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[Cap.8] — The Bridge

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[Cap.8] — The Bridge

Mensagem por Sammy em Ter Jun 05, 2018 2:51 pm

The Bridge
Uau, quem diria que a rota vinte e um se resumiria em uma grande ponte. Uma construção que era erguida por grandes pedaços de madeira e aço. Ela facilitaria meu caminho em direção a Rota vinte, de qualquer forma eu deveria ser rápida ao mesmo tempo poupando minha energia. Acredito que chegarei em Geonite em alguns dias, resolvendo assim de uma vez por todas minha aventura em busca de fotografias e aventura, mas não pense que esqueci dos problemas de Raticate ou da causa de Lickitung. Elas ainda tinham meu total foco e eles não sairiam de minha cabeça de uma hora para a outra.
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Re: [Cap.8] — The Bridge

Mensagem por Sammy em Sab Jun 09, 2018 3:15 pm

Puppet's Spirit
Era a hora de explorar a grande rota vinte e um e sua imensa ponte. Passava por cima da imensa construção com cuidado, ao mesmo tempo que segurava nas patas de ambos os meus Pokémons, Raticate e Lickitung. Ambos os pokémons aparentavam estar muito felizes com todo o progresso até agora. De qualquer forma, tentávamos nós apressar, até porque não queríamos que a rota se tornasse um incomodo para todos nós.

A densa Taiga poderia ser fria mesmo neste verão, a temperatura iria cair logo quando a noite chegasse. Pisávamos sobre o chão úmido e ao mesmo tempo crocante coberto de folhas, enquanto tentávamos seguir a trilha que planejávamos assim evitando qualquer transtorno. Por fim seguíamos, o caminho que nem mesmo começava, mas Lickitung tornava a reclamar com seus grunhidos e gemidos. Eu realmente estava com dó do meu grande parceiro rosado, mas não poderia parar o caminho, até porque poderia poupa-lo mas em contra parte atrasaria tanto eu quanto Raticate. Não estava em meu planos acampar naquela rota, na verdade, queria sair dali o mais rápido que o possível.

Entre as árvores e arbustos, seguíamos com dificuldade, um atrás do outro, Raticate parava e farejava, assim se distanciava, mas sempre voltava para nós.  Era realmente incrível o quão esperto ele era. Por fim, acabávamos por nós perder dentre a fria floresta, mas para nossa sorte ainda havia bastante luz do sol pela frente. Não entendi o porque da confusão, pensava que o caminho que havia escolhido era o certo. Me sentei sobre uma pedra alta, coloquei minha bolsa ao meu lado e assim recolhi um pequeno mapa da região, o observei com muita atenção, procurando onde havíamos errados. Enquanto tentava devorar o mapa. Lickitung caminhava com bastante calma ao redor da floresta, ele cheirava algumas pequenas flores que encontrava no caminho, era uma atitude realmente fofo e com certeza havia aprendido toda essa fofura comigo mesma. Raticate como de costume, sumia de nossa vista. Na real, não me preocupava tanto, ele era um pokémon esperto e poderia se virar sozinho.

Voltava minha atenção para o mapa em minhas mãos, mas logo em alguns segundos, Raticate voltava até nós, mas muito ofegante e preocupado com algo. Ele vinha em minha direção e agarrava logo meu braço esquerdo, enquanto apontava para um dos vários arbustos em nossa frente. Após um dos vários eventos passado na Rota Vinte e Dois, acreditava em qualquer coisa, sério. Fui sem esforço e rapidez em direção ao que assustava meu querido rato, e para minha surpresa era apenas uma garotinha, até que bem arrumado e com várias marionetes macabras em mão, era estranho. Ela vestia em sua cabeça um laço comprida, além de uma saia rodada vermelha e um corpete negro.  Fui em direção a mesma e com calma falei  -"Ei menina... Está perdido?"- A guria se virou em minha direção e sorriu macabro, então respondeu - "Nunca estou perdida com Manipulador..." - Me afastei ao mesmo tempo que puxei com força Raticate em minha direção -"Pelo sangue de todas as criaturas da terra... Qual é o seu problema?"- Perguntei assustada, enquanto rezava pelo bem meu bem e de meus pokémons.


Aquela estranha garota voltava seu olhar para mim, movia seus braços e pernas de forma estranha, como se fosse uma fantoche ou algo do tipo, ela caminhava com dificuldades em minha direção, ao mesmo tempo pude reparar seus braços rachados e rosto esburacado, com certeza não era uma humana. Já bem próxima de mim, e um tanto quanto contorcida  a garota olhava fixamente para o meu rosto - "Manipulador não gostou de você!" - Ela gritou e seu corpo de madeira tremeu, sem medo coloquei com as mãos sobre o rosto da fantoche e a empurrei para longe, então a provoquei   -"Eu não tenho medo de você bonequinha! Me fala qual é a sua com esses bonecos "- Os olhos do fantoche ficavam sem vida, ela caia sobre o chão de folhas de uma só vez, seu braços ficavam para cima e seu corpo caído desengonçado, era algo assustador.

De repente, uma criatura maligna aparecia por cima da árvores e voava em direção ao fantoche caído, ele olhava em minha direção e de alguma forma conseguia falar tão bem quanto eu mesma - "Saudações humana e rato! Sou Benedito, o Banette... O criador de vidas, o artista após a morte. " - Ele se curvava em minha frente com muito respeito, assustada e quase que imóvel tentava conversar -"M-mas? Que droga?! O que é você?"- Perguntei assustada e fui respondida com uma gargalhada - "Hohoho! De fato, você é uma petulante. Sou um artista, não gostou de minha arte?" -  Ele apontava para boneca caída ao chão, ele flutuava em direção aquela coisa e a incorporava de alguma forma, tomando o controle do corpo de madeira - "Está é Marsha... Minha última criação, linda não é? Era apenas um tronco de madeira, hoje ela é um tronco de madeira e porcelana." - Ele usava o corpo do fantoche como se fosse seu próprio corpo, ele colocava as mãos na cintura e dialogava como uma pessoa real -"Isso é assustador! Você é o que mesmo?"- Ele girava os braços da boneca de forma surreal ao mesmo tempo que abria um sorriso macabro de orelha a orelha - "Você é uma insolente. De qualquer forma preciso de um recipiente, moldar corpos de madeira com estas mãos me incomoda bastante..." - Ele voltava o seu sorriso macabro em minha direção - "Ei garota, poderia me emprestar seu corpo?" -  Olhei de forma debochada para aquele fantoche e então respondi claramente -"Você é louco! Claro que não."- O fantoche olhou sem emoção, então gritou  - "Então, vou toma-lo de você!" - O espírito logo se retirava do corpo de madeira e investia em minha direção, deixando com que a marionete caísse sobre o chão. Raticate não conseguia ser tão rápido, mas com sorte a grande Língua de Lickitung aparecia dentre os arbustos e continha a criatura negra. Lickitung saia do mesmo arbusto juntamente com sua imensa língua, ele carregava em suas mãozinhas algumas flores que sem querer caiam ao chão. Por fim, o espirito se revoltava  - "Que maldito infortúnio! Para atacar uma rainha devo primeiro acabar com seus lacaios, bem que assim seja." - Banette se colocava em uma batalha dois contra um, ele não nós temia, até porque parecia ser bem poderoso. De qualquer forma não tínhamos medo - "Que assim realmente seja! Pessoal se preparem." -

[...]

Banette se alongava e nem mesmo se preocupava com a batalha. Ele flutuava de um lado para o outro rodeando ambos os pokémons, debochando dos seus adversários  - "Que tal uma surpresinha? Uma Shadow Ball de muito grato?" - Ele fazia múltiplos movimentos com sua mão formando entre elas uma grande bola de energia maligna. Sem pensar duas vezes ele lançava a matéria contra seus adversários que nem se quer conseguiam desviar e tomavam toda a dor de uma só vez. - "Galera acorda! Lickitung Lick! O lance para perto de Raticate, e você rato morda!" - O linguarudo fazia o que era ordenado, ele embrulhava o adversário com sua língua e o lançava contra seu próprio aliado, Raticate respondia seu companheiro mordendo Banette causando bastante dor. - "Seus animais!" - O fantasma reclamava ao mesmo tempo que se levantava do chão sujo.

O fantasma estava realmente furioso, voltava a fazer mais movimentos com sua mão, assim formando uma lamina negra de um segundo para o outro  - "Tomem um pouco de Night Shade é gostoso feito chá!" - Ele lançava a faca amaldiçoada contra o rato que logo colocava as mãos sobre o rosto, no entanto, a faca passava por dentro do corpo do rato, era como se ele fosse imune aquilo - "Um do tipo normal! Intrigante!" - O rato gargalhava feliz, talvez ele tivesse evitado uma grande dor - "Aha! Lickitung use Stomp e Raticate morda!" - Lickitung saltava em cima da criatura que desviava com perfeição, em seguida Raticate tentava morde-lo mas o fantasma também desviava.  - "Tolos impuros! Vocês não podem me acertar, não mais!" - Dizia Banette.

Banette olhava em minha direção, ele sorria maleficamente por alguns segundos. - "Criaturas! Olhem para os meus olhos! Vejam meu belo Confuse Ray!" - Dos olhos do fantasma um raio era transmitido e levado em direção aos olhos de Raticate e Lickitung, ambos ficavam confusos com a situação e suas cabeças doíam bastante. O fantasma voava em minha direção  - "N-Não! Mas que..." - A criatura entrava em meu corpo sem minha permissão, algo levantava minha cabeça sem meu consentimento, ao mesmo tempo que sentia meu corpo sendo dominado por algo. Meus pokémons não haviam notado nada, mas se perguntavam onde o oponente estava. A batalha estava encerrada.

[...]

- "Então cavalheiros... Esta dama possui o corpo quase que perfeito, mas não tão perfeito para mim" - Lickitung se irritava profundamente e então respondia - Nhaanha... - Raticate continuava sem entender a estranha confusão. Aquele espírito era um tanto quanto vigarista, como qualquer outro, então ele logo negociava com meus pokémons  - "Este corpo, não me agrada. Mas se me trazerem dois itens, posso livra-la de meu mal." - Sem pensar duas vezes Lickitung aceitava o acordo, ele fechava seus pequenos punhos e olhava para o meu rosto ou melhor nosso rosto sem medo, Raticate fazia o mesmo - "Preciso de Madeira Bruta de Pinheiro Negro, vocês iram encontrar isso próximo daqui e depois uma Flor do Luar que se abre toda noite, há muitas pela Taiga!" - Lickitung ouvia com bastante atenção e seguia para a floresta sem medo, seu parceiro rato o seguia sem medo, ambos estavam prontos para a busca dos itens, mas antes que partissem o espírito deu outro requisito - "Esperem! Leve Marsha com vocês, vou desperte-la deste sono... Mas a tragam intacta, entenderam?" - A estranha garota de madeira se levantava ao mesmo tempo que o fantasma formava alguns movimentos com sua mão, ela se ajoelhou perante o fantasma e então falou - "Manipulador, porque me acordou?" - Ela perguntou com a voz fraca e cansada - "Fique com estes dois pokémons e de olhos neles. Não os perca de vista, Marsha." - A garota concordou - "Certo" - E assim junto das duas criaturas partiu.
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Re: [Cap.8] — The Bridge

Mensagem por Janna em Sab Jun 09, 2018 6:20 pm

AVALIAÇÃO
Você foi uma menina ousada nessa rota, introduzindo uma personagem - espero que recorrente - macabra e bem louca que pode te trazer muitos problemas se bem usada. Estou ansiosa para ver o desfecho da sua história.

Enredo: 5/5
Escrita: 5/5
Total: 10/10
Ótimo


Lickitung sobe ao nível 31. Pode aprender Slam.
Raticate sobe ao nível 28.

HPs: Ambos estão impossibilitados no momento, mas saúde estável.

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Re: [Cap.8] — The Bridge

Mensagem por Sammy em Dom Jun 10, 2018 4:45 pm

Lunar Flower
Era certo que não estava mais em posse de meu corpo, agora estava dominada por completo pelo estranho Banette. Pude senti-lo lendo e relendo meus pensamentos e memórias, ao mesmo tempo que tentava manipular meu cérebro de alguma forma. Ele cantarolava uma sinfonia antiga em meu subconsciente fabricando sonhos e outras imagens tentadoras. Acreditava que ainda estivesse com algum controle, mesmo que seja um misero poro ou um único neurônio, não sabia ao certo, mas evitava pensar em tramoias, até porque ele as descobriria cedo ou tarde. O fantoche se sentava com meu corpo sobre um tronco de árvore, ao mesmo tempo com minhas mãos retirava uma lasca de madeira e a desfiava usando minhas unhas. Eu com certeza não era tão forte a ponto de moldar uma marionete com as próprias mãos, era óbvio que aquela coisa estava não só mudando meu jeito de falar ou agir.


Lickitung e Raticate já haviam partido em busca do tronco de Pinheiro Negro e claro a Flor do Luar. A marionete viva Marsha os acompanhava com passos lentos e desengonçados, cada passo da estranha boneca era um verdadeiro quebra ossos, ela dobrava seus braços e pernas de forma surreal, ao mesmo tempo que gemia a cada movimento. A boneca e os pokémons  subiam colinas e atravessavam arbusto em busca de um dos ingredientes e com certeza estavam todos perdidos. Raticate ainda tentava farejar as árvores ao redor procurando pelo tal Pinheiro Negro juntamente da estranha Marsha que procurava por algum ponto de referencia, enquanto Lickitung colhia várias flores aleatoriamente. O linguarudo literalmente recolhia tudo que vinha no chão até mesmo uma pequena PokéBola que ele nem mesmo sabia que estava quebrada. Dentre toda tralha que Lickitung havia pego, uma pequena flor fechada se destacava por sua beleza e brilho, o rosado observou a flor por dois minutos e logo notou que ela estava desabrochando pouco a pouco. Ele não tinha certeza se aquela era a flor que Banette estava procurando, mas ela batia com toda a descrição que o fantasma passava.



Última edição por Sammy em Dom Jun 10, 2018 9:41 pm, editado 1 vez(es)
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Re: [Cap.8] — The Bridge

Mensagem por Apollo em Dom Jun 10, 2018 6:47 pm

AVALIAÇÃO

pokeball
Yoshino encontrou uma Pokébola na boca de seu companheiro Lickitung, apesar de toda suja de baba, a Pokébola ainda encontra-se em funcionamento.
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Re: [Cap.8] — The Bridge

Mensagem por Sammy em Dom Jun 10, 2018 11:20 pm

Wood of Tomorrow
Meus Pokémons seguiam seu caminho sem mim, mas pude sentir que pensavam em mim a cada passo que davam. Mesmo inconsciente dentro daquele corpo que já não era mais meu, me sentia preocupada com aquela maldita marionete os acompanhando. Qual era mesmo seu nome? Marcia? Marsha? Não interessava, eu apenas conseguia sentir medo e preocupação, porém evitava pensar nos meus queridos amigos, até porque Manipulador poderia ouvir ou ler meus pensamentos e assim tramar ou dificultar ainda mais a busca de ambos.

Os dois gorduchos e a boneca seguiam pela floresta escura se esforçando ao máximo, os pokémons estavam ofegantes e também muito preocupados com o meu bem estar, enquanto a boneca macabra, bem, ela não ligava. Lickitung se mantinha segurando a papoula mágica, ou melhor a Flor do Luar. Que curiosamente desabrochava a cada minuto mais próximo da noite. Enquanto Raticate seguia a frente do grupo farejando todo caminho, focando em cheiros diferenciados jamais sentidos pelo mesmo, até porque uma hora ou outra eles encontrariam a estranha Árvore do Amanhã. Marsha, a marionete, os seguia sem nenhum propósito a não ser a ordem de seu mestre. A boneca sem alma mas de cérebro andava com muita dificuldade, contorcendo seu corpo e pernas a cada passo, ela virava seu tronco e cabeça de forma surreal formando movimentos nada possíveis para um humano, era simplesmente macabro. O rosado e o peludo seguiam o caminho junto da boneca, a ignorando e focando apenas em seu objetivo principal, os dois ingredientes desconhecidos para os mesmos.


Em meio a estranha rota, Raticate parava por um pequeno período de tempo. Cheirava o ar ao seu redor com muita vontade, sentindo um odor natural e doce, algo que ele nunca havia sentido. Ele corria em disparada seguindo o cheiro e assim se distanciando do restante do grupo. A boneca bem vestida se colocava de quatro de barriga para cima e então seguia o rato em uma velocidade surreal, Lickitung não podia acompanha-los mas logo colocava força em suas pequenas coxas gordas e assim corria atrás do rato e da boneca. Com poucos segundos de corrida, Marsha e Raticate chegavam a fonte do aroma. Uma grande e gloriosa árvore que possuía folhas tão brilhantes quanto o sol, porém, o brilho de suas folhas sumiam de acordo com o sol que ia se esvaindo. Lickitung chegava segundos depois da boneca e do rato, e como eles se maravilha com a beleza da esplendorosa árvore.  

A boneca virou sua cabeça em direção a Lickitung enquanto apontava seu braço para árvore com movimentos bem robóticos e duros, com sua voz tremula ela os informava - "Manipulador só precisa de um destes galhos, especialmente daquele encorpado..." - O linguarudo olhavaa bem para os olhos secos da boneca, então lançava sua imensa língua contra um grosso galho ou melhor tora da brilhante árvore, assim de uma só vez ele puxava com força toda a madeira em sua direção retirando o galho de forma bruta e rápida. A árvore de alguma forma sentia as dores, perdia seu brilho rapidamente tornando um tronco negro, suas folhas caiam sobre o chão e sumiam em um brilho quase que instantâneo quando entravam em contato com o solo. A tora embrulhada com a língua se tornava ainda mais brilhante.

A boneca sorria com bastante dificuldade e assim voltava a falar  - "Destruímos um Carvalho Radiante, nunca ouviram falar sobre um deles? De qualquer forma... Ainda há muito deles no mundo." - Lickitung e Raticate se entristeciam com a árvore que agora estava sem brilho e talvez morta, seu cheiro havia mudado, assim como sua coloração. Era algo realmente deprimente ver aquela gloriosa árvore naquele estado, mas Lickitung não poderia voltar atrás, ele havia me escolhido em vez da árvore. O rato e o linguarudo se ajoelhavam próximos ao tronco negro, um raspava suas unhas contra a madeira enquanto o outro abraça a grande árvore como um perdão. Marsha não possuía sentimentos, apenas se mantinha lá parada segurando o brilhante tronco. De um minuto para o outro, um gato de garras enormes aparecia em cima de um dos vários galhos sem folhas da árvore, ele olhava para a marionete com ódio, a julgando ser culpada daquilo, e ele havia julgado corretamente. O felino saltava de um galho ao outro, descendo com velocidade para o chão e então pulava sobre uma pedra indo em direção a Marsha, Raticate e Lickitung notavam a criatura mas infelizmente não eram rápidos o suficiente. O gato enfiava uma de suas garras contra o pequeno pescoço de Marsha, e assim o pressionava para cima, arrancando a cabeça da boneca de uma só vez - "N-não... m-me... abandonem..." - Disse a garota de madeira ao mesmo tempo que sua cabeça de madeira voava. Seus olhos que antes cintilavam vida, agora estavam apagados por uma lente escura assim como o tronco da antiga árvore. O corpo da marionete caia sobre o chão deixando o tronco brilhante e a flor mágica rolarem sobre a terra úmida. O gato passava as garras sobre os bigodes  -"Sneasel..." - Grunhia a criatura. Raticate e Lickitung se enfureciam e automaticamente se colocavam em batalha.

[...]

Lickitung corria em direção a Sneasel se aproximando o máximo que podia, assim saltava em frente ao mesmo e então girava seu corpo tentando acertar-lhe um Slam pesado com sua cauda. O gato com rapidez ia para a direita desviando do golpe com perfeição, mas Raticate o interrompia com um Tackle que surgia de um momento para o outro. O corpo esguio do felino voava para longe sendo apenas freado por uma árvore grossa. Sneasel chacoalhava sua cabeça e assim notava os pokémons que corriam em sua direção, ele abria bem sua boca assim emitia um som forte e ensurdecedor, um clássico Screech que intimidava seus adversários. Com Raticate e Lickitung de guarda abaixada, Sneasel aproveitava o momento para fatia-los com seu Scratch, passando rapidamente suas garras no couro de ambas as criaturas formando cortes graves, derrubando ambos no chão.

Raticate conseguia se recompor mais rápido que Lickitung, o rato corria em quatro patas e sem pensar duas vezes mordia violentamente a cabeça da criatura com um Hyper Fang, o rato estava tão furioso que levantava seu adversário com apenas uma mordida e então o jogava contra o chão o fazendo quicar. Logo em seguida uma Língua gigantesca entrava no combate, era Lickitung com seu Wrap, ele enrolava o felino usando seu imenso órgão e o jogava sobre o chão várias vezes até que se cansava. Sneasel assustado corria para fora da batalha, era triste, mas infelizmente ele havia perdido sua árvore ou melhor moradia, mas por uma causa.  

[...]

Ambos os pokémons estavam muito feridos e não conseguiam prosseguir dali, mas tinham que tentar. Raticate recolhia com rapidez o Tora do Amanhã e a Flor do Luar, enquanto Lickitung carregava com as mãos a cabeça de Marsha e seu corpo de marionete com sua cauda. Eles cambaleavam e mancavam tentando chegar ao destino. Banette me mantinha sentada sobre uma pedra dura em todo o trajeto das criaturas, minha alma era refém de meu próprio corpo. O manipulador olhava a silhueta das criaturas de longe, sendo necessário se aproximarem apenas alguns metros para o que o espírito se libertasse de meu corpo. Ele notava o estado de sua querida marionete, assim flutuava em direção a mesma. Banette havia deixado o meu corpo, suspirei fundo e fechei meus olhos por alguns segundos  -"Argh... Coff... Finalmente pessoal..." - Tossia e ouvia cada órgão dentro de mim voltando a funcionar, estava livre daquela prisão mental. Manipulador flutuava até meus pokémons e então perguntava furioso  - "O que fizeram?! Qual..." - Antes de dar o sermão, ele pausava sua fala e olhava em direção as mãos de Raticate  - "Vocês conseguiram a Flor e a Madeira!" - O fantasma tomava ambos os materiais das patas do rato. Assustados o linguarudo e o rato partiam em minha direção, os abracei forte e então perguntei um pouco intimidada -"Podemos ir embora... Coff... Agora?" - Manipulador olhou para nosso estado deplorável, assim concordava   - "Os animais conseguiram concluir a tarefa com perfeição... De fato, é algo maravilhoso, podem ir sim... Mas primeiro..." - Ele se dirigia em direção a um pequeno riacho, segurando ambos os ingredientes e um pequeno pote de vidro, recolhia um pouco d'água, amassava a flor e raspava um pouco da madeira dentro da mistura - "Vocês encontrarão uma pequena floresta... Em chamas... Usem isto para se proteger, cada um deverá tomar um pouco desta incrível poção!" - Olhei desconfiada para o líquido juntamente de meus  -"Você nós fez sofrer por causa de nós mesmos?" - Perguntei indignada, o fantasma gargalhou  - "Ah... Não... Eu sou uma criatura ambulante..." - Ele tornava a pausar sua fala sumindo de um lugar para o outro e então retornava - "Nessa florestinha... Há uma madeira de primeira... Imagine o quão perfeito uma marionete desde tipo?" - Ele parava em minha frente ao mesmo tempo que esticava sua mão me entregando a estranha poção  - "Tome conta disto. Agora, obrigado pelo corpo... Mas de qualquer forma... Tchau!" - Uma grande explosão negra era formada e o espírito desaparecia, juntamente com a cabeça e corpo de Marsha.

Abraçava novamente meus dois Pokémons com muita força, respirava fundo o ar de tranquilidade, havíamos saído de uma confusão e tanto. Tinha tantas perguntas para fazer para eles, como sobreviveram tão bem sem minhas ordens. Mas com certeza o que eu havia passado era bem pior, com aquele pokémon preso em meu corpo, ele lendo toda minha história trancada em meu subconsciente, ele rindo e debochando de minha alma, ao mesmo tempo que brincava com meus órgãos. Não importa aquilo havia acabado. Soltava meus queridos pokémons e olhava bem para o rosto de cada um, me levantava com dores assim como eles. Nosso estado era deprimente, cortes, dores, sujeira, mas não desistiríamos. Me alonguei o máximo que pude e então ordenei  -"Estamos todos acabados... Mas precisamos seguir para Geonite... Não vamos morrer, não dessa vez." - Apontei para o longo caminho em nossa frente, dei minhas mãos para cada pokémon e assim os liderarei ate o final desta maldita rota.
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Re: [Cap.8] — The Bridge

Mensagem por Apollo em Seg Jun 11, 2018 5:44 pm

AVALIAÇÃO
Boa tarde! Como você já me conhece, não enrolarei com apresentações e irei direto à sua avaliação. Pois bem, o texto teve uma grande ausência de vírgulas ou elas estavam postas em lugares errados, o quê tornou o texto difícil para ler — ainda mais por seus parágrafos serem bastante extensos.

Você também colocou muitos acontecimentos em um mesmo parágrafo, visto que o objetivo destes é separar acontecimentos para que o leitor não tenha uma leitura desgastante. Além disso, você acabou por utilizar de forma exagerada algumas palavras, repetindo-as várias vezes durante toda a narrativa.

Apesar de todos esses erros técnicos, no quesito de seu enredo, achei interessante a ideia do vilão de sua narrativa fazer Yoshino ficar incapacitada e mandar uma "cobaia" para escoltá-los. Gostei de saber que existem muitas outras árvores sem ser a que eles destruíram, o quê faz sentido para eles não terem hesitado, visto que não era a última árvore do mundo. A batalha foi um tanto quanto monótona, porém bem estruturada. O final, na minha concepção, foi um tanto raso: não gostei do fato do "vilão" de sua rota ter simplesmente abrir mão tão facilmente da exploradora e, repentinamente, ter decidido ajudá-los mesmo que fosse ganhar algo em troca.

Enredo: 4/5
Escrita: 3/5
Total: 7/10
Bom


Lickitung sobe ao nível 32.
Raticate sobe ao nível 29. Pode aprender Sucker Punch.

HPs: Ofegantes. Suados. Ambos estão exaustos e merecem algumas boas horas de sono.
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Re: [Cap.8] — The Bridge

Mensagem por Sammy em Ter Jun 12, 2018 3:30 pm

Mouse Food
Era óbvio que todos estavam traumatizados com o evento anterior, não os culpava nem debochava, até porque eu também sentia algo estranho no peito. A cabeça de cada um funcionava a mil por hora, pensamentos e teorias eram formados em nosso subconsciente, ao mesmo tempo que perguntávamos para nós mesmos quem ou o que era aquele espírito.  

Enquanto caminhava junto do Rato e do Rosado, pude refletir um pouco mais sobre a criatura que havia dominado meu corpo. Eu não sabia o que era um Banette ou qual era a dele, mas tinha certeza que era um espírito, ou melhor um Pokémon Espírito, ou melhor ainda um Pokémon Fantasma. Era muito interessante e talvez um pouco assustador saber que alguns Pokémons poderiam falar em nossa língua, talvez eu conseguisse ensinar uma coisa ou outra para Lickitung, mas não irei confirmar nada.

No meio do caminho, Raticate reclamava e chiava, abria sua boca de dentes avantajados e apontava para dentro da mesma. Sua barriga felpuda gemia e roncava alto, era óbvio que ele sentia muita fome. Sendo assim fomos obrigados a parar por um curto período. O camundongo mimado se sentava no chão lamacento não ligando para a sujeira em si. Ele apenas se sentava lá ao mesmo tempo que acariciava sua grande pança cabeluda.

Lickitung e eu andávamos a procura de sementes ou frutas, ou qualquer outra coisa grande o suficiente para saciar a fome do rato. Com sorte e um tanto quanto conveniente, encontrávamos um conjunto de frutas azuis dentro de uma toca em uma árvore. Sem medo colocava minhas mãos dentro do buraco, recolhendo uma fruta por vez.

O fruto era bem gordo e azul, parecia bastante suculento até mesmo para mim. Meu parceiro linguarudo provava uma das frutas, de uma só vez ele a engolia e como resultado abria um sorriso em seu rosto desdentado. Voltávamos para o nosso foco coletando o máximo daquelas frutinhas.  

Com as mãos e as bocas cheias de frutas, seguimos para fora dali. Esperávamos que o caminho fosse tranquilo, até porque Raticate não estava nem mesmo quatro metros longe de nós, porém, logo encontrávamos uma pequena e peluda confusão. Um grupo de ratinhos se reuniam ao nosso redor, eles pareciam nervosos e famintos. Dois deles pulavam em direção de Lickitung, eles não o atacavam, mas roubavam algumas frutas das patas do rosado.  Outros dois também pulava em mim, eles passavam por debaixo dos meus braços e recolhiam outros frutos de minha mão. O quarteto nada satisfeito ainda tentava nos intimidar grunhindo com seus pelos para alto.

Não sabia se aquelas frutas eram deles por direito, mas nada justifica a atitude mal educada. Olhei para Lickitung e apontei para os peludos - "Licki! Hora de bater em algumas bolinhas de pelo!" - O rosado me respondia quase que instantaneamente, ele sorria de orelha a orelha ao mesmo tempo que levantava seus punhos para o alto.

____________________________________________________________________

Os camundongos acinzentados e pequeninos continuavam a olhar fixamente para Lickitung. Eles realmente queriam uma batalha mesmo com as bochechas cheias de frutas. Um dos pequenos se colocava em duas patas, com grunhidos tentava se comunicar com seus parceiros - "Mincc... Minccino!" - Assim começavam a ação.

Um dos pequenos corriam em disparada em direção a Lickitung, ele se apoiava contra a barriga do linguarudo e assim saltava para o alto. Em seguida acertava vários tapas contra o rosto do rosado, era com muita certeza um Double Slap. O animal cor de rosa acariciava sua bochecha tentando aliviar sua dor, no entanto parecia não funcionar. O segundo rato colocava as pequenas patinhas em sua boca e depois a tirava com rapidez formando um Charm. O coração cor de rosa ia em direção a Lickitung, porém quando entrava em contato com o corpo do Linguarudo, o coração se auto destruía não o afetando. Os outros dois camundongos corriam para fora da batalha levando um pouco das frutas. Assim deixando para trás os outros dois, tudo estava se formando em um grande pandemônio.

- "Lickitung, vamos lá comece usando um Slam em qualquer um dos dois!" - Dei as ordens para o linguarudo que as faria sem excitar. Lickitung se colocava em forma de bola e quicava para o alto, em seguida se desdobrava e preparava um chute aéreo contra um dos Minccino. Ele caia em cima da criatura e a pisoteava com sua grande pata gorda, o pequenino desmaiava deixando as frutas rolarem pelo chão.  

O rival de Lickitung observava a cena com ódio, ele foi rapidamente até o linguarudo e girava no ar, assim acertava um poderoso Slam. Sem outra o rosado caia sobre o chão mas se levantava rapidamente se recompondo da pancada poderosa.

Observei a violência do pequenino, ele realmente estava usando tudo que tinha naquela batalha. Suspirei e voltei a liderar rapidamente - "Quanto ódio. Lickitung finalize com o Wrap! Sem dó!" - O gordinho ouvia com atenção, assim partia para ação. Lickitung lançou sua língua contra o pequeno Minccino, assim ele enrolava o rival com sua língua e então o jogava o mais longe que conseguia, forçando-o assim sair do campo de batalha.

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Fui até o pequeno Minccino desacordado e recolhia os frutos próximos ao mesmo. O pequenino sentia a minha presença  e acordava imediatamente, assustado corria o mais longe que conseguia. Agora tudo estava mais que óbvio, eles não eram donos daquelas frutas, eram penas pequenos ladrões que queria uma vida fácil. Esperávamos que eles estivesse aprendido a lição e que não voltassem a cometer o mesmo erro.

Lickitung estava ofegante e exausto, com certeza eu havia exigido até demais dele. Entregava um dos frutos para que ele conseguisse um pouco mais de energia, pois precisaríamos para seguir nosso caminho até a rota vinte. Por fim, ele comia o fruto com pressa e logo se enchia de energia, desta forma conseguimos voltar ao nosso objetivo.

Com alguns minutinhos de caminhada finalmente chegamos até Raticate. Ele nos recebia com muita energia pegando de uma só vez as frutas de nossas mãos. Ele comia com rapidez, ele gemia e fungava com vontade. Com alguns segundos ele se satisfazia e levantava seu rosto manchado de azul, ele arrotava com o bucho cheio, realmente estava cheio. O rato olhava para nossos rostos com alegria, ele nós abraçava com paixão e muita gratidão.

O rato olhava para um lado e para outro, assim recolhia de trás de uma pedra uma tora queimada ou melhor um Charcoal, não tínhamos ideia de como ele havia encontrado, mas ele fazia questão de dá-lo a nós como recompensa. Ele realmente estava feliz com o nosso feito e não poderia ficar quieto sem nós presentear. Aceitei a tora queimada de bom grato ao mesmo tempo que o abraçava novamente.

Com toda esta confusão, finalmente conseguiremos sair da rota vinte e um.  Já era possível ouvir os sons da grande cidade de Argent, havia apenas uma pequena floresta a frente, nada poderia nos atrapalhar, nem mesmo a fome de Raticate.  

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Re: [Cap.8] — The Bridge

Mensagem por oma em Qua Jun 13, 2018 4:25 am

AVALIAÇÃO
Oi, boa madrugada. O texto melhorou no quesito vírgulas mas sinto que deixou a desejar no português. Pareceu que você estava distraída e acabou não consertando alguns erros, e você também confundiu algumas palavras como por exemplo: quando você disse "excitar", acho que você quis dizer "hesitar". De qualquer forma, posso ver que você tentou não repetir as palavras tanto quanto antes então lhe parabenizo por isso apesar do resultado não ter sido perfeito.

No quesito enredo, acho que ficou bem fraco. A ideia de usar a fome de Raticate como uma desculpa para explorar a floresta foi interessante, mas poderia ter sido melhor executada. Tirando isso, o fato de Lickitung ter lutado, e vencido, contra dois pokémon selvagem no estado em que estava, ou seja exausto, foi um pouco extrapolado, mesmo com após ter consumido a fruta. No entanto, de certa forma acho que isso mostrou que você confia no seu pokémon em condições extremas, uma atitude respeitável.

Enredo: 3/5
Escrita: 3/5
Total: 6/10
Bom


Lickitung sobe ao nível 33. Pode aprender Rollout.

HP: Apesar de ter se recuperado um pouco com a ajuda das Oran Berry, ainda se encontra extremamente cansado.

Yoshino encontrou um Charcoal.

Rota Finalizada
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