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Conto — Prelúdio da Tormenta

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Mensagem por Eric P. Haylock em Sab Jul 13, 2019 12:54 am



Última edição por Eric P. Haylock em Sab Jul 13, 2019 3:09 am, editado 6 vez(es)
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Conto — Prelúdio da Tormenta Empty Re: Conto — Prelúdio da Tormenta

Mensagem por Eric P. Haylock em Sab Jul 13, 2019 12:55 am

Ato I
Prólogo
Um bom e delicioso drinque.

Fazia um tempo que eu não tirava um dia só pra mim, uma noite para eu curtir apenas a minha presença e me divertir pelas ruas da cidade grande. A neblina que cercava a ilha Eclipse era aconchegante e convidativa, parecendo me chamar para dançar com ela a noite inteira, vagando sem rumo pela cidade, sendo guiada apenas pelo desejo e curiosidade de desbravar cada extensão da ilha.

Era gratificante saber de onde eu vim e ter todo esse pedaço de mundo só para mim.

Dei um bom gole no champanhe, observando as pessoas dançarem sob a luz do luar em uma das baladas mais conhecidas da ilha. A música alta chamava a atenção de todos que caminhavam sobre as ruas asfaltadas da grande cidade, sendo atraídos pela peculiaridade da balada ser em céu aberto. O barman que me atendia era extremamente bonito e eu gostaria de saber quando que começamos a permitir homens tão gostosos a entrar em nossas propriedades.

Mas bem, fisgar uma distração não estava na minha lista de objetivos para esta noite.  

Antes de levantar-me, deixei uma nota de valor bem alto em cima do balcão da mesa, não apenas para agradecer pela deliciosa bebida, mas também para agradecer o belo atendimento do barman. Eu não precisava fazer muito esforço para ser notada e reverenciada enquanto caminhava pelas ruas da cidade, mas de fato aquela noite eu só estava querendo aproveitar o máximo possível, querendo curtir uma noite sem compromisso algum e apenas me distanciar da vida de trabalho. A semana inteira minha cabeça havia sido bombardeada de perguntas e problemas em relação ao nosso grande triunfo e eu não havia tido tempo para descansar, não é muito saudável uma pessoa ter tantas preocupações assim, a pressa nunca traria a perfeição, a perfeição que tanto buscávamos.  

O meu motorista já me esperava na saída do local, mas fiz questão de recusá-lo naquela noite. Retirei meus saltos, coloquei no banco de trás do carro e disse que iria caminhando. As ruas estavam limpas e uma dama não iria caminhando para casa de salto alto, meus pês gritavam por liberdade e definitivamente era isso que eu os daria. Olhei um tempo pelo espelho do retrovisor da limousine preta, fazendo questão de retocar o meu batom avermelhado. Avisei ao motorista que poderia partir, no qual não demorava para acelerar e sumir em meio das vastas ruas da cidade.  

Aurille era bela.

Eu não lembrava quanto tempo fazia desde que eu havia chegado na região. Eu estava em busca de um recomeço triunfante, onde ninguém me conhecia e me julgaria pelo o que eu era, mas no final do dia, a gente nunca consegue se libertar daquilo que nascemos para ser. Além do mais, eu sentia que aquilo corria em meu corpo, como se fizesse parte do meu sangue e não podia me culpar pelos fracassos de um homem com objetivos medíocres. Eu sabia da minha capacidade e, bem, hoje estou onde estou.

Era gratificante saber que as outras equipes e facções espalhadas pelo globo estavam caindo uma a uma por seus desejos gananciosos e totalmente inalcançáveis. O ego de seus líderes permitiu que seu barco afundasse, levando toda a tripulação junta. A sua ganância acabou atraindo muita atenção e isso foi o que trouxe a elas a ruina.  

Mesmo eu estando cercada de pessoas que eu sabia que me veneravam, eu sempre tinha aquele sentimento vazio dentro de mim, me sentia solitária. Lancei uma das minhas Pokébolas que havia trazido comigo nesta noite para que um de meus companheiros pudesse me fazer companhia. O dispositivo abria-se no instante que pairava no ar, liberando aquela energia esbranquiçada, na qual materializava meu querido Murkrow. A ave pousava em meu ombro e observava atentamente o céu, assim como eu.
 
Lindo, não é mesmo? A visão do céu de Aurille sempre parece mais límpida, parece ate que estamos mais próximos dele. — disse, recebendo a confirmação de meu companheiro com o seu característico murmúrio. — Não podemos ficar na sombra pra sempre, certo? Acho que a Eclipse ficou muito tempo apenas agindo sorrateiramente, mas está na hora de espalharmos um pouco nosso nome pelo continente, mas claro, não vamos chamar muita atenção. — e novamente Murkrow concordava comigo.

Ficamos sentados ali por alguns breves minutos, esperando que o grande espetáculo da noite acontecesse. O luar começava de forma vagarosa e majestosa a ser tampado pela sombra da terra, causando aquilo que chamamos de Eclipse. Os planos haviam sido executados com êxito e, como esperados, finalizados antes mesmo do eclipse lunar daquela noite. Tudo estava caminhando para o sucesso e de uma coisa eu tinha total certeza: no final, o triunfo seria nosso.
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Conto — Prelúdio da Tormenta Empty Re: Conto — Prelúdio da Tormenta

Mensagem por Eric P. Haylock em Sab Jul 13, 2019 2:25 am

Ato I
Um gole triunfante

 O dia começou agitado naquela manhã.

Não conseguia lembrar com clareza que horas eu havia retornado para casa, mas sabia que eram exatas sete em ponto da manhã quando um de meus serviçais adentrou no grande salão berrando por meu nome. Acordei sonolenta, tomei um breve banho quente, ajeitei meus cabelos com o pente de cabelo que mantinha na cabeceira ao lado da cama, coloquei o meu uniforme e tratei de ouvir tudo que havia para ser relatado pelo recruta enviado pelo meu braço direito, Edward Meverick.

Eureca.

O que tanto esperávamos finalmente havia sido concluído.

Foram mais de três meses buscando pela formula correta, utilizando os ingredientes da mais alta qualidade vindo de todos os cantos do continente e até mesmo fora dele. A experiência foi algo totalmente desgastante e perdemos diversos Pokémon durante os experimentos iniciais, mas finalmente estávamos tendo avanços.

O laboratório não ficava muito longe dos meus aposentos, então apressei-me para pedir que meu motorista me levasse até o local. A entrada era vigiada por alguns capangas, nos quais eu havia designado a tarefa de proteger a todo custo. A grande porta de vidro abria-se quando eu aproximava minha credencial perto do leitor, revelando a situação caótica que se encontrava ali dentro.  

Dr. Meverick, quero as notícias.   
— Muito bom dia, chefe... Tivemos avanços incríveis e finalmente conseguimos aplicar a droga em um Pokémon sem que efeitos negativos ou fatais ocorressem. Utilizamos primeiro em um Pokémon bebê, um Bonsly e a aura emitida foi bem pequena, mas em Pokémon em formas mais avançadas o efeito foi totalmente avassalador. — Dr. Meverick abria aquele seu sorriso amarelado de sempre, ajeitando o seu jaleco branco e os poucos fios que ainda restavam-lhe antes de começar a me acompanhar pelas instalações do local.

Diversos outros cientistas observavam atentamente enquanto nos aproximávamos da sala central no laboratório, exclusiva apenas para aqueles que estavam envolvidos com o projeto. Não pude deixar de notar num pequeno Growlithe que debatia-se em uma maca, provavelmente havia sido uma das cobaias dos experimentos feitos na noite anterior. Ele espumava, seus olhos reviravam-se e os cientistas aplicavam-lhe sedativos no objetivo de controlar os efeitos, mas estava claro que ele não duraria muito tempo. Bem... Pobre criatura. Sacríficios devem ser feitos para podermos alcançarmos um objetivo maior.

O cheiro no local também não era um dos mais agradáveis. A situação ali estava deplorável, entendia que as pesquisas estavam ao menos tendo resultados, mas eles poderiam arranjar um tempo para arrumar toda aquela bagunça. Um cientista tentava apagar, usando um extintor de incêndio, uma planta em um dos cantos da sala que pegava fogo intensamente, na qual provavelmente havia entrado em combustão graças ao Growlithe descontrolado que havíamos visto anteriormente.

Em outro canto da sala, pude notar a presença diversos outros Pokémon que eram natural e comumente encontrados pelas rotas e cidades do continente, enjaulados e amedrontados. Eles choravam. Eles tremiam. Provavelmente haviam presenciado tudo que havia ocorrido naquele laboratório nos últimos dias ou talvez semanas, pois com toda certeza eles não estavam ali por mais tempo que isso, já que todos os Pokémon que haviam sido utilizados como cobaia anteriormente ja haviam partido para o outro lado. O cheiro vindo das jaulas era terrível, provavelmente estavam ali a dias e não havia tanto espaço para que pudessem fazer suas necessidades básicas.

Há meses estávamos tentando produzir esta droga artificial que pudesse aplicar a força de um Pokémon Alfa em Pokémon comuns. Os alfas eram uma peculiaridade exclusiva da região de Aurille, algo que não consegui tirar meus olhos desde que cheguei por aqui. O seu poder destrutivo e belezas únicas eram, de fato, tudo que eu mais precisava.  

Assim que entramos na sala, pude ver a destruição causada no local. Os ali presentes me reverenciavam no momento que eu colocava meus pés na sala, mas me mantive em silêncio, afinal havia coisas mais importantes a serem tratadas. Me aproximei para mais perto dos painéis brilhosos na frente da sala, que ficavam abaixo de uma janela de vidro resistente a impactos. Pude notar a beleza da criatura que estava por detrás dali, tratando-se ser um lindo Mightyena, no qual seus pelos brilhavam-se de uma forma nunca vista antes, em uma tonalidade azulada. Suas garras e presas haviam ficado muito mais longas e pontiagudas e seus olhos pareciam mal ter vida. Ele era belo.

O primeiro Pokémon artificialmente forçado a ser um alfa... Um Pokémon Gama.

Não pude deixar de esboçar um sorriso no rosto, definitivamente estávamos um passo à frente de nosso objetivo. Não demoraria muito para que toda Aurille soubesse de nosso triunfo.  

Meverick.    
— Sim, senhora?  
Quero produção em potência máxima da droga, quero todos os laboratórios trabalhando sem parar! Agora, movam-se! — gritei, fazendo com que todos os cientistas que estavam parados naquela sala começassem a correr por todo laboratório, fazendo ligações para os outros centros de pesquisa localizados por toda ilha. Então, prossegui. — Precisamos de uma quantidade enorme para ontem, assim que tudo estiver pronto, comunique o general para colocar todos os selvagens que viemos capturando nos últimos meses para usar esta droga.  
— Sim, chefe! Depois disso, o que faremos?
Avise ao general para reunir todos os nossos recrutas e agentes, quero todos espalhando-se pela região de Aurille com esses nososs alfas. Libertem-nos por todas as rotas e cidades e esperem por mais ordens. Por enquanto, apenas isso. Ao trabalho, AGORA!  

Dei meia volta, retornando para o salão principal e em seguida, saindo do local. Tudo estava ocorrendo conforme o esperado e a ansiedade de ver o caos sendo implantado na região acendia uma chama inextinguível dentro de mim. Abri a porta de trás da limousine, ficando confortável no banco de trás do veículo. Apanhei a melhor bebida — um vinho tinto de 1865 — na pequena adega de madeira, construída exatamente pelos meus pedidos e que se encaixava perfeitamente abaixo do vidro que dividia o espaço entre mim e Alfred, o motorista. Enchi uma boa taça e degustei um belo gole da bebida. Um gole triunfante.

— Para onde iremos agora, madame? — perguntou Alfred, do seu jeito frio, apático e respeitoso de sempre.
Me leve ao heliporto, temos negócios para resolver no continente.  
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