dor momentânea. Fiquei com pena dele e decidi acabar logo com a batalha, pegando uma Poké Ball na mochila. A olhei por um instante, não querendo errar a jogada na hora crucial, então apenas fui em direção ao Pokémon e toquei o objeto em sua cabeça, vendo como seu corpo foi tomado pela energia avermelhada e adentrou ao interior da esfera.
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Mensagem por Sammy em Qui Jul 25, 2019 7:33 pm

Atualização
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Outra narradora incrível que acaba de iniciar sua vida como Treinadora Pokémon, isso é muito bom. Esta é a primeira história que leio de você e devo dizer; que talento. Narra os acontecimentos da sua rota de forma simples e leve, traz o sentimento de calmaria para o leitor ao mesmo tempo que nos envolve em Twinfist, que é uma vila serena.

Sua batalha foi narrada de maneira exemplar, básica porém bem descrita. Não há muito o que falar, você é ótima escrevendo.

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53% - Bem
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