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Mensagem por Aegir em Sab Jun 29, 2019 12:22 am

Bollywood-Shake
Manhã, Geonite City



Ambientação

Ainda era manhã quando cheguei a minha maravilhosa cidade natal, Geonite! Saí de lá de Verdant Village direto pra cá alugando o serviço de voo pelo Ride Pager, confesso que não foi um dos melhores, em alguns momentos da viagem senti odores terríveis e penso ter saído daquele Charizard... O que estão dando de comer a esse bicho?! Enfim, o que importa realmente é que cheguei são e salvo! É tão bom sentir o calor dessa cidade novamente! De fato estou ansioso pelos abraços e cumprimentos do meu povo, sendo assim, paguei pelo uso do Ride Pager, dispensei o dragão peidorrento e peguei o rumo de casa.

— Família, estou chegando!

O bairro onde eu moro fica no norte de Geonite depois do grande centro comercial e como de costume as ruas por aqui estão sempre muito cheias, o comércio é a maior fonte de renda por aqui e somos reconhecidos por toda Aurille neste ofício. Aqui o calor humano é perceptível não só na sua influência sobre a temperatura de um espaço, mas também na personalidade carismática e hospitalar dos civis. Há quem diga que Geonite é a cidade que está sempre fervendo em festas, de certo modo não está errado, muitos estabelecimentos apostam num atendimento mais divertido para celebrar sua clientela, independente do escopo e da licitude daquilo que está sendo ofertado. Tendas, Barracas, Bares, Hospedarias, Mercados e "Bordeis" são o que compõem majoritariamente o lucro daqui. Atravesso as ruas com um sorriso largo, algo bem característico e todo mundo sabe, surgem os cumprimentos dos conhecidos e desconhecidos também, tento atender a todos acenando e parando ocasionalmente para papear.

Até que...

Aquele cheiro... sim, o maravilhoso cheiro das Caftas e Mussacas da casa de Aihbi, a cozinha mais bem condecorada dessa região, ou também posso chamar de lar. A Cozinha Mansur é um ponto tradicional daqui e quem coordena são os meus pais, Aihbi e Sukira Mansur. Bastou eu seguir esse rastro de odores deliciosamente gastronômicos que, diga-se de passagem, faziam-me esquecer completamente do episódio anterior com o Charizard, para que meu desejo só aumentasse e me fizesse chegar em casa mais depressa. Logo na entrada fui recepcionado pelas crianças, meus sobrinhos, estes que vinham de maneira eufórica pra cima de mim ou mal me deixavam caminhar pela casa, cada um querendo uma atenção exclusiva.

— Are, are! Crianças, deixe seu tio Yasuf caminhar em paz! — Disse a voz feminina e um tanto rouca que invadiu o salão. Não pude conter a emoção em vê-la novamente... minha mãe, Sukira.
— Mamadi! Meu coração se alegra em te ver!
E apesar de todo o meu esforço para tornar aquele um momento de celebração e carinho, não é que a velha me recebeu com um abraço seguido de um cascudo bem no topo da cabeça?!
— Ei! Mas o que é que eu fiz, Maa?!
— Ora Yasuf! Você se esqueceu, foi?! — Sukira Mansur podia ser bem mais baixa do que sua cria, no entanto, toda a expressão corporal que ela fazia deixava-me com bastante medo... ou melhor, deixava qualquer um com o rabo entre as pernas. — Por onde andou, hm?! Esqueceu do aniversário de tua irmã, Nadia!? Não recebeu o recado dela, hein?! — Resmungou com a cara fechada e a mão na cintura. Em seguida continuou a reclamar em seu idioma e seguiu para a cozinha.

Meu pai estava adiantando boa parte dos pedidos na cozinha enquanto meus dois irmãos mais novos e gêmeos trabalhavam no atendimento. Moramos numa casa muito grande, então o restaurante fica num espaço domiciliar, é quase como se todos fôssemos uma grande família... como se a minha naturalmente já não bastasse HAHAHA. Sou o mais velho de dez irmãos, apenas quatro de nós somos caçadores de Jinn e esse é um ramo da família Mansur que é mantido em discrição, não que seja um segredo ou algo assim, só não é um assunto a ser compartilhado com qualquer pessoa. Enfim, o horário de almoço estava chegando, minha barriga roncava desde que meu nariz percebeu o cheiro da comida de longe, neste caso posso até tirar um tempo para me alimentar e descansar, mas com a certeza de que mais tarde o chumbo vem grosso... e como vem! A julgar pelos olhares carregados do meu pai entre um intervalo e outro, coisa boa não podia ser.

— Ao menos se eu morrer estarei de barriga cheia...



.:Adendos:.
1. Favor, descontar o valor de um Fly do Ride Pager e não esquecer de por no diário;
2. Alguém equipa uma Lucky Egg no meu Heatmor pfvr? Obg.

.:Objetivos:.
1. Treinar;
2. Capturar algum pokémon, talvez;
3. Conseguir algum dinheiro e/ou itens.
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Mensagem por Sammy em Sab Jun 29, 2019 12:37 pm

Desafios
Escolha dois dos quatro desafios




Machos de Verdade
★★


Yasuf esperava sua comida de forma tranquila e paciente, ele encarava alguns clientes cara a cara e não notava nada muito suspeito... a não ser uma mulher gigantesca e de corpo largo sentada próxima a sua direita.

A mamute estava comendo como um viking, ao seu lado uma Geodude flutuava e mantinha seus braços amostra. A dupla de mulheres másculas notava os olhares vindo do homem e de forma ignorante o desafiava para uma Batalha Pokémon.


Recompensa:
+2 Nivel
+II - Bollywood-Shake Pok%C3%A9monDollar200 Ienes

Areia do Tempo


Um dos sobrinhos de Yasuf quer conhecer um pouco da vida Pokémon, ele deseja viver uma aventura e conhecer o perigo de verdade. Quer até capturar seu primeiro pokémon. O pequeno espera ser como o Tio quando crescer.


Recompensa:
+1 Nível

A Antiga Cultura Mansur


Quem inventou isso? Eu nunca ouvi falar disso! — Os Mansur sempre foram uma família GRANDE, é pode botar grande nisso. Um dos vários tios de Yasuf veio comemorar o aniversario de Nadia. Ao ver Yasuf, o velho inventou de desafia-lo a capturar um Pokémon, mas não é bem uma captura comum... ele quer que o sobrinho capture a criatura na base dos socos e pontapés.



Recompensa:
+1 Nivel

A festa que virou um Enterro
★★


Os Mansur são divertidos, são engraçados e tudo mais. Só que quando se trata de aniversários, casamentos e até mesmo almoços de família tudo se torna uma confusão. Extrapole na confusão, na bobajada e até na loucura, esse é o objetivo deste desafio.



Recompensa:
+2 Niveis
1x Air Ballon
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Mensagem por Aegir em Sab Jun 29, 2019 9:07 pm

Areia do Tempo
Entardecer, Geonite City - Desafio ★

A comida estava realmente deliciosa! Não me alimentava bem assim há tempos! Mas confesso que a cada mastigada eu ficava mais intrigado sobre os assuntos que minha família tinha para tratar comigo. Mesmo contente por estar de volta ao lar e me empanturrando com aquele banquete, não posso negar que o clima está tenso... Não consigo acreditar que seja só porque me esqueci do aniversário de Nadia, hm? Por falar nisso, conhecendo a minha irmã ela deve estar uma fera! Mas não daquele jeito hostil, é pior... Ela é daquele tipo de gente que guarda rancor e vinga-se silenciosamente até que no final sorria friamente contemplando sua satisfação.

— Grh! Só de lembrar já me subiu um arrepio na espinha, rapaz... — Pensei comigo mesmo. Aquela lá herdou muito a personalidade da mamãe.

O almoço já estava quase no fim, papai ficava atento para me pegar no momento certo. Engoli a seco. Só mesmo um milagre para me tirar dessa! E pelo visto tenho um santo bom... Eis que uma das crianças surge repentinamente e senta-se a minha frente na mesa descansando os cotovelos sobre ela e esboçando um curioso sorriso. Era Rafiki, meu sobrinho de nove anos e filho mais novo de Nadia, tinha os olhos cor de âmbar iguais ao dela, sortudo.

— Ora se não é o grande Rafiki! O que deseja meu sobrinho?

Conhecendo-o bem diria que em situações normais perguntar se ele queria alguma coisa poderia ser de alto risco uma vez que o moleque é tão curioso e energético que tem questões para praticamente tudo, uma atrás da outra, é uma atividade que requer muita disposição; um capricho da idade, diria. Mas bem, era pegar ou largar, hm? Foi a válvula de escape que os deuses me proporcionaram e eu não podia perder a oportunidade. Sendo assim, o garoto foi logo descarrilando todas as suas dúvidas, anseios e desejos, ele me admirava, me tinha como modelo de treinador ideal e gostaria de ser um reflexo do que eu sou no futuro! Admito que são palavras que emocionam, mas não sei se sou o modelo certo a ser seguido. Enfim, o pequeno logo estaria completando dez anos, a idade mínima para conseguir uma autenticação formal para uma jornada pokémon e ele está ansioso por isso. Tendo um tio aspirante a Pesquisador, certamente que ele ia se aproveitar de todo o conhecimento que eu poderia lhe propor, mesmo que não fosse algo tão técnico e excelente assim... Vai por mim, ainda chego lá.

— Ahh pelos deuses, obrigado! — Pensei, agradecendo a satisfação em adiar o possível conflito com o papai. Levantei da mesa, gratifiquei a refeição e convidei meu sobrinho para sairmos dali depressa. Tchalô*, Rafiki! Venha, vou te mostrar alguns livros! Haahahaa.
E meu pai ao notar o plano de fuga disparou: — Are Baba, Yasuf! Mais tarde teremos nossa conversa! Deixe estar! — Eu sabia que ele não ia me impedir, além de ter que terminar sua função na cozinha, meu Baldi* adora as crianças, foi dele quem herdei o coração mole. Tal pai, tal filho.
*Tchalô: "Vamos!"
*Baldi: Pai


*  *  *

Dali em diante foi literalmente a tarde inteira com Rafiki sendo a minha sombra e fazendo todo o tipo de questionamento possível. Começamos pela biblioteca da família Mansur onde em meu arsenal particular de livros tem obras magníficas de pesquisadores renomados como Prof. Oak e seu livro sobre as civilizações antigas de Kanto, Professora Juniper com a publicação fascinante abordando as vertentes evolutivas e suas provocações, outro que dispensa apresentações é o Prof. Rowan e a tese premiada sobre os paradigmas do tempo e espaço, ou algo assim, confesso que ainda não entendi muito bem mas estou estudando pra isso. Apesar destes e outros livros muito interessantes, Rafiki estava ficando entediado, então partimos para atividades mais práticas. A primeira cobaia foi Siegar, o tamanduá do tipo fogo não era muito chegado aos afagos de crianças, mas ele tinha que suportar por um bem maior! Era um pokémon respeitoso, afinal. E Rafiki soube aproveitar o tempo com ele, montava em seu lombo, apalpava-lhe o focinho cilíndrico e brincava com a língua flamejante dele que, diga-se de passagem, não o queimava pois o pokémon sabia controlar a intensidade. O garoto quase não ligava para as minhas explicações sobre Siegar, ele queria mesmo era se divertir como se o Heatmor fosse um animal domesticado. E quando eu pensava que ia bastar, eis o molecote mais uma vez ficou entediado e reclamava por uma nova atividade. O que eu posso dizer...? Fiz o pacto com o diabo e agora tenho que arcar com as consequências né!? O Heatmor pôde respirar aliviado, mas eu não...

Depois das algazarras com meu pokémon, mostrei a Rafiki nosso próprio sistema de controle de pragas, os ariscos, porém infalíveis: Migaar e Shadaar, ambos são Persian domésticos. Não foi muito do agrado do garoto, uma vez que eram bichos mais do que conhecidos e carismáticos com os familiares. Neste sentido, procurei por algo que saciasse essa curiosidade peculiar dele; Fomos para o jardim contemplar a saudação ao sol das Maractus durante o crepúsculo, observamos o comportamento sorrateiro dos Diglett na empreitada para consumir as verduras do pomar, vimos como uma dupla de Minccinos treinados ajudavam meus dois irmãos gêmeos na limpeza do restaurante ao final do expediente, estudamos um pouco sobre os impactos de uma infestação de Trapinch em espaços urbanos, presenciamos uma evolução por troca entre dois exploradores que estavam pelo centro comercial, vimos também amostras interessantes dos artefatos que esses profissionais encontram em suas caravanas, enfim, foram muitas atividades excursivas ao longo do dia que me deixaram exausto e a ponto de ter um colapso por não ter aceitado o destino e ouvir os sermões de papai. Já são quase vinte e duas horas e o garoto ainda não se cansou...

— Are, are... Rafiki, já é tarde! Você precisa dormir, não?! — Resmunguei contextualizando o meu cansaço.
— Mas... mas... — Balbuciou o pequenino exibindo aquele olhar pidão como que ainda tivesse um último pedido.

Independente do que fosse eu teria que recusar ou isso não teria fim. Repentinamente a atenção tomou outro rumo, talvez não tivesse percebido antes, mas só agora pude notar que ocasionalmente as luzes estavam piscando dando sinais de uma possível queda. Minha mãe Sukira invade o salão onde descansávamos, prontamente saí da posição de relaxamento sobre o sofá e ajustei a minha postura - medroso.

— Yasuf?! Tem ninhada de Magnemite no poste de fora, tira de lá. — Ordenou, curta e grossa. Infelizmente ainda podia sentir a tensão no ar. — E você Rafiki, já pra cama! Djan, Djan!* Mesmo com as súplicas do menino em querer me ver afugentar os Magnemite, Mamadi Sukira não deixou, bateu com o pé no chão como seu último aviso... Corajoso é quem consegue essa proeza, difícil é querer contrariá-la depois disso. Ele subiu a escadaria cabisbaixo acompanhado da avó, enquanto eu fui para os fundos averiguar o poste de eletricidade do beco à rua esquerda.
*Djan, Djan: "Vá!, Vai!, Vamos!"

Ainda que fosse verão as ruas de Geonite esfriavam à noite, mas isso não impedia que as pessoas não circulassem pelas ruas ou que o comércio cessasse, de jeito nenhum! Ainda mais nesse bairro aqui, parece que ninguém nunca dorme. Chegando ao local determinado de fato havia uma ninhada de Magnemite, não era uma grande quantidade, no entanto, se não fossem tangidos logo iria ser. Nesse sentido, chamei Siegar para esfregar sua língua quente sobre eles, só isso bastaria para afastá-los. O Heatmor cumpriu o serviço com maestria passando sua chama sobre eles de modo que só a intensidade do calor os deixassem suficientemente desagradáveis e se dissipassem. O aglomerado se desfazia, a energia não estava mais comprometida, meu trabalho estava feito, exceto por um problema: Um dos Magnemite tinha que se rebelar? O metálico não gostou de ser expulso a força e retrucou preparando um ataque contra nós. Que disparate!

- Vs. Magnemite -


O pokémon ímã carregava seu corpo de energia e disparava uma corrente elétrica oscilante contra o Heatmor, uma demonstração clara do seu Thunder Wave. Para nosso azar aquele pokémon tinha acabado de se alimentar, estava super carregado e certamente que um ataque como esse nos pegou de surpresa; Siegar foi afetado pelas ondas paralisantes do movimento, algo que não posso esquecer de tomar nota!

— Não vamos nos abalar com isso, certo? — Heatmor confirmava com a minha determinação mostrando-se apto para a batalha. — Que tal respondermos à altura? Incinerate!

A crescente de bolas de fogo do Incinerate foi lançada contra o Magnemite que, valendo-se de sua condição recém revigorada, executou uma esquiva perfeita nos primeiros projéteis sendo atingido só pelos dois últimos. Estávamos diante de um pokémon que manja da malandragem, então... Isso ficou ainda mais escrachado quando o metálico reforçou sua defensiva com Light Screen, uma tática capciosa para deixá-lo mais resistente às investidas flamejantes.

— Que safado... Mas vamos continuar tentando! Incinerate!

Eu sabia que o golpe do tipo fogo era o único eficaz contra o Magnemite no momento, não posso arriscar outra coisa sendo que não vai surtir grandes efeitos. Já o adversário não só esbanjava saúde pós jantar, como bajulava da condição de paralisia iminente do Heatmor que felizmente ainda não veio a tona. Assim, o pokémon elétrico novamente esquivou-se de boa parte das bolas de fogo sendo afetada pela minoria.

— Tenho que surpreender esse bicho de alguma maneira... — Cerrei a monocelha enquanto pensava.
— Tio Yasuf, usa a língua dele para agarrar! — Até que de repente surge essa voz infantil do nada; era Rafiki! O moleque tinha escapado do quarto furtivamente só para me ver em ação. Que garoto levado... Mas confesso que veio num momento muito oportuno.
— É isso ai! Siegar, use Bind nesse Magnemite e prepare Incinerate em seguida!

Num ato muito bem elaborado, Heatmor rompeu a velocidade do adversário e segurou ele firme com a sua língua. Bind, apesar de ser um golpe pouco efetivo contra o Magnemite vai evitar que o mesmo realize esquivas tão bem como antes. O problema é que no instante em que finalmente seguiríamos com um certeiro Incinerate, a paralisia acometeu os membros do tamanduá cancelando o ataque, isso abriu brecha para que ele fosse atingido pelo Thunder Shock do oponente.

— Siegar não desista! — Rafiki apoiava o Heatmor no cantinho, palavras que encorajaram o tipo fogo a desferir o seu golpe final sobre o Magnemite. Dessa vez não teve como esquivar do Incinerate estando agarrado à língua flamejante, e mesmo o Light Screen não foi capaz de conter os danos críticos daquele ataque. A vitória era nossa. — Yeah! Conseguiu! Ele conseguiu!!! Isso foi demais, Tio Yasuf!

*  *  *

Antes de entrar me assegurei em deixar o Magnemite num lugar seguro, afinal de contas ele estava com a guarda baixa. Fizemos bastante silêncio quando entramos em casa, não bastasse o clima tenso pra cima de mim, não queria acumular a conta fazendo Rafiki estar acordado até essa hora. E bem, mesmo que eu insistisse muito para ele voltar pra cama, o pequeno queria saber de todos os detalhes da batalha e como tudo começou. Seus olhinhos cor de âmbar simplesmente brilhavam e isso, somado a adrenalina que ele exalou lá fora, só me confirma o ótimo treinador que ele será no futuro. Sendo assim, sentei-me no sofá, ele deitou no meu colo e compartilhei algumas das curiosidades sobre a espécime metálica.

— Bom, em climas quentes como dessa estação é comum que os Magnemite fiquem exaustos pela temperatura elevada da manhã e isso faz com que eles busquem por fontes de energia para repor tudo aquilo que perderam, então nessa época pode acontecer que um bando de Magnemites fiquem aglomerados em postes de energia elétrica e... — Antes mesmo que eu terminasse notei que o garotinho tão energético quanto aqueles pokémon finalmente havia pegado no sono. Cuidadosamente transportei ele para a sua cama no quarto de cima. Foi um dia e tanto... Mas confesso que, apesar da exaustão fiquei contente em passar horas com meu sobrinho, fez lembrar a minha infância quando eu fazia exatamente as mesmas coisas que ele, era curioso e eufórico. Hoje sou um produto de toda essa fome por conhecimento, ainda que mantido um pouco atrapalhado, sou orgulhosamente um pesquisador. — Bom descanso, garoto.



.:Dados:.
[Magnemite]

.:Researcher Book:.
[Thunder Wave (1/4) - Magnemite - Geonite City]

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II - Bollywood-Shake Empty Re: II - Bollywood-Shake

Mensagem por Hektor Verunni em Dom Jun 30, 2019 2:43 am

Atualização
Yasuf
Seu dia de explorações e excursões com seu sobrinho foi extremamente interessante e animado. Você soube transmitir a curiosidade inesgotável das crianças e a relação de tio e sobrinho muito bem! Os personagens da família inteira são extremamente carismáticos, e com o pequeno Rafiki não seria diferente. O encontro com o Magnemite foi bastante precioso, demonstrando como o ato mais corriqueiro no mundo pokémon, pode se tornar um acontecimento emocionante. Parabéns!

PRÊMIO
II - Bollywood-Shake 631
Heatmor — Saúde: 98% —  Ótimo
Heatmor recebeu 2 Níveis e subiu ao nível 15.

II - Bollywood-Shake 631
Siegar
Por conta do Desafio "Areias do Tempo", Siegar recebeu 1 Nível Extra. Parabéns.
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Mensagem por Aegir em Dom Jun 30, 2019 6:11 pm

Chapa Quente
Manhã, Geonite City

Um novo dia! Era chegada a hora, dessa vez não tinha como escapar ou fatores que adiassem o momento. Meu pai, Aihbi Mansur jazia sentado à minha frente com uma expressão carregada se seriedade. Minha mãe assumiria o compromisso na cozinha enquanto ele conversava comigo. Aquele clima de tensão voltava a pairar sobre nossas cabeças, o suor escorrendo testa abaixo denunciava a minha aflição e todo aquele silêncio introdutório era mortal pra mim. Tive tomar a dianteira...

— Aah... Baldi... Olha, se foi pelo aniversário de Nadia...
— Quieto Yasuf!!! — Bravejou o velho. Engoli minhas palavras imediatamente. — Isso não tem nada a ver com o aniversário, mas envolve a Nadia sim.

De fato não era o que eu esperava, parecia ser pior que isso. Aihbi discorreu sobre a problemática, algo que a princípio me deixou preocupado sobre o bem estar da minha irmã, mas que não tinha nenhuma influência direta sobre isso, ainda bem. Nadia tornou-se uma Sacerdotisa, o que na nossa cultura representa uma figura importante pois são as Sacerdotisas as responsáveis por manter um contato entre o físico e o sobrenatural, é basicamente como se ela fosse nosso elo de ligação. Geralmente são as mulheres a desempenhar esse papel por terem um tino mais aprimorado para o misticismo. Sendo assim, Nadia assumiu a posição que era da nossa avó, mas bem, esse ainda não era o fulcro da conversa. Recentemente todas as Sacerdotisas da linhagem de caçadores de Jinn tiveram a mesma visão, no mesmo dia, na exata mesma hora, uma mensagem que revelou-se ser o despertar de criaturas superiores aos Jinn e suas variações já conhecidas, eram seres que podiam não só corromper os pokémon, como também, e principalmente, os humanos.

— Os sete reis Djinn despertaram de seu sono, Yasuf... — Disse Aihbi com muito pesar. — Eles são Ifrit, demônios perigosos que possuem os humanos e corrompem tudo o que tocam. Querem restabelecer o reinado que lhes foi tomado muitos anos atrás...

Minha reação a essa notícia não poderia ser outra que não fosse de espanto, tudo aquilo caia como uma bomba no meu colo, era muita informação para processar e eu estava cada vez mais confuso. Me perguntava como tudo isso pode acontecer? Que tipo de despertar é esse? Onde estavam essas criaturas todo esse tempo?! E que reis são esses?! Eram tantas questões para poucas resoluções. Aihbi apenas ficava calado e tentava me manter concentrado. Repentinamente o Solrock dele aparecia na sala levitando uma bandeja com o chá para nos oferecer.

— Aqui. Precisa manter a calma, Yasuf... — Baldi tentava me confortar servindo-me uma xícara de chá. — Veja bem... Procure sua irmã Nadia na mesquita depois. Ela te dirá tudo o que precisa saber.
Servir o chá foi uma boa jogada para me acalmar, o perfume de jasmim me deixava mais tranquilo e pude encarar a situação mais racionalmente. No entanto, antes de procurar por Nadia meu baldi ainda tinha uma coisa para falar, uma intimação na verdade:
— Batalhe comigo, filho. Já faz muito tempo, hm?
Eu jamais diria 'não' para o meu pai. Talvez ele já soubesse disso...

- Vs. Aihbi Mansur e Solrock -

Fomos para o jardim do casarão para que o clima nos acalante com a agradável brisa suavemente quente de verão. O espaço em questão era aberto e a nossa esquerda tinha uma fonte, nos arredores as inúmeras árvores podadas de maneira luxuosa precediam as demais que são frutíferas. Meu baldi pedia que nos adiantássemos, logo seria meio-dia o horário de pico do restaurante. Solrock foi o escolhido como meu adversário, um pokémon que possui vantagem contra meu Heatmor. O fato é que as batalhas contra o meu pai sempre tiveram um propósito diferente do que simplesmente se entreter e aquele Solrock é a prova disso, talvez ele esteja querendo me testar. De todo modo, Siegar entrou em campo empenhado, o sono da noite anterior foi revigorante.

— Hm? Vejo que ainda tem o cajado que eu te dei... — Disse, apontando para o objeto que está quase que constantemente preso as minhas costas. — Vamos ver se você ainda sabe usá-lo!

Bastou essa intimação para o velho sair de sua posição e avançar ligeiramente contra mim na intenção de desferir alguns golpes. As artes marciais são ensinadas por gerações na minha família, meu avô treinou o meu pai e meu pai treinou a mim e meus irmãos, assim o ciclo se mantém. Quando Aihbi saltou no ar para me dar um chute, interceptei o golpe com o próprio bastão e retruquei:

— Ah baldi... eu nunca perco o talento com meu cajado. Já você... HAHAHA — Caçoei. Ali mesmo ele deu um giro no ar e com a outra perna tentou emplacar mais um chute que também foi interceptado. Graças ao meu reflexo consegui segurá-lo com a mão firme. — Olha, parece que não sou eu quem estou perdendo a prática... AAHAHAHAA.
Cansado dos disparates, Aihbi dá o primeiro comando ao seu pokémon:
— Solrock, use Embargo nesse desgraçado!

Assim o pokémon sol munido de habilidades psíquicas lançava através dos olhos um feixe de luz avermelhada que cobria todo o cajado, essa energia fazia o objeto esquentar de uma maneira infernal minha reação foi soltá-lo imediatamente. Conhecendo os efeitos do Embargo, o cajado vai ser inutilizado por alguns turnos até que esfrie. Que sacada esperta do velho, mas ainda posso lutar muito bem sem ele! Ou ao menos era o que eu esperava... hehe. Dessa vez Aihbi apostou em golpes que acertassem meus membros inferiores, seu objetivo era me derrubar a qualquer custo, afinal, esse era o escopo da batalha... Não era uma mera troca de ataques entre os pokémon, nós estávamos envolvidos nisso também. Nesse sentido, precisava derrubar o seu auxiliar Solrock antes que ele desse conta do meu primeiro. — Siegar, prepare-se com Hone Claws urgente! — Dito e feito, o tamanduá estava precavido: aumento de poder e ótimos reflexos, era tudo o que eu precisava.

Os movimentos rápidos e potentes do meu pai eram quase como os de um Mienshao, também possuíam certa elegância. No entanto, para ele eu sou como um Machamp, pronto para interceptar qualquer ataque, e assim a nossa luta seguia. Num dado momento ele me provocou perguntando o porquê de eu não retrucar os golpes, acontece que a minha estratégia para aquele caso era manter a defensiva até enxergar uma brecha. Enquanto isso, Aihbi ordenava de seu Solrock uma leva do Rock Throw contra o adversário do tipo fogo, em contrapartida pedi que Siegar preparasse mais um Hone Claws afim de que suas garras afiadas partissem alguns dos projéteis rochosos e minimizasse os danos.

— Inteligente de sua parte... — Elogiou ele.
— Ainda tem muito mais de onde veio este! — Respondi. E de fato, minha próxima estratégia consistia em finalmente investir contra o meu adversário. — Prenda-o no Fire Spin, Siegar!
— Ma-Mas o que?!...
Sem tempo para reação, o patriarca Mansur foi compelido pelas chamas espirais do ataque selando-o num ciclone de fogo como pretendido. O velho ficou resmungando no centro daquela "prisão", uma zona segura, caso ousasse sair daquele espaço certamente seria queimado. Nesse meio tempo poderia atacar o Solrock e esperar que o efeito do Embargo passasse.
— Rock Polish para evadir, Solrock! — Clamou.

O rochoso polia o corpo através de um brilho envolvente enquanto Siegar tentava pegá-lo com Lick. A língua flamejante percorria pelo espaço aéreo afim de apreender o adversário que abusava das evasivas complexas, felizmente a precisão dobrada atribuída pelas Hone Claws anteriores quebrou a expectativa de Aihbi e conteve o pokémon solar num aperto quente e super eficaz da linguada, paralisando-o em seguida. Era tudo muito conveniente para mim, o Fire Spin cessava depois de um tempo, noutro passo, o efeito do Embargo também! Recuperava o meu cajado e me preparava para o que estava por vir.

— Devo admitir Yasuf... Você está em forma mesmo. — Palavras sinceras vindas do meu célebre mentor. — No entanto, vamos ver como você se sai com essa! Solrock, supernova!!!

Supernova??? Essa eu não conheço. O fato é que Aihbi estava mesmo determinado a me derrubar naquele combate, assim, pediu que seu pokémon executasse um poderoso Fire Blitz, movimento este que mesmo a paralisia não pode conter. Solrock ficou compelido de chamas rubras e na velocidade de um cometa veio em minha direção enquanto papai preparava-se para me golpear sorrateiramente por trás. — É o seu fim, Yasuf!!! — Bravejou confiante de sua empreitada. Não posso tirar os créditos dessa jogada, é realmente impressionante, porém, assim como ele tem seus truques, eu tenho os meus!

— Siegar, junto! — Rápido e rasteiro.

Heatmor jogou-se na minha frente para receber o ataque do Solrock, enquanto eu interceptava o meu pai usando o cajado e golpeando-o no momento certo nos membros inferiores. A habilidade Flash Fire de Siegar encarregaria-se na absorção de todo o poder de fogo daquele movimento; o tamanduá estava flamejando, o corpo emanando energias num tom avermelhado representava aquela atividade. Solrock além de não conseguir dar dano nenhum, ainda machucou-se durante a execução, são os danos tributários. — Agora mostre o verdadeiro poder de fogo! INCINERATE! — Desse modo, valendo-se da proximidade e calor do momento - literalmente - Heatmor uniu uma única bola de fogo que chocava-se contra o adversário e explodia num magnífico show de luzes, cores e fervor. No fim das contas o grande trunfo foi o acréscimo de força proporcionado pelo Flash Fire, se não fosse por ele talvez a batalha teria se prolongado e eu ainda estaria na margem para a derrota. Solrock estava fora de combate, Aihbi Mansur jazia caído no chão após o golpe surpresa do cajado; a vitória era nossa.

*  *  *

Depois da batalha nós entramos em casa para descansar, tomar um banho e depois almoçar. Papai me elogiou pelo maravilhoso desempenho, tenho certeza que ele nunca duvidou das minhas capacidades. Heatmor e Solrock tiveram seu merecido descanso ao longo de toda a tarde. Chegada a noite eu procuraria por Nadia na Mesquita da família Mansur. Confesso que estou apreensivo sobre os detalhes acerca dos sete reis djinn...

...Ainda naquele dia

— Sim Nadia, não se preocupe, eu fiz o que me pediu. Ao meu ver ele está pronto, mas só você decidirá, tudo bem? — Aihbi conversava com sua filha Nadia pelo telefone, ao que parece aquele combate realmente teve um propósito de testar Yasuf, mas para o quê? Continua...



.:Dados:.
[Treinador]
[Swarm]
Na real como eu estava sem ideias para o poké do treinador, unifiquei os dados e deu no que deu.

.:Researcher Book:.
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II - Bollywood-Shake Empty Re: II - Bollywood-Shake

Mensagem por Orion em Dom Jun 30, 2019 10:04 pm

Atualização
Yasuf
Escrita impecável, história também. A batalha não teve nenhum erro. Gosto como Yasuf é colocado nessa coisa de família de maneira calorosa, algo que dificilmente alguém criaria. Quero ver mais disso.

PRÊMIO
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Heatmor — Saúde: 65% —  Bem
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Heatmor recebeu 3 Níveis e subiu ao nível 19.

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Mensagem por Aegir em Seg Jul 01, 2019 2:33 pm

Nadia
Noite, Geonite City



Ambientação

O esplendoroso luar e a brisa fria constante anunciavam a chegada do outono, o brilho da mestra da noite iluminava toda a cúpula da Mesquita de Jade, como assim batizamos em homenagem a minha falecida avó, Jade Ananji. Vim para encontrar minha irmã Nadia, a atual sacerdotisa dos mistérios, responsável pela conexão mística com o sobrenatural, madre de todos os clãs de caçadores por Aurille. É a segunda vez que a família Mansur tem a sorte de ter outra mulher como Sacerdotisa ao longo dos anos. No ambiente da Mesquita é proibido manter os pokémon dentro das pokéball, nesse sentido liberei Siegar para que viesse junto comigo. A Mesquita ficava a duas quadras de casa, é um espaço público de devoção religiosa, porém, somente os membros da família Mansur possuem acesso ao salão de Jade, um lugar amplo e bem ornamentado, composto por uma abóbada esverdeada reluzente. Ali dentro, incensos e flores enfeitavam o altar e demais regiões; Nadia estava sobre um sofá adornado e confortável a minha espera.

II - Bollywood-Shake 3MMI3MZ
Nadia

— Bem vindo, irmão...

Aquele cabelo escuro e brilhoso, os olhos cor de âmbar e a pele perfeitamente sedosa eram aspectos inesquecíveis dela. Nadia é a segunda irmã mais velha dos dez, depois de mim. Então desde cedo eu e ela cuidávamos dos nossos irmãozinhos, devo dizer que o hábito maternal fez com que Nadia herdasse muitas coisas da mamãe, principalmente a sua personalidade forte. Quem vê de primeiro lance constrói uma imagem doce e delicada dela, mas não imaginam o quão fria e calculista ela pode ser. Só de vê-la me encarando com aquela feição gentil já me subiu um arrepio na espinha... Alguma coisa ela tá tramando.

— Vo-você parece bem, Nadia... — Balbuciei tentando disfarçar o nervosismo. — A propósito... meus parabéns... atrasado.... heheeehe...
Ela levantou-se do sofá e percebendo o meu desconforto tentou apaziguar a situação.
— Muito obrigada, Yasuf. Veja, não estou nervosa por não ter comparecido à data, se é o que está te inquietando... — Proferiu brandamente.
— A-ah, não...?
— De jeito nenhum. Afinal, você é meu Bhaya*, deve ter suas inúmeras obrigações e eu respeito isso... — Tranquila novamente, só que dessa vez mais próxima de mim e acariciando ocasionalmente a minha face. — No entanto... — Puxou a barba com força.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHRRR!!! PARA COM ISSOOO!!!
— YASUF, EU SEI O QUE VOCÊ FEZ! EU CONSIGO SENTIR, OK?! — Nesse exato momento Nadia abandonou toda a doçura e assumiu a persona ardilosa dela. Encarar-lhe era como se jogar nas chamas profundas do seu olhar. — DEIXOU AQUELES JINN ESCAPAREM?! COMO PÔDE FAZER ISSO!!!
Por fim, depois de quase me depilar a seco, acalmou-se. Enquanto eu tentava conter as lágrimas de dor. Pois dói muito, sabia!!!
*Bhaya: Irmão mais velho

Ela seguia explicando que num momento crítico como esse a presença de mais Jinn pode significar maiores colapsos na ordem espiritual. Finalmente discorria sobre a existência dos Sete Reis Djinn, entidades poderosas que foram criadas através da junção do rancor do antigo lendário que causou o grande inferno, com as más ambições dos seres humanos, e é por esse motivo que os Reis necessitam de uma alma humana para se hospedar. E não para por ai! Complementava dizendo que há relatos de outros caçadores terem presenciado a manifestação de Jinn nos pokémon do tipo Fogo.

— Ei, espera! Nos tipo fogo?! Achei que fossem imunes a isso! — Não pude conter o espanto com a notícia.
— É, eu também achei, mas os relatos são reais. Existe uma variação que, apesar de muito rara, consegue corromper um pokémon de fogo. Talvez tenha surgido com o despertar dos Reis Djinn...
Não eram boas novas, todo esse tempo tínhamos esses pokémon como Regalias, guardiões ou sensitivos desses fenômenos, e agora isso?... Confesso que fiquei apreensivo pelo Siegar.
— Irmão, eu te chamei aqui pois queria te manter atualizado sobre isso... mas devo admitir que a sua reação, apesar de não me surpreender, me deixou um tanto receosa... — O receio de Nadia foi com relação aos meus punhos cerrados em fúria ao saber que os Reis possuem humanos, e também pela gafe que cometi em Verdant ao permitir que, mesmo acidentalmente, alguns Jinn escapassem da lâmpada. — Baldi disse que você está pronto, mas eu como sua Sacerdotisa e irmã, confesso estar com o pé atrás acerca dessa sua competência. O que tem a me dizer sobre isso, Yasuf?

Uma intimação, mas ela estava certa. Desde pequeno somos ensinados que com fúria não se resolve nada, é preciso estar equilibrado espiritualmente para concluir as ações com maestria. Tenho caçado Jinn a um bom tempo, comecei a carreira com meus outros três irmãos mais novos, estes que com o passar dos anos foram ficando em patentes mais baixas enquanto eu ascendia para o cargo mais alto entre os caçadores, ficando só. Assumi as responsabilidades e hoje sou a pessoa mais apta para isso, porém, admito que tenho tido dias frequentes de fraqueza: a preguiça, a raiva e o orgulho me ludibriaram e por pouco comprometeram meu caminho. Está na hora de despertar e reassumir!

— Pode me testar se assim desejar, Sacerdotisa. — Reverenciei.
— Pois bem. Mas Yasuf, que fique claro que esse teste determinará a sua permanência no cargo ou não. — Advertiu, direta. — Sisi! Venha a mim!

Uma Wormadam (Sandy Cloak) descia elegantemente pela abóbada através de um fio de seda e aterrissava entre nós. Sisi seria a escolha de Nadia, um de seus fiéis pokémon. Normalmente eu ficaria convencido pela vantagem de tipo que teria, todavia, sabia que minha irmã não era qualquer treinadora, ou melhor, nenhum dos Mansur é tão simples assim. Tal como o desafio com o papai, Nadia certamente estava preparando alguma lição a ser aplicada aqui também. No fim das contas não seria apenas um julgamento, hm?

- Vs. Nadia e Wormadam -

— Primeiro as damas...
— Hm, vai se arrepender disso. — Sorriu. — Sisi, comecemos com um Quiver Dance!
Aah, a boa e velha estratégia de aumentar as qualidades do pokémon. A julgar pela sua escolha é bem justificável.
— Siegar, vamos de Fire Spin! Hehe

Iluminada, Wormadam começou a literalmente bailar sobre o salão ao passo em que sua ofensiva e velocidade aumentavam, nesse meio tempo, valendo-se de sua habilidade Antecipacion, executou uma esquiva perfeita sobre o Fire Spin. Uma primeira oportunidade desperdiçada, mas não será a última! Dali mesmo ordenei outro Fire Spin prevendo uma possível brecha para atingi-la, só que Nadia foi capciosa, coordenou o uso de Protect para evitar os danos da armadilha flamejante. Estávamos bailando afinal.

— Não pense que será tão fácil, Yasuf! — Encorajou-se. — Sisi, mostre-nos o seu poder

Um comando implícito para um ataque que revelou ser um Hidden Power e a julgar pela coloração das esferas reluzentes, pareciam atribuir o tipo Rock nelas. Pedi que Heatmor usasse as garras afiadas consoante ao Hone Claws para dilacerar as esferas e quem sabe reduzir os danos. Apesar da performance ter sido bem executada, o produto final não foi bem o que eu esperava... A Hidden Power foi super eficaz e com um acréscimo de força pela Quiver Dance anterior. Nadia sentava-se no sofá e observava tudo calmamente esboçando aquele sorriso que tanto temia, exalava um ar de quem já estava com o jogo ganho.

— Vejamos até que ponto essas garras podem cortar... Sisi, prepare mais um Quiver Dance!
— Neste caso, Hone Claws mais uma vez Siegar!

Assim mais um turno de passividades, Wormandam coordenando uma encantadora dança enquanto Heatmor ameaçava afiando suas garras amareladas. Em seguida voltamos a trocar ofensivas: Sisi abusava do Hidden Power lançando a porção de esferas contra Siegar que, sob o comando de um Incinerate, viu-se na missão de de confrontar esfera sobre esfera nesse conflito. Apesar dos esforços, ficava claro que nessa altura o poder de ataque da inseto se sobrepunha ao do tamanduá, causando-lhe danos severos, em contrapartida, Incinerate também afetava ela e para a minha surpresa o fruto que ela guardava em sua manta foi chamuscado pelo fogo, inutilizando-o.

— Uma Lum Berry? — Indaguei surpreso. — Ora veja só...
Meu comentário abriu margens para uma ideia cujo fator sorte seria o ingrediente principal, mas nas condições em que estamos não poderia desconsiderar nada!
— Apenas um adendo rs. — Comentou Nadia escondendo um singelo riso. — Se eu fosse você me atentaria a outras coisas... Não é mesmo, Sisi? — Outro pedido implícito para um Hidden Power.
— Vamos limitar os movimentos dela! Avante com um rápido Fire Spin, em seguida use Lick!

Graças a velocidade Wormadam conseguiu atacar primeiro deixando Heatmor num estado claro de exaustão, contudo, em troca o adversário munido de sua alta precisão para os ataques prendeu-lhe num ciclone de fogo como desejado. Agora a estratégia da língua não saiu como o planejado pois Sisi impediu a ação usando Protect. A situação atual era Wormadam presa aos efeitos flamejantes do Fire Spin e cansada, ao passo em que Heatmor exibia sinais de fraqueza, mais um Hidden Power daqueles e estaria tudo acabado pra mim.

— Tch! — Mordi o lábio em aflição. Os ataques especiais não surtiam tanto efeito assim sobre ela, ainda que super efetivos, o que me restava agora era aproveitar a baixa defesa dela e a força elevada do Siegar para atacar. Felizmente o cilindro de chamas desconcentrava a ação da adversária, deve ser doloroso levar danos quando menos espera... — Bem, neste caso, avance com Tackle, Siegar! — Com o poder dos movimentos físicos influenciados pelas Hone Claws anteriores, certamente que levaríamos a melhor nessa, ou ao menos era o que eu pensava...

— Sisi, Sucker Punch.

A ação da Wormadam foi de prioridade que, somada a sua velocidade, permitiu que mal víssemos a antena maleável no topo de sua cabeça se esticar, rompendo as chamas e atingindo Heatmor como um chicote antes mesmo dele se aproximar dela. Fiquei perplexo por um instante vendo o meu pokémon cambalear com aquela surra repentina e cair no chão, exausto. Nadia proclamava a sua vitória sobre mim, Sisi estava livre da espiral de fogo que por muito pouco não a finalizava. Fiquei sem palavras com aquela derrota, mas a prova estava ali, perdi no teste da Sacerdotisa e ela não demorou a cobrar seu preço.

— Yasuf, eu lamento. — Nadia levou Sisi para outro aposento para que possa se tratar, pediu que eu ficasse no salão de Jade, refletisse e me acalmasse, nas palavras dela "ainda não era o fim".  Sentei-me num dos acentos disponíveis e tentei consolar Siegar, a culpa não era dele se sou tão fraco... Talvez o tempo e a idade estejam me desfavorecendo afinal. Por fim, Nadia retornava ao salão e sem mais delongas cumpria com o que foi acordado: — Yasuf Mansur, você não conseguiu passar no teste designado e como resultado disso, eu, Nadia Ananji Mansur, atual Sacerdotisa dos Mistérios, te destituo do cargo de vigente. Por favor, entregue o seu Artefato Místico...

Foram palavras que pesaram como uma avalanche no meu ser, mas não tinha nada a fazer a respeito. Foi o acordo. Eu falhei. Calado, entreguei a Lâmpada Dourada nas mãos de Nadia que ali assumia a posição imparcial de Sacerdotisa dos Mistérios, mas que dentro do seu olhar eu podia ver a Nadia irmã se lamentando de sua escolha. Foi ela quem me acompanhou por muitos anos no desenvolvimento desse cargo, notou todo o meu progresso, me apoiou e agora também é a responsável por tirá-lo de mim.

— Essa semana daremos início à seleção de um novo membro, aquele que terá a Lâmpada Dourada como seu valioso artefato. Ademais... — Ela ergueu os dois dedos da mão direita, apontou para Heatmor e num exato momento em que proferiu as palavras a seguir, uma aura emanou claridade em seu ser, a marca do Sacerdócio surgia em sua testa comprovando a sua posição de autoridade. — Siegar, Heatmor de Yasuf Mansur, retiro a ti o selo de Regalia! — Num único movimento das mãos removeu o selo que jazia gravado no tamanduá desde que o proclamei minha Regalia.

— Está feito. Já pode se retirar...

Uma grande perda, de fato. Saí da Mesquita abalado, não fui para casa, procurei primeiramente um Centro Pokémon para cuidar do Siegar, em seguida... Caramba eu nem sei o que fazer em seguida, eu só não quero voltar para casa, o sentimento de fracasso está me corroendo. Talvez eu não esteja fazendo jus aos Mansur... É, talvez...

Continua...


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Mensagem por Orion em Seg Jul 01, 2019 5:21 pm

Atualização
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Parece que as coisas não estão indo bem para o Yasuf. É triste ver que sua incompetência lhe custou o cargo, mas acredito que não seja o fim. Quanto a postagem, super envolvente, dando um outro ar à história de Aurille. Algo que não tínhamos nem pensado sequer.

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Última edição por Luna em Ter Jul 02, 2019 12:28 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Aegir em Ter Jul 02, 2019 12:22 pm

Scar
Manhã, Geonite City



Ambientação

Relacionados:
[PokéCenter #1]


Passei a noite anterior num dos quartos da hospedaria do PokéCenter, ainda não sentia, e não sinto, vontade de voltar para casa. Sei que a essa altura todos já devem estar sabendo da minha destituição e por isso possivelmente estão preocupados com meu paradeiro, eu acho. A primeira manhã de outono trazia consigo o clássico nublado no céu, algo que contrastava muito bem com os meus sentimentos, uma ambientação de melancolia e dissabor. Para evitar a consumação no limbo, eu e Siegar procuramos por alguma atividade que nos mantivesse "acordados", encontramos no Ride Pager orientações de como utilizar o dispositivo Dowsing Machine, um aparato que acoplado ao pokémon pode rastrear objetos ocultos, estejam eles perdidos ou não. Heatmor é uma espécie que claramente não precisa desse acréscimo, instintivamente o pokémon já possui sentidos muito aguçados, não é a toa que são predadores naturais do Durant, um pokémon que se mantém escondido nas galerias subterrâneas. Nesse sentido, Siegar vestiu o aparato que cabia como uma cinta, o botão no centro piscaria em verde caso encontrasse alguma coisa. O tamanduá colocou-se de quatro e caminhou vagarosamente fuçando o espaço e colocando a língua catalisadora para fora ocasionalmente. Algumas andadas depois finalmente encontrávamos alguma coisa... o engraçado é que o dispositivo sequer nos alertou, parece que a tecnologia nunca será capaz de substituir os instintos de um animal, hm? Siegar cavava numa encosta atrás das barracas de feira-livre e dali retirava uma pedra, mais precisamente uma Fire Gem.

— Minha nossa... Quem diria que encontraríamos uma de bobeira por aqui... — Confesso que a surpresa rompeu a melancolia por um momento. — Alguém deve ter perdido ou sei lá... Não se encontra uma dessas assim! — Rapidamente soprei a poeira da pedra e guardei no bolso da camisa. Para a minha alegria, aquela não seria a única surpresa do dia...

De repente...

— GRANDALHÃO!!! — Ouve-se um rugido praticamente e alguém me agarrando por trás num envolvente abraço. — Aí está você, hein?! Como que tá essa força?!

Com o susto me virei envergonhado, a primeira hipótese era de que aquela pessoa seria a verdadeira dona da joia, mas felizmente quando o vi melhor notei de que se tratava de um bom e velho amigo de infância: O Scar. Não pude conter a minha felicidade em vê-lo, fazia anos... Apesar de morarmos na mesma cidade, nossos ofícios são tão complexos que praticamente não temos horários compatíveis para uma visita, vivemos viajando de canto a canto, devo dizer que a vida adulta nos afastou muito com a mudança de hábitos, mas não foi por querer. Enfim, recepcionei o meu camarada na mesma dose de emoção e pelo visto ele não tinha mudado nada aparentemente, continua sendo o mesmo homem; pele escura, cabelos negros mesclado ao branco pela idade, cavanhaque rústico, olhos castanhos, corpo robusto semelhante ao meu, adornos de matéria-prima natural e a sua característica cicatriz na esquerda do rosto, por isso o apelido.

II - Bollywood-Shake LSFNNxl
Napa 'Scar' Aiolos

— Grande Scar... Você parece ótimo, rapaz! O que tem feito? Está de folga? — Indaguei tentando mascarar qualquer sinal de tristeza remanescente.
— Folga? Hahahahaha, não não... É nessa época em que meu trabalho alavanca, homem! — Scar é um criador muito conhecido pela região, além da fazenda com criações comuns e distribuição de produtos de origem animal, ele também tem uma atividade peculiar nos climas que tendem às tempestades, têm um bando de Magnemites e Magneton coletores, juntos eles caçam por tempestades de raios afim de armazenar a energia e redistribuir em regiões afetadas por blackout e outras imprevisibilidades, são bem comuns nessa estação. — Hm... Já você não me parece muito bem, Yasuf. O que foi? — Scar de fato me conhecia há tempos, mesmo tentando disfarçar ele conseguiu identificar meus sinais de insatisfação. Não me restou opções que não fosse explicar a ele tudo o que aconteceu... Assim, fomos para um barzinho que costumávamos frequentar quando mais jovens lá no sul de Geonite.

*  *  *

Passamos praticamente a manhã toda conversando e revivendo momentos do passado, uma terapia reconfortante, diga-se de passagem, encontrar com Scar me fez tão bem que já não estava mais tão abatido assim. O barzinho na verdade é um bordel de quinta que oferece serviços a mais para o entretenimento dos seus clientes. Vínhamos aqui quando jovens justamente para nos deliciarmos discretamente e longe de nossas famílias, era divertido... posso escrever um livro com tantas experiências boas e frustrantes também. Nesse vai e vem descobri que meu amigo tinha se casado, era pai de dois filhos e residiam numa propriedade rural entre Lakeside Town e Regin Windfarm. Fiquei feliz por ele e impressionado, constituir uma família era um de seus desejos depois da adolescência. Me fez refletir sobre as realizações... afinal, eu tinha conquistado alguma coisa que ansiava quando jovem? Caçar Jinn não conta pois era uma obrigação e mesmo assim fui capaz de perdê-la, já a pesquisa, bem... Eu adoraria ser mais empenhado, mas não consigo ser como esses caras intelectuais e cheios de "frufru", apesar de ser inteligente ao meu ritmo, não há nada que eu tenha conquistado ainda nesse ramo. Com isso, mais uma vez a decepção invadia o meu coração, mas Scar não ia aceitar aquilo! Como um bom amigo que é tentou me colocar pra cima a todo custo, e bem, ele sabia como fazer isso...

— Olha só, eu não vim aqui para te ver infeliz assim, tá legal?! Anda... — Ele pagou a conta e literalmente me puxou para o exterior do bar. — Veja, o dia está perfeito, não acha? Você mais do que ninguém sabe que amo dias nublados. Então... O que acha de uma batalha, hm? Você não vai recusar o pedido de um amigo de longa data não é? Ainda mais um que não vê há tempos...
É um bom argumento, de fato. Dificilmente recusaria algo pedido com tanto carinho assim.
— Tá bem... Tá bem... — Num tom levemente desanimado, liberei Siegar para o desafio. Scar já o conhecia só não tinha visto o seu potencial.
— Neste caso, vou escolher esse pequeno aqui. — Da Rapid Ball lançada saia um Electrike, o canino esverdeado ainda estava em fase de crescimento e talvez por isso ele tenha o escolhido. — Espero que esteja pronto. Ele é pequeno mas veio de uma linhagem muito poderosa hahaha

- Vs. Scar e Electrike -

Para me despertar de uma vez o moreno foi o primeiro a dar as ordens, estas que foram executadas ligeiramente por seu pokémon. O pequeno deixava seus pelos ouriçados e disparava uma corrente ondular de energia que prendia Heatmor num estado de paralisia dos membros, um clássico Thunder Wave. Jogo sujo né? Eu meio que não estava pronto pra começar ainda... Nesse sentido, foi Siegar quem tomou as rédeas da situação e agiu por conta própria prendendo o Electrike numa armadilha flamejante através do Fire Spin.

— HAHAHA, olho por olho, dente por dente... já diziam. — Comentou impressionado. — Mas uma hora o efeito irá passar e o seu pokémon ainda vai estar sob a paralisia. O que vai fazer a respeito, Yasuf?

"... O que vai fazer a respeito, Yasuf?"

Fui pego por um flashback infeliz da mesma fala vinda da minha irmã e Sacerdotisa Nadia. Uma pontada no coração, mas que finalmente me fez acordar diante do prazer que era estar novamente batalhando com meu fiel amigo. Já decepcionei o Siegar naquele combate, não poderia deixá-lo na mão nesse também.

— Electrike, mostre-nos o seu Electro Ball! — Ordenou. Um movimento que possivelmente seria produto da tal linhagem poderosa da qual falou.
— Contra-ataque com Incinerate! — Retruquei à altura. Nesse instante Scar sorriu pra mim em resposta a minha súbita confiança.

Ambas as esferas elétrica e flamejante se chocaram, porém, o fato de constituir uma crescente de projéteis fez com que Incinerate atingisse o canino. Heatmor estava revigorado e sua força conversava com a determinação momentânea que tive; estávamos em sintonia outra vez. Assim, o próximo passo era que com o Bind ele pudesse aprisionar o adversário e causar mais danos sucessivos, só que dessa vez o plano foi abortado graças a paralisia repentina abrindo brecha para o Quick Attack do Electrike. Sem problemas... No fim do ato ele recebia as labaredas do Fire Spin mesmo.

— Ôh pedreira viu? Esse Fire Spin não cessa nunca!? — Bufou. — Use Electro Ball mais uma vez!
— Siegar, mesmo lance! Incinerate!
— Ahrg! Que audácia!

A mesma reação anterior se repetia: uma colisão entre as esferas sendo que outras de fogo atingiam o tipo elétrico em cheio. Já começava a suspeitar acerca da inexperiência desse Electrike... Ele disse que o pokémon precisava de treinamento e que veio de uma linhagem poderosa, então seria ele ainda um filhote?! Bom, a resposta não tardaria a aparecer, pois no momento seguinte insisti no Bind seguido de Fury Swipes e dessa vez a paralisia não nos pegou! A língua de Heatmor percorreu todo o trajeto de fuga do canino que não sabia se evadia ou se concentrava em atacar, realmente um iniciante. Siegar pegava-o de jeito na distração, aproximou o pequeno e momentos antes de desferir uma porção de arranhões com suas garras afiadas, o último Fire Spin surtia efeitos e conseguia enfraquecer o filhote esverdeado por completo. Devo dizer que não foi um desafio muito justo, mas certamente que o Electrike vai retirar algum aprendizado disso, pois é assim que crescemos na vida.

— É... você me venceu mesmo. — Scar recolhia o pokémon no interior da Rapid Ball e agradecia pelo seu esforço. — Ao menos uma você tinha que ganhar não é? Ahahaha
— Ei! Eu já venci você várias vezes! Deixe de histórias! — Voltei para acariciar o Heatmor, meu coração estava calmo e agradecido, eu sei que ele pode sentir. — Bom descanso rapaz. — Também o recolhi.

A tarde chegava, o sol mostrava a face ocasionalmente entre as nuvens carregadas... parece que mais tarde vai chover. Scar e eu estávamos observando o céu após a batalha, deitados na carroça dele, um aparato bem arquitetado afinal. Não cansávamos da companhia um do outro, era nostálgico a um nível que jamais poderíamos sentir novamente, ou não sabíamos quando iríamos sentir. Foi ai que ele me fez um convite:

— Você devia vir comigo... — Pausou. — Sabe, a tempestade está vindo pelo sul... Estou indo para a Rota 13 abastecer o bando. Você poderia me dar uma ajuda... Se quiser, é claro.
Depois do ocorrido na mesquita eu literalmente não tinha coragem de voltar pra casa, estava mesmo sem rumo e talvez o destino tenha sorrido pra mim. O fato de ter encontrado Scar pode não ter sido por acaso, hm. Novamente, como posso dizer não a um pedido com carinho?
— Ah, mas é claro! Isso vai ser ótimo... irmão. — Sorri descabidamente.
Dado o aceite da proposta, ficamos ali repousando por mais um tempo, a partida estava programada para o fim de tarde quando a tempestade finalmente anunciasse a sua vinda...



.:Dados:.
[Dowsing Machine - Fire Gem]
[Treinador]

.:Researcher Book:.
[Thunder Wave (2/4) - Electrike - Geonite City]

.:Adendos:.
1. Solicito sorteio de Rainbow Shard conforme a regra. Desse post e dos anteriores, já que foi esquecido;
2. Solicito também o Trancamento e Despojo.
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II - Bollywood-Shake Empty Re: II - Bollywood-Shake

Mensagem por Orion em Ter Jul 02, 2019 6:01 pm

Atualização
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Achou um Tiny Mushroom como Despojo.

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Mensagem por Aegir em Sab Jul 20, 2019 8:22 pm

Arabian Soup
Manhã, Geonite City

Finalmente, o retorno! Estava de volta a Geonite e dessa vez muito mais disposto a reconquistar a relíquia sagrada e o cargo que me foi tomado. Depois de uma grande prova de valor, eu reuni a energia necessária para afugentar toda a negatividade que pairava sobre mim e encarar os meus medos frente a frente. No celular, as inúmeras mensagens e ligações perdidas dos familiares preocupados com o meu súbito desaparecimento, ignorei todos durante esse tempo e com certeza eu seria recebido com paus e pedras por isso, mas bem... quem se importa? Eu estava fervendo agora e nada pode me parar! Cada passo largo dado pelas ruas de Geonite eram acompanhados pela fumaça que exalava do meu ser, os olhares curiosos e intimidados da multidão confirmavam isso e de certo modo me deixavam mais confiante. Eis que me encontro na porta de casa, pelo visto o movimento do restaurante nessa manhã está cheio, com algum cuidado evitaria que minha mãe ou meu pai me enchessem de sermões, hm? Sem mais delongas, era a hora!

— Cheguei, famíl--... — Apesar de todo o entusiasmo, ninguém estava na sala pra me receber. Um fato estranho, aliais, é incomum que qualquer descendente da família materna ou paterna não fique por altas horas fazendo sala e jogando conversa fora. — Are... onde estão todos? — Franzi o cenho em consoante com a coceira na cabeça. A dúvida seria sanada em breve, pois, assim que avancei pelos cômodos da grande casa e cheguei ao quintal, eis que finalmente encontro uma alma viva, porém, era alguém que certamente nunca foi do meu agrado.

II - Bollywood-Shake ZYWhqtP
Gregório Del Toro

— Uhm? Oh! Yasuf... Há quanto tempo, hein? — Disse a figura masculina e esbelta emergindo da piscina no quintal. — O que foi? Não está feliz em me ver? — Provocou.
— Tch! — Juro que tentei manter a calma, mas quando fico nervoso a extremidade da minha monocelha começa a tremer involuntariamente, entregando a minha reação.
— Ah deixa disso, homem! Vem pra piscina... A água tá boa. Vem mergulhar com o seu amigo "Greg" rs — Continuou em tom de deboche, submergindo em fim.

O cenário era de comemoração pelo visto... limparam até a piscina?! Tinha comidas e bebidas dispostas numa mesa enorme no canto inferior do gramado, os familiares que não estavam ocupados com o restaurante curtiam um dia semi ensolarado de outono junto com a visita - indesejável. Sequer deram a mínima para a minha chegada, pareciam bem ocupados celebrando, e conhecendo bem a minha família, não precisa ter um motivo para haver celebrações. Era de fato mais uma entre várias que já fizemos de supetão. Agora... frente a esse indesejável convidado, pra onde será que foi toda a minha autoestima, hm? Que raios ele veio fazer aqui...



.:Objetivos:.
I. Dinheiro ou Itens Rentáveis
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II - Bollywood-Shake Empty Re: II - Bollywood-Shake

Mensagem por Sammy em Sab Jul 20, 2019 9:35 pm

Desafios
Escolha dois dos quatro desafios




Lágrimas em folhas secas


O outono havia chegado em Geonite, não que isso mude muito no clima. O deserto está quente como sempre, mas as noites estão bem mais frias. Tendo isso em mente, alguns pokémons do tipo II - Bollywood-Shake 3353791043 estão roubando comida para estocar em suas tocas. Esse comportamento está causando um grande transtorno na cidade, até o restaurante dos Mansur está sendo afetado. Descubra quem é o culpado dessa confusão, lute pelo menos duas vezes utilizando apenas um Post, não é necessário envolver um pokémon do type informado acima.


Recompensa:
+1 Nivel
+1 Genius Wing

Piscinão de Ramos


Quem é Gregório Del Toro, qual é a desse cara? Conte para gente. Seja criativo, conte a história do rapaz em uma aventura  cotidiana e divertida. Nos mostre esse personagem tão gostososimpático.


Recompensa:
+1 Nível
2x Rainbow Shard

Vida d'água
★★


Os II - Bollywood-Shake 2845619104 type nunca trouxeram muito interesse para Yasuf. Estes Pokémons tão misteriosos e molhados, cercam boa parte do mundo e a maioria deles ainda não é conhecida. Gregório provavelmente é um fã ou quem sabe especialista neste tipo. Mesmo não suportando seu antigo rival, faça questão de aprender sobre os aquáticos. É um desafio livre, você pode narrar a história do modo que quiser, mas será necessário envolver os water type de algum modo. Também é necessário lutar contra Gregório.



Recompensa:
+2 Niveis
4x Rainbow Shard

O Mar e o Magma
★★


Gregório é provavelmente o oposto de Yasuf, em todas as questões e características. Ele está se mostrando para sua família e apresentando diversos pokémons aquáticos para os Mansur. Estão comparando o especialista de fogo com o especialista de água, estão basicamente falando que Gregório é bem melhor que Yasuf, isso é deprimente. Cansado desse povo, mostre seu valor vencendo o Aquaman em um duelo 3x3. Boa sorte, quero ver bastante peitorais.  


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II - Bollywood-Shake Empty Re: II - Bollywood-Shake

Mensagem por Aegir em Dom Jul 21, 2019 6:19 pm

Greg
Manhã, Geonite City

[Desafio ★ - Piscinão de Ramos]
Relacionados:
PS - Gregório Del Toro;
II - Bollywood Shake - "Nadia".


Mas afinal... quem é Gregório Del Toro? Bem, a história não é tão longa, tampouco misteriosa. Assim como em outras regiões, Aurille possui três famílias responsáveis pelo controle dos Jinn, são elas: Os Adams, os Del Toro e os Mansur, as três casas que juntas mantêm a ordem espiritual das criaturas desse continente. A relação entre elas não é nenhum segredo, ambas se ajudam quando necessário, mas agem na maioria das vezes independente. Os Mansur são os agraciados por ter uma Sacerdotisa despertada na família por duas gerações seguidas. O Sacerdócio é a patente superior desse ramo, sendo a figura responsável pelos enlaçamentos sobrenaturais, logo, a atual Sacerdotisa dos Mistérios, Nadia Mansur, rege as três famílias igualmente com suas habilidades místicas. Os Del Toro são originários de Riviera Moonson, são bem receptivos também, contudo, possuem apenas um filho e representante na caça aos Jinn: Gregório Del Toro.

Yasuf e ele se conhecem há muito tempo, desde pequenos. Sempre que os parentes se reuniam em Riviera, eles se encontravam para se divertir no litoral como de costume, acontece que a personalidade competitiva do então chamado "Greg" colocou essa inocente amizade num caminho de rivalidade sem volta. Ainda criança ele já era convencido, invejoso e principalmente oportunista, passando o seu fiel amigo pra trás sempre que via a chance, aproveitando-se da característica compassiva dele. Yasuf por sua vez, abandonava a cada dia a sua ingenuidade e abria os olhos perante a essa amizade tóxica. Quando deram por si, a confiança entre ambos já não existia mais. A rivalidade foi crescendo da adolescência pra cá durante o período de treinamento deles, os mentores já perderam as contas de quantas intrigas tiveram que apartar entre os dois e ninguém até hoje sabe o real motivo (se é que há algum) dessa súbita inimizade, mas atestam que como a água e o fogo, Gregório e Yasuf são naturalmente opostos um do outro, são evidentemente...

Rivais.

*  *  *

Não tinha razões para a celebração, apenas um almoço em família em pleno final de semana. A piscina limpa? Não era por causa do "ilustre" convidado, e sim porque já estava mais do que na hora de ser limpa... certamente que a Mama deve ter puxado a orelha do meu irmão Zamir para realizar essa tarefa pendente há meses. Quando notaram minha presença fui recebido com espanto por uns e afagos por outros, até minha irmã Nadia estava aqui hoje, foi a primeira a vir de encontro comigo num feliz abraço, arrisco em dizer que vi lágrimas escorrendo pelos seus olhos cor de âmbar. Noticiei sobre o motivo do meu súbito sumiço, pela expressão da maioria entenderam sobre o meu momento de reclusão e ficaram satisfeitos em saber que retornei renovado e com um único propósito: recuperar o meu cargo e a lâmpada dourada de volta! No entanto, apesar da minha grande motivação, Nadia, a minha irmã e Sacerdotisa, tratou logo de advertir sobre uma coisa.

— Fico feliz pelo seu regresso, irmão. — Comentou brandamente para lançar a bomba em seguida. — Só que... O artefato místico, a Lâmpada Dourada, agora está sobre oferta de um novo usuário. Sabe disso, não é?
— Sim, claro! E sei que também posso lutar por ela de volta. É meu direito! — Rebati.

O silêncio pairou naquele quintal, parece que todos escutaram o meu clamor, a sensação que tive foi que eles sabiam de alguma coisa que eu não tinha me inteirado ainda. Foi quando novamente Gregório saiu da piscina para intervir, e ele não estava só. Dentro da piscina estava o seu Sharpedo, acima deles flutuava o Frillish, no leito da estrutura jazia a Simipour sentada revezando os pés na água e do outro lado, próximo a mesa de quitutes, o Golisopod, a carrancuda criatura degustava isoladamente a sua comida.

— Yasuf... Yasuf... — Veio ele com seu tom irritante. — Você não sabe? Eu também estou afim da Lâmpada Dourada.
— MAS O QUE?! — Aquilo caiu como uma bomba aos meus ouvidos. Por que diabos ele queria mais um artefato místico?! O seu já não era o bastante?! — Pra quê precisa dela, hm?! Já não tem a sua Concha Trombeta?
Gregório dedilhou o objeto que lhe servia como um pingente preso a uma corrente no pescoço, bem como eu carregava a minha lâmpada. A Concha Trombeta é um dos artefatos místicos que repele a corrupção do Jinn ao ser tocada; ao contrário da lâmpada, a Concha só faz extinguir a entidade e não aprisioná-la.
— Sim, estou muito satisfeito com ela, obrigado. No entanto...
— No entanto o quê?! — Trinquei os dentes.
— Foi notificado que o antigo usuário da Lâmpada, ou seja, você, perdeu os direitos sobre ela após cometer alguns deslizes... como posso dizer... Graves.
— Ora seu...! — Involuntariamente Siegar saia de sua Pokéball. O bicho farejava o conflito de longe e dispôs-se a ajudar sem pestanejar. Todavia, rapidamente a Simipour de Gregório saia do repouso da piscina e colocava-se à frente do seu dono num único salto. — Acalme-se, Siegar... está tudo bem por aqui. — Instruí, antes que o mesmo agisse por conta própria.

Se não fosse por Nadia nós dois nos engalfinharíamos ali mesmo na frente de todos. A Sacerdotisa deu a sua palavra de comando, disse que apesar da Lâmpada estar pra jogo ela só seria presenteada para aquele que fosse digno dela, e naquela circunstância o melhor jeito de determinar isso seria numa batalha pokémon. Na verdade, receio de que não haveria outra forma melhor e talvez mais justa do que essa, o que me intriga de fato é que eu passei quase um mês fora, no dia em que perdi a posse do artefato a Sacerdotisa disse que na mesma semana encontraria um novo proprietário... então por que ele está vago até agora? De imediato senti a compaixão vinda do olhar dela, Nadia havia adiado a proposta na esperança de que um eu brevemente retornasse para reavê-la, contudo, como Sacerdotisa era o seu dever noticiar as outras famílias pelo desfalque feito, por isso Gregório está aqui.

— Não tem nenhum representante dos Adams? — Indaguei observando o ambiente ao meu redor. Por incrível que pareça não havia nenhum dos Adams por ali, menos competição então. Só tinha o Del Toro como obstáculo e faria de tudo para tirá-lo do caminho!
— Uma batalha, hãn? Pelos velhos tempos, Yasuf... — Sorriu de canto.
— Sim Greg pausei e lancei um sorriso ainda mais ardiloso, sabia que chamá-lo de "Greg" àquela altura quebraria no mínimo a sua confiança. Deu pra ver no modo como o seu sorriso se desfez com a reação. — Pelos velhos tempos...
— Tch. Patético. — Sussurrou dando as costas. Enxugou-se, recolheu parte da equipe e entrou na casa em seguida. — Pérla, ándale! — Chamou pela Simipour.

No calor do momento acabei nem percebendo o quanto a macaca estava fascinada pelas garras robustas e douradas do Heatmor. Ela se aproximou de nós com tanta furtividade e arrisco em dizer que passou todo esse tempo de diálogo observando de perto aquelas unhas, jazia literalmente sentada frente a elas, fitando-as como se fossem algum tipo de tesouro valioso. Pérla, a Simipour, atrevia-se lentamente para tocar as peças quando o chamado de seu dono quebrou sua expectativa; daí a notamos na sua ação suspeita. Siegar ficou no mínimo incomodado com a suposta admiradora, quanto a mim, apenas fechei o cenho perante a criatura... — Aquelas coisas... — Sussurrei, comentando implicitamente sobre o notável e estranho conjunto de dentes e garras afiadas que Simipour colecionava dispostos alinhadamente como pingentes em seu curioso e peculiar colar. Pérla retirava-se de maneira despojada após uma sutil jogada de seus "cabelos".

*  *  *


Ambientação

Na manhã seguinte...

Yasuf Mansur e Gregório Del Toro, rivais, frente a frente num combate que definiria o destino do artefato místico, Lâmpada Dourada. Ambos se encontravam na grande cúpula da Mesquita de Jade, lugar onde o especialista Fire-Type perdeu o seu posto de caçador de Jinn e consequentemente a posse do artefato anteriormente. Agora, com as energias renovadas, ele veio reclamar por ela de volta, mas terá que enfrentar o único obstáculo que lhe mantém distante da posse imediata: o representante da família Del Toro, o especialista em Water-Type, Gregório. Os dois possuem estilos de batalha diferentes, um está trilhando o caminho produtivo e por vezes capcioso da pesquisa, o outro é um treinador e como tal abusa de táticas diversas para se sobrepor em qualquer desafio. A Sacerdotisa Nadia seria a juíza da partida e não demorava em ditar as regras: Cada um usará três pokémon, apenas e sem substituições! Nenhum item de cura será permitido e para que haja equilíbrio, o campo de batalha é liso e livre de quaisquer tipo de adorno que beneficie algum dos lados. Dada as diretrizes, tudo o que não tivesse sido expressamente dito por ela era permitido, portanto, com cada um em suas marcas, o combate já podia se iniciar.

— Pérla, vá e vença! — Disse Gregório, liberando a Simipour muito confiante.
Noutro passo, Yasuf correspondia à altura jogando o seu Heatmor em campo com prontidão;
— Vamos a luta, Siegar! — O tamanduá expelia fumaça de seus orifícios, não obstante, Pérla lançava-lhe um olhar de obsessão e mantinha essa feição psicótica na face o tempo todo. Sabe o pior? Ambos já se conhecem. Quando o jovem Mansur obteve o seu Heatmor, na época o Del Toro já tinha um Panpour, o pequeno primata já gostava de colecionar coisas desde então, vivia na praia de Riviera catando as conchas e outros minérios trazidos pela maré alta.

Com Yasuf esbanjando fervor e relutância no sorriso e no olhar, e Gregório lapidando a face carregada de convencimento, decerto que teríamos uma batalha onde ambos dariam tudo de si. A motivação de um é recuperar o que lhe foi perdido, já do outro... pelo visto, é por puro capricho e provocação. Bom, independente do propósito, é óbvio que há sempre mais alguma coisa nos bastidores desse conflito, algo que mantêm sempre acesa essa chama e também a liquidez dessa rivalidade.

II - Bollywood-Shake C8LFHK7
Continua...



.:Adendos:.
I. Heatmor equipado com Lucky Egg

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Mensagem por Sailor em Dom Jul 21, 2019 11:27 pm

Atualização
Yasuf
Só tenho uma coisa pra falar sobre todo esse textaum: Me ajuda Scoooooooooat! Eu quero a tretãn!

PRÊMIO
Premiação aqui.
+1 NÍVEL (Heatmor)
+1 Nível (Heatmor - Lucky Egg)
2X RAINBOW SHARD

II - Bollywood-Shake 631
Heatmor subiu ao nível 39.

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Mensagem por Aegir em Seg Jul 22, 2019 7:56 pm

Rivais, Parte 1
Manhã, Geonite City

[Desafio ★★ - Vivo d'água]

Um Jinn é uma entidade geralmente sem forma que viaja através do vento e se manifesta numa criatura como chama ardente, apesar de não ser fogo de fato e sim a aura se queimando pela corrupção. Nós caçadores de Jinn somos responsáveis por repelir e purificar os seres possuídos por eles, fazemos uso dos chamados "Artefatos Místicos", cada um com sua particularidade. O meu era a Lâmpada Dourada que têm um poder de contenção dessas entidades, enquanto o de Gregório é a Concha Trombeta, um objeto que extingue a ação de um Jinn ao ser tocada. Os Del Toro são muito habilidosos, a única prole que tiveram não teve a sorte de possuir uma certa afinidade com os tipo fogo, o único tipo até um tempo atrás capaz de não só identificar a presença dessa manifestação impura como também eram imunes à elas; hoje não mais. Mas Gregório não deixou que essa característica o afetasse, nesse sentido, ensinou ao seu Frillish a manipular habilidades pirotécnicas de modo que identificasse um Jinn. A estes pokémon com capacidades sobrenaturais concedidas pela Sacerdotisa, dá-se o nome de Regalias, é dito que quanto mais forte o pokémon escolhido for, maiores atribuições ele terá. Baron, o Frillish, já superou por si só muitas dessas questões adversas, ninguém imaginava que um Water-Type pudesse ser nomeado como regalia antes, certamente que aprimorar o uso do Will-O-Wisp para este caso não foi uma tarefa fácil e Gregório merece todo o mérito por ter conseguido este feito, provando ser de fato um exímio, ou melhor, um excelente especialista no tipo.

*   *   *


Ambientação

1º Round
II - Bollywood-Shake Heatmor Vs. II - Bollywood-Shake Simipour

No campo de batalha da Mesquita de Jade, Heatmor e Simipour se encaravam, a macaca estava mais do que pronta para começar, dava pra sentir através do incessante olhar de obstinação que lançava sobre o seu adversário. Siegar, no entanto, sequer se comoveu com a ideia implícita dela. Sem mais demora, o especialista nos tipo água foi o primeiro a dar ordem de ataque; curto e grosso.

— Pérla, Superpower, ándale!

Simipour acentuou todos os seus músculos prontamente, em seguida correu ligeira em direção ao Heatmor, uma agilidade digna de um praticante de artes marciais, diria. Tive que agir depressa e comandar algo que não demandasse muito tempo de execução, pois, o símio já estava muito perto, até demais. — Diabos! Como chegou tão depressa?! — Pensei aflito. Gregório sorriu de canto sutilmente. Lógico que os músculos acrescidos dela lhe dariam uma condição física melhor para pegar impulso e cruzar o campo de batalha como uma bala.

— Segure com Hone Claws, rápido! — Foi o que veio a minha cabeça no curto intervalo de tempo. — Devolva com Flame Burst!

Numa rápida reação Heatmor poliu suas lustrosas garras e colocou-as à sua frente para fazer defesa, embora sejam resistentes, não foram capaz de segurar o poderoso impacto de um soco munido pelo Superpower. Simipour literalmente desferia um murro sobre a tentativa de defesa que, após ser falha, jogou o tamanduá para a extremidade do campo. Um ataque tão forte que deve ter lhe dado muitos danos. A macaca é quem ficava feliz com tudo isso, fitava seu punho fechado com muita empolgação, enquanto isso, seu treinador observava o seu feito, admirado. Já eu? Trinquei os dentes. Eu não subestimei ele, jamais faria isso, contudo, não imaginava que começaríamos tão mal desse jeito. Parece que vou ter que jogar duro contra essa daí...

— Ah Yasuf, só estou apenas começando... — Comentou o infeliz, convencido. — Sí, Pérla? — A pokémon assentiu positivamente e voltou a esboçar aquela feição maníaca dela.

Antes mesmo que eu me desesperasse, uma bola de fogo rompia a fumaça levantada anteriormente e cruzava o campo rumo a Simipour, esta que, sob rápido atestamento do seu mestre, executou um Brine para chocar-se contra a investida flamejante e repelir os danos. Ela abriu a boca e esguichou um jato d'água não muito forte, mas suficientemente capaz de retardar o Flame Burst; a esfera de fogo só causou o mínimo dos danos sobre ela, algo que naturalmente já não é super efetivo.

— Movimentos do tipo fogo não são nada contra ela... E esse Brine, tenho que tomar cuidado... — Refleti, observando com calma o modo de execução do ataque aquático. Acontece que Brine aumenta o seu poder quando o usuário está lesado, nesse sentido, preciso ficar atento a possíveis surpresas mais tarde. Com a fumaça dissipada, Heatmor dava sinais de recuperação e confirmava o seu retorno à posição. — Certo, avance com Bug Bite!

— Desvie!

A língua flamejante do tamanduá se afinava e acentuava-se pontiaguda, em seguida fazia movimentos serpenteados seguidamente de modo a atingir o corpo da adversária com o seu bote ferroado. Todavia, a símio abusava de uma agilidade sem precedentes para desviar com precisão de todas as investidas. Reconheci que aquela Simipour teve um treinamento semelhante a de um lutador, isso explica a sua desenvoltura em combate e também o uso do Superpower. Aos poucos Siegar ia perdendo a concentração de sua língua, Simipour e Gregório tinham o que queria ali e com isso a adversária cambalhotou para trás, em seguida pôs em prática a mais nova tática capciosa de seu treinador. — Pérla, Fling! — Fling? Um movimento tão incomum, mas certamente traiçoeiro. Confesso que não estava preparado pra isso, e estando Heatmor um pouco cansado com a sucessão de Bug Bites anteriores, temi por sua língua e coordenei algo que a deixasse em descanso: — Siegar, prepare um Fire Spin!

No instante em que o Fire-Type preocupava-se em focalizar um ponto de ignição para o Fire Spin, eis que um projétil misterioso o atinge bem na região dos olhos causando uma nítida dor tremenda! Ele grunhiu com o impacto ardiloso, um de seus olhos tinha sido comprometido e o outro mantinha-se centrado com muita dificuldade. Quando deu por si, Simipour já estava perto o bastante para dar-lhe um chute na face com mais um Superpower... o golpe que ainda continua com certa força, embora ela vá se esvaindo conforme o uso.

— Siegar!!! — Vociferei em tom de desespero. Nem mesmo eu pude notar quando ou o que aquela desgraçada tinha lançado sobre ele, até que... — U-um dente...?
— Hehehe... — Gregório riu orgulhoso. — Não pensou mesmo que esse colar da Pérla fosse só enfeite, hãn?
A verdade vinha a tona, Simipour havia jogado uma de suas peças colecionáveis daquele colar em volta do seu pescoço. O exemplar estava no chão a poucos metros do alvo, pelo tamanho... uma Razor Fang, estava com sangue em sua ponta. O objeto lançado não tinha tanta força assim, contudo, se bem usado poderia dar problemas e ele sabe muito disso... o objetivo de Gregório ao usar o Fling no lugar certo foi desestabilizar o Siegar.
— Recycle. — Balbuciou. A mesma presa antes lançada sumia do chão e retornava para a usuária em perfeito estado. — Fling, mais uma vez!
— Tch! Mas o que ele pensa que--...

Sem tempo para resmungar, outro projétil afiado era lançado com malícia pela macaca, o meu pokémon por sua vez, ainda se recuperava do turno anterior e desde já não parecia nada bem. Comandei um Flame Burst desesperado, só que novamente Simipour foi certeira em premeditar a minha posição, mirou a região da garganta de Heatmor impedindo que o mesmo desse procedência a execução do ataque. Ele arregalou o único olho funcional ao ser atingido, aquele tipo de dor deixava-lhe num estado de inutilidade momentânea, um efeito adicional do Razor Fang. Como se não bastasse, Gregório prosseguia com a mesma estratégia, ora Fling, outrora Recycle... um ciclo vicioso que aos poucos reduzia a energia do Siegar.

— Vamos, use o Incinerate! — Cerrei os punhos com tanta força que só perceberia a dor depois. Comparado ao Heatmor, Pérla era muito mais ágil e habilidosa, o intervalo de tempo duma tática para outra atestava isso. Clamei pelo Incinerate na esperança de que o ataque literalmente incinerasse aquele item e cessasse de vez essa tortura. Para dar ainda mais força, arremessei a Fire Gem que tinha comigo. Com muito esforço o tamanduá conseguia revidar e liquidar o objeto arremessado, ao passo que o Incinerate também causava danos a Simipour. Um foco de esperança acendia em meio a desilusão inicial desse combate. Siegar levantava-se com bastante dificuldade, mas ainda conseguia lutar. — Isso amigo, avante com Fury Swipes! — Ordenei confiante.

Após o uso massivo do Superpower, agarrei-me na chance da defesa de Simipour estar fragilizada, desse modo a sequência de Fury Swipes seria mais do que o suficiente para enfraquecê-la. Embora Gregório, possivelmente, tenha captado a minha estratégia, foi muito curioso o seu comando: — Aguente os golpes, Pérla. — Ele simplesmente pediu que sua pokémon recebesse os ataques sem relutar. Franzi a testa tentando entender o que estava nas entrelinhas daquela reação, enquanto Siegar desferia os arranhões sobre sua adversária que sofria nitidamente com cada lance. A expressão confiante na face do Del Toro não correspondia ao estado atual de sua criatura, bastou isso para que um lampejo de ideia surgisse na minha mente.

— Ah não! Siegar, mantenha a boca dela fechada! — Intercedi rapidamente prevendo a tática ardilosa do meu rival. Brine, logicamente... o movimento do tipo água que fica mais forte quando o usuário está cansado. Considerando a proximidade entre os dois, Heatmor imprensou o símio contra o chão tapando com a sua mão a região da boca de Simipour. No entanto...
— E você ainda se diz um aspirante a pesquisador, Yasuf? Que decepção... — Gregório debochava da minha ação como se eu tivesse feito besteira, e de fato eu fiz. Acontece que tudo, literalmente tudo estava nas entrelinhas. Deixei que minha emoção ficasse a flor da pele e isso influenciou no combate, meu rival soube prever cada passo meu com base nessa análise. Por fim, o motivo de seu comentário infeliz deu-se ao fato de, mesmo impossibilitada de usar a boca, Pérla ainda podia usar a cauda... e foi dela por onde a torrente de água repentinamente saiu, pegando tanto a mim quanto a Siegar de surpresa.

Yasuf 0 x 1 Gregório

A força atual do Brine não só causada danos graves, como lançada Heatmor à distância; um golpe crítico. Fiquei sem palavras, catatônico, nem mesmo ouvi Nadia declarar que Siegar estava fora de combate; a vitória do primeiro round era de Gregório e sua maliciosa Simipour. Mas o pior ainda estava por vir, acredite... A macaca saltou sobre o corpo do tamanduá exausto, voraz e obstinada a conseguir finalmente um exemplar daquelas belas e robustas garras douradas, tornou a acentuar os músculos do seu corpo através do Superpower, agarrou-se a uma delas e num único lance puxou o membro, arrancando-o da pata de Heatmor sem piedade. Só despertei do meu estado de desilusão após ouvir os berros do Siegar intercalados de agonia e cansaço.

— Si-Siegar!!! — Corri em sua direção, preocupado. — MAS PRA QUÊ FAZER ISSO?! TIRE ELA DAQUI!
Simipour nem precisou ouvir os sermões, deu pra trás e continuou muito orgulhosa pelo seu feito, afinal, tinha em sua posse uma nova peça para a sua coleção, hm.
— Acalme-se Yasuf... Já não sabes que a Pérla adora um souvenir? — Rebateu o Del Toro, novamente, carregado de deboche. Em seguida acariciou os cabelos da macaca e retornou em sua devida Pokéball já preparando a próxima. — É melhor não chorar agora, hãn?! Ainda tem esse daqui... — Liberou a criatura seguinte, o Sharpedo, ou como apelidado: "Goraz", um nome que sugere sua voracidade.

Por recomendação de Nadia, recolhi depressa o Heatmor, em seguida entreguei a sua pokéball para uma das assistentes do templo, ela o levaria para um PokéCentro o mais rápido possível. Eu tinha que me conter agora... Pode não ter sido um ótimo primeiro round, mas decerto que serviu para abrir os olhos em relação ao Gregório.

— Você... você não mudou nada... — Pesei a voz, depois joguei Camerupt ao campo. O corpulento pokémon farejava a tensão, de imediato começava a expelir uma fumaça escura de sua corcova, arrastava os cascos dianteiros sobre o solo e baforava pelas narinas. Um conjunto de reações que indicavam o quanto que ele estava pronto para o combate.

Continua...



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Mensagem por Aegir em Ter Jul 23, 2019 6:11 pm

Rivais, Parte 2
Entardecer, Geonite City

[Desafio ★★ - Vivo d'água]

Todo pokémon naturalmente marinho quando invocado fora d'água tende a ter sua desenvoltura comprometida, mesmo que consiga se mover através da livre flutuação, em alguns casos mais específicos, claro. Sharpedo, no entanto, não precisa de tanto esforço para se manter em solo, uma vez que da mesma maneira que ele se move no mar, propulsionando-se através da ingestão e evacuação de água, em terra ocorre um processo semelhante, mas com o ar (Biologia, pra que te quero?). Goraz era a segunda escolha de Gregório para esse combate, um pokémon que por si só esbanja voracidade, contudo, Napa não encarava isso com temor, na verdade ansiava por uma batalha árdua e sem pudores de ambas as partes.

2º Round
II - Bollywood-Shake Camerupt Vs. II - Bollywood-Shake Sharpedo

— Goraz, Focus Energy! — Comandou sem demora.

Imediatamente o tubarão focalizava energia que percorria todo o seu corpo, decerto que aquele acúmulo seria prejudicial para nós em algum momento, hm? Melhor me prevenir... — Napa, use Curse! — No entanto, o fire-type preferiu seguir seus instintos e atacar com agressividade o adversário, avançou com um perigoso Lava Plume. A devastação flamejante percorreu o campo até chegar ao Sharpedo, este que sequer esboçou reação contrária ao movimento pouco efetivo. Mostrou os dentes tão afiados quanto os do seu dono. Admito que por um momento fiquei incisivo pela escolha repentina do Camerupt, mas depois pensei na possibilidade do oponente sair queimado com isso... infelizmente não aconteceu. — Are, are... Napa, ouça meus comandos, hm!

— Hah! Tão patético que nem mesmo os próprios pokémon te escutam? — Debochou, levando a mão à face e me lançando aquela expressão irritante de um olhar penetrante acompanhado de um sorriso convencido. — Aqua Jet, Goraz. Vamos acabar logo com isso...

O predador marinho exibiu um item que carregava consigo dentro da boca, aparentemente; esmagou-o em seguida usando as presas afiadíssimas. Ouviu-se de imediato o estalo da Water Gem se partindo e conferindo uma energia adicional ao corpo dele, desse modo, o Aqua Jet viria não só com mais força, como também parecia ser um exímio míssil teleguiado envolto a um turbilhão de água.

— Caramba! Segure isso com Curse! — Apesar dos esforços, novamente o Camerupt ignorava o meu pedido e teimava por outra tática. — Que diabos! — Deu pra ouvir o babaca do Del Toro gargalhar com isso.

Ao contrário do que se esperava, Camerupt fez foi expelir uma fumaça densa de seus orifícios, não era enegrecida como de costume, era de um tom róseo e sutilmente esbranquiçado, um Yawn. Ele se preparava para o impacto do Sharpedo com muita confiança de sua estratégia munido de uma neblina preguiçosa e dos pelos ouriçados sob efeito do Solid Rock. Até que finalmente o adversário aquático rompesse tudo aquilo com um impacto profundo que causou danos severos ao Camerupt, mas que mesmo assim conseguiu se levantar tempos depois — por muito pouco, diria.

— Tch! Impossível... — Sussurrou Gregório. Sharpedo ficou claramente bravo por ver o seu adversário ainda de pé e pior, com uma feição desafiadora estampada na cara. Foi quando lentamente suas vistas começaram a embaçar, seu semblante modificou-se para algo mais apático, por vezes cambaleava para se manter ativo. — Ei Goraz, qué passo? Despierta, camina! — Mas já era tarde, o tubarão foi pego pelo efeito sonolento do Yawn. Agora Napa olhava para mim e assentia, um sinal implícito de que finalmente ouviria os meus comandos.

— Ok então... Aproveite isso e comece a usar o Curse! Hahaha — Mesmo com a teimosia do camelo, não é que sua estratégia suicida me fez restaurar a confiança? Só agora ele começava a utilizar o movimento sequencialmente. Enquanto isso, Gregório se angustiava a cada turno perdido com o seu pokémon dormindo, e como dito as regras: Sem uso de itens de cura durante o combate! Ele teria que engolir a seco essa reviravolta; e que reviravolta, hein? Após um bom carregamento do Curse, Camerupt já tinha força o suficiente para emplacar o adversário com um poderoso Earthquake, o abalo sísmico que literalmente mexeu com as estruturas do especialista em tipo aquático. O sono do tubarão cessava com o estado supra enfraquecido após o ataque, Nadia anunciava Napa e a mim como vencedores daquela rodada.

Yasuf 1 x 1 Gregório

Gregório recolhia o seu pokémon um pouco desapontado, talvez ele tivesse nos subestimado muito cedo. Passado um instante, disparou: — Sorte. Foi apenas sorte, Yasuf. — Sem esperar por uma resposta, lançou logo o seu próximo pokémon ao campo. Shogun, o Golisopod, materializava-se frente ao seu treinador numa posição que salientava o quão centrado ele parecia ser, algo que remetia aos grandes samurais do passado... não é a toa que recebeu esse nome. Apressado, Camerupt já exibia o seu semblante confiante em meio aos estigmas do nítido cansaço corporal, todavia, por mais que ele quisesse lutar com o Golisopod, eu tinha que seguir as regras e usar apenas um pokémon por vez, desse modo, recolhi subitamente o camelo e evoquei a minha próxima escolha.

— Ahtal-ka, manda brasa! — Bem como o seu adversário, Volcarona resplandecia de forma elegante ao campo sem esboçar qualquer tipo de incomodo ou intimação. Teríamos um confronto entre insetos, ao que parece ambos possuem traços de personalidade bem semelhantes... o que esperar dessa similaridade?

Continua...



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