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IV - Scorched Forest

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IV - Scorched Forest

Mensagem por Apollo em Ter Jun 05, 2018 7:13 pm


Apollo Constanze
( Link da Cura )

——Os raios de sol ousavam em atravessar a persiana do quarto que eu havia ficado no centro Pokémon da cidade, forçando-me a acordar mais cedo do que eu esperava. Eu nem lembrava em que momento eu havia caído no sono, porém não havia o porquê de eu continuar na cidade. Assim que eu acordei, Aipom estava empolgado pulando de um lado para o outro no quarto e eu havia acabado de me lembrar que havia esquecido de capturá-lo no dia seguinte, eu estava tão cansado que mesmo com o macaquinho me seguindo desde a rota trinta e cinco, havia esquecido-me que havia lhe prometido que iria capturá-lo. Assim, a primeira coisa que fiz na manhã foi encostar uma de minhas Pokébolas vazias em sua testa e assim oficializando a captura do pequeno macaquinho traquinas.
——Miskin era uma cidade mórbida, sem grandes atrativos e eu deveria continuar treinando os meus Pokémon, então arrumei minhas coisas para dentro da mochila e parti em direção ao primeiro pavimento do centro Pokémon com o objetivo de procurar algo para comer.
——A cafeteria do lugar era deveras rústica, mas tinha seu charme. Um homem de aparentemente vinte anos de idade cuidava do estabelecimento, acompanhado de seu Slurpuff, um Pokémon originário da região de Kalos, minha terra natal. Pedi um misto quente e uma xícara de café, sentei-me ao lado da janela do centro Pokémon, admirando o silêncio local. Não esperava ficar muito tempo ali, então soltei os meus Pokémon para que os mesmos pudessem aproveitar um café da manhã digno, pedindo um pouco de ração para o homem responsável pela cafeteria, que milagrosamente também servia comida para os Pokémon.
——Enquanto tomava meu café acabei prestando atenção na televisão disposta ali, observando atentamente as notícias e os estranhos acontecimentos que ocorriam na rota trinta e quatro, também conhecida como floresta chamuscada. Bem, para minha sorte, eu estaria indo para lá agora mesmo e por isso não custaria nada dar uma olhada.
——Ainda era de manhã, mas o sol veranil já abafava o meu caminho até a rota trinta e quatro. Não demorou muito para que eu notasse a presença da rota, avistando árvores peculiares com folhagens avermelhadas. Prossegui com passos curtos pela rota, admirando a paisagem tão diferente da rota anterior. A beleza do local era inspiradora e conhecer novos locais me deixava ainda mais animado para continuar com aquela inesperada jornada.

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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Apollo em Qua Jun 06, 2018 12:32 am


Apollo Constanze
( Link dos Dados )

——Aquela floresta emanava uma estranha energia, eu não sabia exatamente como eu podia me expressar por meio de meras palavras, mas era algo que flui intensamente por todo meu corpo, acendendo uma chama dentro de mim. Uma corrente de ar quente atravessava todo o caminho tortuoso da belíssima rota, fazendo com que algumas gotas de suor começassem a escorrer pela minha testa oleosa.
——Como rotineiro, lancei a Pokébola de Léo para o alto e liberei o meu companheiro por meio daquele feixe esbranquiçado, materializando a criatura ao meu lado. Ele esticava-se por alguns breves segundos, pois ainda parecia sonolento. Não poderia culpá-lo, afinal eu havia acordado mais cedo que o esperado e queria começar o nosso treino o mais rápido possível. Puxei o pequeno aparelho avermelhado do bolso fazendo com que um mapa surgisse em seu ecrã holográfico e, em poucos cliques, comecei a ler um pouco mais sobre o local onde eu me encontrava.
——A rota trinta e quatro também era conhecida como floresta chamuscada devido a um estranho fato que fazia com que a folhagem da vegetação local possuísse uma belíssima coloração avermelhada. Ali, também, detinha algumas lendas a respeito de um Pokémon lendário do tipo fogo chamado Entei, no qual havia abençoado a floresta com suas chamas sagradas, fazendo com que a rota nunca — nem no mais rigoroso inverno — neve. Aquele enciclopédia digital era, de fato, impressionante e as informações contidas em si eram úteis para qualquer treinador inexperiente.
——Guardei o aparelho em meu bolso e assim pus-me a contemplar a paisagem escarlate do lugar. Uma estrada de cimento bem feita havia sido feita ali, provavelmente para facilitar a passagem dos treinadores pelo lugar e desta vez eu havia optado seguir pelo caminho tradicional, invés de seguir em meio a mata ardente. Notei que as árvores dali não possuíam muitos frutos e... o quê? Uma estranha fumaça densa estava saindo por detrás de algumas árvores, um pouco distante dali. Não pensei duas vezes para começar a correr em diretriz do local, pois sabia que algum daqueles incêndios repentinos estaria acontecendo ali. Eu estava interessado mais em derrotar os fortes Pokémon mencionados na reportagem do jornal do que tentar parar os incêndios propriamente ditos.
——Corri o mais rápido que pude até chegar em uma clareira.
——As chamas engoliam intensamente quaisquer coisa ali presente, sejam elas apenas a vegetação ou os Pokémon locais. Por sorte, os Pokémon selvagens ali presentes conseguiam escapar de alguma forma das formas flamejantes incandescentes, deixando ali apenas cinzas e mais cinzas. Puxei de meu cinto a última Pokébola posicionada do lado esquerdo, lançando-a para o alto logo em sequência e permitindo que aquele feixe esbranquiçado materializasse uma de minhas últimas capturas, Frillish.

Aquarius, extinga o fogo com o seu BubbleBeam! — gritei e o Pokémon parecia estranhar o repentino nome. Lembrei-me que eu apenas havia decidido chamá-lo assim, sem ao menos perguntar sua opinião. Apesar de tudo, o Pokémon parecia ter gostado daquele nome! Era óbvio, eu era profissional em escolher nomes para os meus Pokémon e, com Frillish, não seria diferente.

——Suavemente Frillish fazia movimentos com seus tentáculos de forma que produzisse uma pequena esfera transparente, na qual liberava uma corrente fortíssima de bolhas que direcionavam-se violentamente em diretriz das chamas. O fogo parecia resistir contra a água, ousando em espalhar-se mais um pouco por alguns breves segundos, mas não demorou para que fosse apagado por completo. Em seguida, Aquarius continuou movimentando os seus tentáculos, apagando o fogo que havia se alastrado para as árvores, que agora encontravam-se chamuscadas.
——No exato momento que todo o fogo abandonava o local pude ouvir um grito alto. Não sabia exatamente o quê ou quem era que estava gritando, mas novamente voltei a correr. Aquarius me acompanhava flutuando rapidamente logo atrás de mim. Não demoramos para chegar em uma parte mais remota da floresta escarlate, não muito longe de onde o incêndio havia ocorrido, notando que naquele momento não estávamos sozinhos.
——Duas criaturas de espécies distintas estavam logo em nossa frente, o primeiro tratando-se de um pequeno inseto negro coberto por uma camada de espessa de pelos cobertos por alguns pequenos quadradinhos estranhos. Demorei para identificar que tratava-se de um Spewpa, um Pokémon também originário de Kalos. O segundo, não pude não reconhecer: tratava-se de um Fletchinder, também de Kalos. Acabamos por trocar olhares rapidamente e pude sentir uma aura negativa vindo daquele Pokémon, alguma coisa não estava certa e naquele momento eu já suspeitava que ele havia algum envolvimento com o incêndio, talvez até mesmo havia provocado-o.
——Eu só queria entender o por quê.
——Aquela criatura ignorou totalmente a nossa presença, partindo em diretriz do pequeno inseto de forma agressiva e quase que instantânea. De novo ele acabava soltando aquele grito, fazendo com que a ave se afastasse alguns centímetros, mas dessa vez o grito parecia que não atrapalharia Fletchinder de terminar o seu serviço. Sem mesmo que eu ordenasse, Frillish partia para cima da criatura de fogo com o seu jato de bolhas, encharcando as asas da ave e impedindo que a mesma continuasse com o seu movimento aéreo. Aquela era a deixa perfeita para o Spewpa soltar um fio de seda pela sua boca, enrolando-se em um galho de uma árvore próxima e deixando o local.
——Uma batalha havia começado sem eu ao menos querer.

Okay, Aquarius. Acho que você levou isso para o lado pessoal. — indaguei, olhando diretamente para o meu Pokémon. Aquarius mantinha-se concentrado no combate, respondendo-me apenas balançando a sua cabeça redonda, afirmando — Então não vamos perder tempo! Use o seu Night Shade agora mesmo e, caso ele tente um ataque direto contra você, contra-ataque e empurre-o para longe com o seu BubbleBeam!

——Naquele minuto o corpo de Frillish era envolto por uma aura intensa em coloração roxa, enquanto os seus olhos eram totalmente engolidos por uma tonalidade roseada. Movimentando os seus tentáculos de uma forma hipnotizante, Frillish acabava por liberar diversos feixes em formato de anel, que partiam agilmente em diretriz de Fletchinder que ainda estava tentando secar suas asas. Assim, a ave era acertada sem ao menos ter a chance de defender-se, recebendo o dano total do movimento fantasmagórico.
——O corpo de Fletchinder era envolto por uma aura esbranquiçada, movendo o seu corpo tão rapidamente que eu quase não fui capaz de acompanhá-lo com meus olhos. De fato, aquele Agility causaria-me problemas, aumentando a velocidade de meu adversário. Os movimentos ágeis acabavam por secar suas asas por completo e, em um piscar de olhos, Fletchinder materializava-se atrás da corpórea azulada de Aquarius, acertando uma bicada diretamente nas costas da criatura fantasmagórica.
——Perante o desespero, Aquarius criava aquela mesma esfera transparente entre os seus tentáculos, tentando atingir o seu adversário com a rajada de bolhas, mas infelizmente não obtinha um resultado tão satisfatório. Fletchinder conseguia se safar de todas as bolhas graças à sua velocidade excepcional, deixando Aquarius um tanto quanto irritado.

Aquarius, não se desespere. Não vai ajudar em nada! Não precisamos saber onde ele está ou atacará, podemos pegá-lo a todo custo utilizando o Water Sport! Lance-o para o alto e veremos o resultado! — o meu objetivo era encharcar novamente as asas de Fletchinder, imobilizando-o de novo e assim, Aquarius estaria livre para atacá-lo diretamente. — Não tenha piedade e ataque com o seu BubbleBeam de novo, concentre-se!

——Aquela mesma esfera transparente surgia mais uma vez entre os tentáculos de Frillish e, com pressa, o meu querido Pokémon começava a lançar diversas correntes finas de água para o alto. A ave olhava-me torto, tentando entender o quê eu estava tentando fazer, mas não parecia estar afim de esperar para entender. Assim, rapidamente voou em diretriz de Aquarius, mas subitamente foi interrompido. Gotículas de água começavam a descer dos céus, encharcando todo o campo de batalha e tornando-o lamacento e assim diminuindo o poder de movimentos do tipo fogo. Além disso, as penas de Fletchinder de novo eram banhadas pela água, tornando-as pesadas e difíceis de controlar. Contra a sua vontade, Fletchinder era obrigado a pousar.
——Desta forma, Aquarius não perdeu o seu tempo e partiu para mais um ataque. A esfera transparente novamente voltava a expelir diversas bolhas de água, que partiam violentamente em diretriz de Fletchinder e explodiam contra o seu corpo de penas multicoloridas. Quanto mais água Fletchinder recebia, mais difícil era para que ele pudesse se movimentar, assim estaríamos em vantagem naquele combate.
——A ave tentava, de todas as formas possíveis, utilizar o movimento utilizado anteriormente para de novo dissipar as águas de suas penas, mas felizmente não obtinha resultado. Tentava disparar pequenas brasas contra a grama para que as mesmas entrassem em combustão, provavelmente estava tentando criar uma fonte de calor para que pudesse se secar, mas o terreno molhado incapacitava que o fogo se expandisse, dissipando-se em poucos segundos.

Eu queria que você pudesse me responder, pois eu queria saber o por quê de você ter causado aquele incêndio. — perguntei, mas apesar de todo o ódio contido naquela pequena ave, por um certo momento consegui sentir em seus olhos confusão. Parecia que ele, apesar de saber do quê eu estava falando, não estava envolvido com o incidente que havia acontecido agora a pouco. — Então você não estava envolvido? Interessante... Mas de qualquer forma, você estava machucando aquele Spewpa. Não que eu quisesse atrapalhar o seu lanche, mas... Você me demonstrou ser poderoso e digno o suficiente para servir como um degrau para o meu sucesso! Haha! Um ótimo treino matinal para meu Frillish, incrível! — a ave pareceu um pouco frustada em ter sido derrotada de forma tão simples com um movimento que nem dano causava: Water Sport. — Vamos terminar agora mesmo, Aquarius! Ataque com uma mera sequência de Bubbles!

——Naquele momento, Fletchinder já havia aceitado que havia sido totalmente derrotado. Aquarius materializou a partir de sua esfera translúcida pequenas bolhas que partiam em diretriz da ave imobilizada. As bolhas explodiam em seu corpo e, em poucos segundos, a ave estava totalmente incapacitada de continuar o combate, estando machucada demais para continuar. Sabia que, se eu continuasse dali, aquele Pokémon poderia acabar morrendo então aceitei que o combate havia finalmente terminado.
——Era estranho, pois tudo que havia me motivado naquele combate era acreditar que aquele Pokémon tratava-se de um Pokémon alfa, mencionado no jornal que eu havia assistido mais cedo. Infelizmente, eu estava errado. Lembrei-me então da jornalista dizendo que aqueles Pokémon possuíam comportamento agressivo — e talvez seja por isso que eu estava crendo que aquele Pokémon era um alfa —, mas também que eles possuíam características marcantes que os diferiam dos outros de sua espécie, o que não era o caso de Fletchinder.  
——Retornei Aquarius para a sua devida Pokébola, engolindo o Pokémon naquele feixe avermelhado disparado pela esfera bicolor. Mesmo Fletchinder sendo um árduo oponente e experiente em combates, eu não possuía interesse em capturá-lo, visto que eu já possuía um tipo fogo em meu time e ele era totalmente insubstituível.
——Sendo assim, retomei a minha caminhada buscando mais desafios pela rota trinta e quatro.

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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Janna em Qua Jun 06, 2018 1:58 am

Narração
Estive lendo essa sua postagem e eu gostei muito de como você insere o leitor no evento. Está claro quem estava (no caso o Spewpa e o Fletchinder, saindo o Spewpa e etc.), como você pode batalhar com Aquarius mesmo sendo um Pokémon recém-chegado na sua equipe e o fato do sistema do Pokémon alfa ser algo novo para a sua personagem. Não percebi erros, está de parabéns.

Escrita: 5
Enredo: 5
Nota: 10

Ótima

Frillish ganha 3 níveis.
Frillish agora está a nível 19 e aprendeu Recover.
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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Apollo em Qui Jun 07, 2018 12:07 am


Apollo Constanze
( Link dos Dados )

——Fiquei andando por alguns bons minutos sem fazer ou encontrar absolutamente nada, a floresta estava um silêncio fúnebre mesmo que eu soubesse que ali encontravam-se diversos treinadores que também estavam procurando aqueles Pokémon alfa mencionados nas reportagens. Perguntei-me se eu seria recompensado de qualquer forma, pois havia ouvido de uns treinadores mais cedo que eles haviam chegado ao local com um representante do governo, que havia orientado-os o que eles deveriam fazer ali. Eu havia chegado no lugar por conta própria e, de fato, queria receber todas as premiações que eles haviam prometido.  
——Por alguns breves segundos pensei em procurar um daqueles representantes-instrutores, mas pensei que o tempo que eu perderia procurando um eu poderia correr atrás de outros Pokémon, para capturar ou simplesmente enfrentar e continuar com o meu treino intensivo. Assim, retomei minha caminhada por um caminho distinto do que estava tomando anteriormente.
——Deparei-me com uma bifurcação e, para variar, a minha indecisão tomava conta do meu corpo. Para aquela difícil escolha, acabei fechando os olhos e levantando o braço em direção do horizonte. Girei aleatoriamente no meio da estrada e, depois de alguns segundos, parei e apontei em direção do caminho que eu seguiria, optando pela estrada localizada à direita.
——A linda paisagem agora encontrava-se monótona e tediosa para mim, as lindas árvores avermelhadas agora não tratavam de nada além de troncos normais com folhas estranhas de coloração enjoativa, que começavam a lentamente me deixarem com náuseas. Comecei a evitar a olhar diretamente para o topo das árvores, pois não queria desmaiar no meio de um treinamento, assim prossegui a caminhada olhando apenas para o chão.
——Comecei a perceber que algo realmente estranho estava acontecendo ali. O comportamento dos Pokémon estavam estranhos. Eu estava a quase meia hora naquele lugar e, infelizmente, não havia visto muitas espécies perambulando pelo local. Alguma coisa estava obrigando os Pokémon mais fracos permanecerem dentro de suas tocas, procurando refúgio dos mais fortes e daqueles incêndios espontâneos — e alguns nem tantos — que estavam acontecendo por ali. Intrigante.
——Enquanto estava distraído em meus pensamentos, acabei ouvindo uma movimentação suspeita em alguns arbustos. Meus olhos automaticamente acompanharam o local de onde aquele barulho vinha, observando a presença de uma criatura alaranjada e corpulenta. De momento, não consegui identificar de quem ou o quê se tratava, mas logo percebi que era um Pokémon tanto peculiar. Seu corpo era rochoso e, por algum fator desconhecido, ele flutuava enquanto emanava um calor peculiar. Ele parecia não ter notado a minha presença, então aproveitei para puxar o aparelho rubro e coletar algumas informações sobre o Pokémon desconhecido.

Solrock, o Pokémon meteorito. Solrock é um Pokémon encontrado originalmente na região de Hoenn e os cientistas ainda encontram-se estudando o comportamento peculiar deste misterioso Pokémon. — anunciava o aparelho, enquanto mostrava meia dúzia de algumas fotos da criatura em sua interface holográfica. — O poder desse Pokémon tem origem da luz solar e ele pode flutuar silenciosamente no ar.
Interessante. — ponderei. Aquele Pokémon era catalogado como um Pokémon meteorito, então certamente tratava-se de uma criatura vinda do espaço. O quê mais me intrigava era a ausência do tipo fogo em sua tipagem, mas de acordo com o aparelho aquele Pokémon possuía alguns movimentos flamejantes ao seu dispor. — Aquarius, prepare-se para o combate!

——Naquele momento, lancei a esfera bicolor de meu companheiro para o ar, liberando aquela mesma luz intensa esbranquiçada que materializava a criatura azulada no ar. Frillish ainda estava cansado da batalha anterior, mas não parecia cansado o suficiente para desistir de mais uma batalha. Mesmo com toda aquela barulheira, Solrock parecia ainda não ter notado a nossa presença. — Ok... Se ele quer fingir que não estamos aqui, que seja. Vamos começar com um mero Recover para você recuperar suas energias gastas no combate anterior e, em seguida, vamos partir para a ofensiva com o seu Night Shade! — vociferei.

——O corpo de Frillish começava a brilhar intensamente em uma coloração esverdeada, recuperando os ferimentos que Fletchinder havia causado no combate anteriormente travado. Mesmo sendo um movimento recém-aprendido, Frillish parecia já possuir certa maestria ao executá-lo, revitalizando suas energias por completo. Solrock ainda assim não parecia importar para a nossa presença, mantendo-se parado observando o vazio.
——Aquarius parecia estar incomodado com o fato de seu oponente não dar-lhe a devida atenção, ficando levemente furioso com a atitude de seu adversário. Assim, seu olhos começaram a brilhar naquele mesmo tom roseado que eu já havia visto, emanando pequenos anéis arroxeados de seus tentáculos ondulosos. Naquele momento, a criatura rochosa evaporava de sua posição, materializando-se quase que instantaneamente por detrás de Frillish e atacando intensamente com uma espiral de fogo que empurrava o corpo da criatura azulada para o solo.
——Mesmo que o movimento não fosse efetivo, era notável que tanto eu quanto Aquarius estávamos chocados com a situação. A movimentação repentina de Solrock havia nos deixado surpreso e sua agilidade para locomover-se de um canto para o outro havia sido impressionante. O movimento de fogo prendia Aquarius em uma espiral de fogo que, gradualmente, aparecia no campo de batalha e queimava a corpórea azulada de meu companheiro.

Isso foi surpreendente... Aquarius, nosso oponente será mais desafiador que Fletchinder, podemos ter certeza disto! Então vamos tomar muito cuidado e seremos cautelosos nesse combate. — disse e Aquarius parecia concordar comigo, olhando diretamente para mim no aguardo de novos comandos. — Vamos começar utilizando o seu Water Sport novamente, faça questão de dissipar essa espiral de fogo com a água! Em sequência, recupere-se utilizando o Absorb!

——Assim como na batalha anterior, o Water Sport viria a calhar. De fato aquele movimento que era visto por muitos treinadores como algo inútil, parecia ser algo extremamente versátil e que poderia ser utilizado de diversas formas em uma batalha, o essencial era saber como transformá-lo em algo útil. Frillish produzia aquela pequena esfera transparente dentre seus dois tentáculos, disparando diversas correntes de água pelo solo que acabam por dissipar o efeito daquela espiral flamejante. Solrock não perdeu tempo, rotacionando rapidamente o seu corpo enquanto os seus olhos brilhavam em um intenso tom roxo, produzindo longas correntes feitas de energia que rodeavam todo o corpo de Aquarius. Aquele movimento, Embargo, impediria que Aquarius utilizasse itens e afins, mas eu não precisaria destes para vencer o combate.
——A batalha prosseguiu como o esperado e, meu companheiro, seguia com o segundo movimento solicitado. O seu corpo era envolto por uma aura avermelhada, liberando pequenas esferas de mesma cor pelos ares e fazendo com que as mesmas prendessem no corpo robusto do Pokémon flutuante. As esferas agiam como pequenos receptores de energia, nas quais drenavam a energia vital de Solrock e transferiam-na para Frillish, revitalizando-o.

Não vamos perder tempo, Aquarius! Ataque diretamente agora com o seu BubbleBeam e não hesite em acompanhar os movimentos de Solrock, aponte diretamente para aonde ele está e para aonde ele pode ir!

——Materializando novamente aquela pequena esfera em sua mão, Solrock era banhado com uma corrente violenta de bolhas que explodiam em seu corpo-face, empurrando-o para trás e fazendo com que sua silhueta corpulenta colidisse com o tronco de uma árvore. O tronco parecia resistir, mas algumas folhas e galhos acabavam por cair no solo do campo de batalha. Naquele momento havia tido uma ideia e, daquela forma, tornaria a batalha mais fácil e minha vitória poderia brilhar mais cedo.
——Solrock, novamente, não parecia deixar que um mero ataque abalasse-o, mesmo que o movimento causasse danos extremamente efetivos para si. O Pokémon não emitia nenhum som enquanto movia-se, tornando ainda mais difícil identificar aonde ele poderia surgir. O Pokémon então resolvia flutuar rapidamente por todo o campo de batalha, modificando a sua posição cada vez que Aquarius tentava acertar a segunda rajada de bolhas em si, fazendo com que meu companheiro falhasse miseravelmente em sua tentativa de causa dano naquele turno. Enquanto rodeava o campo de batalha, os seus olhos brilhavam intensamente em diversas tonalidades em pouco tempo, disparando um feixe de energia multicolorido que colidia contra o corpo azulado do Pokémon fantasma.

Hm... — mais uma vez um Pokémon com um comportamento estranho. Eu conseguia sentir uma estranha aura vindo diretamente de Solrock, mesmo que o Pokémon não se expressasse devidamente. Alguma coisa parecia motivar ele a continuar batalhando, mesmo depois de movimentos tão efetivos. Óbvio que todos Pokémon eram motivados à continuar batalhando após entrar em um combate, mas de certa forma eu sentia que Solrock portava-se diferente perante aquele combate. — Aquarius, mais um Recover e aí em seguida vamos atacar com o Night Shade, mas de forma diferente! Espalhe os seus anéis por todo o campo de batalha e não foque-se em um ponto único. Solrock não ficará imóvel no campo esperando que você acerte-o!

——Eu poderia simplesmente pedir para que Aquarius utilizasse a estratégia que eu havia pensado, mas antes gostaria de explorar o máximo possível os limites dos movimentos de meu companheiro e a força de vontade de meu adversário. Meu objetivo, caso a batalha acabasse desandando dos trilhos que eu gostaria de tomar, era prender Solrock em algum tronco de uma árvore. Como? Simples! Os espinhos rochosos espalhados em seu corpo eram ótimas estacas que poderiam ser enfiadas facilmente no tronco de qualquer árvore, transformando-o em um alvo fácil para o movimento de bolhas. Mesmo assim, eu queria testar Aquarius ao máximo, assim como Solrock.
——Enquanto eu estava perdido em meus pensamentos, o corpo de Frillish foi novamente envolto por aquela coloração esverdeada permitindo que seus ferimentos fossem totalmente curados. Sendo assim, Solrock prosseguiu movimentando-se novamente de um lado para o outro no campo de batalha, disparando repetidamente aqueles feixes multicoloridos contra o corpo azulado de Aquarius. O movimento psíquico não era tão efetivo, mas causava danos leves contra o meu parceiro.
——Fechando os seus olhos, Aquarius começava então a por em prática o quê eu havia solicitado. Night Shade era um movimento efetivo contra o Pokémon psíquico e, caso tudo ocorresse como planejado, Solrock estaria exausto de batalhar após tantos movimentos efetivos contra si. O corpo da criatura fantasmagórica era mais uma vez envolto por aquela estranha aura rosada, produzindo diversos anéis roxos em volta de seu corpo. Eu conseguia ver o esforço de Frillish estava tendo para tentar controlar os anéis por todo o campo de batalha, afinal era muito mais fácil focar apenas em um ponto fixo do que atacar em diversos pontos distintos. Mesmo assim, Frillish conseguia executar com êxito o solicitado, acertando cinco anéis em Solrock, que ainda flutuava aleatoriamente pelo campo de batalha.
——O impacto causado pelos anéis contra o corpo de Solrock acabava produzindo uma pequena explosão, que acabava por criar uma densa fumaça em campo. Eu esperava que aquilo havia sido o suficiente para derrotá-lo.
——Mas eu estava errado.
——Em poucos segundos a fumaça dissipou-se, revelando que Solrock ainda mantinha-se intacto, como se não houvesse recebido quaisquer dano o combate inteiro. A criatura mantinha o seu olhar frio fixado em mim e em Aquarius. Eu senti uma estranha sensação emanando daquela criatura, aquela mesma sensação que eu havia sentido quando havia batalhado contra Fletchinder. Aquele Pokémon facilmente poderia se passar por um Pokémon alfa, caso ele possuísse alguma peculiaridade.
——Naquele momento eu me perguntei se eu tinha a capacidade de enfrentar um Pokémon alfa, se aqueles meros Pokémon "comum" estavam causando grandes problemas para mim.

O quê há de errado com você!? — gritei. Naquele momento eu estava fora de mim, estava sendo tomado totalmente pelo desespero. Eu já não sabia mais o quê fazer e até mesmo a minha estratégia de prendê-lo parecia tão simples e vaga naquele momento. Eu não poderia desistir de batalhar contra ele, eu não aceitaria a derrota! Aquarius olhou intensamente para mim e, naquele momento, soube que Aquarius estava me apoiando em qualquer decisão que eu tomasse naquele momento. — C-certo! Não podemos desistir! Eu, Apollo Constanze, não perderei para um mero selvagem! Aquarius, prepare-se! Ataque com o seu BubbleBeam fundindo-o com o seu Absorb e assim crie bolhas que drenaram as energias de Solrock! Concentre-se e tente acompanhá-lo, tentei sentir a corrente de ar quando ele se locomover para tentar localizá-lo!

——Eu estava exigindo muito de Aquarius e, naquelas condições, utilizar dois movimentos simultaneamente poderiam acabar sobrecarregando o meu companheiro, mas ele parecia estar determinado a qualquer coisa para derrotar aquela criatura rochosa possuída por um demônio. Assim, pequenas esferas avermelhadas pairavam pelo ar por alguns breves segundos e logo eram banhadas por bolhas de água que absorviam-nas, obtendo uma tonalidade avermelhada. Solrock movimentava-se rapidamente e parecia preocupado com que as bolhas não tocassem-no, concentrando-se em apenas desviar do movimento em vez de desviar e atacar, como havia feito nos turnos anteriores.
——As bolhas avermelhadas estouravam em tudo que tocavam, fazendo com que alguns estilhaços de madeira e folhas voassem pelos ares. Mesmo com a demora, Solrock acabava sendo pego pelo movimento e era empurrando à metros de distância de onde encontrava-se, acabando por impactar contra o tronco de uma árvore e ficando preso por lá, graças aos seus espinhos rochosos. Acabava que a minha estratégia simples acabava sendo utilizada, mesmo que involuntariamente.
——Mesmo assim, Solrock ainda não havia sido derrotado.
——Naquele momento, notei que Solrock não iria desistir tão fácil do combate e aquilo acabava me deixando ainda mais apreensivo se valeria a pena ou não continuar aquele combate. Assim, puxei rapidamente uma Pokébola vazia do bolso, enquanto a criatura alaranjada ainda tentava escapar de sua prisão temporária. A esfera expandia em minha mão e, feito isso, lançava-a em diretriz da criatura e por meio de um feixe avermelhado, o Pokémon era engolido para dentro do objeto redondo.
——A esfera bicolor tilintava algumas vezes no solo chamuscado, balançando algumas vezes de um lado para o outro. Eu estava apreensivo, pois caso a criatura escapasse eu teria que continuar aquela batalha quase-que-infinita. Para a minha felicidade, o Pokémon acabava por aceitar o seu destino, ficando dentro da Pokébola e assim resultando na captura de um Pokémon que eu particularmente não estava tão interessado.
——Pensar em que Solrock agora estava em meu time me dava calafrios.
——Caminhei até a esfera, apanhando-a no solo e colocando-a em meu cinto. Aquarius estava exausto e ofegante de utilizar tantos movimentos em um intervalo curto de tempo, então assumi que daria-o um descanso merecido, retornando-o para a sua devida Pokébola.

Não posso desistir. — falei comigo mesmo, aquela batalha havia me mostrado o poder que um Pokémon selvagem poderia ter e, de fato, eu ainda precisaria de muito treino caso quisesse enfrentar Morty. Por isso, eu não poderia desistir de encontrar um Pokémon alfa para confrontar!

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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Sammy em Sex Jun 08, 2018 2:59 pm

AVALIAÇÃO
Sua nova aventura foi muito agradável, não posso dizer ao contrário. De qualquer forma, o enredo foi fraco e muito clichê, uma das partes em que eu considero mais importante em uma aventura. Mas em contraparte sua batalha foi bem emocionante me envolvendo do começo ao fim, você tem criatividade para as batalhas e isso é fantástico, tão fantástico quanto o programa que passa nos domingos. Por fim sua nota final é:  

Escrita: 5.0/5.0
Enredo: 3.5/5.0
Nota: 8.5

Muito Bom
Frillish's HP: 60%

Aquarius treinou bastante subindo do Nível 19 ao 21, ganhando assim 2 Níveis. Além desta maravilha, o pequeno fez um novo amigo, um Solrock que está nível 22, a pedra solar está equipada com uma Sun Stone, por conta do Verão...
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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Apollo em Dom Jun 10, 2018 7:58 pm


Apollo Constanze
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———Não iria mentir, as minhas pernas estavam extremamente doloridas de tanto caminhar. Desde o combate contra Solrock, eu me encontrava apenas caminhando sem rumo, esperando que mais algum Pokémon aparecesse. Nesse tempo, alguns focos de incêndios surgiam repentinamente, fazendo com que eu e Aquarius ficássemos responsáveis em apagá-los, o quê acabava esgotando nossas energias.
———Era um tanto quanto perigoso sentar em qualquer lugar, visto que ele poderia pegar fogo a qualquer momento, então optei por manter o ritmo da caminhada.
———Eu já estava quase na saída do local, podendo ver com clareza a vegetação avermelhada se extinguindo, fazendo com que todo o cenário fosse dominado com uma vegetação mais esverdeada. De fato, eu já estava perto da rota trinta e três e, consequentemente, mais próximo de Amuse City. Assim, acabei por dar meia volta e assim continuar minha caminhada em uma direção oposta.
———Eu não tinha planos de sair dali tão cedo.
———De repente, notei uma grande quantidade de treinadores movimentando-se de um lugar para o outro, com sorrisos esboçados em seus rostos pálidos e sujos de cinzas. Deduzi que também estavam participando daquele "evento" que estava ocorrendo pela rota e, apenas confirmei minhas hipóteses quando ouvi a conversa de um grupo de treinadoras. Me perguntava o quão fortes eles deveriam ser, já que terminaram os seus afazeres tão rapidamente, enquanto eu ainda não tinha obtido nenhum resultado e tinha derrotado apenas dois selvagens que me geraram diversos problemas.
———Continuei caminhando por uma trilha diferente: terra batida, relva baixa e folhas mortas amarronzadas apodrecendo no solo enriquecido. Pensei que se eu optasse por um caminho por dentro da floresta rubra, poderia ter mais chances de encontrar mais algum Pokémon selvagem.
———Minhas pernas começaram a ficar trêmulas, pois lembrei-me dos acontecimentos anteriores. Solrock estava totalmente fora de si e Fletchinder parecia fazer o mal por puro prazer, mesmo não que não tenha sido o causador do incêndio. Alguma coisa me prendia naquela floresta.
———Essa coisa se chamava curiosidade. Sim, curiosidade. Graças a ela, eu me sentia na obrigação de tentar entender o quê estava acontecendo naquele lugar, o porquê do comportamento tão estranho dos Pokémon ali. Eu não poderia contar com nada além do meu próprio intelecto para resolver aquele mistério.
———Tic... Tac...

O quê foi isso? — parei. Por um breve segundo de tempo eu jurava ter ouvido um barulho semelhante a de um relógio e, infelizmente, eu não sabia a sua origem. Eu parecia um maluco: estava ouvindo coisas e falando sozinho no meio de uma floresta. Eu precisava terminar os meus afazeres ali e sair dali o mais rápido possível, ou teriam que me mandar para um hospício.

———Tic... Tac...
———De novo. Eu não iria encontrar a origem do barulho se não começasse a caminhar. Coloquei o meus pés para funcionarem, seguindo a trilha de terra batida.
———Tic... Tac...
———Tic... Tac...
———Tic... Tac...
———Cada passo que eu dava, o barulho começava a ficar mais intenso. O meu corpo era totalmente tomado pela a angústia, ansiedade e aquela terrível sensação de ter o seu peito esmagado por toneladas de sentimentos. Eu sabia que eu estava fora de mim, esse não era o Apollo que eu conhecia. Os meus pensamentos estavam confuso desde o combate contra Solrock, aonde aquele Pokémon demoníaco havia me deixado totalmente desestabilizado, sem saber o quê estava acontecendo e totalmente domado pelo desespero.
———Uma tenda.
———Eu estava tão concentrado em meus pensamentos que não havia notado que finalmente havia chegado ao meu destino. Uma pequena tenda havia sido montada em uma clareira e uma velha estava sentada em frente a uma fogueira. Os seus cabelos grisalhos estavam totalmente bagunçados, jogados para trás graças a uma bandana cor-de-rosa, surrada terra. A idade já marcava suas feições, fazendo com que diversas rugas deixassem-na parecida com uma ameixa seca. A mulher estava distraída consertando mais de duas dúzias de relógios e agora estava explicado o porquê daquele som angustiante.

Apollo Constanze... Entendo! Entre, entre, mas não pise no círculos de arroz! Não deixe os espíritos ruins entrarem. — aquela velha acabava me pegando de surpresa. Como ela sabia meu nome? E ainda mais, como havia notado que eu estava lá sem ao menos olhar no meu rosto.

———Quando percebi de fato havia uma círculo de arroz que rodeava toda a clareira. Atravessei o círculo com um pulo, ficando em pé, frente a frente daquela mulher. — Sente-se, sente! — solicitou. Sem muita cortesia, sentei-me em cima da relva baixa e estiquei os meus pés. Eu estava cansado então aquele convite era, de certa forma, conveniente.

Como você sabe meu nome? Ér... Velha dos relógios? — perguntei.
Hahaha! Velha dos relógios? Não seja tolo, meu nome é Elenor! — ela disse, rindo o mais alto que podia e esboçando em seu rosto um sorriso amarelado e desdentado. — Eu conheço todos, meu amor! Brincadeira... Eu estava em busca de um pouco mais de lenha quando vi você batalhando contra o Solrock. Você estava tomado pela a adrenalina e nem notou minha presença quando gritou o seu nome para os sete ventos.
Ah... Entendo. O quê uma velh-- Uma pessoa de idade como você está fazendo no meio de uma floresta perigosa como essa? — ela acabava por me oferecer um pouco de água que estava depositada em um cantil de madeira envernizada e sem demora, me deliciei com alguns goles. — Você viu os noticiários, né? Está rolando alguns incêndios repentinos por aqui.
Eu não vejo televisão, jovem! Tenho muitos princípios e um deles é que não vou deixar a mídia televisiva me manipular! Haha! Mas respondendo a sua pergunta... Estou ciente sim dos problemas que cercam esse local. — ela parava, deixando o seu último relógio de lado. O seu dedo enrugado apertava o pequeno botão no relógio, fazendo com que o mesmo começasse a fazer aquele barulho: Tic Tac. Depois de alguns segundos em funcionamento, a velha Elenor desligava o aparelho. — Eu sei de tudo que ocorre em Aurille, estou sempre muito atenta às vibrações boas e ruins desse lugar. É um lugar muito bom para morar! Poucas coisas acorrem por aqui, mas quando elas ocorrem... São emocionantes!
Você não respondeu a minha outra pergunta.
Alguns me chamam de nômade dos relógios, louca dos relógios, velha do tempo... Ou simplesmente uma fofoqueira aposentada sem nada para fazer! Hahaha! Eu sempre estou contando o tempo até o próximo acontecimento a cerca da região, por isso devo sempre andar com meus relógios... Preciso controlar meu tempo. — eu já estava ficando com medo daquela mulher, tudo que ela falava não parecia ter muito sentido. Ela havia sido convidativa e não seria muito educado eu simplesmente dar meia volta, então apenas me aproveitei do momento para relaxar e beber de toda a água que ela havia me dado.
Bem... — eu procurava as palavras exatas para falar, afinal eu não estava me sentindo tão confortável perto daquela velha maluca dos relógios. — Qual é desse lance de círculo de arroz?
Oh! Pensei que todos os jovens de hoje em dia sabiam disso... Enfim, tem uma energia negativa fluindo nesse lugar e creio que seja por isso que esses Pokémon estejam agindo assim! O círculo é pra manter os espíritos ruins bem longe daqui e por isso estou segura dos focos de incêndio!

———Cada loucura que aquela mulher falava deixava-me ainda mais confuso, mas de certa forma, eu acreditava que ela estivesse louca. Ela parecia estar sã e tudo que falava me parecia coerente, apesar de ser totalmente estranha e parecer ter alguns parafusos a menos. Naquele momento, soube que estava seguro e poderia descansar um pouco ali, então resolvi soltar todos os meus queridos companheiros para aproveitarem um minuto de descanso comigo e com aquela velha pirada.
———Ficamos ali por alguns minutos, fazendo absolutamente nada. Léo banhava-se com a luz do sol, deitado de barriga para cima e parecendo gostar daquele clima veranil; Virgo e Aquarius pareciam estar se divertindo brincando de tiro ao alvo, tendo a Pokémon gramínea lançando um bocado de folhas cortantes para o alto, enquanto Aquarius deveria tentar acertá-las no ar com sua rajada de bolhas. Era interessante, pois mesmo que fosse uma brincadeira, eles estavam de certa forma treinando.
———Já eu e a velha? Estávamos quietos. Eu não queria conversar.

Meu círculo de arroz!

———O silêncio era quebrado quando a velha levantava subitamente, correndo de forma manca em direção da área de Virgo e Aquarius estavam brincando. Possivelmente, quando eu estava distraído, eles acabaram obstruindo o círculo com aquela chuva de movimentos. A velha parecia desesperada e naquele momento, pude ver que ela não estava mentindo.
———Com o círculo quebrado, diversas sombras começaram a entrar na clareira que estávamos. Aquilo parecia surreal, mas de fato estava acontecendo. Aqueles deviam ser os espíritos mencionados por ela e eu estava boquiaberto. As sombras pairavam sobre nossas cabeças, fazendo alguns flashes de luzes repentinos por alguns breves minutos, antes que elas dissipassem-se por completo.

Vocês devem se retirar agora mesmo! Vocês estragaram meu ponto seguro, saiam! — e em um piscar de olhos a velha foi interrompida por uma bola de fogo que explodia em sua cara, empurrando-a para trás. Não me contive e corri até ela, mas apesar de inconsciente e com o rosto queimado, parecia bem.
Aquarius, Bubble Beam em seja quem for o causador disto! — disse, mas tanto ele quanto Virgo estavam em paralisados de medo, provavelmente causado por aqueles espíritos. — Argh... Léo! — gritei, despertando o meu pequenino de seu sono pesado. — Ótimo! Encontre o seu adversário e ataque com um duplo Headbutt!

———Eu segurava a velha em meus braços e, infelizmente, não havia grandes coisas que eu poderia fazer no momento. A queimadura em seu rosto parecia ter sido grave, porém acreditava que ela ficaria bem. O único problema era a sua idade, mas se aquela mulher idosa conseguia ter força de vontade para viajar toda a região, eu tinha certeza que ela seria forte o suficiente. Com a Pokédex em mãos, apontei em diretriz da origem do fogo, visando identificar a criatura que se escondia dentre os arbustos.
———O aparelho rubro me informava que tratava-se de uma Vulpix, criatura originária da região de Kanto. Léo não perdia tempo em correr em diretriz do ponto de partida da bola de fogo, impactando sua cabeça contra o arbusto. A raposa era ágil o suficiente para desviar com um único pulo, caindo no chão sobre suas quatro patas peludas.
———Trocamos olhares e pude sentir aquela mesma insanidade vinda de Solrock. De fato, algo estava acontecendo ali e a velha parecia estar certa. Aqueles espíritos com certeza haviam feito alguma coisa com não apenas com aquele Vulpix, mas como todos os Pokémon da floresta.
———Aquarius e Virgo seriam inúteis naquele combate se continuassem naquele estado de transe, então acabei retornando-os para suas devidas Pokébolas. Léo novamente tentava atacar o seu adversário com uma cabeçada, porém o mesmo desviava batendo a sua cauda volumosa contra a cabeça de Léo, utilizando-a como impulso para desviar do movimento de meu parceiro. Vulpix sentia aquela mesma sede de combate que Solrock e isso, de fato, me preocupava. Afinal, não estava nenhum pouco afim de ter que capturar aquela raposa apenas para acalmá-la.
———Ao pousar novamente no chão, Vulpix abria a sua pequena boca deixando os seus pequeninos caninos expostos, enquanto materializava uma pequena nuvem de labaredas. O movimento flamejante explodia na pelugem amarronzada de meu companheiro felino, causando pouco dano.

Ela é rápida... — ponderei. Eu poderia ter problemas naquele combate e não poderia deixar a guarda baixa, mesmo que Léo estivesse de igual para igual contra aquela Pokémon raposa de fogo. — Léo, não vamos ganhar tão cedo se continuarmos atacando sem usar a cabeça, então vamos preparar o terreno com o seu Work Up! Utilize-o duas vezes!

———A velha começava a roncar em meus braços e isso só confirmava que ela estava bem, então puxei algumas de suas bolsas e a fiz deitar-se sobre elas, levantando-me.
———O corpo de Léo era tomado por um brilho avermelhado que aumentava o seu corpo lentamente, fazendo com que seu poder físico e especial fossem aumentados. Vulpix não esperou para que o movimento terminasse de ser executado para atacar, lançando feixes multicoloridos de seus olhos. Confuse Ray. Por sorte, Léo conseguia rolar para o lado e desviar do movimento ou estaríamos em maus lençóis.
———Aquele brilho avermelhado voltava a tomar conta do corpo de Léo, fazendo com que o brilho intenso aumentasse o seu poder mais uma vez. Daquela forma, quaisquer movimentos que Léo acertasse na raposinha avermelhada causasse danos preocupantes contra a criatura e isso me deixaria mais próximo da vitória. Se Vulpix não pensasse em nada, ela seria derrotada facilmente. Ou pelo menos eu acreditava nisso.
———Léo era atingido novamente por outra chuva de brasas.

Léo, agora vá para cima com tudo que você tem! Ataque com um Headbutt diretamente! Caso ela tente pular e desviar de novo, utilize suas pernas para pegar impulso e segui-la enquanto ela ainda estiver nos ares!

———Seria difícil escapar de Léo naquelas condições. O seu corpo pequeno estava bombado e o pequeno leãozinho parecia ter tomado algumas boas doses de asteroides, mas era apenas o efeito que aquele movimento causava ao seu corpo. A sua cabeça tentava impactar contra o corpo da raposa, que mais uma vez pulava delicadamente para os ares. Como solicitado, Léo transferia toda a sua força para sua patas, pulando rapidamente em direção de Vulpix e acompanhando-a no ar.
———Finalmente, Vulpix era lançada para mais alto ainda quando a cabeça de Léo colidia contra a região torácica da raposa, fazendo com que um estalo pudesse ser ouvido e que a raposa acabasse soltando um urro de dor. Naquele momento, sabia que Litleo havia exagerado um pouco e o dano causado em Vulpix havia sido quase-que-letal.
———Ambos pousava no solo e eu pude notar que as pernas de Vulpix estavam trêmulas. Ela esforçava-se para se manter de pé, cambaleando alguns passos para frente enquanto recuperava fôlego para continuar batalhando. Ela firmava o seu olhar em Léo, correndo em diretriz do felino enquanto todo o seu corpo era envolto por uma energia negra, acertando uma investida poderosa contra o pequenino. De acordo com a Pokédex, tratava-se de um Payback.

Ela não vai aguentar por muito mais tempo, finalize com mais um Headbutt duplo! — gritei.

———Vulpix estava muito incapacitada para tentar desviar do movimento com mais um pulo, visto que não estava conseguindo nem mesmo se manter de pé. Assim, optou por atacar diretamente fazendo com que o seu corpo novamente fosse envolto daquela mesma aura sombria. Os dois corpos se colidiam no centro do campo de batalha, empurrando ambos os Pokémon para metros atrás.
———Léo levantou-se sem grandes dificuldades, enquanto a Vulpix encontrava-se inconsciente. Aquelas sombras estranhas saiam de dentro do seu corpo e aquilo parecia ser o grande problema, o motivo dela estar agindo de forma tão agressiva.

• • •

———Faziam por volta dos dez minutos desde que Léo havia derrotado a Vulpix. A pequenina acordou tonta e confusa, não parecia entender o porquê de estar no meio daquela confusão, correndo apressadamente para dentro da mata avermelhada. Léo havia tido um resultado incrível no combate, mas eu não estava surpreso, sabia que sempre podia contar com ele.
———Virei-me para aonde a velha estava, mas para a minha surpresa ela já não estava mais aonde eu havia deixado-a. Suas coisas também haviam sumido e a única coisa que fazia-me ter certeza que eu não estava ficando louco era um relógio de ouro no centro da clareira com um bilhete escrito com uma tinta azul espessa.
"Tudo em seu tempo, Apollo Constanze.
Tenho certeza que nos veremos logo, logo.
- Velha dos Relógios, Elenor Christine."

———Eu não entendia nada do quê tinha acontecido ali, mas aquele encontro com aquela velha misteriosa claramente havia me ajudado a entender um pouco mais do que estava acontecendo na floresta chamuscada e com certeza eu ainda não havia terminado a minha tarefa naquele lugar. Apanhei o relógio dourado deixado pela velha e guardei em minha mochila, como uma lembrança deixada pela a anciã.
———Assim, retomei a minha caminhada pela rota trinta e quatro.

Route 34 | Verão | 09:30

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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Sammy em Dom Jun 10, 2018 9:22 pm

AVALIAÇÃO
Oie! Sua nova aventura foi muito emocionante e divertida, me envolvendo bastante do começo ao fim. Você finalmente criou um enredo épico que é digno de meu ótimo. Por fim, sua nota é:

Escrita: 5.0/5.0
Enredo: 5./5.0
Nota: 10

Ótimo
Frillish's HP: 60%
Litleo's HP: 30%

Leo treinou com bastante passando do Nível 24 ao 27. Virgo se divertiu nessa rota recebendo 4 de Happiness.
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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Apollo em Dom Jun 24, 2018 5:28 pm


Apollo Constanze
——Após aquele estranho encontro com aquela velha doidona dos relógios, continuei minha caminhada sendo acompanhado por Léo.
——Estávamos completamente exaustos, estávamos andando desde as oito horas da manhã e não aguentávamos mais os nossos próprios pés — ou patas — e o pior de tudo é que não tínhamos planos de retornar para a cidade de Miskin. Lembrei-me que havia visto no noticiário que a famosa Beach Party estava acontecendo na cidade do lado, a litorânea Riviera Monsoon e meu objetivo era ir para lá o mais rápido possível.
——Assim, acabei retornando ao caminho que estávamos tomando. Seguimos por uma trilha de terra batida dentre as árvores robustas de folhas rubras. Notei que Léo estava tão cansado que acabei pegando-o em meus braços e assim prosseguimos a caminhada.
——Aquele lugar era muito perigoso para que eu pudesse ficar sozinho.
——Por alguns breves minutos a calmaria tomou conta do lugar. Senti, mesmo que por pouco tempo, que estávamos seguros. Os selvagens que ali viviam pareciam finalmente em paz e pude notar até uma pequena família de Scatterbug que lanchavam uma porção de suculentas frutas.
——Eu sabia que aquele cenário sereno poderia ser destruído a qualquer minuto. Ponderei por alguns breves segundos sobre o quê havia acontecido ali desde que eu havia chegado no local e, não iria mentir, o encontro com aquela velhota havia me ajudado bastante a entender tudo. Aquelas estranhas sombras que adentraram o local pareciam ser os grandes causadores daquele caos todo.
——Uma possessão demoníaca, talvez?

• • •

——Andamos pela mesma trilha de terra batida pro aproximadamente trinta minutos. Aquele lugar estava me dando nos nervos, era tão monótono. O cenário escarlate só mudava quando passávamos por locais que haviam sido afetados pelas chamas enfurecidas, deixando apenas cinzas e vidas destruídas em seu lugar.
——Assim acabávamos chegando em lugar que, aparentemente, havia sido queimado a poucos minutos atrás.
——Léo pulou subitamente de meus braços, pisando delicadamente sobre as cinzas já apagadas e farejando com o seu focinho. O fedor do local era terrível, parecia que algo havia morrido ali ou pelo menos alguma coisa muito fétida havia pego fogo. Os troncos apodrecidos e queimados caíam lentamente ainda, dedurando que o local havia sido incendiado ainda recentemente.
——O pequeno leãozinho caminhava até um punhado de cinzas, assoprando lentamente e empurrando-as para longe. Ali, acabamos por notar um corpo pequeno totalmente incendiado. Pude notar que era um pequeno Spewpa e infelizmente ele era apenas mais uma vítima daquela tragédia natural.
——Não podia deixar o pequenino ali, daquela forma, esperar que ele virasse apenas estatística para ser contabilizado depois. Agarrei-o nos meus braços, com esperanças que ainda estivesse vivo. O pequenino abriu os seus olhos lentamente e só pude notar uma lágrima escorrendo de seu rosto, enquanto sentia sua vida esvaindo de seu próprio corpo. Larguei-o no chão e, tristemente, tive que observar aquele pequenino morrer.
——Levantei-me, mesmo que aquela situação fosse muito triste, eu não poderia perder tempo ali. Não pude ajudá-lo, não havia chegado a tempo. A única coisa que eu poderia fazer era encontrar o causador daquilo tudo e tentar por um fim no caos que se alastrava por toda a rota trinta e quatro.
——Prosseguimos com a viagem.
——Léo estava cabisbaixo, talvez o pequenino nunca tivesse visto um outro Pokémon morrendo. De fato, não lembrava ter presenciado uma morte quando éramos pequenos.
——Mais uma vez fiquei perdido em meus pensamentos e nem percebi que já estávamos alguns metros de distancia do pequeno Spewpa. Continuávamos seguindo a caminhada por uma trilha de terra batida, porém eu sentia uma sensação extremamente estranha vindo daquela direção.
——Noroeste.
——Meus pés começaram a se mexer instintivamente, por um breve momento havia pensado que havia perdido o controle do meu corpo, mas era apenas alguma coisa dentro de mim dizendo que o caminho correto a seguir era por ali. Léo começou a me acompanhar utilizando os próprios pés e então...
——Uma clareira.
——Observei atentamente todos os cantos e não notei nada de diferente naquele lugar com exceção daquele enorme totem de coloração azulada no meio da clareira. Aproximei-me lentamente do totem, analisando-o com atenção enquanto Léo utilizava o seu focinho para identificá-lo. Afinal, era muito estranho uma coisa enorme daquele porte estar no meio da floresta e por algum motivo eu sentia que aquilo não pertencia a aquele lugar.
——O totem parecia ter sido feito a muito tempo, tendo uma belíssima pintura que dava-lhe a impressão de ser algo de fato vivo. A coloração azul era fosca e seu corpo oval era destacado por detalhes mais claros e por grandes olhos brancos. A única coisa diferente em sua palheta de cores eram sobrancelhas extremamente grossas de coloração amarelada.
——Naquele mesmo instante, uma brisa leve brisa cortava o ar, sendo o suficiente para soltar algumas folhas dos galhos mais baixos das árvores. As folhas avermelhadas pairavam no ar, caindo lentamente sobre o totem.
——BOOM!
——Nossos corpos eram jogados com extrema força para trás, repentinamente. Minhas costas batiam contra o tronco de uma árvore e não demoraria muito para que eu ficasse paraplégico, creio eu. — Merda! — xinguei mentalmente, perante a dor insuportável. Em menos de duas horas as minhas costas já tinham colidido com diversas coisas e não demoraria muito para ela não aguentar mais!

Argh... Léo, você tá bem amigão? — procurei o pequenino, que parecia tão confuso quanto eu. Por um instante, pude escutar o barulho de uma explosão, mas nada ali havia. Nenhum sinal de incêndio, nenhum Pokémon por perto. Apenas eu, Léo e aquele totem.

——Bem, pelo menos não tínhamos encostado naquele totem. As folhas haviam sido incineradas em um piscar de olhos.
——Levantei com as mãos em minhas costas, o meu corpo não aguentaria mais um minuto naquele lugar. Por algum motivo, eu sentia que aquela coisa era o causador daquilo tudo.
——Pisquei.

• • •

——Me senti em um novo lugar, mas eu sabia que ainda estava naquela floresta. Procurei Léo desesperadamente mas, infelizmente, não pude encontrá-lo. Tentei me mover, mas não conseguia e ali pude perceber que eu estava fora de mim, parecia um daqueles sonhos — ou geralmente pesadelos — onde você não conseguia acordar até o final do sonho.
——É. Tudo aquilo parecia irreal para mim, mas eu sabia que eu ainda estava acordado.
——A todo instante as árvores pareciam me observar. Senti meus pés tomando controle de todo o meu corpo e, sem que eu os controlasse, começavam a caminhar em diretriz ao totem. Eu tentava controlar os meus passos, mas parecia que quanto mais eu tentava evitá-los, mais rápido eu me movimentava. Era agoniante a sensação de ter seu corpo totalmente dominado e não poder fazer nada para tomar o controle de volta.
——Minha mão foi posta contra a minha vontade na superfície daquele totem estranho e senti o meu corpo todo se esvair. Meu corpo todo era tomado por chamas quentes e, mesmo que eu quisesse gritar com a sensação daquela dor insuportável, a minha voz recusava a sair.
——Senti o calor das brasas corroendo a minha pele e, com queimaduras leves em meu rosto, eu acabei tentando gritar de novo para que alguém pudesse me salvar. Infelizmente, a minha voz não saia de forma alguma, me deixando ainda mais angustiado em sentir aquela sensação horrível de insuficiência.
——Naquele instante, notei a presença de outras criaturas em volta de mim. Eram apenas silhuetas, sombras sem matéria física, mas eu conseguia sentir seus olhares atravessando o meu corpo. Eles sabiam que eu estava sentindo dor e desespero, mas apenas ignoravam. Talvez estivessem com medo da minha presença ali.
——Até eu mesmo sabia que algo de estranho corroía meu corpo de dentro para fora.
——A cada segundo as labaredas ficavam ainda mais próximas do meu corpo. Pé esquerdo. Eu estava dentro das chamas. Pé direito. Todo meu corpo era consumido pelo fogo incandescente. Apesar de tudo, eu não sentia dor, mas sentia que estava me esvaindo.

• • •

——Pisquei.
——Léo estava do meu lado, me olhando com olhares cheios de preocupação. Não conseguia explicar o quê eu havia acabado de sentir, mas eu tinha passado uma experiência totalmente esquisita e dolorida.
——Caí no chão.
——Esfreguei minhas mãos por todos os cantos possíveis de meu corpo, queria me certificar que eu estava bem, mas por incrível que parece eu não havia uma queimadura sequer. Aquela dor, aquela sensação, apesar de ter sido muito real havia sido nada apenas que uma ilusão feita pela minha própria mente.
——Mas por quê?... Por que tive aquela estranha ilusão repentinamente?
——A única explicação plausível era que aquele totem havia feito algo comigo.
——O totem. Ele não estava mais lá.
——Procurei desesperadamente por aquela coisa esquisita no meio da clareira, mas eu estava certo. Ele havia sumido, diante dos meus olhos e parecia que Léo estava tão surpreso quanto eu. Levantei-me rapidamente e, quando percebi, senti aquela estranha sensação de estar sendo observado.
——O campo em volta de mim começa a pegar fogo. As cinzas subiam rapidamente e aquele cheiro horrível de fumaça adentrava em minhas narinas, queimando os meus pulmões. Léo pulava em meu colo, parecia assustado com tudo aquilo e ficávamos observando o cenário em nossa volta pegar fogo. Estávamos sem saída.
——Deslizei minha palma esquerda em direção do meu cinto, apanhando a Pokébola de Aquarius, mas antes que pudesse soltá-lo uma bola de fogo adentrava o círculo de fogo, indo em minha direção. Lancei-me para o lado para que não fosse atingido e, no meio de toda essa confusão, acabei deixando a Pokébola de Frillish cair no chão, caindo bem próxima das chamas que cercavam toda a clareira.
——Léo estava cansado e ferido, eu duvidava muito que ele conseguisse fazer alguma coisa naquele estado, mas só podia contar com ele naquele momento de extrema necessidade. Fiquei atento a qualquer movimentação suspeita e, sem muita demora, uma criatura enorme e corpulenta surgia em meio das chamas.

Léo, não perca tempo! Precisaremos da sua força no máximo, não hesite em usar o seu Work Up e parta para cima com o seu Headbutt! — vociferei, estava apreensivo. Puxei a minha Pokédex para identificar com quem estávamos enfrentando.

——O aparelho rubro indicava-me que estávamos combatendo um Darmanitan, Pokémon originário da região de Unova. Olhei a imagem no ecrã holográfico diversas vezes, pois aquelas fotos eram totalmente diferentes da criatura diante de nós. Era maior, mais corpulenta e seus olhos estavam dominados por uma fúria indomável. Ele emanava aquela mesma aura escura que os Pokémon anteriormente enfrentados emanavam, causando aquela sensação horrível de desespero.
——O corpo de Léo era envolto de um brilho avermelhado, fazendo com que a sua força física e especial fosse drasticamente ampliada.
——Continuei olhando para a imagem exposta no visor holográfico da Pokédex, observando atentamente todos os detalhes. O Darmanitan que estávamos enfrentando além de ser muito maior, tinha os seus pelos escuros, possuindo um aspecto até que sujo.
——Eu estava ciente que estávamos enfrentando um alfa.
——Léo jogava o seu corpo contra o de seu oponente, que interceptava o movimento apenas levantando o seu enorme punho direito, abrindo-o e segurando o pequeno leãozinho a alguns metros de distância. Sem ao menos usar um movimento o ataque de Léo havia sido totalmente interceptado sem ter tido nem a chances de causar um pouco de dano no Pokémon.
——Os olhos daquela criatura refletiam todo o ódio que ela estava sentindo. Na verdade, eu não poderia ter a convicção de dizer que aquilo era ódio, parecia apenas que ela estava fora de controle e ao menos conseguia raciocinar.
——Léo levantou cambaleando, como eu havia dito, ele não teria condições de batalhar.
——Corri rapidamente em direção da Pokébola de Aquarius, apanhando-a bem próxima das chamas que engoliam intensamente tudo que vinham pela frente. Lancei a esfera no ar e, em um piscar de olhos, Aquarius materializava-se no campo de batalha.

Aquarius! Abra uma rota de fuga, não podemos lutar nessas condições! Utilize o BubbleBeam para abrir um espaço dentre o fogo! — gritei.

——Meu corpo de novo era tomado pela adrenalina. Corri até Léo que estava caído inconsciente no chão, apanhando-o em meus braços. O Pokémon fantasmagórico não demorava para materializar aquela pequena esfera translúcida entre seus tentáculos, liberando uma rajada poderosíssima de bolhas que dissipavam um pouco das chamas, permitindo que pudéssemos fugir por ali.
——Aquarius me acompanhava flutuando rapidamente, enquanto éramos seguidos em alta velocidade por aquele símio tomado pela raiva.
——Minhas pernas agiam quase que por vontade própria, querendo me tirar da zona de perigo o mais rápido possível. Eu tentava gritar por ajuda, mas assim como naquela ilusão que havia tido alguns minutos antes, minha voz não conseguia sair. A adrenalina e o medo já tinham tomado conta do meu corpo.
——Léo rosnava de dor em meus braços e eu estava, de certa forma, preocupado com a situação do meu companheiro.
——Não demorou para que chegássemos na trilha cimentada da rota, sim, a trilha principal da floresta. Para minha sorte, o lugar estava vazio! Nenhum treinador, nenhuma alma viva que pudesse me ajudar contra aquela criatura demoníaca.
——Outra bola de fogo cortava o ar, atingindo novamente a vegetação local e fazendo com que outro incêndio surgisse em minha volta.
——Não podíamos escapar.
——Os olhos de Darmanitan eram tomados por um brilho azulado que envolviam o corpo de Frillish em uma aura azulada. — Psychic, droga! — pensei. A corpórea azulada de Aquarius era lançada contra uma árvore e contra a vontade de meu companheiro, ele ficava totalmente preso e incapaz de se movimentar. Com Aquarius e Léo fora de batalha, eu não possuía muitas opções... Virgo possuía uma desvantagem gritante de tipo e colocá-la em campo era suicídio.
——Só me restava ele.
——Minha mão corria novamente em direção ao meu cinto, puxando a última Pokébola que ali havia sido posta. A esfera bicolor abriu-se no ar, produzindo aquele brilho esbranquiçado que em um piscar de olhos, liberava aquela criatura rochosa alaranjada que havia sido capturada mais cedo.
——Solrock. Aquele Pokémon ainda emanava aquela mesma aura negativa que Darmanitan. Os Pokémon trocavam intensamente olhares e, por um momento, pensei que Solrock iria se virar contra mim: uma chuva de rochas materializavam-se em cima de minha cabeça e, se eu não tivesse percebido, havia sido esmagado vivo.
——Mesmo assim, Solrock parecia apenas estar tirando sarro de mim, pois logo em seguida olhou intensamente para mim. Estava esperando minhas ordens.

Muito obrigado pela ajuda, Solrock! Mas não faça isso de novo... Não estamos enfrentando qualquer Pokémon, então peço que seja cauteloso! — Solrock ouvia-me atentamente e Darmanitan continuava com aquele sorriso maníaco no rosto e deixando que a sua sanidade esvaísse. — Aumente a sua defesa física com o Harden e depois prossiga atacando com o seu Psywave!

——As minhas palavras não seriam apenas para motivar Solrock, mas assim também como enchiam os pulmões de Darmanitan com ar e energia o suficiente para prosseguir atacando. A criatura corpulenta se movia agilmente em diretriz de Solrock, usando seus punhos enormes para desferir um poderoso soco embebido em chamas contra a criatura rochosa. Solrock não se abalava com o movimento flamejante, devido ao Harden que havia sido utilizado no exato momento do impacto, reduzindo o dano do movimento não muito efetivo.
——Aquelas mesmas ondas multicoloridas que haviam me causado graves problemas mais cedo impactavam contra o corpo rubro do Pokémon flamejante, empurrando-o para trás. Solrock abria espaço o suficiente para flutuar bem longe dali, garantindo que não fosse atingido por mais movimentos de curto alcance de seu adversário. Mesmo assim, não era o suficiente para impedir que Darmanitan seguisse atacando, no qual utilizava o seu Incinerate para criar uma bola de fogo que pulverizava tudo em sua frente.
——Solrock era atingido em cheio, mas os movimentos de fogo continuavam a serem pouco efetivos contra si.

Ele terá problemas em te atingir se você ficar aí do alto, então vamos continuar atacando daí de cima! Solrock, uma chuva dupla de Rock Slide em cima dele agora mesmo!

——Sem hesitar um minuto sequer, Solrock produzia diversas rochas em cima do campo de batalha. As rochas começavam a cair assim que Solrock piscava os seus olhos e Darmanitan não perdia tempo para pular feito o macaco que era para desviar dos pedregulhos pontiagudos. Mesmo que não tivesse acertado uma rocha sequer, o campo de batalha havia sido totalmente danificado e dificultaria a movimentação de Darmanitan pelo resto da batalha.
——As rochas continuavam a cair incessavelmente e mesmo que o Pokémon possuído usasse toda a sua força e disposição, não poderia escapar do inevitável. Uma rocha iria cair em seu corpo rubro, se não fosse por suas mãos poderosas que seguravam-na no último instante.
——Com um rodopio rápido, o símio lançava o rochedo contra o corpo de Solrock que tentava desviar do próprio movimento, mas falhava miseravelmente.
——Atingido por aquele enorme estilhaço de rocha, Solrock era empurrado com extrema força para trás, mas felizmente o monstrinho passava bem: afinal um movimento rochoso não seria tão efetivo contra si. Assim, percebi que Darmanitan seria um oponente formidável e que não desistiria tão fácil.
——Mas o quê esperar de um alfa, não é mesmo?

Vamos prosseguir com essa mesma chuva de rochas, mais um duplo Rock Slide e não tenha dó de esmagá-lo! — vociferei.

——Aquelas mesmas rochas pontiagudas materializavam-se em volta da corpórea rochosa e arredondada de Solrock, fazendo com que sem demora fossem lançadas contra o corpo do símio que encontrava-se em terra firme. As rochas penetravam a grama com extrema força e não demorava para que o alvo — Darmanitan — fosse atingido pelo movimento rochoso, criando uma jaula de pedra em volta e em cima de si.
——Pude ouvir um urro de dor saindo da pequena tumba de rochas feitas por Solrock, provavelmente o movimento havia causado danos extremos contra o poderoso alfa de fogo.
——Utilizando seus poderosos punhos para executar o seu Hammer Arm, Darmanitan não demorou para escapar de sua prisão de rochas. Os seus poderosos socos atingiam a estrutura da construção arcaica construída por Solrock, fazendo com que um estrondoso som ecoasse floresta adentro.
——Os pilares de pedra explodiam em diversos fragmentos menores que espalhavam-se por todo o campo. Fiquei frustado até perceber que os fragmentos ainda poderiam me ajudar em combate, visto que desempenhariam um papel bastante parecido com o movimento Stealth Rock: poderiam machucar Darmanitan caso ele pisasse, mas era apenas uma probabilidade improvável.
——Antes mesmo que Darmanitan pudesse reagir ou escapar com êxito, diversas outras pedras já voavam em sua direção. O pedregulho caía diretamente contra o corpo peludo da criatura, fazendo com que a força exercida contra si lançasse-o contra o chão.
——BOOM!
——De novo, fui jogado para trás por uma repentina explosão. Dessa vez, felizmente, eu estava de pé e minhas costas estavam salvas de qualquer machucado. Uma densa fumaça tomava conta do campo de batalha e tudo aquilo era muito estranho, eu apenas me perguntava o porquê daquela explosão e o daquela fumaça... Nosso adversário não havia usado um movimento sequer e o movimento rochoso — Rock Slide — não poderia causar algo daquela proporção.
——Não demorou para que toda a fumaça dissipasse-se e no centro daquele caos inteiro Darmanitan havia sumido e em seu lugar...
——Aquele totem.
——Apontei a Pokédex com pressa para aquilo, agora tudo fazia sentido. O aparelho me dizia que aquela era uma forma alternativa de Darmanitan causado por uma de suas habilidades ocultas, trazendo o tipo psíquico para si.
——Diferente da primeira vez, o totem era envolto por uma aura arroxeada e antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, aquela aura explodia e expandia-se por todo o campo de batalha.
——Pisquei.

• • •

——De novo aquela sensação. Não demorou para que eu percebesse que estava naquela mesma ilusão anteriormente, mas agora tudo fazia sentido. Darmanitan que estava causando aquelas ilusões enquanto estava naquele modo, visto que possuía poderes psíquicos.
——Apesar de tudo, eu desta vez possuía controle sobre meu corpo. De novo estava sozinho e não conseguia encontrar Solrock em lugar nenhum. O cenário continuava o mesmo: estávamos ainda na floresta avermelhada da rota trinta e quatro, porem aparentemente havia apenas um único caminho para ser seguido: uma trilha de terra batida com pouca vegetação.
——Os meus passos me levavam ate uma clareira onde com clareza poderia identificar Darmanitan que dormia tranquilamente. Diversos Pokemon menores rodeavam-no com sorrisos pálidos no rosto e não demonstravam medo da criatura monstruosa... Estranho.
——Em um piscar de olhos todo o cenário mudava: aquela linda cena pacifica mudava para um completo caos. O céu escurecia e toda a vegetação era queimada em instantes, fazendo com que todos os Pokemon ali presentes ficassem confusos e desesperados. Darmanitan acordava de seu sono profundo, apanhando as pequenas criaturas com suas mãos fortes e tirando-os dali.
——Continuei acompanhando Darmanitan ate que o pior acontecesse; aquelas mesmas sombras diabólicas tomavam rodeavam o seu corpo robusto. Sim, aquelas mesmas sombras que eu havia presenciado enquanto estava com a doida dos relógios. As sombras entravam em seu corpo, mudavam sua pele e em instantes aquele simpático Darmanitan que havia ajudado os seus companheiros estava fora de si. Totalmente dominado por aquilo.
——Possessão.
——Naquele mesmo instante, o Darmanitan ilusório olhava diretamente para os meus olhos com um sorriso sádico e assustador esboçado em seu rosto. Com passos rápidos, a criatura corria em minha direção e pulava para cima de mim.

• • •

——Pisquei.
——O meu coração estava acelerado, apesar de ser apenas uma mera ilusão, aquela sensação era horrível e tudo ali vivenciado parecia tão real.
——A criatura imóvel parecia tão viva quanto sua forma anterior. Movia-se sem mover um músculo sequer, utilizando apenas os seus estranhos poderes psíquicos para se locomover. O corpo de Solrock era envolto por aquela mesma azul que prendia Aquarius contra o tronco de uma árvore, porem apenas utilizava o movimento psíquico para jogar o Pokemon rochoso à metros de distância.

Solrock, não podemos pegar leve com o Darmanitan! Eu já entendi o porquê dele e os outros Pokemon desta floresta estarem assim! Temos que dar um jeito de exorcizá-lo ou algo do tipo, então... vamos inicialmente apenas derrotá-lo! — gritei enquanto o Pokemon rochoso tentava se recompor do movimento anterior — Não hesite! Ataque com múltiplos Rock Slides!

——Como ordenado, Solrock materializava diversas rochas que partiam em diretriz do símio, que agora encontrava-se em seu modo zen. A criatura controlava todas as pedras silenciosamente com o mesmo movimento psíquico, lançando-as contra o corpo de Solrock.
——Afim de se defender, Solrock criava mais duas dúzias de rochas que colidiam com as outras anteriormente criadas. Os estilhaços explodiam no ar, fazendo uma chuva de pequenas partículas que voavam por todo o campo de batalha. Acabei tendo que colocar minha mochila frente de meu rosto para não ser atingido.
——Sem hesitar, o meu companheiro rochoso prosseguia com mais uma chuva de rochas. Sem esperar que Darmanitan tivesse uma resposta rápida para pensar em um contra-ataque, Solrock lançava diversas vezes o movimento com o objetivo de soterrar o seu adversário vivo.
——Bingo!
——Com uma grande quantidade pedras indo em sua direção, Darmanitan não era capaz de interceptar todas e acabava sendo soterrado sem a possibilidade de contra-atacar. Solrock continuava atacando impacientemente, fazendo com que o solo abaixo de nossos pés começasse a ficar quebradiço e irregular, visto que as rochas pontiagudas perfuravam a grama verde.

Pode parar... — disse, se continuasse naquele ritmo, Darmanitan poderia acabar morrendo assim como... Aquele pequeno Spewpa, uma das vitimas do incêndio.

——Os movimentos cessavam e o campo de batalha era tomado um silêncio fúnebre.
——Sombras.
——Aquelas mesmas sombras vistas tanto saindo do corpo de Vulpix quanto naquela ilusão terrível saiam da tumba de rochas formada por Solrock. Eu sentia uma sensação horrível vindo daquelas coisas sobrenaturais e, em poucos segundos, elas sumiam no ar como se fossem fumaça.
——Aquarius finalmente conseguia soltar-se da arvore, sinal de que Darmanitan havia sido derrotado.
——Aquilo era um bom sinal, porém ainda tínhamos que ajudar o Darmanitan soterrado.

• • •

——Demoramos alguns longos minutos para retirar todas as pedras do lugar e encontrar o corpo azulado de Darmanitan debaixo das pedras. Felizmente, de acordo com a Pokédex, o seu corpo era duro feito pedra então isso poderia ter colaborado para ter sobrevivido mesmo debaixo de quilos e mais quilos de rochas.

Desculpe-me se te machucamos, mas pelo menos conseguimos tirar seja lá o que for aquilo do seu corpo. — sorri para a criatura, que permanecia inerte e não fazia um barulho sequer. Pelo menos sabia que estava bem, visto que não havia me atacado, então significava que já estava livre daquela estranha possessão. — Bem, vê se você não se mete em mais nenhuma encrenca.

——Despedi-me do Pokémon, que no fim das contas, era apenas mais uma vítima daqueles estranhos acontecimentos da floresta. Me dirigi ate uma tenda no centro da rota, que havia sido rapidamente montada pelos agentes do governo que estavam administrando os feitos dos treinadores na região na ajuda pelo controle das focos de incêndios.
——Reportei tudo que havia vivenciado, em exceção do estranho encontro com a aquela velha maluca, afinal não queria ser taxado como louco. Os agentes acabaram oferecendo ajuda para revigorar as energias dos meus Pokémon e assim o fizeram.
——Recebi alguns prêmios por ter ajudado e, quando tudo havia sido registrado e oficializado, eu estava liberado para prosseguir o rumo da minha viagem.
——Segui em direção da rota trinta e três sem olhar para trás. Mesmo que estivesse extremamente cansado, a minha mente apenas pensava em sair daquela rota.
——E nunca mais voltar.

Route 34 | Verão | 10:00

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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Sammy em Dom Jun 24, 2018 7:02 pm

AVALIAÇÃO
Hey! Que aventura em... Você passou por tanta coisa até chegar aqui, sofreu tanto, lutou tanto, soou tanto e vários outros tantos! Você foi o primeiro a terminar este evento épico, como se sente?

Bem, de qualquer forma, vamos logo para sua avaliação. Sua história foi muito emocionante e chocante ao mesmo tempo, posso também dizer que foi até um pouquinho heroica com aquela batalha sensacional. Eu gosto de postagens longas, tanto de escrevê-las quando de avalia-las, você sabe que eu admiro muito quem batalha por um bom texto e deixa a preguiça de lado criando algo grandioso. Por fim:

Ótimo



Solrock adquiriu 3 níveis indo do Nível 22 ao 25. O pedregulho agora aprendeu Cosmic Power.


Litleo adquiriu 3 níveis indo do Nível 27 ao 30. O leãozinho agora aprendeu Endeavor.


Frillish adquiriu 3 níveis indo do Nível 21 ao 24. O fantasminha agora aprendeu Water Pulse.


Blazikenite
Apollo cooperou com o governou e investigou os acontecimentos em Scorched Florest. Com isto, ele recebeu uma Blazikenite.


TM PWR: ∞
Apollo cooperou com o governou e investigou os acontecimentos em Scorched Florest. Com isto, ele recebeu uma TM de PWR ∞.


Rawst Berries
Apollo cooperou com o governou e investigou os acontecimentos em Scorched Florest. Com isto, ele recebeu cinco Rawst Berries.


TM 11 - Sunny Day
Apollo cooperou com o governou e investigou os acontecimentos em Scorched Florest. Com isto, ele recebeu uma TM 11.

Litleo's HP: 5%
Status: Litleo está muito cansado e com hematomas em seu pelo. O pequeno está muito cansado e está quase entrando em estado de Sleep.

Frillish's HP: 30%
Status: Frillish está ferido, mas ainda consegue se manter em pé.

Solrock's HP: 60%
Status: Solrock também está ferido, mas se mantém indiferente.



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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Hermes em Dom Jun 24, 2018 9:33 pm

Desculpe estar avaliando sem o template, uma exceçãozinha não faz mal, hm? Veja pelo lado bom, ou melhor, ótimo! Devido a sua nota pela batalha contra o Pokémon Alfa lhe será atribuído 3 maravilhosos Itens! Segue o resultado do sorteio:


Deste modo você ganhou:

1x TM Flamethrower;
1x Gardevoirite;
1x TM Focus Blast.

Parabéns!
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Re: IV - Scorched Forest

Mensagem por Sammy em Seg Jun 25, 2018 11:24 am

Rota Finalizada
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Re: IV - Scorched Forest

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