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[Spin-Off] - Splish Splash

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[Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Hermes em Ter Jun 26, 2018 9:47 pm

Splish Splash
Beach Party - Riviera Moonson


"Se há amores mais intensos e memoráveis que os de verão, ou desconheço, ou já estou vivendo a minha própria maré de paixão".

Hugo Portela.


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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Hermes em Qua Jun 27, 2018 4:55 pm

Maresia?
Beach Party - Riviera Moonson - Manhã

É verão, a estação de calor intenso que pede por aventuras mais refrescantes para driblar o clima abrasivo, e por este motivo muitas pessoas buscam o litoral para relaxar e curtir a época de festas em Riviera Moonson. Como de costume, também vim para a minha participação anual. Esse tipo de recesso é sempre bom para esquecer os problemas e descansar. Acontece que para além das festividades, a cidade promove um tipo de evento que premia pessoas que obtêm o maior número de pontuação denominado pela captura de pokémon aquáticos, de fato, durante essa estação a maré está cheia e propicia a vinda de espécies comuns e raras para essa região, claro que eu não perderia essa oportunidade.

Com minhas economias paguei a hospedagem num dos vários hotéis à beira-mar, e como não vim para ficar enfurnado dentro de um quarto, logo cedo parti para a praia afim de curtir os primeiros raios de sol. Mesmo estando cedo o lugar já estava com uma presença considerável de pessoas, algumas chegaram a madrugar na praia. Toda àquela extensão estava ornamentada para as festividades póstumas, e entre um adorno comemorativo e outro, avisos sobre a manutenção de limpeza da área, é claro. Enfim, procurei um espaço particularmente bom pra mim, especificamente mais vazio, e já sabia onde encontrar: próximo aos rochedos. Sim, é comum que banhistas mantenham-se afastados dos locais com rochedos dispostos na praia por motivos de segurança, uma vez que para além da maré rente a eles se quebrarem com mais força, também é lugar de espécies que preferem ficar a espreita só observando ou evitando contato com seres humanos. Pelo sim, pelo não, achei o lugar mais conveniente pra mim, instalei a minha cadeira de praia no banco de areia, abri a camisa floral amarelo, espalhei sobre o corpo o protetor solar e com os óculos na cara fiquei ali sentado dispondo da maresia de ver o sol chegar lentamente irradiando sua maravilhosa sensação calorosa além mar.

Aah o prestígio...

Não podia me dar ao luxo de privar meus companheiros desse momento prazeroso, hm? Liberei os três pokémon para que pudessem aproveitar junto comigo àquele ambiente. Dos três, Sentinela era o que mais esboçava felicidade, compreensível, visto que viera de um habitat quente por natureza; já Ozymandias e Nebraska, estes reagiam de forma mais adversa: O narigudo parecia ter nojo de toda aquela areia, resmungava constantemente dos flocos que insistiam em grudar-lhe aos pelos, não obstante, Nebraska — sobre os efeitos tranquilizantes da Soothe Bell — fitava o mar com uma cara de paisagem e mantinha-se na mesma posição por mais de dez minutos, era como uma estátua. — Credo... — Comentei em deboche, em seguida removi a Soothe Bell do seu pescoço para que finalmente pudesse despertar e resmungar em uníssono com o Hypno. Felizmente a felina das sombras acabava por se distrair fácil com qualquer coisa que viesse a se mover perto de si, sendo assim, contraiu as orelhas e sentiu algo atraente nos rochedos indo diretamente pra lá. Hmpf, Gatos... — Balbuciei em tom de maresia.

Enquanto os primeiros raios de do sol tocava a superfície do mar, eis que observo atentamente Sentinela executar uma façanha um tanto quanto curiosa e surpreendente: Ele estava pescando... isso mesmo, pescando! De fato é comum que algumas espécies de ave saibam pescar naturalmente, mas não esperava isso vindo de um Pidgeotto que cresceu num ambiente florestal. É, talvez eu tenha subestimado as habilidades do meu pokémon. A ave já estava toda atenta sobrevoando o mar numa zona consideravelmente rasa, quando de repente desceu e num plano direto fincou suas garras na superfície e arrancou o peixe de seu habitat natural.

— Caramba! — Exclamei, tirei até os óculos escuros para comprovar a veracidade do fato. — Puxa vida, traz pra cá Sentinela!!! — Gritei já visando os primeiros pontos daquela manhã. Será?

Pidgeotto voava rápido para a extensão de areia, embora fosse preciso em sua pescaria, não parecia tão seguro em manter a presa sob seu domínio, ainda mais aquela que remexia-se muito pela sua vida, mas que por fim conseguia trazê-la ao solo. Era um Magikarp, ok... talvez eu tenha gerado expectativas para algo maior, mas isso já basta, vou dar créditos a ele. Como dito, o peixe não parava de saltitar, uma característica costumeira da espécie, sendo assim era preciso detê-lo o quanto antes.

— Você pescou, então faça as honras amigo. Com esse daí eu já garanto uns pontos! — Assenti, dando total liberdade do pássaro intervir como bem quiser. Deste modo, Pidgeotto procurou atacar diretamente a visão do peixe com um Sand-Attack para que o mesmo ficasse confuso quanto a rota de fuga para o mar, em seguida tratou de usar as lufadas de vento do Gust para afastá-lo ainda mais e causar danos; a Karpa, no entanto, só sabia revidar remexendo-se com Splash que ia ficando cada vez mais fraco conforme era atingida pelas investidas do adversário. Do nada ouve-se um estalar de dedos, foi Ozymandias com a cara emburrada usando Disable distante e inabilitando o Splash do peixe que consequentemente viu-se frustrado a ponto de usar do desespero para atacar quem estivesse por perto, felizmente conseguíamos revidar, por outro lado, Magikarp acabou cedendo ao próprio esforço e rendeu-se a fadiga. — Aah, essa tá no papo! — Assim joguei uma das Pokéball fornecidas pelo evento e capturei o peixe sem maiores problemas. Primeiros pontos garantidos!

Mas...

Voltando a fitar o Pidgeotto, este não ficou nada contente com a inconveniência do seu amigo psíquico. O pássaro por muito pouco não avançou sobre ele em reprovação, só não o fez por questão de respeito, talvez. Aborrecido, levantou voo de volta ao seu posto anterior: Sobrevoando acima do mar. Realmente, Ozymandias já estava ficando chato com todo o seu melodrama por estar num ambiente que não gosta, sendo assim, insisti para que fosse nadar um pouco ou ao menos ficar ali na beirada recebendo as ondas para (me) desestressar. Falando em estresse e drama... Onde estaria Nebraska? Por um momento perdi a felina de vista e conhecendo ela bem, não seria legal se estivesse metida em alguma encrenca.

Argh, que ótimo... Mais estresse. Bufei. Saí a procura da problemática em direção as rochas dando passos tão raivosos que deixavam marcas quase profundas na areia.

Não muito distante dali, Sneasel travava um combate com uma criatura de aparência grotesca, ambos pareciam ser duros na queda, tanto a gatuna quanto o crustáceo de duas cabeças. A batalha teve início no momento em que Nebraska, na tentativa de caçar o que estava fazendo barulho entre as rochas, acabou por corromper o território do Binacle, um pokémon duplamente temperamental. Como reação as afrontas do tipo rocha, Sneasel investiu num Icy Wind para retardar a agilidade de seu oponente e garantir uma abertura maior para ataques, não obstante, ele usou Shell Smash como tática para se livrar dos cristas de gelo que anteriormente impediam a sua desenvoltura, voltando ao status quo. A fria e calculista Sneasel emplacou uma provocação com uso de Taunt tanto para instigá-lo, quanto para evitar que o mesmo voltasse a usar movimentos abusivos como o anterior. Reagindo a provocação, Binacle cuspiu de suas duas cabeças uma considerável quantidade de água com Water Gun fazendo com que sua adversária recuasse um pouco através da potência gerada pelo ataque, nesse momento ela reconheceu que aquele combate valeria a pena, já molhada, fitou o oponente com seus dois olhos vermelhos que denunciavam apenas uma coisa: Fúria.

Quando cheguei ao local de batalha preferi me reservar, bem, na verdade eu só estava interessado na pontuação mesmo e aguardaria o tempo certo para tacar a Pokéball sutilmente sobre o animal derrotado. "Espero que ela vença...", pensei observando discretamente por detrás do rochedo. A este ponto Nebraska grunhia e sem pestanejar avançava sobre ele compelida pelas sombras de um Feint Attack, uma investida feita às cegas e de total precisão, o crustáceo tentava se defender mas não podia, então valeu-se de suas cartilagens para desferir um Fury Swipes dando aproximadamente duas sequências de dano sobre a felina. No próximo ato o Binacle denunciava usar outro de seu Water Gun, mas dessa vez Sneasel estaria mais atenta... não ao êxito do movimento e sim às suas propriedades diante do clima quente. A água saia um tanto morna, e mesmo após o Shell Smash a potência não era tão relevante assim, deste modo no instante em que o jato foi lançado, Sneasel soprou com força mais um de seu Icy Wind congelando boa parte daquela corrente e finalizando o alvo com outro sorrateiro e poderoso Feint Attack. O Shell Smash pode até ser uma tática valorosa, porém, deixa o usuário com sua guarda aberta.

— Legal! Mais um!

No instante em que saí de trás da rocha consegui tirar um susto por parte da Sneasel que reagiu conforme um felino reagiria, grunhindo, arrepiando os pelos e esboçando uma feição de surpresa desagradável. Ela poderia me matar com isso? Sim, poderia. Mas eu estava em êxtase, era mais um acréscimo de pontos para a competição. Joguei a Pokéball sobre o Binacle e aguardei a conclusão póstuma de sua captura. Em seguida recolhi Nebraska em sua devida esfera antes que pensasse em revidar o susto; Maldita.

No retorno ao meu local de origem se deu mais uma ocorrência, dessa vez com o infeliz pokémon psíquico queixando-se de uma espécie que saía em conjunto do mar para a superfície e espalhavam-se ao longo da praia. O animal em questão era Mareanie, um dos muitos pokémon brutais em meios aquáticos mas que também leva desordem em solo. Ozymandias já estava emocionalmente frágil por estar na praia, diante desse tipo de ameaça então... só faltou chorar. Ele estava me esperando com um aspecto mais tristonho que antes e como uma criança birrenta, me mostrava o local do seu MINÚSCULO machucado em seguida apontava o vetor desse infortúnio. — É sério, Ozzy? — Indaguei esboçando insatisfação. — Uma picadinha de nada, não é o fim do mundo cara! — Acontece que eu podia estar redondamente enganado, uma vez que Mareanie é um pokémon tóxico e seus espinhos certamente são nocivos. Entretanto, depois de já ter pego duas espécies na surdina, por que não valer-se desse problema para catar mais um? Levei a mão sobre o queixo e dedilhei a barbicha encarando o Ozzy com olhos de interesse. O sorriso de canto só concluía o meu pensamento; Hypno suava frio.

A minha sombra cobria a luz solar sobre Mareanie, o pokémon assustava-se com a súbita ausência do sol e finalmente percebia a minha presença. Aquela criatura relativamente pequena fitou-me com olhos entediados e sem muita conversa já preparou seus dardos venenosos para me atacar. — Então foi você quem fez isso ao Ozzy?! — Perguntei exibindo o cabisbaixo Hypno para ela. Mareanie deu com os "ombros" e voltou a olhar-me entediada, os espinhos arqueados indicavam que mais um passo e eu estaria corrompendo o seu perímetro naquela praia.

— Veremos. Ozzy, está pronto? — Infelizmente pra mim ele não respondeu com prontamente como de costume, continuava a fazer cara de quem comeu e não gostou. — Ora vamos, com dois ou três ataques acabamos fácil com ele. Qual é! Vamos lá, use o Nasty Plot e Confusion em seguida. Pronto! Viu como é simples? Agora faça.

Ozymandias bufou, certamente que reprovava o esforço que teria que fazer. A ação sutil do Nasty Plot fazia com que seu poder crescesse consideravelmente, não obstante, Mareanie recebia aquilo como uma afronta, portanto, esticou seus tentáculos dianteiros e desferiu um Peck sobre ele, nada muito grandioso, era apenas um alerta para que lhe deixassem em paz. — Ah mas você não vai deixar isso barato, né meu irmão?! Não tou criando pokémon para levar desaforos pra casa, agora luta e acabe com essa dai! — Continuei relutante em aceitar aquela situação. Hypno ignorava mas prosseguia, com o Nasty Plot concluído usava Confusion com seu poder acrescido que consequentemente foi mais do que super eficaz em Mareanie, também foi capaz de lhe deixar confusa. Mesmo sob esse estado, antes de ceder às suas fraquezas, o pokémon marinho atirou instantaneamente um Poison Sting que atingiu o psíquico diretamente, daí sim provocando o envenenamento de fato. Ela pode ter sido derrotada com facilidade, mas conseguiu deixar a saúde de Ozymandias prejudicada. Se antes ele resmungava do ambiente e de uma simples picada, agora era como se tivesse levado uma ferroada venenosa; caía por terra e reclamava das dores ao seu modo.

— Essa não! Aguenta firme ai parcei-- — Foi quando de repente algo chamou a minha atenção.
— A ajuda está a caminho! — Ecoou a voz feminina naquele instante. Quando olhei para o horizonte lá estava uma belíssima mulher vindo em minha direção. Usava trajes de banho, tinha longos cabelos escuros e brilhosos, e meus amigos... que corpão. Confesso que minha feição boquiaberta denunciava que por um minuto esqueci que meu pokémon estava li sofrendo bem diante de mim. Aquela mulher era um anjo, e a julgar pela sua atenção e preocupação, deve ser algum tipo de Salva-vidas.
"Acorde Adam! Foco rapaz! Foco!" Despertei comigo mesmo. Joguei a Pokéball na Mareanie inconsciente, a captura dela poderia ser utilizada para fins medicinais também, caso seja preciso identificar o tipo de toxina para qual reagente.

Quem é aquela mulher e como ela poderia ajudar? Quanto mais ela se aproximava, mais meu coração disparava em alegria. Pois é meus caros, parece que o verão em Riviera Moonson finalmente tinha começado pra mim. Será que é egoísta demais agradecer por essa ocasião? Naah, tenho certeza que o Ozzy vai ficar bem, quanto a mim, assim que ela chegar e eu tiver a oportunidade, chamarei ela pra sair. Vamos ver no que vai dar.

Continua...



OBS:

Dados: Aqui
Adendos: O desenrolar dessa história vem nas próximas postagens, desde já digo que farei uma espécie de "resumo" das partes anteriores para que os avaliadores não se percam nos acontecimentos.
Pontos: 09

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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Sammy em Qua Jun 27, 2018 7:45 pm

AVALIAÇÃO
Oie! Boa noite! Que texto em... Que texto! Eu gostei mais deste do que dos outros que fazem parte da aventura em si. Por mais Spin Off assim em Série ou Animes! Por fim:

Ótimo


Hypno adquiriu 3 níveis indo do Nível 21 ao 24.


Sneasel adquiriu 3 níveis indo do Nível 16 ao 19.


Pidgeotto adquiriu 3 níveis indo do Nível 18 ao 21.


Sneasel's HP: 70%
Status: A gata está com uma forte vontade de lutar e esparramar sangue, literalmente. Até agora não apresenta nenhum tipo de perigo, mas está ferida.
Hypno's HP: 70%
Status: A anta bípede está com um pouco de ciúme de Adam com a estranha mulher. Mas também está com seus poderes psíquicos a flor da pele podendo causar Confused em qualquer inimigo independente do movimento.
Pidgeotto's HP: 80%
Status: A galinha gigante está muito irritada com seus colegas de equipe podendo ataca-los em qualquer momento. Pidgeotto precisa de um pouco de afeto e talvez favoritismo. Com tantas escamas seu corpo foi arranhado diversas vezes.
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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Hermes em Qui Jun 28, 2018 11:04 pm

Encontro
Beach Party - Riviera Moonson - Manhã


Anteriormente...

"Adam chegou a Riviera Moonson para desfrutar da maravilhosa temporada comumente chamada de Beach Party, concomitante a isso ingressou na participação de um evento promovido pela cidade que premiam aqueles que obtêm a maior pontuação na captura de pokémon aquáticos/praieiros. Tendo isso em vista, Adam levantou bem cedo para aproveitar o nascer do sol com paz e tranquilidade, coisa que não obteve graças aos seus pokémon com suas devidas confusões, mas que consequentemente trouxeram as primeiras pontuações para o jovem Maverick. Numa dessas, Hypno foi afetado pela peçonha de uma Mareanie selvagem, o psíquico que já não gosta de praia agora reage de forma um tanto dengosa por causa do veneno; uma misteriosa mulher surgiu na cena para dar socorro ao pokémon, contudo, Adam viu-se muito atraído por ela e está usando dessa ocasião para convidá-la a um possível encontro".



A mulher chegava ao local de socorro e agachava-se à altura do amarelão dengoso que queixava-se da dor como uma exímia criança birrenta. Meus amigos, devo dizer que nesse momento eu já não conseguia me concentrar no enfermo do meu parceiro, aquela moça tinha tomado toda a minha atenção e pior, isso ficou bastante evidente pois ela falava e eu ficava ali, quieto, esboçando uma cara de paisagem.

— Que tipo de pokémon foi? — Indagou ela retirando alguns itens de uma bolsa de primeiros socorros. Como dito, não consegui responder prontamente, estava viajando na beleza dela... aquelas curvas, o rosto angelical, os cabelos longos e brilhantes, seios moderadamente fartos... — Ow! Alôoo! — Sinalizou. — Preciso saber qual espécie atingiu ele? Rápido!
— A-ah sim! Érr... Um Mareanie! Isso, u-um Mareanie... — Respondi desajeitado.

Com isso ela pegava o equipamento certo para aferir a pressão do Hypno, em seguida aplicava (com muita dificuldade) um medicamento específico para aquela situação. De repente ele parou de birra, ficou em estado de paralisia, a pupila dos olhos retraíram-se ao passo em que a própria órbita ficava esbugalhada. A moça dizia que aquilo era normal, efeito do remédio. Complementava dando informações sobre a peçonha do Mareanie.

— Você teve sorte, não foi tão grave. O veneno desse pokémon costuma afetar o sistema nervoso e isso claramente não é bom para um pokémon psíquico como ele. — Guardava os objetos e continuava. — É possível que o medicamento traga alguns efeitos colaterais como por exemplo, potencializar a frequência neural, o que é relativamente "bom" já que o esforço mental pra essa espécie é algo crucial, não é? Haha.

Ah minha nossa! Aquele sorriso... Aquele belo sorriso dela, foi capaz de clarear ainda mais o meu dia. Foi algo como a "gota d'água" pra mim, sabe? Geralmente sou bem direto quando estou interessado em alguém e exponho logo minhas intenções, dou meu jeito para que a outra parte saiba que eu estou afim. Por que com ela seria diferente? Sacudi a cabeça, cocei os cabelos, olhei nos olhos dela e investi sem medo.

— Você quer sair comigo? — É, foi mais interessante na minha cabeça, admito.
Ela congelava o riso e respondia ao meu olhar; eu suava frio agora, realmente o pedido tinha sido muito repentino, muito comum... sei lá. Bateu aquela vontade de voltar no tempo e ficar calado, sabe?
— Tá bom. — Ela disse. Agora eu que congelei.
— É... É sério? Tipo, você aceitou mesmo? De boa? — Insisti numa reafirmação.
— Sim, eu aceitei. — Sorriu novamente. — Mas agora não dá, estou começando meu expediente. Podemos jantar a noite, o que acha?
— A-ah claro! Está ótimo!
A moça pegava um papel e com uma caneta anotava o número de seu contato e outras devidas informações, em seguida entregava a mim.
— Toma.
— Natasha... — Li o bilhete com nome e número. — Lindo nome. Eu me chamo Adam, Adam Heart.
— Esse nome lhe cai bem. — Sorriu e passou a mão sobre os meus cabelos, bagunçando-os. — Então... Me liga Adam. Nos vemos mais tarde!
E assim se despediu. Certamente que voltaria ao trabalho antes que fosse notificada por alguém. No fim das contas era mesmo uma Salva-vidas.

Sabe quando um golpe é super efetivo? Então, o meu foi tipo muito super eficaz! Caramba, estou em êxtase, cara! Posso não ter começado o dia com a tranquilidade que queria, maaas, eu arranjei um encontro. — Eu. Arranjei. Um. Encontro!!! — Inegável o meu contentamento, porém, fazia de tudo para não demonstrar publicamente, não sou desse tipo de cara que externa toda alegria, prefiro guardar pra mim e reservar o mundo da versão "feliz e saltitante" do Adam Heart. Enfim, voltando ao Hypno... Esse continuava em seu estado de paralisia, mais parecia um zumbi e suas reações eram tão lentas quanto as de um Slowpoke. Talvez fosse melhor guardá-lo em sua Pokéball. Pelo sim, pelo não, apesar das inconveniências eu devia agradecê-lo por ser indiretamente um "cupido". — Mais uma vez Ozzy, você é o cara! — Recolhi e voltei para o meu ponto de origem naquela praia.

Chegando próximo ao local percebo que uma poeira levantava-se no horizonte, logo constatei que estava tendo alguma briga ali perto e num momento de abertura vi que o encrenqueiro da vez era o Sentinela, o pássaro observador tinha capturado outro peixe do oceano e trazido para o solo, só que dessa vez era uma espécie muito diferente em todos os aspectos, tanto físicos quanto em defesa e ofensiva. Numa distância mais favorável e após a poeira baixar percebi que o peixe era um Bruxish, outra espécie relativamente perigosa dos mares; este não ficaria só saltitando afim de retornar para seu habitat, pelo contrário, estava disposto a competir forças com o seu predador alado. — Nunca vi desse tipo por aqui... — Comentei. Será que era alguma criatura rara pela região de Aurille? Bem, de qualquer modo deveria valer pontos consideravelmente relevantes. Instiguei Pidgeotto para que vencesse o combate ainda que não fosse necessário pois ele já esboçava uma feição de valentia.

A ave subia mais daquela cortina de areia fazendo uso do Sand-Attack, o aquático via-se envolto daqueles esporos que prejudicavam a sua visão, mas não se abalava, mesmo de olhos fechados atirava às cegas um Water Gun que Pidgeotto conseguia desviar sem problemas. Vendo que sua adversária estava em maus lençóis, o alado emplacou com sua velocidade num Quick Attack, porém, este não contava com a habilidade do Bruxish que imediatamente irradiava uma sequência luminosa deixando o pássaro imediatamente estonteado a ponto de não executar a sua façanha. Livre da areia, Bruxish investia com Bite e atingia uma das patas, com o peso e dor do ataque, Sentinela reduzia o voo e afastava o seu inquilino com uma poderosa e crítica lufada de vento do Gust. O peixe caía por terra e embora tivesse sofrido mais danos, ainda demonstrava energia para lutar, só que no momento da queda mais areia acumulou-se em seus olhos fazendo-o errar o alvo de seu Confusion; com a defesa aberta, Sentinela aproveitou para desferir um Tackle certeiro que colocaria fim àquele breve combate. O adversário jazia inconsciente na praia, Pidgeotto vangloriava-se de sua vitória suprindo o mérito interrompido na batalha de antes e garantindo a sua honra. Já eu? Fui bem discreto e lancei sobre o alvo derrotado uma das esferas fornecidas pelo evento, a captura foi bem rápida até: Mais pontos pra mim! Finalmente sentia que podia descansar e aproveitar mais daquela manhã, até o pássaro preferiu ficar e cessar as suas atividades de pesca por enquanto, talvez a dor na perna tenha suprimido sua desenvoltura.

*  *  *

Já era tarde, almocei por ali mesmo na praia e a este ponto já estava cheia, até mesmo no lugar mais remoto que encontrei para ficar; Inferno. Viu só? É por isso que chegar cedo é bom, você aproveita mais da tranquilidade, porque depois é só barulho e multidão. Sentado num dos bancos de uma barraca, dividia a minha concentração entre tomar água de coco e percorrer minha visão sobre a extensão da praia à procura de Natasha, desde aquela hora não a vi mais, espero não levar um furo... Enfim, fiquei receoso em ligar e atrapalhar no seu serviço, mas a ansiedade e as circunstâncias me levaram a fazer isso, no fundo eu precisava saber se aquele era de fato o contato dela ou se foi algum tipo de pegadinha. Saquei o celular, digitei os números e levei o aparelho ao ouvido. Aquele sinal de chamada encaminhada me deixava nervoso... Será que ela atenderia? Será que é realmente o número dela, caramba?

Até que...

— Alô? — A doce voz feminina respondeu à chamada. Reconheci que era a voz de Natasha, suspirei aliviado.
— Ah, oi Natasha, é o Adam.
— Oi gato, como vai por ai? Seu pokémon já está melhor? — Que fofa, preocupando-se com o paciente.
— Ah sim, claro! Está radiante o garoto haha — Mentira. — Mas então, liguei para que pudesse gravar o meu número ai. — Outra mentira.
— Sim! Vou gravar! Foi ótimo você ter ligado, particularmente achei que você me daria o bolo... — Brincou a moça.
— Eu?! Jamais! Sou um cara de palavra. Só fiquei com receio de te ligar por conta do trabalho... Não queria atrapalhar.
Nesse momento houve algum atraso na resposta da mulher, parece que tinha surgido uma nova ocorrência enquanto falávamos pelo telefone. Ao fundo deu pra ouvir do que se tratava:
"Natasha! Um grupo de Tentacools está causando confusão no quadrante C ao leste! Estão chamando reforços! Rápido!"
— Adam, preciso ir agora, houve um chamado aqui. Nos vemos depois, ok? Um beijo. — Disse bem depressa e desligou antes mesmo que eu pudesse responder, mas é compreensível.

Levei a minha mão ao queixo e analisei a situação, e se estivessem precisando de reforços além da conta? Uma suposição às cegas talvez, mas é melhor prevenir do que remediar — também seria uma ótima desculpa para vê-la novamente, hm? Sendo assim, literalmente engoli aquela água de coco, paguei e corri em direção ao leste para esse tal quadrante C. Com algumas informações alheias depois... Enfim pude identificar o quadrante C, estava sendo isolada, de longe podia ver a confusão instaurando-se naquela zona: Pessoas sendo afugentadas pelos Tentacool que saíam da água incessantemente, e no oceano a presença em massa da coloração azul mixada ao rubro dessas criaturas, em destaque uma maior, seria o mandante da horda? Um Tentacruel talvez, este recusava-se ir ao solo e só enviava seus capangas. Mesmo com todo o impedimento estava claro que conter aqueles pokémon estava sendo difícil até para os profissionais, logo, corri para o quadrante e assim que estava mais próximo fui logo jogando a Pokéball do Ozymandias e liberando-o em meio ao campo de batalha. Fazendo um panorama eu ainda estava distante do núcleo do ataque, mas precisava salvar uma criança que estava sendo coagida por um Tentacool.

— Rápido Ozzy, use seu Confusion para afastá-lo! — Rápido e preciso.

Hypno parecia bem estranho depois daquela situação, embora não estivesse mais em estado de demência, seu semblante era de uma seriedade além do comum. O narigudo detinha o alvo com facilidade usando seu poder psíquico para lançar o Tentacool de volta ao mar, mas foi algo tão voraz que quase levava a criança junto com o molusco. Tive que notificá-lo, mas não houve resposta de sua parte. Ozymandias ainda estava sob efeitos colaterais e mesmo que isso trouxesse um "bônus" aos esforços mentais, não gostava de vê-lo apático daquele jeito. Bem, sem tempo para sermões! Seguimos adiante após orientar a criança a sair dali.

— Adam? — Natasha notou a minha presença mas não podia atentar-se a isso no momento. A moça desdobrava-se para cuidar daqueles que sofreram com os ataques dos moluscos.
— Está tudo bem Natasha! Eu cuido desses daqui! — Assenti.

Além de mim tinha uma equipe agindo de modo muito profissional, de verdade. Eram ágeis, fortes e sabiam cuidar da ocorrência de modo quase multifuncional, e Natasha era uma daquelas pessoas. Minha participação ali era quase medíocre em comparação ao desempenho deles, mesmo assim continuei, tiraria proveito daquele evento para catar mais pontos pra mim. Olhei ao meu redor e percebia que os Tentacool já estavam escassos... que rápidos! Aqueles que não eram derrotados simplesmente batiam em retirada junto ao líder Tentacruel. Felizmente algum deles passou perto de mim tentando voltar pro mar, parei e pensei: Eu poderia deixá-lo ir? Sim, poderia, mas cá entre nós, o "Adam ruim" estava fazendo falta nessa aventura, hm?

— Ei Ozzy, use Headbutt nesse dai... — Balbuciei.

O psíquico desferiu a cabeçada sobre a criatura chamando a sua atenção. O azulão valeu-se da proximidade para saltar sobre o alvo e agarrá-lo num Wrap que ia ficando gradativamente mais apertado. Hypno parecia não reagir, a feição de seriedade dava espaço à fúria conforme o Tentacool ia apertando-o com seus tentáculos. — Livre-se dele, Ozzy! — Comandei. Todavia, ele nada fez, esperou que o adversário agravasse sua ira para executar um Nasty Plot, em seguida a criatura viu-se, ou pressentiu a ameaça e largou o corpo do narigudo voltando-se contra ele com uma porção de Poison Sting, com isso pude presenciar uma cena inédita: No exato momento em que as agulhas vinham em direção ao Hypno, ele despertou de sua condição contida e assumiu uma posição de extrema defesa — levava um dos braços a altura da face e com o outro tentava repelir os dardos venenosos enquanto gritava em repulsa.

— O-Ozzy? — Não conseguia entender a mudança repentina de sua atitude. — Vamos cara, use seu Confusion!

Antes que todas as agulhas lhe afetassem, Ozymandias atendia ao meu clamor e valendo-se de seu poder acrescido paralisava os projéteis no ar e repelia-os uniformemente ao passo em que também atingia o Tentacool expandindo o campo de alcance do movimento, e detalhe: tudo isso sem olhar. O molusco não resistia a força do ataque e desmaiava, novamente joguei uma Pokéball para que pudesse obtê-lo e contabilizar mais pontos pra mim, felizmente êxito concluído. Agora restava consolar o meu parceiro que ainda jazia na mesma posição de desespero. — Ei garotão, calma! Calma Ozzy! Já passou... — Com meu conforto o pokémon conseguia relaxar, percebi que sua respiração estava bem ofegante... que estranho. Mas não demorou muito para que ele voltasse ao normal resmungando por ainda estar na praia. — Bem vindo de volta, parceiro. — Cumprimentei aliviado. No fim das contas eu tinha o meu Ozzy de sempre, só precisava entender esse surto dele; o bando de Tentacools voltaram pro oceano, o perigo cessava mas Natasha ainda não podia conversar comigo, tudo bem... O sol logo iria se por e a noite seria só nossa.

*  *  *

"Restaurante Clawquarium", um dos melhores restaurantes a beira-mar de Riviera Moonson, não é tão requintado e nem tampouco simplório, estava na medida certa pra nós. A noite demorou a chegar ou eu quem estava muito ansioso por isso, enfim, valeu muito a pena, a lua regia esplendorosa no céu estrelado de verão, o mar refletia o brilho dos astros dando uma nova roupagem a toda aquela extensão aquática.

— É lindo... — Disse Natasha observando a paisagem do lugar de onde estava. Eu concordei.

Fiz a reserva de uma mesa numa varanda de frente para o oceano justamente para que a paisagem nos agraciasse com a sua beleza veranil e deixasse o ambiente mais romântico e aconchegante. O Clawquarium é conhecido por conter na sua estrutura rústica diversos tanques de aquário ao longo do interior, como a especialidade daqui são frutos do mar é um tanto interessante que os clientes observem o que está disponível para a cozinha, alguns dispõem-se do próprio "pesque e pague", outros são só para ornamentação do espaço; a utilização desses aquários num estabelecimento como este diverge opiniões: Enquanto uns apoiam e acham bonito ou até mesmo higiênico, outros são completamente contra e elevam as questões morais no que diz respeito ao direito à vida dos pokémon em seu próprio ambiente natural. Enfim, aqui na varanda onde estamos tem um aquário com crustáceos típicos da praia de Riviera, algumas espécies são predominantes como o Clauncher, um dos mais pedidos pelos clientes por conta de sua carne macia, sobretudo aquela encontrada nas pinças.

— Você está muito linda também. — Elogiei Natasha, e de fato ela estava belíssima. Diferente do seu visual de trabalho, a mulher usava um vestido esverdeado numa tonalidade clara, poucos adornos no corpo e sem exageros na maquiagem, uma combinação que valoriza a estação atual. Ela retribuiu com um sorriso e disse o mesmo pra mim, que eu estava lindo. — Então, o que vamos pedir?
Natasha olhou atentamente o cardápio enquanto eu já havia me decidido, porém, devo admitir que algo está me incomodando nessa noite maravilhosa. Tem um Clauncher no tanque, ele é maior do que os demais e está inquieto desde que chegamos aqui, não sei se é uma estratégia para chamar atenção e fazer com que os clientes se sintam culpados por pedir seus iguais no jantar, ou se ele está sentindo alguma coisa...
— Adam, está tudo bem? — A Salva-vidas notou a minha preocupação ocasional.
— Bem, está... mas é que aquele Clauncher não para quieto, isso me deixa um pouco agoniado haha. — Tentei amenizar com uma resposta branda. Natasha me explicou que alguns animais se sentem ameaçados mesmo e que por isso mudam seu comportamento. Ainda que ela tentasse me confortar, eu tinha uma estranha sensação de que alguma coisa iria acontecer, minha paranoia só aumentava quando volta e meia o Clauncher atravessava com sua pinça rente ao vidro do aquário. Tenho certeza que aquilo está arranhando... Pensei aflito. Precisava manter o foco no encontro caso contrário Natasha desistiria de mim.

Com os pedidos devidamente feitos, parei de alimentar a minha neura e dei mais atenção a bela mulher que estava diante de mim. Natasha disse que viu o meu desempenho na ocorrência do quadrante C e me elogiou pela atitude, embora eu tenha me arriscado e colocado o serviço deles à prova. Em seguida pediu permissão para abordar um assunto delicado; concedi, então a moça seguiu dizendo sua teoria sobre o que aconteceu com o Ozymandias. De acordo com ela, é possível que o pokémon tenha desenvolvido fobia à agulhas e/ou espinhos, e que é muito provável que ele já tivesse isso. Pensando bem faz muito sentido, os acontecimentos desde o Mareanie ao Tentacool só provaram isso. Por fim, Natasha como boa conhecedora da saúde dos pokémon me fez indicações de como eu posso ajudar o Hypno a livrar-se de sua neurose. Nosso pedido chegava e podíamos nos conhecer melhor (Mas sem dar detalhes tão pessoais) enquanto desfrutávamos da deliciosa culinária local.

Após a conclusão da refeição, sorrateiramente voltei os olhos para o tanque e pasmem, conseguia ver uma região com o vidro trincado e ligeiramente úmido. Clauncher lançava-me um olhar desafiador denunciando que seu próximo ato seria aquele que traria a liberdade para si e seus companheiros naquele aquário. Concomitante ao levantar de sua maior pinça, levei a minha mão ao bolso e catei a primeira esfera que senti ao toque, e no momento em que a lagosta desferia o golpe final, aquela contenção se rompia liberando a água para todo o espaço da varanda e consequentemente provocando a saída das espécies. O azulado de pinças destacava-se pelo seu tamanho, teimosia e façanha, praticamente coordenava todos os outros a atacar quem quer que estivesse em vosso caminho. Natasha preocupava-se em dar auxílio aos desamparados pelo fato típico, noutro passo os funcionários do estabelecimento tentavam conter as espécies, já eu? A pokéball usada foi da Nebraska, a felina saía de sua esfera já fitando o crustáceo fanfarrão, não obstante a criatura devolvia o olhar na mesma intensidade — Ambos eram frios.

— Ei Nebraska, use Icy Wind para congelar a água que está no chão. — Com essa medida impediria dela se alastrar e possivelmente manteria outros pokémon grudados à ela. — Em seguida vá de encontro ao Clauncher com Feint Attack!

Sneasel pode até obedecido quanto ao uso do Icy Wind, mas se absteve da ofensiva dando lugar a um Taunt provocando ainda mais o adversário. Este por sua vez arqueava a pinça e liberava de seu interior um rápido e certeiro Water Gun, o crustáceo conseguia acompanhar as evasivas de sua adversária até que finalmente pudesse atingi-la contra uma das mesas. Saltou para perto de si propulsionando-se com Water Gun e aterrissou ameaçando usar um Vice Grip. Nebraska cambalhotava para sua esquerda a fim de desviar do ataque com efetividade, depois congelou suas garras com "luvas" feitas pelo gelo do Ice Punch para partir pra cima com uma investida mais frente a frente. A este ponto deixava tudo por conta dela, e sendo Clauncher um pokémon em estado selvagem, torceria pela vitória da felina para garantir novos pontos sobre o aquático. Enquanto isso, ajudava as Natasha no que podia.

Clauncher e Sneasel engalfinhavam-se num conflito entre garras versus pinça, os socos de Ice Punch não pareciam ser muito efetivos mas deixavam o corpo do azulado com algumas membranas cristalinas. Para evitar o gelo ele provocava uma porção de espumas com Bubble comprometendo a desenvoltura de sua inimiga naquele intervalo entre eles, aproveitou para agarra-la com Vice Grip e vangloriar-se de uma vitória que sequer nem tinha acontecido ainda, que convencido. Sneasel por outro lado lançava sobre ele um olhar penetrante, com Leer ela abaixaria a guarda do aquático e poderia investir com mais força nos próximos ataques. Fragilizado, Clauncher se viu coagido a retrair suas defesas o que possibilitou a soltura da sua rival e consequentemente a sua sequência de Fury Swipes. Dessa vez Sneasel se certificou de que Clauncher não teria chances para reagir ou escapar, apunhalou o crustáceo com suas garras afiadas até que finalmente pudesse vê-lo desmaiar. Ela olhou bem para o derrotado e cantou a vitória sobre si cruzando uma garra contra a outra. Assim que tudo foi resolvido lá dentro, tratei logo de capturar o Clauncher por mérito da Nebraska, claro.

Passado um tempo depois do ocorrido e com a paz instaurada, Natasha e eu continuamos o encontro, afinal, nem mesmo aquilo poderia ter nos arruinado, hm? Se pararmos para observar nem parecia que aquela algazarra tinha acontecido, o tanque demoraria para ser substituído mas em nota, os responsáveis pelo estabelecimento disseram que vão reforçar o material e conter animais menores em seus recipientes, e mais, ganhamos um ótimo desconto com todo esse infortúnio. Felizmente minha parceira via a situação com tom de humor, o que é um alívio pra mim. Uma música romântica tocava para deixar tudo mais harmonioso.

— Nossa, eu amo essa música! — Comentou ela. Apesar de eu não conhecer a cantora, já tinha ouvido aquele som em algum lugar. — Não conhece? É a Cyndi Lauper, uma Performer e Cantora muito famosa, sobretudo nos anos 80.
Sim, de fato, agora me lembrava dessa cantora e da música também. Me recordo que, entre as coletâneas disponíveis no quarto da minha mãe estavam os discos de Cyndi Lauper.
— É um som bacana. — Ok, não foi o melhor comentário da noite. Vamos tentar algo melhor: — Você quer dançar?
— Mas é claro! — Natasha me respondia com aquele lindo sorriso que só ela podia dar.

Levantávamos de nossos acentos e ali mesmo naquela varanda, benzidos pela noite de luar, uníamos nossos corpos no embalo daquela que seria a nossa possível música de amor veranil: Time After Time, da memorável Cyndi Lauper. Sobre o resto da noite de encontro? Bom, consta nos planos uma caminhada na praia, talvez um banho de mar à luz da lua, e quem sabe um momento mais íntimo entre nós dois no quarto do hotel em que estou hospedado. Esse é o tipo de coisa que você, amigo, não precisa saber em detalhes, apenas deixar-se deduzir...



Observações:
Dados: Aqui bebê
Adendos: O texto pode parecer um pouco corrido, eu sei, mas não queria deixá-lo maior do que já está, então foi preciso em alguns momentos. Espero ter trazido um lado mais romântico e até mesmo cômico do Adam nesse post, no anterior e nos seguintes, essa é a minha pretensão nesse "Spin-Off" da aventura original. Sobre as batalhas, o modo independente como os pokémon estão agindo é proposital, quero dar autonomia a eles para que possam curtir esse recesso da maneira que quiserem.
Pontos do Evento: 9+12 = 21

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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Sammy em Sex Jun 29, 2018 4:00 pm

AVALIAÇÃO
Oi! Tudo bem? Vou te avaliar de novo haha! Mas antes disto eu terei que lhe pedir desculpas pela demora.

Você pode ter reparado que estive Online todo este tempo no Fórum e poderia ter lhe avaliado desde cedo, no entanto, estou no Evento em Scorched Forest... Por isso eu estou correndo muito com meus Post ao mesmo tempo procurando uma boa avaliação, sério, minha aventura está um caos... Eu meio que foquei nela e esqueci do restante... Me desculpe. Enfim, isso não vem ao caso! Vamos para sua avaliação! Desculpinha! :3


Sua nova aventura foi muito agradável sendo bastante cômica e original, sério! Eu nunca ia imaginar uma comédia romântica no Mundo Pokémon hahaha.

Algo que me incomodou bastante foi a cantora Cyndi Lauper... Sim, você pode dizer "ah mais foi um pequeno detalhe"... Pequenos detalhes podem destruir histórias inteiras... A gente sabe que no Aurille podemos fazer o que quiser de modo que quisermos, entretanto, tudo possui um limite. Adam ou melhor VOCÊ está no Mundo Pokémon e por conta disso, tente evitar... Ou melhor evite usar qualquer coisa da Vida Real em suas aventuras, faça paródias com os nomes caso ainda queira usar algo em nosso cotidiano. Mas não use artistas, nome de lojas ou roupas... Sério, isso ficou muito estranho. Não tinha o porque de ter colocado a Cyndi Lauper de verdade... Ficou estranhíssimo issimo issimo issimo....  

Por fim, adorei a Natasha, mas sinto que ela não será relevante na história, estou certa? xD

Ótimo


Hypno adquiriu 3 níveis indo do Nível 24 ao 27.



Sneasel adquiriu 3 níveis indo do Nível 19 ao 22.


Pidgeotto adquiriu 3 níveis indo do Nível 21 ao 24.

Sneasel's HP: 40%
Status: Ela está ferida, mas aparenta estar bem.
Hypno's HP: 50%
Status: O amarelado não parece muito bem, na verdade... Pode entrar em estado de Paralysis em qualquer momento. Seria efeito do veneno ou do remédio? Bem, só Natasha sabe.
Pidgeotto's HP: 70%
Status: A galinha gigante está com dores na pata atingida pelo Bite, mas no geral passa bem.

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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Hermes em Sab Jun 30, 2018 1:36 am

Pirralhos
Beach Party - Riviera Moonson - Manhã


Anteriormente...

"Adam conhecia Natasha, a mulher responsável por salva a vida do Hypno, aproveitava da circunstância para convidá-la pra sair, ao qual a moça deu o aceite inesperado. Depois de um dia repleto de desventuras e dúvidas com relação a fidelidade dela, Adam finalmente tinha o desejado encontro com Natasha à noite, o que infelizmente não os livrou de mais um inconveniente contra um Clauncher fanfarrão, mas que também não foi capaz de abalar aquela noite romântica juntos".



Era manhã novamente em Riviera Moonson, Natasha tinha despertado ao meu lado um pouco mais cedo do que eu queria por causa do trabalho, antes de partir me fez a proposta de acompanhá-la no seu serviço mais tarde pois, de acordo com ela, hoje seria um dia especial. Ainda com sono concordei, mas sem saber de maiores detalhes até porque ela não explanou. Não deu nem tempo de tomarmos o café da manhã juntos; ela partiu, enquanto eu fiquei no aconchego da cama mais um pouquinho. Com algumas horas mais tarde finalmente levantei para curtir mais um dia naquela cidade maravilhosa, e hoje estou a todo gás! Tudo parece tão perfeito que duvido que alguma coisa estrague essa sensação de entusiasmo. É, mas não tardaria para que eu pudesse contradizer a este fato... já explico o porquê. Antes de mais nada, fui até a ala de serviços utilitários do Hotel, havia um PokéCenter particular lá, nada tão aprimorado quanto o prédio original, mas a funcionalidade permitia que os clientes não se deslocassem distâncias até o centro da cidade, poderiam fazer tudo aqui mesmo. Fui muito bem atendido, não tinha filas e os equipamentos eram bem sofisticados. Entreguei as três Pokéballs à enfermeira que prontamente colocou-as numa máquina para análise, sem seguida dava-me o laudo e as opções disponíveis de planos para cada caso; optei pelo mais básico, claro. Revigorados, as Pokéball retornavam pra mim junto a um registro que seria contabilizado com a conta do hotel — E este, meus amigos, é o malefício dos serviços de saúde particulares.

Enfim, voltando ao "dia maravilhoso", de fato eu estava radiante até descer à praia e encontrar Natasha no local indicado. Aquela manhã estava sendo um máximo pra mim, o que poderia dar de errado?

— Pessoal, este é o Tio Adam! Cumprimentem ele! — Disse Natasha para um grupo seleto de crianças.
OOOOI Tio Adam! — Ressoaram em uníssono.

Caramba, eu não sabia onde colocar a cara! Cr-crianças? Sério isso?! Esse era o tal "dia especial"?! Confesso que tentava ao máximo privar a minha indignação só a mente, mas meu semblante de surpresa ainda não era dos melhores. O fato é que nunca me dei bem com crianças, sabe? Eu gosto delas sim... mas beeem longe de mim. Sei lá, talvez essa minha falta de sensibilidade seja reflexo da infância podre que tive. Enfim, tinha concordado com isso e não podia voltar atrás, afinal, o que Natasha pensaria de mim, hm? Mantive o foco e estabeleci para mim mesmo as regras de hoje: — Sorria e acene, Adam. Sorria e acene... — Foi essa a minha reação aos cumprimentos daquela pirralhada.

— Desculpe eu devia ter te avisado, querido. Hoje eu sou responsável por orientar o grupo mirim de verão, é mais uma patrulha que fazemos ao longo da praia para expandir o conhecimento, sabe? — Explicou-se a moça me puxando para um canto. — Ah, espero que não se sinta coagido... se quiser você não precisa ajudar.
Nossa, jura? Que ótimo! Eu vou dar no pé! Pensei comigo mesmo.
Até ela apelar para um artifício bem feminino: As entrelinhas.
— ... É que seria legal se as crianças tivessem um orientador masculino para dar mais segurança, fora que seria esplêndido se mostrasse a elas suas habilidades em batalhas pokémon. Poderia até ganhar uns pontos no evento com isso, sabia? — Em seguida deu com os ombros para me deixar com a guarda mais aberta. — Ahn, mas eu vou entender se você não estiver afim...

Que esperta. O que é um Arena Trap ou Shadow Tag perto de uma estratégia dessas? Se não podia negar antes, agora que seria ainda mais complicado. Foi super efetivo, tive que manter o acordo e o pensamento no "sorria e acene". Vê-la tão contente com o meu aceite foi compensador, bem, não eram tantas crianças assim... pude contabilizar umas seis ou sete, agora oito... caramba de onde surgiram essas três?! Puxa vida, estão se multiplicando! São 15 agora?! De onde elas saíram?! Érr... vai ser um longo dia. Que estresse.

Dadas as apresentações, fomos ao primeiro ponto do nosso mini roteiro de hoje, parecia ser um lugar onde mais tarde haveria uma festa, visto que já tinha um palco pré montado no espaço. Natasha parava o grupo e explicava a primeira tarefa. Ela me pedia para distribuir uns folhetos para as crianças e nele continham informações dos planos e possíveis espécies que conheceríamos e a primeira delas estava naquele ambiente específico: O Pyukumuku. De acordo com a Salva-vidas — hoje instrutora da guarda infantil — a nossa função era capturar exemplares dessa espécie que são trazidas pelas ondas do mar até a praia e devolvê-las ao oceano. Simples. No folheto havia instruções de como lidar com aquele pokémon e demais informações biológicas. No instante em que foi dada a largada umas quatro crianças grudaram-se em mim implorando para que eu as instruísse na captura do tipo água. Natasha olhava-me de relance, sorria e deixava implícito naquele gesto que estava maravilhada com a minha presença e que confiava em mim para tornar do dia daquelas crianças mais que especial: Memorável.

— Certo! Vamos pegar todos e jogá-los no mar! Quem vem comigo?! — Bradei. Os pequeninos respondiam todos de uma vez só, em seguida acompanhavam os meus passos, todos atentos a areia da praia para pegar o Pyukumuku. Felizmente aquela espécie era dócil quando não ameaçada ou pisoteada, e naquele ambiente estavam bem visíveis livrando-os de maiores perigos. Devo admitir que foi divertido vê-los caçar, interagir e ajudar a espécie a voltar para o seu habitat natural. Porém, o descuidado da vez fui eu mesmo, fiquei tão distraído que acabei pisando em um Pyukumuku que prontamente respondia em desagrado. Graças ao meu reflexo consegui sair de cima dele antes que pudesse lhe causar mais danos, mesmo assim a criatura não perdoaria tão fácil e ali estava o meu primeiro gancho para impressionar o público mirim.

— Comigo, Sentinela! — Liberei o pássaro de sua Pokéball e já lhe dava um comando expresso. — Gust seguido de Tackle!

Pidgeotto de fato apelaria para o elemento ar, só que dessa vez o pokémon nos revelou uma nova técnica, o Twister. Sendo assim, num único e forte bater de asas foi capaz de criar um ciclone que compelia Pyukumuku no seu interior causando-lhe danos severos. A plateia que nos assistia tinha achado aquilo incrível, e até eu também, confesso. O aquático não conseguia reagir, a abertura perfeita para o Tackle do Sentinela. Os pirralhos torciam pela ave já dando indícios de prestígio para uma batalha pokémon. — Certo, que tal outro desse Twister, hm? — Assenti. Só que antes do ciclone se formar, Pyukumuku envolvia-se em anéis azulados protegendo-se com Safeguard, não era muita coisa... mais uma vez o golpe da ave acertava-o em cheio. Ao cessar dos ventos, o pepino do mar começava a esquentar o corpo e acumular energia sinalizando o uso do Bide, uma manobra de desespero.

— Precisamos acabar com ele antes que libere a energia. — Comentei. — Sentinela, continue usando Twister! Vamos lá!

Felizmente o tempo de recarga do Pyukumuku fora interrompido por sua derrota pelos Twiters. Com tantos danos não tinha como resistir, de fato. Logo joguei uma Pokéball sobre o mesmo, devo dizer que a esfera demorou para concluir a captura mas que por fim dava-me como vencido. A galerinha comemorava pelo espetáculo e certamente que já estavam ansiosos pelo próximo; Natasha agradecia-me e finalizava aquela atividade por ali. — Pessoal, já ajudamos nossos amiguinhos a voltar para o mar. Agora vamos conhecer outro bichinho muito legal, ok? Vamos lá, todos organizados. — Assim seguimos numa fila única para o próximo posto.

Atravessamos a praia e chegamos a um local com nova roupagem, dessa vez havia uma constelação rochosa a beira mar e sobre elas inúmeros pontos rosas, eram os famigerados Slowpoke. Aquelas criaturas eram dóceis e quase imóveis, viviam numa eterna maresia e sua atividade mais corriqueira era a pesca, e eles tinham um utensílio bastante eficaz: a própria cauda. Afundavam-na no mar à espera de uma presa para fins de alimentação ou exibição. — Exibição? — Indaguei.

— Isso mesmo! Estamos na época de pré acasalamento dessa espécie, então é comum que insistam na pescaria de algo grande para que fixem em suas caudas. As mais vistosas são mais atraentes às fêmeas. — Explicou Natasha.
— Hm... que estranho. Mas e aquele boato de que quando um Shellder gruda na cauda de um Slowpoke ele evolui para Slowbro? É real? — Tive que perguntar, afinal era um dos maiores tabus do mundo pokémon.
— Bem, existe muita divergência entre as opiniões dos Pesquisadores, então não sei dizer a vocês se é real ou não. Mas eu? Eu acredito que sim! É possível que essa relação resulte numa evolução. — Afirmou esperançosa de sua teoria. O mais interessante era ver a reação das crianças diante daquele mistério; quem sabe daquele grupo não saia um futuro Pesquisador que finalmente nos dê o veredito?

Nosso objetivo ali era entregar Oran Berries aos Slowpoke, isso porque a longa e cansativa atividade de espera da pesca além de trazer exaustão, pode causar ferimentos a depender a espécie fisgada. Natasha distribuía os frutos, as crianças podiam depositar o alimento perto de cada exemplar róseo e até mesmo fazer carinho neles. Se o meu maravilhoso dia tinha sido manchado pelo azar, a vida tratava de jogar mais disso na minha cara. Antes o meu descuido provocou a fúria de um Pyukumuku, agora, ao me aproximar de um Slowpoke, este havia pescado alguma coisa que provocou dor profunda a sua cauda lançando a criatura que por obra do destino ia diretamente pra minha cara.

AAAARRRRGH!!! O QUE É ISSO?! Bravejei. Depois da reação do impacto e com o ardor na cara, fitei a espécie fisgada que também respondia ao meu olhar com reprovação. Era um Shellder, e para ele eu tinha sido o vetor de seu infortúnio. A concha cuspia água na minha cara em repudio, foi uma atitude inconsequente mas que refrescou a dor que eu sentia. — Não vou deixar barato, carinha! — Liberei Hypno para que pudesse me ajudar com aquele inconveniente, já que de inconveniência ele era perito!

Shellder via-se diante do seu novo adversário, sendo assim, sinalizava o uso de um Icicle Spear para exibir a sua força gélida mesmo no verão. Noutro passo, Ozymandias preferiu acatar as ofensivas e aumentar o seu poder com Nasty Plot. O narigudo recebia os danos breves do ataque, mas elevava os seus também, contudo, preferiu não partir para a ofensiva por hora; tratou de desarmar o bivalve com Disable para que não usasse seus tiros de gelo. Shellder ficou muito nervoso por isso, sua reação era um tanto cômica, dava com a língua seguidas vezes, depois cuspia uma quantidade de Water Gun, que, chocou-se com o ataque Psybeam de Ozymandias. O confronto entre o jato d'água e o feixe psíquico deu-se através daquele que tinha maior força: O movimento do amarelão estava com mais intensidade irrompendo o golpe aquático e atingindo em cheio a conchinha linguaruda. Percebendo o seu estado de fadiga, lancei a Pokéball sobre o pequeno na sorte de que finalmente pudesse garantir a segunda pontuação do dia. A esfera bicolor absorvia-o, tremia bastante, tanto quanto com o Pyukumuku, mas que por fim concluía a captura com sucesso. Um combate rápido, mas inteiramente justo levando em consideração a experiência em batalha do Hypno frente a um selvagem. Infelizmente esse espetáculo apenas algumas crianças puderam presenciar, foi algo discreto pois queria mascarar a dor latejando no rosto.

*  *  *

Depois de alimentar os Slowpoke fizemos uma grande pausa, sobretudo para o almoço. Natasha levou a mim e as crianças para a sede da ONG de Proteção às Espécies Marinhas (PEM) onde lá pudemos efetuar o descanso, alimentações, assistimos a algumas palestras e apresentações com uma pegada bem infantil, e depois no período do crepúsculo chegamos a última atividade do dia. Estávamos diante da ala de tratamento dos pokémon oriundos do mar, naquela ocasião havia uma quantidade considerável de Chinchou recebendo cuidados especiais.

— Esse grupo de Chinchou foram atacados por uma horda de Wailmer que surgiram nesse verão. Conseguimos resgatar parte deles, agora nosso objetivo é revigorá-los e devolver ao mar à noite. — Explicou a orientadora Natasha, ela fazia parte da ONG, é claro.

As criaturas estavam um tanto inquietas e nessas condições as crianças foram advertidas de não chegarem perto sob perigo de descarga elétrica. Os funcionários eram responsáveis por mostrá-los aos pequeninos, ficavam maravilhados com o brilho de suas antenas. Dentre os exemplares tinha um que parecia ser hiperativo, sendo inconveniente tanto para seus iguais, quanto para os técnicos que tentavam cuidar dele. Esse Chinchou era um verdadeiro desordeiro, acredita que ele comia a sua comida e de seus colegas? Inclusive era mais gordinho que os demais. Quando chegou a sua vez de mostrar-se para os visitantes infantis, o Chinchou não se conteve e queria mais que cumprimentos a distância, estava atrás de um contato físico.

— Crianças, afastem-se! — Sinalizou Natasha. — No estado de euforia em que está ele certamente dará choque.

Vendo-se desprezado pelos humanos, o aquático driblava quaisquer tentativa de contenção que os funcionários manobravam e saltava para fora da ala de cuidados ameaçando causar problemas no exterior. Natasha cuidava das crianças enquanto eu me disponibilizava para ir atrás do fujão. Sendo assim, liberei Nebraska que por si só já é uma exímia caçadora e ordenei que fosse atrás dele fazendo uso do Agility para alcançá-lo. A felina acatou as ordens e rapidamente partiu de encontro ao Chinchou impedindo que o mesmo efetivasse a fuga. Não obstante, a criatura unia suas antenas e produzia com a energia conferida à elas uma esfera elétrica, em seguida lançava o Electro Ball contra a sua adversária noturna, felizmente sem danos severos uma vez que Sneasel era mais veloz que ele.

— Nebraska, vamos enfraquecê-lo! Use Icy Wind para atrasá-lo, em seguida Feint Attack!

O sopro gelado deixava cascas de gelo sobre a pele do eufórico Chinchou, contudo, partindo das mesmas antenas lançou sobre Sneasel um Thunder Wave que comprometeria sua mobilidade também. O pequeno azulado sorriu nefastamente, agora sim abusava de outro Electro Ball para causar danos equivalentes. Foi eletricidade o suficiente para deixar Sneasel com um dos joelhos apoiados no chão, mas isso não a abalou, felizmente conseguiu desferir o Feint Attack e devolver as dores na mesma proporção. Para a Nebraska era assim: Olho por olho, dente por dente.

— Finalize isso Nebraska! — Assenti dando total autonomia para a gatuna.  Ela por sua vez preferiu repetir o movimento anterior, o Feint Attack. Já Chinchou tentou se defender produzindo incessantes quantidades de bolhas com Bubblebeam, pode-se dizer que ambos foram prejudicados nessa rodada. Só que Nebraska foi mais esperta, viu que estavam muito próximos um do outro e usou suas garras para segurar com força as antenas do Chinchou, o pequeno azulado gritava de dor e deixava todos naquele ambiente um tanto incomodados, era produto do seu Supersonic. Sneasel resistia ao barulho e colocava fim a ele lançando o peixinho contra a parede com força, em seguida congelava os punhos já na posição de soco para Ice Punch quando de repente... paralisou. Por sorte não conseguia efetuar o ataque uma vez que Chinchou já não tinha energias para continuar. Tendo em vista que aquele pokémon voltaria pro seu habitat natural e que as espécies capturadas nesse evento tem o mesmo destino, procurei usar a Pokéball sobre ele só para garantir mais pontos e depois usaria essa desculpa a meu favor. Sem problemas. A esfera engolia o animalzinho que sequer respondia com o brilho de suas antenas, em seguida efetuava a captura.

— Nebraska?! — Fui de encontro a ela para saber se estava bem. Naquelas condições certamente que não, mas procurava não demonstrar. O fato é que pokémon velozes por natureza detestam ter seus membros comprometidos para locomoção, e isso visivelmente incomodava-a muito. Recolhi em sua Pokéball para que depois a levasse ao PokéCentro. Enfim, com a segurança restabelecida, restávamos findar aquele dia de atividades com a galerinha, hm? E isso aconteceu bem quando a noite caiu.

O sol despediu-se dando espaço para a majestosa lua de verão, e é com ela que o próximo evento sucedera: A equipe da ONG liberaria os Chinchou para o mar e este era um espetáculo único de luzes brilhantes alastrando-se pelo oceano. As crianças ficavam vislumbradas com tal cena, esqueciam até do cansaço de todo aquele dia. Natasha olhava para mim num gesto que decifrava agradecimento, talvez hoje eu tenha mostrado um lado que nem mesmo eu conhecia. Acredito que hoje eu possa ter tirado mais que um dia especial, foi também de muito aprendizado.



OBS:
Dados: Terceiro lançamento
Adendos: Até o momento não ficarei com nenhuma espécie capturada. Vou prosseguir com o evento.
Placar de Pontos: 9+12+6 = 27 atuais.


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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Sammy em Sab Jun 30, 2018 11:20 pm

AVALIAÇÃO
Oie, boa noite! Vou avalia-lo nesta noite, como de costume :3

Seu texto teve uma pegada que eu adoro, de verdade. Eu sempre quis ler algo neste estilo infantil e puro no Aurille, mas ninguém nunca foi capaz de fazê-lo com tanta maestria quanto você. Foi algo muito agradável e contagiante para mim, soltei vários "Que fofinho" e "Ownt tchi malia que fofula!"... Passei dos limites né? Eu sei.

Anyway, essa aventura foi muito bacana e conseguiu me encantar bastante, eu gosto muito da Jornada de Adam, mas essa aventura ficará guardada no meu coraçãozinho. Foi muito fofo da parte de Adam cuidar das criancinhas juntamente de Natasha, mesmo que ele esteja claramente fazendo isso por causa de um par de peitos, hahaha.

Seu texto teve alguns erros de Digitação como; Twiters ou Sem Seguida. Mas eu só gosto de realçar isso, mesmo que isto não altere sua nota, gosto de expor erros de digitação, me faz feliz ;(

Por fim, vamos ao óbvio:

Ótimo

Hypno adquiriu 3 níveis indo do Nível 27 ao 30. O narigudo aprendeu Headbutt, agora você poderá rodar um novo dado sempre que Hypno estiver em seu time.

Sneasel adquiriu 3 níveis indo do Nível 22 ao 25. A gata aprendeu Hone Claws.

Pidgeotto adquiriu 3 níveis indo do Nível 24 ao 27. A galinhona aprendeu Feather Dance, seja lá o que esse movimento fazer.

Sneasel's HP: 80%
Status: Apesar de ser uma rebelde e muito violenta, a gatinha está muito feliz e literalmente rindo à toa, ela tenta esconder seus risos e palhaças de Adam.  
Hypno's HP: 80%
Status: Ele não está nem ai para ninguém, na real, esse amarelão aqui está de bem com a vida.
Pidgeotto's HP: 80%
Status: O pombo gigante também está muito feliz com Adam, além de claro estar com um forte desejo de comer peixes.

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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Hermes em Seg Jul 02, 2018 3:57 pm

Pescaria
Beach Party - Riviera Moonson - Manhã

Infelizmente as atividades dessa manhã teriam que ser sem a companhia de Natasha. O dia com as crianças ontem foi uma experiência interessante pra mim, particularmente fiquei surpreso com a minha iniciativa e possível jeito de lidar com os pirralhos. No entanto, hoje ela voltaria aos serviços de Salva-vidas, dessa vez num quadrante mais distante do que eu possa imaginar naquela vasta extensão da praia; não faz mal, afinal, amanhã ela disse que passaria o dia inteiro de folga comigo... ansioso desde já.

Neste dia ensolarado resolvi por em prática uma coisa que ainda não tinha feito desde que cheguei aqui, e bem, posso dizer que fiquei inspirado pelos Slowpoke que vimos ontem. Hoje o dia vai ser de pesca! Já estava munido dos equipamentos necessários, usava até uma roupa mais "adequada" para tal, algo que dissesse "estou pescando e sou muito bom nisso", entende? Não quero me gabar, mas quando pequeno, na época em que visitava os familiares maternos, o meu tio preferido me ensinou muitos macetes e dentre eles estava a pesca, ele tinha um grande prazer em ensinar as coisas o que facilitou para que finalmente eu ficasse consideravelmente bom nessa prática. Saudades do tio Goran... Preciso visitá-lo mais vezes. Enfim, me dirigi para o lugar onde os Slowpoke estavam, uma dica perfeita pra quem quer pescar: Escolha sempre os locais próximos aos Slowpoke! É incrível como eles conseguem atrair as mais diversas espécies com suas caudas atiradas ao mar.

— Muito bem, aqui vou eu! — Balbuciei encorajado, lançando o anzol da vara de pescar na água. — E ai camarada, tá de boa? — Tive que cumprimentar os Slowpoke que ocasionalmente viravam-se lentamente pra mim percebendo o inquilino entre eles naquele leito.

A maré ainda não estava violenta, geralmente fica mais forte depois do meio-dia então ainda tinha muito tempo para aproveitar da calmaria das ondas nos rochedos, valendo-se disso liberei Ozymandias para que pudesse meditar, ele andou fazendo muito isso. Na pescaria é fundamental três elementos: Paciência, atenção e precisão. Quando algo fisgar, puxarei com força para que não perca a mordida! Graças a minha posição conseguia ver a superfície da água e consequentemente as sombras que aproximavam-se daquele ponto, não obstante, dois rosados Slowpoke sentavam-se próximo a mim e colocavam suas respectivas caudas no mar como esperado da espécie, mas algo naquilo me incomodava... Estavam muito perto do meu posto de pescaria, devo encarar como algum tipo de concorrência? De qualquer modo minha isca deveria ser superior aos artifícios daqueles dois, ou ficaria muito pra trás naquela competição que se instaurava. Cruzamos olhares e prosseguimos atentamente a nossa atividade pesqueira. Ah mas esses dois ai não vão me vencer! Pensei convicto.

Mesmo com os três a todo gás na pescaria, a verdade é que os cardumes dirigiam-se para os outros lados indo em busca das caudas carnudas e atraentes dos demais Slowpoke que ali estavam. Estranho... Nem mesmo aqueles dois ao meu lado conseguiam atrair as presas, a este ponto livravam-se de suas feições débeis e me fitavam com rancor como se eu fosse o "pé frio" dali. Devolvi o olhar na mesma intensidade, oras! Tenho certeza que se eles não estivessem por perto com suas auras negativas eu já teria pego um peixe! Nesse momento Ozymandias abria um dos olhos durante a sua meditação, até mesmo o psíquico conseguia sentir o conflito de interesses perpassando o plano das ideias e materializando-se em algo concreto. Após o longo tempo de espera surgiu uma ponta de esperança... Eis que uma silhueta desgarrava-se do cardume e vinha diretamente para a nossa direção, restava saber para qual isca ela cederia. Novamente entreolhávamos, havia uma chama de determinação queimando em cada um de nós.

Até que...

— O-opa! — Exclamei. — Ah haha! Ele me escolheu! Isso! — Comemorei em júbilo a minha vitória sobre aqueles dois concorrentes pokémon. Tratei de puxar a linha do anzol o mais forte possível, em instantes a presa saltava para fora d'água revelando ser um Feebas, uma espécie bem inofensiva e relativamente incomum. — Ei Ozzy, sua vez de entrar em ação, camarada. — O psíquico assentiu desfazendo sua posição de meditação e colocando-se a frente do peixe. Dei ordens para que fizesse uso do Hypnosis e deixasse aquele Feebas menos afoito. Com a devida concentração, Hypno emanou ondas hipnóticas em direção ao peixe que rapidamente caia num sono profundo. A vantagem estava diante de nós, restava finalizá-lo.

— Mostre mais de sua meditação, depois vamos acordar esse bicho aos tapas haha.

Certamente que o narigudo já estava se acostumando com seus movimentos mais recentes, o primeiro deles é o Meditate, algo que com poucos segundos conseguia realizar com maestria, bastava fechar os olhos e concentrar toda a sua força nos membros. Feebas continuava dormindo enquanto ele prosseguia para o próximo ato: Wake-Up Slap! Um ataque que dobra o dano caso o alvo esteja em estado de sono, porém, o faz despertar. Mas que modo ruim de acordar, hm? Ozymandias fazia suas mãos reluzirem e desferia tapas um tanto quanto satisfatórios contra o adversário aquático que não só despertava com as dores intensas do movimento, quanto também sucumbia a falta de energia para continuar. — Foi fácil. — Afirmei lançando sobre ele a Pokéball do evento e capturando-o sem maiores problemas. Ozymandias retornava para a sua posição de meditação imediatamente, talvez fosse um sinal implícito de que não queria mais ser interrompido, bem, agora já não teria mais com o que me preocupar.

Só que eu estava redondamente enganado...

Ao voltar minha atenção para o posto de pesca, eis que os dois Slowpoke esboçavam uma cara de fúria para comigo. Como são mau perdedores, hein? Devo admitir que fiquei surpreso em vê-los com o cenho fechado, normalmente estão sempre com expressões bobas, mas não desta vez. Sendo assim, valendo-se de seus princípios (O fato de eu ser um humano e estar no território daquela espécie), constataram de que eu estaria roubando "propriedade" deles e colocaram-se em posição de ataque. Oras, a afronta foi muito bem recebida, mas não sou de levar desaforos pra casa nem de gente, quem dirá de dois pokémon palermas! Saquei as pokéballs de Sneasel e Pidgeotto para que pudessem me representar nesse dilema. Os rosados iniciaram a rodada com um liberando uma pequena nuvem de Yawn e outro emanando seu Confusion em direção a ave.

— Ah então vai ser assim, hm? — Apreciei a conduta estratégica deles. — Nebraska, vamos testar o Hone Claws. Quanto a você, Sentinela, use Twister contra essa nuvem!

A velocidade era toda de Sneasel, sendo assim pôs o seu movimento em prática, mas ao contrário do que eu pedi, a felina jogou-se frente às investidas psíquicas do Slowpoke livrando o pássaro de ser atingido pelo Confusion — que logo foi anulado por não afetar os tipo Noturno. Agiu de esperteza e impulso, como esperado, mas não era só! Abdicou ao uso de Hone Claws para usar um poderoso e super eficaz Feint Attack contra o primeiro rosado. A criatura nem percebera tamanha furtividade de sua adversária, só grunhia com as dores do ataque. Não obstante, livre da ameaça psíquica, Sentinela criava um ciclone com Twister que não só repelia o Yawn de campo como também causava danos aos dois alvos.

— Beleza! Continuem nesse mesmo ritmo!

Com a minha permissão, Nebraska desferiu mais um Feint Attack sobre o alvo anterior colocando-o num estado crítico de saúde. Noutro passo, vendo que o seu amigo estava debilitado, o outro Slowpoke interviu desativando o Feint Attack da gatuna com um Disable certeiro, diga-se de passagem que isso só fez deixá-la mais furiosa, mas precisou tomar distância para que não fosse atingida por um novo Twister do Sentinela que mais uma vez englobava as duas criaturas e finalizava àquele cujo estado era de mais fraqueza. O outro remanescente pareceu mais quieto depois de ver a derrota do conterrâneo, certamente que vingaria-o de alguma forma.

— Um já foi, resta o outro. Sentinela, Quick Attack!

Tendo em vista a sua velocidade, Pidgeotto cruzou o campo rochoso e desferiu o ataque sobre Slowpoke que recebia-o num contra-ataque de Headbutt, havendo um choque entre eles. No entanto, Nebraska finalizaria aquele ato derrotando o último adversário com Metal Claw, um movimento não muito efetivo mas suficientemente capaz de deixá-lo fora de combate no estado em que se encontrava. Daquele depósito de Pokéballs que tinha, peguei dois exemplares e lancei sobre ambas as criaturas; as esferas tremiam a ponto duma tocar a outra ocasionalmente, em seguida confirmava a captura daqueles que antes eram meus concorrentes de pesca.

— De fato, foi um pescaria e tanto! — Comemorei. Esses dois somados ao Feebas anterior dariam algum acréscimo aos meus pontos nesse evento. — Obrigado parceiros. — Agradeci aos respectivos pokémon, inclusive Hypno que todo este tempo se manteve meditando nos rochedos. A maré já estava ficando um tanto alta, logo não estaria mais para peixes... Mas bem, fico feliz por ter obtido algumas aquisições, creio que por hoje basta. Agora resta aproveitar o dia de sol e esperar ansiosamente pelo amanhã junto a Natasha. Que surpresas me reservam para este dia especial?




OBS:

Dados: Quarto Lançamento
Adendos: A ideia era fazer um post simples e objetivo mesmo. Ainda não pretendo ficar com nenhuma espécie capturada.
Pontuação: 9+12+6+9 = 36 atuais.

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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Sammy em Ter Jul 03, 2018 10:00 am

AVALIAÇÃO
Olá! Tudo bem? Vou te avaliar de novo '3'

Sua nova aventura foi muito bacana como as demais. No entanto, esta teve seu enredo um pouquinho simples e rapidinho, nas palavras de pessoas malvadas: Foi um enredo fraco.

Só que eu não vou diminuir sua nota, pois sei que você está lutando para criar algo por cima desse Maldito Beach Party. Eu entendo que sua criatividade acabou, e você está literalmente martelando seu subconsciente procurando por algum fragmento de Enredo. De todo o jeito, a batalha salvou um pouquinho, foi divertida.

Única coisa que recomendo, é o que você já sabe... Pense bem em suas próximas aventuras e viverá uma boa jornada repleta de Ótimos, na verdade você já está vivendo isso! x3

Por fim:

Ótimo


Hypno adquiriu 3 níveis indo do Nível 30 ao 33. O narigudo aprendeu Psych Up.

Sneasel adquiriu 3 níveis indo do Nível 25 ao 28. A gata aprendeu Beat Up.

Pidgeotto adquiriu 3 níveis indo do Nível 27 ao 30.

Sneasel's HP: 50%
Status: Ela está bem cansada, mas ainda se mantém em pé.
Hypno's HP: 50%
Status: Ainda em estado de meditação, se continuar desse modo irá entrar em estado de Confused.
Pidgeotto's HP: 50%
Status: A galinha está com bastante dores, não se sabe o que ela sente.

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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Hermes em Qua Jul 04, 2018 7:33 pm

Folga
Beach Party - Riviera Moonson

Iniciava um novo dia em Riviera Moonson no Centro Pokémon, depois do valor cobrado pelo serviço personalizado do hotel preferi voltar ao convencional serviço público de saúde para cuidar da minha equipe, lógico que estava consideravelmente cheio logo cedo, mas valeria a pena não ter que gastar um centavo por isso. Por fim, meus pokémon eram revigorados e estávamos prontos para a aventura de hoje que seria ao lado da doce Natasha; ela está folgando e me convidou para um passeio que, de acordo com ela, eu irei gostar muito. Seriam mais crianças? Espero que não...

Na descida do centro da cidade para o litoral sou surpreendido com a saída involuntária de Sentinela da sua respectiva Pokéball. Mesmo com ótimo estado de saúde, a ave parecia inquieta, percebi isso ao tentar acalmá-lo, reagiu com dureza e esboçou independência ao negar-se voltar para à esfera bicolor, um comportamento bem estranho de sua parte — Essa ação me fez lembrar da Nebraska. Tudo bem, deixei que seguisse seu instinto, voou sozinho para a praia sem me esperar... deve estar louco para pescar novamente. No horizonte já podia ver Natasha me esperando, ela acenou para que eu fosse mais depressa, parecia bem empolgada, e quem não estaria num dia de folga? Logo fui recebido com um abraço e um beijo carinhoso na bochecha.

— E ai garotão, está pronto? — Disse sorrindo e mordiscando os lábios em seguida.
Embora ainda estivesse intrigado com a tal "surpresa", já podia respirar relaxado porque não haviam crianças por perto.
— Mas é claro, estou ansioso por esse dia. — Respondi.

Saímos daquele canto de mãos dadas em direção a uma área da extensão de areia que ainda não tinha ido. Percebi que acompanhávamos a costa rochosa que lentamente se estreitava com a beira do mar formando um grande paredão rochoso, uma falésia; não obstante a solidão da paisagem entregava um certo ar de mistério à cena. Alguém nos aguardava lá, não era uma silhueta humana e sim a de um pokémon.

— É um Floatzel? — Indaguei surpreso. Natasha continuou sorrindo.

Aquela criatura recebia-nos com a mesma feição que a moça de cabelos negros, tinha praticamente a altura dela e os pelos alaranjados brilhavam com a intensidade do sol. Floatzel carregava consigo uns equipamentos e itens, logo vi que eram próprios para mergulho. Virei para Natasha, nos entreolhamos, e bastou aquele gesto para constatar que: De fato, íamos mergulhar.

— Eu não estava esperando por isso... — Comentei um tanto assustado.
— Relaxa, vai dar tudo certo. Tem uma coisa que eu quero te mostrar, e esse Floatzel ai é meu companheiro de trabalho, é um ótimo mergulhador! E vai nos instruir no caminho. — Deu com o braço guinchado diante de mim em convite: — Todos a bordo? Haha.
Trocadilho meio fora do contexto, mas compreensível.

Ali mesmo naquela paisagem solitária fizemos a muda de roupas, livrando-se do visual casual para aderir as vestimentas de mergulho. Liberei Hypno para que ficasse na costa e cuidasse dos nossos pertences, tenho certeza que antes ele reclamaria por causa da areia da praia, só que agora o narigudo só sabe meditar levitando em sua própria órbita, ou seja, nada de areia em seus pelos. Só espero que com toda essa concentração ele consiga dar conta do serviço de sentinela — O que me faz pensar que seria algo ideal para um exímio observador como o Pidgeotto, mas o mesmo estava sobrevoando por ai. Enfim, dados os preparativos, demos um mergulho no mar consideravelmente agitado daquela encosta visando acompanhar o Floatzel até o misterioso destino. Para a nossa segurança, era aconselhado manter-se firme ao colarinho inflável no dorso do animal que nadava muito rápido.

Naquela imensidão azul revelava-se um novo mundo, eram como ecossistemas próprios dentro do oceano: Aqueles que nadavam em mar aberto, solitários ou em cardumes; os que se protegiam e viviam nos corais; as espécies que caminhavam no solo arenoso do fundo do mar, enfim, havia muita informação para pouco tempo de observação, parece que Floatzel tinha certa pressa em nos levar no destino certo, e pasmem, nenhum daqueles "ecossistemas" faziam parte do roteiro. Numa novidade à outra, Natasha me olhava sob o visor da máscara de mergulho sem eu perceber, ela queria ver a minha reação do início ao fim e quando chegávamos perto do que pretendia me mostrar, puxava o meu braço e apontava para a direção, dali Floatzel não seguiria conosco. Trata-se de uma entrada cavernosa e bem escondida numa parte da falésia, quase imperceptível pelos corais adjacentes. Sinalizou para que entrássemos nela, pressenti que um novo ambiente estava por ser vislumbrado, dessa vez algo mais contido e misterioso. O corredor era um tanto escuro e estreito, uma sensação quase claustrofóbica, felizmente tínhamos um dispositivo de iluminação própria para a ocasião. Havia silêncio conforme avançávamos, Natasha era de longe a melhor no mergulho, estava mais a frente do que eu, até que num certo ponto daquele caminho revelou-se outra estrutura: Uma gruta. Ali dentro já podíamos ficar mais dispostos, era tudo tão calmo que nem presença viva tinha, até que ela me pedisse para nadar um pouco mais pra baixo da gruta, e seguindo sua instrução, voltei-me para a região abaixo de mim e iluminei o ambiente desprovido de luminosidade, fiquei esperando que algo me surpreendesse mas não havia nada lá. Quando me virei eis que Natasha estava alimentando uma pequena criatura e rindo da minha cara de bobo, decerto tinha me pregado uma peça.

— Não posso acreditar... — Agora sim ressoei com tom de surpresa. — É um... Omanyte?

O pequeno molusco grudava-se entre os dedos da moça que alimentava-o com algum tipo de ração composta por algas que trouxera consigo. Ela balançava a cabeça confirmando ser uma espécie pré-histórica, um raríssimo Omanyte. Pelo tamanho acredita-se ainda ser um bebê ou algo assim, nada que tenha chegado a idade avançada. Era mesmo uma criatura adorável, dócil e que já parecia ter construído um laço de amizade com Natasha.

— É incrível... — Balbuciei ainda sem acreditar. No ramo em que interesso ingressar, a descoberta de pokémon como esses é algo espetacular. Embora eu estivesse alegre por estar diante de um, não posso negar o meu sentimento egoísta em não ter apreciado essa descoberta.
— Imaginei que fosse gostar. Ele é muito dócil e há outros como ele por aqui, eu já vi. — Natasha contava a experiência de como tinha descoberto esse lugar através do seu pai, um oceanólogo. Em seguida emplacava com uma oferta inesperada. — Trouxe você aqui para que pudesse levá-lo como aquisição para o evento, mas não posso permitir que o retire permanentemente do seu habitat. Sinto muito...

Ela sabia que com um fóssil em mãos certamente que eu ganharia pontos relevantes naquele concurso, por outro lado, não poderia levá-lo comigo pra vida. Sinceramente, mesmo que pudesse eu não aceitaria... Como dito, prefiro levar comigo algo que eu mesmo tenha descoberto, infelizmente meu orgulho é maior que qualquer oferta consentida. Acredito que todo bom Explorador, seja amador ou profissional, tenha este mesmo sentimento. Não há nada mais compensador que vangloriar-se de uma descoberta. No entanto, pude aceitar a proposta nos ditames da moça, visto que Omanyte seria devolvido ao seu habitat natural junto com todas as outras espécies capturadas ao final do evento. Sendo assim, seguíamos para fora daquela gruta com o pequeno molusco nos acompanhando cedendo aos maravilhosos petiscos que Natasha trouxe.

*  *  *

De volta à superfície, Omanyte já estava bem próximo a mim, fixava-se no meu ombro e ficava acariciando o meu rosto com seus finos tentáculos, talvez já fosse o momento de enfatizar a captura, hm? Com a permissão e colaboração dele, apontei a esfera bicolor ao qual o próprio Omanyte apertou o botão por curiosidade, acionando o dispositivo de captura. Felizmente aquela foi a aquisição mais branda e sincera de todas, a esfera sequer tremeu ou cedeu várias vezes, num único lance já concluia o serviço.

— Eu disse que ele era dócil. Espero que com isso possa alavancar a sua participação. — Disse a mulher secando os cabelos com uma toalha que Floatzel dispôs. — Ah, e não preocupe! Eu mesma serei responsável por levá-lo de volta ao mar quando tudo acabar. Pode ficar tranquilo. — Concluiu.

Realmente um alívio. Acredito fielmente em suas palavras e fico ainda mais contente em saber que ela, implicitamente, confia em mim, caso contrário não teria me mostrado aquela gruta secreta. Certeza que se soubesse dos meus envolvimentos com a Team Eclipse jamais teria feito isso ou sequer teria cedido aos meus encantos... trágico. Pois bem, após aquela aventura marinha restava-nos pegar as coisas que estavam sob tutela do Ozymandias e partir, contudo, ao voltar a minha atenção para o narigudo eis que percebo que nossas coisas já não estavam lá... Havia um inquilino carregando-as sorrateiramente.

— Ei ei! — Gritei para a criatura. Ozzy acordou de imediato, o safado nem estava mais meditando, deve ter caído no sono profundo valendo-se da maresia. — Nebraska detenha aquele bicho! — Disse liberando a gatuna; sorte a minha que sua pokéball estava num compartimento reservado daquela roupa de mergulho.

O nosso inconveniente ladrãozinho era um Crabrawler, o pokémon crustáceo boxeador, melhor tomar cuidado com aquelas pinças enormes. Não é de se admirar que sejam tão furtivos, é de costume que eles subam árvores litorâneas enormes de maneira imperceptível, bem como fiquem em amontoados de frutos e folhas na entoca à espera de suas presas. Enfim, felizmente Sneasel foi capaz de alcançá-lo com destreza de seu Agility, mas o ladrãozinho não se intimidou, colocou as garras frente ao rosto desafiando sua adversária felina numa posição clássica das lutas de boxe, e pela cor avermelhada que as pinças tomavam provavelmente o movimento em reação seria um Rock Smash.

— Ozzy vá ajudá-la! Nebraska é forte, mas eu preciso reconhecer os seus limites... — Comentei.
— Floatzel, fique atento para pegar as nossas coisas. — Ordenou Natasha ao seu parceiro.

Assim o Hypno saiu do seu momento de inércia emitindo um feixe psíquico do Psybeam contra a criatura, de mesmo modo, Nebraska tomava distância do crustáceo e executava seu Hone Claws. Apesar do movimento psíquico ter sido super eficaz, Crabrawler muniu-se da defesa de suas pinças para "minimizar" os danos, um truque esperto mas que não duraria muito. Após o Hone Claws, Sneasel atacaria com Quick Attack mostrando ser ainda mais rápida, furtiva e poderosa que ele. Noutro passo, tanto Hypno, quanto Floatzel aproveitariam do momento de distração do caranguejo para atacar e reaver a posse das coisas. O narigudo emplacou com outro Psybeam deixando o inimigo dividido entre qual ataque se defender; valendo-se disso, Floatzel cruzou o campo, agarrou os pertences e saiu de cena com a mesma velocidade, pode-se dizer que isso além de deixar o Crabrawler furioso, também o fez mais confuso ainda... no fim das contas eram 3 contra 1, praticamente. Mesmo sendo atingido pelo Quick Attack, viu uma oportunidade de usar Power-Up Punch e literalmente socar o rosto da felina impulsionando o corpo dela pra longe daquela concentração de batalha.

— Ah não! Nebraska! — Bravejei me posicionando para buscá-la.

Foi de fato um golpe poderoso, Ozymandias estava só agora e isso não o impediria de por um fim a questão. Colocou-se frente ao inimigo e emitiu o Hypnosis fazendo-o cair no sono imediatamente. Valendo-se daquela ocasião, bastou finalizá-lo com um único Psybeam... uma conclusão um tanto sem emoção, mas válida. Crabrawler jazia inconsciente na areia da praia. Sneasel, apesar do golpe, esboçava dureza em não se render àqueles danos, deixei ela com a Natasha um pouco e fui garantir mais pontos sobre a captura do Crabrawler. Devo dizer que não foi difícil, a Pokéball confirmou o ato em poucos segundos.

— Ela vai precisar de alguns cuidados específicos. — Natasha analisava por alto a situação da gatuna. — Com esse impacto, é possível que aquele pokémon tenha a habilidade Iron Fist... Foi realmente um golpe de azar. — Concluiu.

Por hora a única coisa que pude fazer é retorná-la a sua devida Pokéball, precisávamos nos recompor para voltar a cidade. Aproveitei para recolher o Hypno também, na boa... Esse pokémon já me deu muito prestígio, mas nesse litoral ele está agindo estranho demais. Por falar em agir estranhamente... Após nos ajustarmos e seguirmos para a direção da cidade, outro conflito tomou a nossa atenção, dessa vez era com o rebelde sem causa do Pidgeotto.

— Que merda... o que é que foi agora, hein? — Resmunguei observando a cena.
— Parece que está brigando com alguma outra ave... — Natasha era melhor observadora também; justo, seu trabalho exigia boa visão.

Alguns banhistas saíam correndo da água pois dois pássaros davam um show de desentendimento bem na superfície, voando raso, vezes alto, inconstante. Pude reconhecer que era o Sentinela pois ele era o único de sua espécie por ali, a outra ave era um Wingull, muito comum nessa região. Brigavam por uma única presa e como peguei a história já pelo meio, não sabia constatar quem verdadeiramente tinha pescado. Mas o fato é: Estavam incomodando os civis.

— Preciso dar um jeito nisso...
— Ei Adam, espere! — Interviu a moça. — Eu sei que é incômodo, mas deixe ele resolver a questão do jeito dele...

Tenho que admitir, ela tinha razão, além de quê, por mais que eu tentasse duvido que ele me escutaria tendo em vista a sua atitude de hoje cedo. Sendo assim, só podia torcer para que ele resolvesse o conflito logo; não seria uma jogada limpa, mas posso aproveitar e ganhar pontos com aquele Wingull, hm?

A presa estava sob posse do Wingull dessa vez, Pidgeotto tentava reavê-la com toda a sua brutalidade. A gaivota tentava despistá-lo emanando uma breve neblina com uso de Mist, não obstante, o valente Sentinela dissipava-a com Gust e faria o mesmo sempre que Wingull fosse valer desse artifício nebuloso. Em seguida, com um Quick Attack, Pidgeotto tomou a dianteira e desestabilizou o rival garantindo assim a presa que era sua por direito. A represália veio por meio de um Supersonic deixando-o num estado de confusão, mas que mesmo assim não possibilitou a soltura do suculento petisco preso em suas garras. Ambos elevaram o voo, faziam acrobacias e manobras evasivas para não entregar o ouro, só que a confusão uma hora agia e fazia com que Pidgeotto saísse da contemplação azul e fosse para a extensão de areia caindo diretamente num guarda-sol aberto na praia.

— Ai, caramba! Essa deve ter doído... — Comentei.
— Érr... esquece o que eu disse, vamos buscá-lo. — Natasha voltando atrás com a palavra? Por favor, registrem esse momento raro.

Corremos para amparar o valente Sentinela, mas não tão rápidos quanto o Wingull que ainda cobrava por sua caça. Este já vinha disparando sequências de Water Gun ao qual Pidgeotto tentava bloquear com Twister com algum sucesso parcial, uma vez que não conseguiu impedir 100% dos jatos d'água, mas que também conseguiu causar danos ao seu rival. Com ambos em solo o combate avançava para um novo patamar, e durante esse confronto de ataques a presa desprendia-se do Pidgeotto e se encontrava entre eles. O ambiente ficou propício para um duelo, por um instante houve silêncio naquele espaço, uma fina camada de poeira levantou-se e transitou de um canto pro outro, as aves entreolhavam-se indicando que aquele que disparasse primeiro venceria o duelo e tomaria para si o prêmio, o delicioso pescado. Logo os dois emplacavam num Quick Attack e chocavam-se levantando uma nuvem de poeira que deixou a conclusão do conflito num súbito mistério. A brisa passava e carregava consigo a poeira revelando o vencedor daquele embate entre caçadores: O Pidgeotto, é claro. A valentia da ave sobressaiu mesmo num momento crítico, e enquanto ele pegava o pescado e vangloriava-se de sua vitória, eu já chegava em campo lançando a Pokéball sobre o Wingull derrotado e obtendo uma nova aquisição para o evento.

— Olha só a confusão que você causou, Sentinela! — Nem mesmo com o sermão o pássaro se importou. Pegou seu pescado e voou para uma região mais tranquila daquela praia afim de deliciar-se com o alimento. — ... Francamente, não entendo o que está havendo com ele.
— Veja Adam... — Natasha apontou para o guarda-sol que anteriormente Pidgeotto se chocou. — Está fazendo a muda. — Disse pegando uma das várias penas espalhadas no ambiente. — Talvez esse seja o motivo da mudança de comportamento...

Bem observado, mas ainda tinha minhas dúvidas. É possível que essa muda de penas seja o real motivo para a rebeldia? Enfim, não esquentaria a minha cabeça com dilemas de pokémon. Percebi que o dia estava apenas começando pra mim, e adoraria passar o resto do dia aproveitando da companhia ilustre de Natasha.

*  *  *

Em algum lugar do litoral... Pidgeotto havia finalizado sua refeição, mas o pássaro por algum motivo estava compelido pela vontade incessante de conseguir mais e mais vitórias e aquisições. Estava numa fase onde qualquer um que se colocasse à sua frente seria visto como um obstáculo medíocre; logo, tendo em vista o oponente anterior, Sentinela atacou sem mais nem menos uma ninhada de Wingull que estava desprotegida, desfazendo os locais de desova, comprometendo os ovos já estabelecidos e colocando os filhotes em risco. Alguns dos Wingull que estavam de segurança não foram páreos para a valentia da ave, tornando aquele cenário uma verdadeira catástrofe para as gaivotas. Desprovidos de forças e notando a fúria daquele inimigo, os Wingull remanescentes só faziam recolher os restos e recuar o mais rápido possível. Com a vitória, Sentinela declarava aquela área o seu mais novo território, mas ainda não era o bastante, mais tardar procuraria por novos alvos. Os motivos para tamanha rebelião talvez estivessem perto a vir a tona.




OBS:

Dados: Quinto Lançamento
Adendos: O motivo da rebeldia do Pidgeotto vem nos posts a seguir.
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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

Mensagem por Apollo em Qua Jul 04, 2018 8:34 pm

Narração
Boa noite, Hermes! Já faz um tempo que não lhe avalio! Espero que goste da minha avaliação e, qualquer problema, me mantenha informado!  

O inicio do texto foi bem simples e escrito de forma tão agradável, fazendo com que a leitura fluísse de uma forma deliciosa como sempre. Gostei de ver Adam em uma situação mais casual, mesmo que no fundo o criminoso não permita que o evento praiano ofusque seus verdadeiros objetivos.

Apesar de ter gostado da maneira que você conseguiu abordar três historias distintas em um mesmo texto — o encontro com Omanyte, o Crabrawler furtivo e a briga de Sentinela com o Wingull por uma mesma presa — achei que você abordou de uma forma muito corrida. Não digo nem a captura amigável de Omanyte, pois achei interessante a forma de como você encontrou um Pokémon raro como este, encaixando perfeitamente a mergulhadora na história. Acredito que você poderia ter se aprofundado e desenvolvido um pouquinho mais essa parte do mergulho e talvez poderia até ter posto um pouco mais de emoção por ter encontrado um fóssil vivo. Acredito que apenas nessa parte que o enredo deixou a desejar, visto que as outras duas batalhas só estavam ali para efetuar a captura dos dois outros Pokémon sorteados do evento.

Mesmo perante um evento tão exaustivo, você conseguiu desenvolver um enredo interessante nessa postagem. Espero que eu possa estar a par dos próximos acontecimentos em sua participação do Beach Party! Afinal, estou curioso por o que vai acontecer com Sentinela...

Escrita: 5
Enredo: 4
Nota: 9

Muito Boa


Sneasel recebe 2 níveis e sobe ao 30.
Pidgeotto recebeu 2 níveis e sobe ao 32. Pidgeotto aprendeu Agility.
Hypno recebeu 2 níveis e sobe ao 35.

Sneasel Status: Nebraska encontra-se cansada pelos danos críticos causados no combate, talvez seja necessário deixá-la descansando um pouco por enquanto, caso não queira enfrentar o mau-humor da felina!

Hypno Status: Ozymandias está enjoado da vista praiana, mas encontra-se disposto e cheio de energia. O psíquico parece estar sentindo falta do cenário urbano e talvez quisesse estar em um lugar mais calmo para que pudesse meditar em paz.

Pidgeotto Status: Sentinela, bem... Quem sabe? A ave procura incessavelmente novos alvos para poder batalhar. Seria bom ficar de olho na criatura ou ela pode acabar entrando em um algum combate que não conseguirá dar conta do recado!
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Re: [Spin-Off] - Splish Splash

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